Quinta-feira, 20 de Abril de 2017

... são... como as cerejas!!!...

... são como as cerejas,

assim o penso, assim o escrevo,

nem pestanejas,

quando as tens, casualmente,

determinado local, imprevisível,

as conversas,

certo momento,

 

quando as tiras da cesta,

vem sempre uma remessa,

de peito aberto,

coração na mão,

mesma origem, geração,

quão doces são,

 

considerado calado,

quando nomeado,

introvertido,

de poucas falas,

grande desmentido,

entoação,

quando as aventas...

não as calas,

 

quase não intervalas,

espingarda a jeito,

sem defeito,

disparas, disparas...

 

característica minha,

conterrâneos meus,

alentejanos de gema,

retintos,

planície imensa,

arvoredo escasso,

sempre o mesmo,

 

própria,

protegida,

azinheira, sobreiro, oliveira,

pouca seara, muita vinha,

néctar dos DEUSES.

já não é celeiro,

pinga de primeira,

 

pensamento sombrio,

sonho teu,

intento,

recordação,

como as cerejas,

nem pestanejas,

 

felicidade tão grande,

pouca ambição,

quando as tiras da cesta

querida região,

irmão, com irmão...

 

avó babosa,

filha prendada,

quanta conversada,

netos com dotes,

vontade tão grande,

medicina tradicional,

doença impeditiva,

alternativa,

cura que se vislumbra,

desenvolvimento normal,

 

desfiar duma vida,

conseguida,

universitária, quase mulher,

como se quer,

força da mente,

consultório duma dentista,

audível me mantive,

absorvendo,

podem crer,

 

casualidade,

gente q´espera,

desespera,

fala disto, daquilo,

de nós próprios,

dos mais próximos,

pura verdade,

 

 

neto emigrante,

bons pergaminhos,

ainda estudante,

alguns anos na Dinamarca,

agora,

no CANADÁ,

longe de CÁ,

 

areal que s´espraia,

quentura do Verão,

saudade da praia,

quanta ilusão,

 

neve aos montões,

função de relevo,

casinha d´enlevo,

dias frios, bom pagamento,

muito tormento,

 

não me contive,

quase impelido,

lembrei sobrinhos,

filhos d´amigos,

cursos superiores,

óptimos valores,

 

País tão bera

que qualifica, forma,

não emprega, deixa fugir,

manda para fora,

 

mãe embevecida,

outra que chora,

avó tão babosa,

saudade do torrão,

estendido na praia,

horizonte indefinido,

tão longe, perdido,

 

marulhar das ondas,

familiares q´aguardam,

trabalhinho bem perto,

vencimento mais certo,

 

fracos governantes,

agora, como antes,

 

líder de treta,

enquanto se governa,

juventude q´hiberna,

quase nos PÓLOS,

longe da terra,

puros imbecis,

são tolos,

 

não apostam no que têm,

ficando mais aquém,

espécie d´armazém,

aos molhos, como as cerejas,

conversa que diverge,

do âmago me vem,

revolta que sinto,

alentejano que sou,

confesso... não minto,

 

crítica aguçada,

lóbie que lucra,

que não paga nada,

gentinha tão burra,

família que s´atura,

 

brio elevado,

desmesuramento enorme,

alguns com tanto,

tantos, sem nada,

por trancos,

barrancos,

quantos com fome,

num MUNDO imperfeito,

com,

sem proveito!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 12:51
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Terça-feira, 11 de Abril de 2017

... inclita geração!!!...

... séculos passados,

início da grande rapinagem,

ancorados no mesmo bocado,

paisagem,

pedaço empobrecido,

vidas sem horizonte,

lembrando feitos passados,

linhagem,

grande incógnita, receio,

desponte,

classes sociais rudes, agressivas,

recanto,

com suas internas malfeitorias

enfrentamento, entrecruzar de ferros,

razias,

 

 

retalho de vários entendimentos,

soberania

que se desenhava,

conflito permanente,

mudança de rumo,

outra frente,

imposição,

território sem definição própria,

alguns, se consideravam mais fortes

intermédia gente,

sobre os pobres,

 

férrea,

incondescendente,

governava,

outro modelo,

soberano e vassalagem,

duque, marquês, conde, visconde,

castelos, terras mal exploradas,

turba ígnara,

maus costumes, sem vislumbre,

ali, tão perto, mar imenso,

curta viagem,

 

sobrevivência costeira,

monstros horrendos,

ocioso,

curiosidade q´empurra,

íntima,

contacto com mais avisados,

afastando medos,

aglutinando mapas,

montes de documentos,

quantos e quantos pensamentos...

 

olhar vago,

cumulação de projectos,

fazendo

mais fortes, pinhais extensos,

construção, estaleiros,

machados, serras, calafetamento, cordame,

barulhos intensos,

 

ideia,

aferramento, outra opção,

feitios apropriados,

panos,

força do vento,

latina que direcciona,

experimentação,

 

geração ínclita,

guerra noutras terras,

exércitos médios, couraças de ferro,

cavalos,

mantimentos,

curta passagem,

direcção diferente,

estreito fácil,

pequena viagem,

 

arrostando receios,

desembarcando,

enfrentando infiéis,

território,

todo um envoltório,

 

recanto que se torna grande,

para além do mar,

ali ao pé,

bem pertinho,

bem diferente,

morte, destruição,

saqueio,

padrão no chão,

posse, imposição,

outro meio,

 

sem receio, sem receio,

mar profundo,

pensamento, construção,

outro mundo,

 

cordame, madeira, machados,

calafates,

maior dimensão, velas maiores,

armazenamento,

sofrimento,

sonho, visionário, outras artes,

séculos passados,

início da grande rapinagem,

noutras partes,

 

deixou de ser paisagem,

maior viagem,

mar imenso,

horizonte mais próximo,

mapas, coordenadas, direcção, estrelas,

vento,

astrolábio, bússola primitiva,

sonho,

arremetida,

duras penas, escorbuto, morte,

esquecimento,

de vencida,

 

dizem que foram grandes,

honraram antepassados,

tão louvados,

continuidade de grandes cometimentos,

na génese a que pertenciam,

encarniçamentos,

feros, como antes,

 

sob beneplácito do infinito,

espiritual q´aconselhava,

espalhando ladaínhas, rezas,

destruindo povos,

destino,

premeditação,

sem razão,

 

encurralados em curto bocado,

mais ferozes,

contenção,

receios em terra,

após muita e muita guerra,

 

mandaram barcaças ao mar,

logo após experimentação,

ignotos locais,

dias, dúvidas,

sofrimento,

vislumbre, aportamento,

 

terra estranha,

apontamento,

conquista que se comunica,

com ela se fica,

desértica,

momento,

esperança que se cumula,

uma ilha,

 

outras se seguiram,

indo longe,

muito longe,

descobrindo o que já existia,

cravando padrão,

como se fazia,

encontrando POVOS,

culturas diversas,

com enganos, hipocrisia,

espalhando o culto,

com imposição,

fazendo escravo quem já o era,

ou não,

gente de vulto,

PODER tão grande,

ajuntamento do que se desconhecia,

com beneplácito

duma religião,

nova ERA,

novo MUNDO,

mar profundo...

 

... para trás,

muito antes de... muito antes,

actos,

feitos tão degradantes,

 

ungidos, enlevados,

tão considerados

em TEMPLOS,

em MONUMENTOS,

 

tão crentes, os escribas,

cronistas d´época,

falsos historiadores,

glorificando

devassos,

cruéis, genocidas,

quantas, quantas vidas,

perdidas,

 

cimento endurecido,

argamassa,

MUNDO esquecido,

vangloriado,

mortificado... desde SEMPRE!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 13:51
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Terça-feira, 28 de Março de 2017

... guarda-chuva... colorido!!!...

... gosto de guarda-chuva colorido,

em dia cinzento, chuvoso e frio,

pontito q´alegra o dia,

risonho,

quando o uso, quando o vejo,

quando o ponho,

 

 

jeito meu,

contentamento, mania,

sinto, por ele, grande empatia,

algo que desperta, em mim,

por osmose,

sem ostentação,

cópia da mulher que m´acompanha,

tanta afeição,

conchego,

façanha,

 

antes,

me completa,

na sexualidade que mantenho,

hetero, bem tolerante,

momentus,

não me redus,

não afecta,

não discuto, aprecio, faço questão,

lenço garrido ao pescoço,

cachecol de cores acentuadas,

apontamentos,

pequenos nadas,

 

 

PAÍS que já foi sombrio,

tão cinzento, negro, tão frio,

natureza plena, céu azul,

SOL embriagador,

em qualquer pedaço,

recanto,

apontamento que faço,

 

dádiva,

grande favor,

no litoral extenso que temos,

pintalgado, flores bonitas,

no interior,

 

pinceladas de grande pintor,

paleta imaginária que tenho,

quando uso,

me proponho,

guarda-chuva, lenço garrido,

pontito

com que me componho,

 

todos temos,

está provado,

uma parte feminina,

acentuada, pequenina,

não discutível,

um facto,

parte da nossa mãe,

que não nos empequenece,

completa,

nos afaga,

engrandece,

 

desde que oferecido,

marca de produto vendido,

boneco estilizado,

palavra que sobressai,

é, também, mui usado,

fica bem, vida corre,

segue, neste vai que vai,

 

não é impedimento,

antes, companhia,

entretenimento,

 

quando muitos,

grande urbanidade,

todos da mesma cor,

gosto de guarda-chuva colorido,

em dia cinzento, chuvoso e frio,

são correntes,

grandes fluidos,

algo sensaborões,

ganhando mais uns tostões,

 

tornam-se vulgares,

incomodativos,

lembram terras baixas,

mesma espécie, outros ares,

campos pintados a esmo,

quantidade imensa,

um ror,

vulgaridade, plantação,

tulipas da mesma cor,

alguma desilusão,

borrão,

não discuto, aprecio, faço questão,

lenço garrido ao pescoço,

 

quando se vê,

quando se pensa,

 

tempos idos, bem pesados,

contristados,

cinzentos, pretos,

carregados,

na vestimenta de toda a gente,

em qualquer complemento,

também,

horror, pensamento,

únicos no procedimento,

 

carteiras curtas,

alguns trocados,

tristonhos, pesadões,

alguns patrões,

vidas devolutas,

mentes vazias,

quantas,

quantas razias,

 

muitas tristezas,

poucas alegrias,

dias chuvosos, frios,

algum vento incomodativo,

quão cativo,

PAÍS q´era um borrão,

monotonias,

 

enlutado na penúria,

no medo,

tanto segredo,

lenço ao pescoço, não garrido,

na cabeça,

cheiro a suor,

trabalho forçado,

temor,

 

de burel castanho era o capote,

guarda-chuva preto,

que fartote,

 

mudam-se os tempos,

afastam-se lamentos,

recreia-se a vida,

copia-se o entorno,

gramínias variadas,

flores tão lindas,

campo extenso, pintalgado,

céu azul carregado,

 

sol pleno que se mantém,

festa da natureza,

permanente,

mais feliz, tanta gente,

também,

 

... gosto de guarda-chuva colorido,

em dia cinzento, chuvoso e frio,

 

lenço garrido ao pescoço,

cachecol de cores acentuadas,

 

guarda-chuvas, aguarelas,

gentes boas, gentes belas,

pintura que fica bem,

dias ventosos,

com chuva e frio,

quase, quase desafio,

 

dias que s´enfeitam,

mais formosos,

algum toque de feminilidade,

outra realidade,

herança da minha mãe,

empatia

com a mulher que m’ acompanha,

pedrada no charco,

festinha que se fazia,

com balões, com arco,

 

na sexualidade que mantenho,

hetero, bem tolerante,

 

não inédito,

pequena façanha,

momento curto,

tão parco!!!... Sherpas!!!...

publicado por sherpas às 18:49
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Quinta-feira, 16 de Março de 2017

... acrimônia!!!...

... sinto passar o vento,

carícia leve no rosto,

quando, sentado, introverto,

afastado, decomposto,

alucinação perseguitória,

permanente indisposição,

recuando, recompondo estória,

lamentando,

lamentando,

 

não quero ser diferente,

um, entre tanta outra gente,

sofredor pelos males do MUNDO,

quando penso,

m´aprofundo,

 

justiça imperfeita, tão cega,

incapaz,

mal maior que gera inconformismo,

desconfiança que nos assanha,

temeridade de quem a faz,

 

jornais que gritam enormismos,

calam escândalos de quem s´amanha,

muitos milhares de milhões,

legais,

nesta converseta de capitais,

 

alimentando mente d´insanos,

quanto cometimento,

quantos enganos,

argueiro indefenido no olho,

tranca pendurada no nariz,

situacionismo pernicioso,

vai de costas, cega,

tão inclinada,

quem a compra,

quem a paga,

assim a faz,

assim a diz,

 

vale profundo, escuro,

cavernoso,

lamparina que não ilumina,

achincalha, vocaliza,

difunde,

democracia rasca,

imprecisa,

senhora que nos confunde,

 

intenção,

com que tento,

quando escrevo, quando averiguo,

lendo,

 

barbaridades passadas,

quantas cruzes,

quantos fados,

destinos parcos,

fins tão trágicos,

 

marulhar longínquo me desperta,

no alto d´arriba

onde m´encontro,

mar d´encantamento m´alerta,

sua existência,

tumba de tanto morto,

extenso areal na ravina

inadequada valência,

pelo belo,

excelência,

 

tanto grãozito,

tanto novelo,

insignificante,

lá no alto,

espezinhado,

quando em baixo,

 

quão falada,

logo esquecida,

mente torpe,

adormecida,

amnésica de tanta vida,

na lei do que é mais forte,

prevalecendo morte que s´acumula,

montão d´algum poder que se tem,

na dinheirama,

indigna razão,

abafada em enorme perdão,

enquanto professa,

se julga alguém,

dependendo da pouca sorte,

que tudo nivela,

sua morte,

 

menina de tenra idade,

sonhos dourados, tão risonhos,

crença na bondade humana,

entrega d´alma e corpo,

sua vontade,

 

arrastada por perverso,

sensaborão,

culminante cúmulo de vício,

tentação,

dengoso,

no convencimento,

foi repente,

foi vazão,

 

desprendimento de quem a teve,

mil cuidados,

já esquecidos,

bem amados,

não convencidos,

a deram como perdida,

morta,

desaparecida, foi embora,

 

sentado, pensando,

só,

bem no alto,

olhando vastidão tão grande,

quase m´esqueço do que sou,

nesta gula, nesta voragem,

desequilíbrio avantajado,

curto lampejo,

passagem,

 

quando,

deslumbrado,

o deprecio, ponho de lado,

ínfimo,

me reconheço,

atenção que não mereço,

 

ser que s´isola,

não pretende,

tudo respeita,

adora,

vida repleta de sonhos,

realidades cruentas,

tão vis,

ganância desmedida que não entende,

má fé, sombrio, de mau cariz,

sobre débil,

sobre o infeliz,

 

uns em cima,

sobranceiros,

outros em baixo,

multidões,

imenso vespeiro,

 

nem de propósito,

tremenda picada no braço,

paragem repentina no que faço,

pequena mas, ciosa do seu bocado,

no local onde estava sentado,

 

aglomerado de vespas agressivas,

entre mato, entre silvas,

pedregulho como acento,

olhar perdido no horizonte,

tão pertinho, tão longe,

pensamento desabrido,

não reparei,

algo fiz, errei,

 

castigo na hora,

grande ardor,

inchaço, logo de seguida,

parei,

enrolei o estojo,

fui-me logo embora,

coisas da vida,

pensei,

 

tão pequenina, mui senhora,

foi passagem, foi repente,

quando tocado, como gente,

olhar bem, local escolhido,

antes, d´absorto,

mais sentido,

ser picado, como castigo!!!... Sherpas!!!...

 

 

publicado por sherpas às 09:14
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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017

... pedras com... regras!!!...

... se fizeram grandes,

se tornaram imensos,

templos e templos,

faustosos,

incrementos,

 

dúvida estonteante,

permanente atropelo,

pedaço de tanta vida,

choradinho, apelo,

expulsando vendilhões

do TEMPLO,

entregando seus milhões,

passando por fundo d´agulha,

 

 

BIBLIA,

pura teoria,

como chispa,

quando recordada, quando dita,

degradante,

quão hipócrita,

não se pratica,

trafulha,

raivosa,

neste intervalo,

criatura,

sem halo,

furiosa,

impérvia corrida,

 

 

 

confissão com tanta dúvida,

credo tão mal parado,

religião que contradiz,

desdiz,

aversão pelos cabelos,

ladaínha sem conteúdo,

sombrio MUNDO,

 

desfazado

com lei sagrada,

boniteza,

triste recado,

mau pensamento,

baixeza,

no acto,

 

oração,

sua razão,

do crente,

quanta confusão,

 

simples no SER,

na mente,

quando vê,

sem nada ver,

CRISTO na TERRA,

exemplo,

sacrifício quando

acredita,

por querer,

 

conduzido,

não seduzido,

FILHO do PAI,

amantíssimo,

magnânimo,

junto ao pobre,

tão próximo,

inocência, sua perdição,

deixai vir a MIM,

satisfação,

 

cobiça,

vaidade intensa,

deslumbrado

por cetins,

vistosos brocados,

afins,

 

encaminhando,

quanta preguiça,

avareza,

gula imensa,

representação

numa missa,

 

tão enganado,

descurando ensinamentos,

cometendo pecado,

lembra

que pode ser perdoado,

na hora,

vil sentença,

 

excomungado,

não matarás,

não roubarás,

não cometerás adultério,

pedófilo pérfido,

insano,

marrano,

fingindo,

 

inferno,

purgatório,

t´espero,

degrau que vai subindo,

decaindo,

 

se levanta,

arrependido,

assassino, adultero, ladrão,

tarado que se não contém,

defendido,

sem apelação,

tão novo, tão limpo, virginal,

sem mal,

 

ínfimos,

funcionando como tapete,

dos novos,

quanto topete,

dos ricos,

quanta adulação,

do pecador,

uma confissão,

do justo,

utilização,

 

CÉU, uma promessa,

INFERNO, uma ameaça,

vida, uma reinação,

distribuindo perdão,

quase,

quase condecoração,

 

pedra que foi princípio,

logo após cravos, ferros,

crucificação,

tempos duros,

bem feros,

quando na fuga,

início,

 

espinhos cravados na carne,

clamando ao PAI,

prometendo PARAÍSO,

ressurreição,

em verdade vos digo,

 

quanto TOMÉ,

maldigo,

ver para CRER,

baseado na FÉ,

 

entoando fervorosa crença,

quando se pensa,

se não faz,

maldição,

caminhos pecaminosos

dos que são,

 

orando,

arrependido,

confissão,

 

arautos q´erram,

sua crença,

quando pecam,

 

contaminação,

perdição,

indiferença!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 09:25
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Domingo, 29 de Janeiro de 2017

... cliente!!!...

... há várias maneiras

de dizer o mesmo,

usando ditos,

provérbios populares,

neste PAÍS cheiinho de tradições,

contradições,

pequenos versos,

engraçados,

plenos de sabedoria,

por eles, sinto

grande empatia,

 

ajustados

a determinadas situações,

desajustados,

certas empresas,

e instituições,

maus funcionários,

lacaios de maus patrões,

 

 

casa roubada,

trancas na porta,

remar contra a maré,

quanta jactância,

pouco s´importa,

não tem importância

 

num PAÍS que nasceu TORTO,

tarde ou NUNCA s´endireita,

 

atitude,

gesto, serviço,

coisa qualquer mal feita,

quanto fico entristecido,

quando me toca,

 

nem melhor,

nem pior,

feito da mesma matéria,

interesse,

para mim, nunca pretendi

atenção primeira,

benesse,

 

gotita,

em mar imenso,

que s´agita,

transparente,

que respeita toda a gente,

que não grita,

que não merece,

 

respeitador,

por convicção,

direitinho,

com algum valor,

não pedindo excepção,

tratamento de favor,

seguindo

meu próprio caminho,

 

gaba-te cesto roto,

quando no fundo dum poço,

complicada situação,

atrito que surge,

por vezes, urge,

desculpa de mau pagador,

desfavor,

 

por atalhos,

reveses,

enfrentamentos,

alguns ralhos,

contorno tais elementos,

peço, sempre,

um repente,

 

questão de formação,

d´exemplo passado,

bem caro,

digno, recto,

tão claro,

sem defeito, ocultação,

mui chegado,

grande afecto,

 

 

tantas vezes vai o cântaro à fonte

que, um dia, lá fica a asa,

desnorte, desmonte,

a coisa passa,

 

uma e outra vez,

como se nada,

 

uso,

abuso do consumidor,

premicia, prática corrente,

tendo,

não tendo razão,

livro existente no balcão,

indecente,

 

por escrito,

por gravação,

mera reclamação,

num PAÍS que se contradiz,

empresas de mau cariz,

 

patrão em conivência

com empregados,

não tratando,

tristes fados,

quem compra,

como excelência,

 

enganando,

enganando,

 

porque,

uma certeza temos,

no bolso ou no cartão,

o dinheiro que buscam

com eficiência,

qualquer maneira,

forma reles,

interesseira,

excrescência,

 

outros valores, no passado,

cantinho dos desenrascados,

filhos, filhas, afilhados,

para essses,

bons recados,

 

q´ainda prolifera,

certos círculos bem fechados,

soberana cunha,

compadrio,

mesmo no tempo do fiado,

tão só, desespera,

não é visto,

nem achado,

 

o cliente tem sempre razão,

mesmo com regateio,

sincero aperto de mão,

coisa linda, pelo meio,

simpatia e abraço,

sem esquecimento algum,

no livro do compromisso,

um cliente... era um amigo,

 

uma empresa,

era uma certeza,

união,

dinheiro à mingua,

assentamento,

nessa altura,

nesse momento,

forte elo,

ligação,

 

na era da tecnologia,

computadores em demasia,

dados guardados,

grande base,

má vontade,

facturação impossível,

incrível,

 

dão-nos a volta,

não ligam,

desculpa esfarrapada,

cliente não vale nada,

quanta revolta sinto,

não minto...   Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 07:17
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017

... o cavalo do... LEONARDO!!!...

... situação que nos acontece,

quantas vezes não aparece,

labirintos em que nos metemos,

intrigados, quanto os tememos,

 

confusão que nos reduz,

sem saída, escuridão,

sem luz,

 

nó cego que se não desata,

algo complicado nos achaca,

 

temerosos, ridículos,

sem valias,

tentativas, teimosias,

mente que fervilha,

solução,

quanta satisfação,

resolução,

ainda sonho,

caminhada longuíssima

na cidade de Milão,

procura incessante

do cavalo de Leonardo D´Avinci,

monumental,

baseado num projecto de terracota,

agora feito em bronze,

 

oferecido à cidade,

tão distante,

recuperação,

quanta discussão,

 

consultando mapa,

perguntando,

sorriso,

indicação,

continuação,

 

algo que nos escapa,

grande bico de obra,

insistimos,

até que encontrámos

num campo ermo,

sem meios de transporte,

um fartote,

 

lá estava,

distante e frio,

cópia do que tinha sido projectado

há quinhentos anos atrás,

pouco visitado,

 

pelo isolamento,

sonho concretizado,

arrepio,

coisita que se faz,

consequência,

interrogação,

e... para voltar,

como se faz???...

 

tínhamos originado,

situação difícil,

pela curiosidade,

intenção de conhecer,

apreciar réplica d´obra do MESTRE,

numa cidade enorme,

paragem remota,

agora, com fome,

 

depois de caminhada morosa,

tarde ia avançada,

no meio do nada,

um bairro afastado,

isolado,

nenhum acesso,

nenhum transporte,

 

depois de muito pensarmos,

admirado o MONUMENTO,

avançámos,

caminhos de terra batida,

sem alminha viva

nas imediações,

nosso GPS, as pessoas, inoperante,

cansados,

tão isolados,

deserto, ramificações,

desgastante,

 

quase,

quase preocupados,

eis que surge uma senhora,

passeando um canito à trela,

aproximámos,

interpelámos.

num italiano aportuguesado,

com algum inglês à mistura,

francês e... muita gesticulação,

franqueza no rosto,

aceitação,

 

que conhecia PORTUGAL,

situação idêntica num país nórdico,

já lhe tinha acontecido,

para não nos preocuparmos,

ia buscar o carro,

 

mais aliviados,

respirámos fundo,

gente boa neste MUNDO,

 

invocou a “DIVINA” providência,

sua verdade, sua crença,

 

mais afastado do abstracto,

encarando a realidade,

respeitando... como um facto,

casado,

pura e simples casualidade!!!... Sherpas!!!...

 

 

publicado por sherpas às 16:15
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Sábado, 10 de Dezembro de 2016

... memorização!!!...

... matéria extensa,

estudo escasso,

pouca compreensão,

dizem entendidos,

perseguidores atrozes da “memorização”

que se fazia,

 

reter nas malhas do tempo,

qual pescador diligente,

certo facto, dado momento,

prática fundamentada,

tão positiva, mui usada,

repetição... até à exaustão,

interiorização,

tempos idos,

tenras idades,

estudos primeiros,

habilidade minha,

entrega total,

trabalho afincado na sala d´aula,

a “coisa” ia,

 

 

muito paleio,

insistência,

explicação aturada,

repetida,

repetida,

muita brincadeira,

pouca tarefa para casa,

cabeça fervilhante,

paciência inaudita,

ninguém acredita,

 

recuando,

habilidade de velho,

memória que s´utiliza,

vezes, sem conta,

escrevendo,

vai ficando,

papel, lápis, caderno,

quadrícula mui certinha,

soma repetida,

compreensão,

extensão,

aborrecimento,

insistência,

quanta valência,

dado momento,

 

não m´aplaudo,

pouco me vanglorio,

muita dicção,

bastante paleio,

na sala,

uma festa,

quase recreio,

profundo respeito com amigos,

mais pequenos,

mui dignos,

 

homilia da aprendizagem,

sem patrões, vassalos,

alunos e mestre,

irmanados,

ambiente que preste,

entendimento,

quanto eu descia,

m´uniformizava,

com gosto,

pelo que fazia,

 

um, entre todos,

nem espertos,

nem tontos,

família,

quando recordo,

assim o penso,

como quem conta estória,

explicando,

fazendo gestos,

repetindo,

repetindo,

 

memorização tão eficaz,

grupo harmonioso,

sem restos,

menos capazes,

conjunto uniforme,

crianças,

tenras idades,

esperanças,

iguais,

não vorazes,

verdades,

 

no trato, sorrisos,

nas malhas do tempo,

perdidos,

sempre lembrados,

não esquecidos,

 

noutros campos,

noutros espaços,

estranhos,

mui esquisitos,

contrário da repetição,

memorização imposta,

quando se não gosta,

indivíduo que se posta,

agregado político que s´encosta,

grupos sociais diferentes,

fracos líderes repetitivos,

dengosos, activos,

 

cativantes,

com um determinado fito,

poder pelo PODER,

dinheiro, pelo dinheiro,

atropelos, mentiras,

ditas, reditas,

insistentes,

memória curta,

enviesamento,

dado momento,

 

memorização que não se retém,

amnésia que se sobrepõe,

que promete, falta,

não cumpre,

faz sofrer,

por querer,

 

mesquinha,

hipócrita,

perante quem não entende,

não gosta... por vezes grita,

minha gente,

pobre gente,

 

adepto da lengalenga do passado,

da repetição gostosa,

interessante,

agradável companhia,

aspecto lúdico da criança,

do meneio,

do apoio constante,

 

da escola aberta,

transparente,

sempre presente,

dando ânimo,

palmadinha nas costas,

cara feia momentânea,

passageira, ocasional,

tal e qual,

 

amizade cimentada,

entre pais, filhos,

mestre,

memorização necessária,

estória, como um conto,

coisa séria, como um jogo,

 

intervalo,

prolongamento,

casa, sem afazeres,

cultivo da amizade verdadeira,

perdurante,

água límpida da ribeira,

fresca,

que jorra da fonte,

raiar dum dia,

desponte,

 

alimento,

portentosa

máquina que temos,

sentimento,

bem em cima dos ombros,

na caixinha que a abriga,

quando damos,

recebemos,

 

 

fundamental,

tão formosa,

nossa amiga,

luminária permanente,

geradora da CRIAÇÃO,

 

inventiva,

do SER que nos torna diferente,

sem manipulação,

em qualquer OCASIÃO,

memorização,

repetição

com muita diversão,

estórias, brincadeiras, afins,

resultado futuro mais complexo,

... outros fins,

muito nexo!!!... Sherpas!!!...

 

 

publicado por sherpas às 05:05
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Sábado, 8 de Outubro de 2016

... modus!!!...

... maneira de ser...

 

... respeito profundo por todos os gostos,

pelas ideias, pensamentos, acções,

pelas regras justas, injustas da comunidade,

gregário que se preza, diminuto entre milhões,

sentimentos, valores, alegrias, desgostos,

tristeza que me reduz, não seduz,

acalmia, entendimento, aceitação,

sorriso, agrado, supérrima afeição,

 

esquisito pensamento,

procedimento,

pensar distinto sobre isto, sobre aquilo,

não discuto, passo ao lado, mantenho,

atento como um esquilo,

alertado para tudo, para todos,

compreensivo,

não indolente, bastante activo,

 

 

poço sem fundo,

receptador voraz,

quilómetros andados por um objectivo,

quando alcançado, satisfação,

substituído,

sinto-me bem, sinto-me vivo,

 

... maneira d´estar...

 

apreciador da natureza,

qualquer ser, qualquer tipo,

obra que m´enleva, fico estático,

pensativo,

de bem que me sinto,

tão cativo,

 

ária melodiosa, música diversa,

moderna,

de rua, salão, mais interna,

sentido que s´aviva,

delícia que m´afaga,

pintura em parede velha,

exposição,

num museu, numa igreja,

no chão,

 

esbugalho os olhos, absorvo,

contemplação,

pedra bruta que se transforma,

linha harmoniosa,

estatuária q´encontro, escultura perfeita,

minha alma s´enleia,

 

quedo, absorto,

percorro curvas, entorno,

suaves, delicadas, trabalho,

contorno,

que satisfação,

quanta admiração,

 

talha dourada, madeira nobre,

peça única,

tentação,

pormenor sem mácula,

naquela modesta igreja, catedral,

sinagoga,

oferenda a um DEUS invisível,

preito,

q´arte, mão portentosa,

que jeito,

 

... maneira de ver...

 

nascer lento duma flor,

grânulo fecundo,

pequena semente, junção,

nascimento de TUDO,

 

somos incríveis, não superiores,

convencidos,

quando maiores,

erros cometidos,

ajuntamento, posição,

verborreia insensata,

nódoa se transforma,

somos nada,

 

humildade, honradez,

predicado,

aceitação, sentimento, nobreza,

tenho a certeza,

completamo-nos no que somos,

um, entre biliões,

simples pegada,

 

poeira do caminho que se sopra,

réstia insignificante,

grandezas, misérias,

normalidade que pretendo,

assim penso, assim entendo...

 

adoro redes sociais,

desde que sem mácula,

sem ofensa,

quando s´admira, quando se pensa,

oferenda geral,

união tão GLOBAL,

 

melhoria d´HUMANUS,

rejeição do imprestável,

denuncia incomensurável,

LIVRO IMENSO,

tudo se regista,

tudo se partilha,

 

aproximação,

embelezamento,

entrega total de quem tem,

encontro casual d´amigos,

fazem-me bem,

contorno atritos,

respeito pontos de vista,

aplaudo, entusiasticamente,

boa crónica, boa gente,

 

... maneira de pensar...

 

como visita a um MUSEU activo,

como os entendo,

bem na hora, bem vivo,

à disposição de todos,

sem obstáculos loucos,

transparentes,

às vezes, inocentes,

 

quanto s´aprende,

quanto se dá,

quanto se mostra,

quando se gosta,

 

nunca entendi a proibição,

certos locais,

de culto, de cultura,

exposição,

outros mais,

como amador da fotografia,

minha empatia,

gosto de reter na memória da maquineta,

fotos, pinturas, esculturas,

tirar “bonecos” os apelido,

sem intenção de os menorizar,

antes pelo contrário,

sinto pena,

dói-me bastante,

algumas fervuras,

momentâneas, que maldigo,

quando não me deixam tirar,

para mais tarde recordar,

para mostrar,

partilhar,

peças lustrosas de sacrário,

retenção no baú,

de todos os seres, o mais comum,

como pretexto discutível,

estropiar a obra,

reter fechada, inacessível,

o que me parece incrível,

 

quanto mais publicitadas,

mais conhecidas,

mais valiosas se tornam,

mais s´aprecia,

mais curiosidade geram,

mais nos aproximam,

incentivam,

evitando atitudes à sorrelfa,

socapadamente,

aproveitando distracção

de quem guarda,

vigia,

 

grossa toleima, triste mania... Sherpas!!!...

 

 

publicado por sherpas às 20:54
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2016

... chorões!!!...

... quão viçosos,

derramando, como lágrimas, seus braços,

suas folhas, em profusão,

bem à beirinha do calçadão,

pr´ó chão,

 

eram três,

bem alinhados,

entre povoados

que se não distinguem,

d´irmanados,

 

 

continuidade de casario

que bordeja,

com gosto,

satisfação,

aquela pequena porção

no sapal do rio,

 

mirando seu rosto,

quando calmas, nas águas,

como espelho, recanto,

maré plena, doce encanto,

emoção,

 

quanto me delicio,

no pedacito de rio,

no pedacito de mar,

brisa fresca do norte,

no sopro, um calafrio,

minha, nossa baía,

no raiozito de SOL q´espreita,

que melhor a enfeita,

 

quando aquece,

sombra abençoada,

tão viçosos,

tão chorosos,

 

não me canso de os louvar,

beleza ímpar,

postura d´humildade,

braços caídos,

maneira d´estar,

perante sofridos,

 

mágoas de quem as tem,

que são NINGUÉM,

como quem entende,

compungidos,

 

quando ausente,

curto,

largo período em que não a veja,

pintura bela,

cores diversas,

quanto custo,

gentios,

casas dispersas,

pintura perfeita,

imensa tela,

 

pormenores,

a cada passo,

como aqueles chorões,

representativos

de sofrimento,

dores,

 

locais recônditos d´aflitos,

vale de lágrimas tão intenso,

algum abrigo,

tarde quente de Verão,

assim o penso...

 

quase os sinto chorar,

sem gritos, ais,

ou lamentos,

constante lacrimejar,

braços caídos,

roçando o solo,

desânimo,

desconsolo,

 

salgueiros de pequeno porte,

embelezamento,

ainda jovens,

pendentes,

com hastes q´imploram,

rendidos,

tronco forte,

 

choram,

vergam ramos plenos de folhas,

quando os olhas,

sentes lágrimas no rosto,

quadro composto,

 

manhã triste,

natureza rica,

sentida,

doce local, que bem fica,

algum encantamento,

paragem que m´obriga,

sombra amiga,

pensamento,

 

drama encoberto,

alegrias, festas,

romarias,

desenrolar de tantas vidas,

passam-se dias,

acontece por perto,

 

que raio de mania a minha,

cabeça que m´inquieta,

mudar o MUNDO,

tão complexo,

tão profundo,

quando m´aprofundo,

 

sentença, CASO, rinha,

guerra, hipocrisia, mentira,

desassossego permanente,

sombra promissora,

como abrigo,

verdura, lágrima,

chorão amigo

 

braços virados pr´ó chão,

imbuido de boa intenção,

introverto constantemente,

budista,

por afeição,

 

paragem, quase “yoga”

mera personalidade sem toga,

sem juízo castigador,

criatura débil,

coisita pouca,

que s´apena,

cabeça louca,

 

refrega constante,

digno,

vertical,

como tanto humano,

quando racional,

 

não m´afasto,

lembro sempre,

repito até à exaustão,

com fervor,

exaltação,

 

pela vida, pelo entorno,

quanto amor,

fazendo, sendo parte ínfima,

q´infirma, s´esgota,

enfraquece

quase chora,

não esquece!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 07:44
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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

... já (h) era!!!...

... com ou... sem intenção,

natureza sábia que tudo nos oferta,

pequeno, frágil, tão tenro,

num recanto qualquer,

ocultação,

não nos chama, sequer... a atenção,

tão verde, tão rebento,

na certa,

 

insignificante,

foi crescendo, esmero,

agarrando ao que encontra,

um muro,

mais forte, mais planta,

mais seguro,

 

 

deixou de ser,

deu nas vistas,

admiração,

uma gotita d´água, uma carícia,

afeição,

 

redobrado

gesto, gosto,

olhares,

quanto cuidado,

sorriso esparso, no rosto,

deu-se d´ares,

 

retomou força,

cresceu, vigorante,

quanta garra, quanta pujança,

enleando

por tudo quanto era sítio,

subindo,

engrossando,

 

sem ruído, sem um pio,

alargando,

fez-se espesso manto verde,

vedação, muro,

parede,

 

jeito,

encantamento,

agrado de quem, zelosamente,

cuidou,

brilho nos olhos,

quanto desvelo,

abrolhos,

feliz, como gente,

 

canseira,

suor em bica,

altura da poda, do corte,

afinação do que era débil,

agora... forte,

 

recordo entrega,

corte sistemático,

rega esparsa,

nem mais um milímetro,

ramo rebelde

da planta que fora leve,

tão tenra, tão verde,

 

quanto apetrecho,

tesoura grande, pequena,

esforço,

tarefa periódica, sistema,

entretenimento,

aparadela daqui,

corte mais profundo,

tão doméstico, meu mundo,

 

rodeando a casa,

proporcionando privacidade,

compondo,

forte de verdade,

abrigo,

o que tinha sido,

arbusto débil,

agora... hera,

 

elemento decorativo,

fazia parte,

mancha serpenteante,

canteiros,

terra, vegetal amigo,

 

mais trabalhosa,

alongada, sinuosa,

quando verde, viçosa,

deslumbramento,

tinha contras,

abrigo d´insectos,

vasssoura na hora,

folhas secas, mau aspecto,

esquecimento,

na rega, sem afecto,

 

não era suficiente,

tesoura eléctrica na garagem,

supressão,

extensão, alívio,

quanto desperdício no chão,

contentor,

caminho constante,

vassoura na mão,

e... a vida passa,

ia perdendo graça,

 

deu-se imprevisto,

foi-se o muro,

foi-se a hera,

deixou de ser, já era,

 

pedreiros em casa,

nova visão,

casa que tinha o que fora rebento,

planta tão fraca, débil,

decisão,

pavimentação, muro baixo,

sem separação,

 

quase no largo,

apetrechos de lado,

casa mais aberta,

sem privacidade,

outra realidade,

 

por vezes lembro,

como quando (h) era

o que tinha sido...

entristecido!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 16:26
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Domingo, 7 de Agosto de 2016

... cinco... faúlhas!!!...

... como num assador de castanhas,

negras pedras, recordações longínquas,

janelas abertas, tantas portas,

olhos da mente, vidas antigas,

quando te lembras, apanhas,

 

basta uma chispa, combustão,

molhinho de pinhas secas,

cuidado com que as ajeitas,

bem ventiladas, ainda escuras,

abanico q´agita, incandesce,

transforma simples carvão,

tão brilhante, resplandescente,

flâmula mágica, atenção,

 

busco rosto, trago gente,

recordação que m´afaga,

se sente,

passando através do fumo,

cortina densa que não é barreira,

qual faúlha q´estala,

quando se liberta,

memória morta,

já desperta,

 

 

fruta doce que se transforma,

seguindo regra,

sendo norma,

época do ano que se recorda,

alandro repleto, colorido,

beirinha da estrada, caminho,

paragem que m´obriga,

tal o grito,

 

olfacto com carinho imenso,

cheiro discreto, baixinho,

doce como o mel, abelha ausente,

incandescente, sob brasa q´ofusca,

memória que traz,

que busca,

 

“Don JUAN, bem conhecido,

marisqueira farta, camarero untuoso,

na matemática,

um virtuoso,

nos enredos, veredas estreitas,

profissional, indignificante prática,

de tão nobre, amigo perfeito,

se tornou mero surripiante,

 

por deslumbre, grandeza aparente,

d´alheio s´adonou,

era grande, esbanjador,

quando, gargalhante,

o gastou”

todo um “SENHOR” – todo um “SENHOR”

uma faúlha que se finou,

 

“sendo amigo,

continuou,

 

defeito, maneira de ser,

meu juízo, perdurou,

saudade tão grande,

“escamoteante”

 

como num assador de castanhas,

punhado de sal que se deita,

estalidos, muitas faúlhas,

quando as comes, quando as apanhas,

vislumbre, simples clique,

tempos antigos,

baía adormecida, espelhante,

caminhada pela fresquinha,

 

cheiro doce,

mel adoçante,

alandro q´afagas, ali à beirinha,

abelha morta, tão ausente,

se sente montão colorido,

mergulho os olhos, quando o vejo,

m´enlevo, seduzido,

 

ouço repentina crepitação,

faúlhas por tantos lados,

assador da minha afeição,

vendedor de carvão,

sementes várias, origens,

bem secas, alimentação,

sempre com revista na mão,

amigo ZÉ, grande afeição,

sofredor, vida ingrata,

desde cedo, muito pequeno,

gosto comum, banda desenhada,

curto caminho, ínvia estrada,

mau conselho, vida airada,

faúlha esvanecida, bem azarada,

 

água calma da baía,

nem um ventinho bulia,

maré cheia, linda moldura,

bem ao fundo, lá s´arruma,

conjunto da velharia,

vão chegando, bem cedinho,

fazendo por vida custosa,

expõem artefactos vários,

falando muito baixinho,

 

compondo seu mostruário,

bancadas repletas, destino,

mesmo juntinho ao café,

esplanada agradável,

sombra apetecida,

vou andando, sem corrida,

caminhada que faço,

parte do dia,

 

mais um abanão no assador,

punhado de sal, conta certa,

estalidos vários, muitas faúlhas,

distingo, entre elas, mais uma,

cabecinha no lugar, aplicado,

filho único, bem guardado,

meu vizinho, ali ao lado,

 

combinação mui responsável,

horas mortas, já crescido,

na varanda, recordação,

estdudando matéria “detestável”

álgebra e geometria,

não da minha simpatia,

com que zelo, amigão,

 

passo por ruas velhinhas,

amontoado de casas seculares,

umas, habitadas, outras vazias,

humildes casebres que são lares,

recuperadas, a luzir,

com que zelo, quanto carinho,

roupas estendidas, vizinhas,

parente idoso, sózinho,

bem composto, dando-se ares,

um sorrisinho no rosto,

um bom dia que descola,

quando passo, vou embora,

 

abanico bem agitado,

sopra vento, anima a brasa,

solta grande fumarada,

fagulha mais resistente,

uma amostrinha de gente,

filho da autoridade,

companheiro da aventura,

quase irmão, amigo CHICO,

quantos percursos no VERÃO,

ribeira longe da terra,

grupinho que a procura,

mais mergulho, menos mergulho,

grande gosto, não resisto,

chilreantes, animação,

bem pelados, sem calção,

roupas atiradas para o chão,

bem frescos, indo ao fundo,

desafio, nadando à cão,

já com estilos, perfeição,

quanta,

quanta natação,

 

mesmo no cruzamento,

bem ao centro de larga avenida,

lá vai, fazendo pela vida,

“quentes e boas”

alertando a gente,

na tarde inclemente, fria,

em plena invernia,

“quente e boa”

ainda quente,

quando a sinto nas mãos,

depois de sair do assador,

pedacinho d´energia,

transformado pelo carvão,

brasa bem viva,

salpicos de sal,

estalidos diversos,

nuvem espessa,

fumarada, entre faúlhas,

recordando amigos,

mortos ou vivos,

dos que, apesar de...

ainda te orgulhas,

 

pequeno, entroncado,

filho d´hortelão,

homem sério, trabalhador,

colega do passado,

colégio, companheiro, amigão,

o caro JOÃO P.

há quanto tempo o não vês,

 

foi tropa comigo,

seguiu seu caminho,

teve sucesso,

"bocas" diversas,

dispersas,

 

como o recordas, quando atravessas

fumarada, densa nuvem,

passado distante,

estalidos, faúlhas repentinas,

desatinas,

 

no MUNDO dos MORTOS,

acabados,

como carvão negro, escuro,

fazendo pelo FUTURO,

nos filhos, brasas incandescentes,

bem VIVAS,

nem adivinhas,

nem adivinhas...

 

foram,

continuam sendo parte de mim,

tal como escrevo,

penso, quando passo junto ao assador,

espoleta que faísca,

acciona... minha dor,

tempo inclemente que tudo devora,

minha alma... chora,

sorrindo,

sorrindo!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 11:13
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Sexta-feira, 15 de Julho de 2016

... última hora!!!...

... não tenho escrito

no meu blogue amigo,

por razões pessoais,

situações adversas,

recordo escrito antigo,

partilho nas redes,

as mais diversas,

 

entre animais,

como os menos,

como os mais,

sendo comum, como gente

que chora,

clama, implora,

sente,

 

entristecido,

acontecimento funesto,

atitude, palavra, gesto,

euforia imensa,

retumbância propagada,

frequência,

 

figura pequenina,

grotesca,

abafo a revolta,

calo o grito,

 

circunstância que m´apouca,

colectivo massacrado,

para que se veja,

se ouça,

em qualquer sítio,

em qualquer lado,

resquício degradante,

apontamento,

imbecil se torna gigante,

num momento,

num instante,

 

quantos décibéis,

quantos opinativos,

encolho ombros,

viro costas aos afirmativos

q´entoam,

apregoam,

 

tentam convencer multidão

que sente nojo,

basta aversão,

por alguém que se sente dono,

senhor,

na redundância do seu tambor,

 

barulho ineficaz,

verdade duvidosa,

terror,

guerra, horror,

barbaridade,

perante mudo,

indiferente,

mentira, verdade,

perante incapaz,

 

quanto receio,

quanto temor,

assim o creio,

assim o julgo,

sendo diminuto,

pontito escasso

neste MUNDO,

 

cavaleiros do apocalipse,

morte, como objetivo,

fome, como caminho,

peste ou doença que s´adentra,

logo após GUERRA prolongada,

origem congeminada,

 

célere mente que propaga,

divulgação cruenta,

vil,

baseada numa invenção,

um conto, entre tantos,

descaminho,

reles ardil,

 

hipocrisia máxima que s´aventa,

intenta, intenta,

consegue tudo que se segue,

persegue,

 

maldição,

sonho dum LOUCO,

somos tão pouco,

vítimas fechadinhas num redil,

abatidas, sem contemplação,

aversão,

 

última hora,

mais uma que já não é,

pois é,

qual será a seguinte,

a última das últimas,

neste pedregulho virado,

revirado

da cabeça para os pés,

tão maltratado,

 

tenhamos fé,

alguma esperança,

que s´esboroa,

coisinha à toa,

parca liderança,

DEUSES cruéis,

OLIMPO tão sujo,

assim me quedo,

não fujo,

 

desiludido,

tão entristecido,

quase mudo,

quase indiferente,

no meio da GUERRA,

sem PAZ,

com tanta PESTE,

abunda a fome,

gente que não vive,

que não come,

quanta e quanta morte,

 

num calhar,

num muita ou pouca sorte,

no sítio errado,

aqui, tão perto,

quando desperto,

 

abro a persiana,

olho para a rua deserta,

pesadelos que m´assombraram,

logo após,

ainda não passaram,

estremunhado,

invoco PODERES,

clamo piedade,

quase acordado,

tragédia, sofreres,

tende pena de VÓS,

 

no relvado fronteiro,

juntinho a contentores,

filhos do DEMO,

representantes do maléfico,

estarrecido me quedo,

 

cavaleiros da desgraça constante,

apascentando,

cautelosamente,

ofuscação,

chifrudos e não,

que confusão,

 

não somos gente,

ódios e raivas,

saliva q´escorre,

dentes cerrados,

sanguinolentas figuras,

matanças e nojos,

quantos desgostos,

 

outro demente,

outro mandante,

outra ocorrência macabra,

cabritos e... cabra!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 15:31
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Quinta-feira, 9 de Junho de 2016

... imunes e... impunes???...

couto privado…

gamela enorme, muita caça…

poucos caçadores, riqueza esparsa,

no meio de tanta fome,

ínfimas valias…

tantas dores,

contradições,

desequilíbrios,

aflições,

consciências tranquilas,

promessas, ilusões,

trapalhadas e……

confusões!!!... …

 

um cevar constante,

impune,

gritante,

extravagâncias mil,

vergonhosas,

ignomínia,

desfaçatez irritante,

hipocrisias, mentiras…

pouco honrosas,

um virar costas, simplesmente,

perante

o desempregado,

o indigente,

 

 

como se de repente,

num apagar,

num afastar,

cauteloso,

se possa perdoar, ilibar…

o mentiroso!!!... …

 

tudo caçaram,

tudo venderam,

tudo estragaram,

com benesses e mordomias…

doces manias,

 

destruíram,

desbarataram,

ao gosto, ao jeito…

grandes razias,

do alto da incompetência

que arvoraram,

bem distantes,

indiferentes,

outras gentes!!!... …

 

que se faça auditoria…

sindicância,

que se averigúe, a preceito,

sem maldade,

sem desconfiança,

seguindo o molde,

continuando o jeito,

 

caçadores apeados,

mostrando a esses excelsos,

suas grandezas,

seus pecados,

satisfazendo curiosidades,

apelos,

dos que foram espoliados,

dos milhares de desempregados,

dos pobres e……

esfomeados!!!... …

 

gamela…

mais reduzida,

quase vazia,

mais que limpa,

sofreu agressões,

foi bem lambida,

por vorazes,

não capazes,

 

todos eles bons rapazes,

ineficazes,

imponentes,

na soberba,

distantes no actuar,

não há mal que se não chega,

não há perdão,

para dar,

neste mal que se não pega,

quando dignos,

rectos e puros,

 

outros tempos,

bem mais duros,

porque gastos,

sem cheta,

depenados,

ludibriados,

iludidos,

 

mais que enganados,

esperançosos,

por enquanto,

como eu…

que grito e canto,

meu desgosto,

desencanto meu!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 07:21
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2016

... DEUS menor!!!...

... aceito as religiões,

meras instituições,

poderes e dinheiros,

caminhos ínvios, desde sempre,

pregadores que as espalham pela TERRA,

confrontações frequentes,

arrastam gentes,

multidões

de muita FÉ,

crentes,

 

estorial que não entendo,

passado de tanta matança,

actos impróprios,

ainda agora,

quando matam, abusam,

enricam,

 

todas apregoam o que não praticam,

 

nas mais avisadas,

uma que outra excepção,

mais espiritual,

entre o bem e o mal,

 

vou seguindo a que me rege,

a CONSCIÊNCIA,

respeitando religiões,

aparências, confusões,

menos céptico,

com a minha referência,

 

teorias interessantes,

tanto agora, como antes,

mundos paralelos,

seres extraterrestres,

DEUS UNIVERSAL,

pura ilusão,

desilusão... perante...

 

por vezes penso no OLIMPO,

DEIDADES para cada gosto,

vou mais além, imagino,

sinto-lhe o cheiro,

quando bem disposto,

BRINCO,

 

tão imenso,

em constante expansão,

galáxias mais próximas,

milhão sobre milhão,

estrelas, planetas, cometas,

mais bilhão, menos bilhão,

outras, quão distantes,

incontáveis, desconhecidas,

quando penso,

 

num “granito” pequenito,

valente BIG BANG,

espaço, tempo, matéria,

fisicamente falando,

pontito escasso que vagueia,

pedacito d´areia, ambiente propício,

origem, evolução,

coisa bonita, tão feia,

quando se desfeia,

 

pelas DEIDADES d´então,

pelas religiões maiores,

pelos poderes, pelos dinheiros,

pelos mágicos ou feiticeiros,

pela ignorância que grassa,

avassala, não passa,

 

surgem CRENTES com qualidades,

muitos defeitos,

mortes desnecessárias,

algum perdão,

incompreensão,

inconsciência,

desumanidade q´envilece,

aumenta,

não esquece,

quando prega, só lamenta,

inventa...

 

para não ofender,

defendendo crença d´outros,

refiro-me ao tempo do OLIMPO,

dos DEUSES vários,

para todos os gostos,

tão pequenino,

insignificante até,

vasto espaço que s´expande ainda,

pedacito aqui ao pé,

pois é,

 

vastidão que me preenche,

domina, instiga,

não castiga,

incentiva,

 

d´entre os DEUSES, um niquito BEM MENOR,

tão DEUS mas... imberbe,

com momices, irrequieto,

quase sem verve, pouco valor,

brincalhão,

entre tanto e tanto milhão,

UNIVERSAL bilhão,

 

como entretenimento,

um berlinde,

com outros mais,

na galáxia espiral,

via LÁCTEA, a que pertencemos,

nosso sistema solar,

como sabemos,

 

puro traquina,

ainda moço,

sem obra ou arcaboiço,

tal como nos jogos da “NET”

foi construindo um esboço,

no espaço,

dando tempo ao tempo,

amarfanhando,

experimentando,

 

concluindo, parcialmente,

enquanto s´entretia,

convulsões d´espanto,

tremuras tantas, erupções,

fervilhantes experimentações,

enquanto fazia,

sorria, sorria, sorria...

 

como qualquer menino, embora DEUS,

bem menor, como sabemos,

deixa o brinquedo de lado, junta-se a ZEUS,

a outros, bem maiores, lá no OLIMPO,

grãozito d´areia, espaço, tempo, matéria,

na universalidade a que pertencemos,

 

passam milhares, milhões, bilhões,

com tremuras, contracções, erupções,

rasgos profundos, transformações,

seres que surgem, desaparecem,

outros mais, dando primeiros passos,

avançam, progridem, não esquecem,

evoluindo, entre ciclos, convulsões,

 

no “granito” insignificante,

naquele pedacito de brincar,

entregue a um DEUS MENOR, para variar,

como bola colorida que salta, pula, rola,

estrebucha, quando aquece, como glaciar

recondido, sem vida, mortandade,

fantasia, realidade,

 

rejuvenesce, volta a rolar, viva,

pujante,

sorriso aberto, escárnio aviltante,

no rosto imberbe duma criança,

sob o “jugo” d´algum tratante,

 

somos tão POUCO,

no UNIVERSO que nos abarca,

obra eivada por um LOUCO

milhares, milhões, bilhões,

numa GALÁXIA espiral,

num sistema reduzido,

desconhecendo o que nos cerca,

espaço, tempo, matéria,

estando presos por um fio,

 

ferramenta que nos apaga,

qual borracha imensa,

quando se pensa,

rabiscos e criação dum imberbe,

DEUS MENOR,

que nos deita fora, esquece,

seja lá como,

quando for!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 20:24
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Quarta-feira, 27 de Abril de 2016

... somos... tão poucos!!!...

... há quem não goste,

veja, tal atitude, simples perda de tempo,

saia de casa, se poste

no lugar preferido da viatura,

frente ao volante, quase sempre,

sem alteração, sequer intento,

engrene mudança adequada,

impante, devorando estrada,

destino incerto,

longe ou perto,

indiferente,

hábito antigo,

 

 

também passa comigo,

 

por vezes quebro,

altero rotina,

olho para os pés, avalio entorno,

tomo-lhe o gosto,

 

dia bonito,

passeio inadequado,

estreito, mal conservado,

quase aventura, prossigo,

andando, contornando,

cumprimentando,

lá vou,

sigo,

 

depois de alguns reveses,

pequenos incidentes,

ninharias,

relapsos que são próprios,

encontro, por vezes,

quase sempre,

outras gentes,

as que não fazem quebra na rotina,

as que se deslocam a pé

no bairro,

distância curta ou enorme,

fazendo pela vida,

 

contando

tostões de parca reforma,

passando fome,

chorando amarguras,

arrastando

suas penas,

tristonhas,

vidas custosas, tão duras,

sempre as mesmas,

 

estendendo a mão,

ajuda a um irmão,

minha atitude, minha fé,

partilho moedita,

consolo

com palavras d´ocasião,

quando contacto,

quando ando a pé,

na altura, no acto,

 

ajudo senhora idosa

com o carrito das compras,

quanto m´indigno, m´assombro,

escadaria tão grande,

difícil acesso, m´oponho,

dialogo, controverso,

tão juvenil, bem formosa,

m´abençoa com paga de Nosso Senhor,

contesto, porque ausente,

não presente,

nesta, noutras situações,

guerras, conflitos, convulsões,

 

em dívida para comigo,

para com tantos,

quantos,

quantos enganos,

bonitas palavras,

consolo,

sorriso, perante fraqueza,

quanto dolo,

nestas linhas, com que travas

dura luta, enfrentamento,

por incúria de portento,

 

ah... quando andas a pé,

quando esqueces o carrito no aparcamento,

quando t´aventuras,

por caminhos, por ruas,

estreitos passeios,

mal conservados, muitos buracos,

afrontamentos repentinos,

sobressaltos,

 

desmazelo de quem teria,

por obrigação,

ofertar a quem lhe paga,

mediante impostos, quejandos,

taxas encapotadas,

enredos, meandros

do PODER que não é POVO,

embora NOVO,

 

qualidade de vida

não conseguida, ainda,

ser humano, tão desigual,

tão anormal,

q´estende a mão,

pedindo algo porque não tem,

desempregado,

entre muitos outros,

olhos entristecidos, consolação,

moedita na mão,

constrição,

 

pobre País que se contradiz,

não emenda,

prossegue,

mantém confusa a GOVERNANÇA,

sociedade que não prospera,

não alcança,

esquecida a POPULAÇA

que desespera,

que mendiga, que não serve,

no chão, na casa do pobre,

no albergue,

 

na idade que se não entende,

que sofre porque não colhe,

condição que não é matriz,

como quem diz,

usam, deitam fora,

qual, no ocaso da vida, velha prostituta,

meretriz,

 

desmerecido pela incapacidade,

crua verdade,

na rua que lhe não pertence,

triste realidade,

labirintica situação,

sinal no chão, apenas,

difícil acesso,

réstia, insucesso,

exclusão,

 

num cantinho q´é de todos,

tantos e tão poucos,

cruéis, indiferentes,

quão loucos,

tão diminuidos,

irmãos esquecidos,

 

amigo, amigo... vem,

deixa o carrito no aparcamento,

avalia o entorno,

contacta, por um momento,

faz aventura no passeio,

calca pedra, calca chão,

faz conversa, pára, ouve a aflição,

 

sente a fome do que não come,

a miséria que s´encobre,

o rico que também é pobre,

o valor que se não tem,

vem amigo... vem,

 

é tua obrigação,

grita teu descontentamento,

avalia por ti,

coloca teus olhos nos outros,

 

... somos tão poucos!!!... Sherpas!!!...

 

 

publicado por sherpas às 16:21
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Sábado, 26 de Março de 2016

... sonho!!!...

... não vou tanto, como gostaria,

visitar, fazer passeio, recordar,

terrinha do meu encanto,

fantasia,

local dos mais amados,

no cemitério,

enterrados,

 

 

seus restos, flores dispersas,

fotografia junto a nome,

entre outras sepulturas,

as mais diversas,

amigos que foram,

se foram,

 

poucos restam,

desgosto maior,

tempos idos, simples pormenor,

zangado com a vila,

com o entorno,

má recordação, na mente,

muita confusão,

quanta,

quanta gente,

 

minhas raízes,

origem,

ligação tão débil, fiozinho escasso,

por lá, esporadicamente,

passo,

viro costas,

vou embora,

minha alma, ainda chora,

 

olhos vidrados,

lágrimas que teimam,

dor profunda, feridas que queimam,

saudade permanece,

presença que não esquece,

 

ontem,

inconscientemente,

dormindo placidamente,

revisitei-a,

pintando-a com outras cores,

a dos sonhos felizes,

cirandei por ruas e bairros,

parei, assombrado,

perante construção de luxo,

hotel de cinco estrelas,

linhas modernas,

 

amplas vidraças,

pessoas bem vestidas, sorridentes,

airosas praças,

jardins repletos de velhotes, netos,

confortados, bem despertos,

boas vivendas,

com todos os requisitos,

artefactos ecológicos,

regas,

por aspersão automática,

relvado

viçoso, bem aparado,

d´espanto, figura estática,

d´enlevo, agradado,

 

terreno limítrofe

dedicado a sede de novas tecnologias,

mui frequentado,

gente futura,

descentralização que se pretende,

como eu entendo,

como m´agrada,

terrinha d´interior que evoluiu,

assim vi,

assim conseguiu,

 

copiando países mais avançados,

oportunidades que s´avolumam,

fora das grandes urbes,

terras pequenas que s´aprumam,

construção que m´assombra,

valências incalculáveis,

apostas incontáveis,

desenvolvimento harmónico,

pedrada no charco da indiferença,

velocidade igual,

minha crença,

 

deixou de ser vilarejo,

sempre o mesmo,

rotineiro,

ribeira, lá ao fundo, no vale,

ponte antiga,

restaurante com sabores do Alentejo,

represa que faz piscina,

praia fluvial,

sempre igual,

sempre igual,

 

centro de pesquisas médicas,

acoplado a boa unidade hospitalar,

dotados de bons profissionais,

complexo d´estabelecimentos d´ensino,

médio CAMPUS UNIVERSITÁRIO,

transportes públicos adequados,

mais pequenos, tão iguais,

como os menos,

como os mais,

 

linha férrea activada,

estação antiga, azulejoaria recuperada,

boas vias d´acesso,

amplas estradas, via rápida,

boa restauração que se recomenda,

repleta escolha, boa ementa,

 

pequenas, médias e grandes empresas,

no auge, numa fúria,

produção que s´exporta,

não importa, produtos locais,

peles, derivados do leite,

cereais,

 

frequência habitual, d´estio,

pequeno desafio,

muito negócio,

recreio, passeio, ócio,

apenas,

não chega, não interessa,

aposta maior, como s´está fazendo,

conhecimento,

estruturas actuais,

 

fornecimento para grandes centros,

peças, obras, chips, placas,

imagéticos, criativos, proventos,

artesanais,

artistas convencionais,

nascidos, criados,

nacionais,

 

desafios,

industria plena,

campo repleto d´estufas,

vinhedos nas encostas, culturas várias,

flores, pomares, figos da India,

aproveitamento dos cactos,

acontecimentos, outros actos,

 

festas religiosas ou profanas,

percurso pelos campos a grande velocidade,

corridas de todo o terreno,

ralis,

pelos ares, vistas soberbas,

balões de ar quente,

tanto ali como em Avis,

concursos de pesca,

entretenimento no teatro,

ao ar livre,

população feliz,

 

outra unidade hoteleira,

mais modesta do que a primeira,

turistas aos molhos,

máquinas fotográficas a postos,

são passos, são corpos, são olhos,

negócio que frutifica,

pleno emprego,

só não vê quem é cego,

 

ocupação que se multiplica,

enraizados, de facto,

grande proveito, pequena terra,

concretização duma promessa,

descentralização, um PAÍS,

como quem diz...

 

zás, trás, pás,

já está,

acordei,

dei por mim no quarto da minha casa,

tudo se desfez,

olhei,

era uma vez,

olhei,

 

tão real,

quase acreditei,

bonito sonho, dura realidade,

falta de crédito em quem nos conduz,

nos apregoa,

nos induz,

quanta,

quanta inverdade???... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 20:15
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

... renovação!!!...

... acredito no amor dum pai para um filho,

no enlevo duma mãe quando, nele, se revê,

fruto do seu ventre,

comunhão entre óvulo e semente,

continuidade,

na vida que se prolonga,

noutra vida, mesma gente,

 

 

harmonia que se busca,

mesmo com adversidades,

tumultos inauditos,

cruentas realidades,

valores bem queridos

que se transmitem,

aceitam,

renovam, fortalecem,

 

sociedade perfeita

que s´inova,

mais completa, mais s´ajeita,

vida velha,

vida nova,

 

sentimento mútuo que fortalece,

origem que não esquece,

se recorda com emoção,

mesmo depois da separação,

 

nossa sorte,

companhia que s´eterniza,

numa aparente morte,

distanciamento,

choro, lamento,

ausência que perdura,

período de calmaria,

doçura,

 

ameniza,

quando s´entende,

fruto do ventre,

junção com a semente,

amor dum pai,

mãe que se revê,

mesma vida, mesma gente,

OLHAR distante que TUDO vê,

 

prevalece entendimento,

choro prolongado,

logo após desaparecimento,

mantendo recordação

dentro do meu bastião,

 

subtileza da verdadeira vida,

COISA grande,

tão simples, tão normal,

acredito,

sou igual,

mantenho-me como GIGANTE,

 

qual filho,

recordando um pai,

tão vivo,

como quando vivo,

referência que não s´esvai,

 

acredito no amor,

acredito noutros MUNDOS,

paralelos, tão perto,

na delicadeza dum insecto,

na beleza duma flor,

na caducidade aparente,

perenidade que s´ambiciona,

quem não deseja,

quem não sonha (?)

 

acredito na tarde bela,

tão calma,

doce visão,

quase dou, como certo,

reafirmo minha crença,

quando avalio tanta perfeição,

mesmo que o corpo desapareça,

 

más experiências,

falhas gritantes,

quanta aversão,

alguns extravagantes,

 

tão curtos d´espírito,

escassos cultos,

aberrantes, quantos luxos,

há sempre um senão,

 

humanidade que se desumaniza,

quando inferniza,

quando trai, quando calca,

estarrece memória do pai,

quando destrói,

quando mata,

 

perante QUEM observa,

quanta reserva,

quanta injunção

nos é imposta,

nos diminui,

tanto desgosta,

 

seres UNIVERSAIS,

extraterrestres distantes,

semeadores d´outras vidas,

alquimistas,

decerto,

aperfeiçoamento que tarda,

tão longe,

tão perto,

 

vida que se renova,

momento aparente,

apagamento calculado,

pó que se dispersa,

estrela q´aglutina,

energia tão vasta,

filho permanente,

pai sempre presente,

 

acredito no amor dum pai,

na mãe que se revê,

fruto do seu ventre,

outra vida,

mesma vida,

chama imperceptível que s´esvai,

se junta, quando s´apaga,

não desaparece, antes, fortalece

lá longe,

estrela distante para onde vai,

 

energia possante que se junta,

débil força que somou,

s´agiganta, sempre se lembra

parece que nos deixou,

como corpo,

como gente,

tão pertinho, tão presente,

 

sob observação de QUEM nos vê,

experimentação,

aperfeiçoamento,

com tanta imperfeição,

neste agreste turbilhão,

sem jeito, mordazes, cruéis,

malditos, quando nascidos,

não foram queridos,

desperdícios apenas,

sobras estranhas, dejectos,

tão perto,

 

acredito no amor dum pai pelo seu filho,

no enlevo duma mãe quando, nele, se revê,

fruto do seu ventre,

na renovação,

na perenidade,

minha verdade,

 

MUNDOS paralelos,

experimentações,

SUPÉRRIMOS alquimistas,

longe das vistas,

quanto cultos,

bem ocultos,

quantas versões,

 

imenso montado,

invernia fria,

ventosa,

galho com bolotas,

vergastadas,

caem mortas,

inanimadas, no chão,

 

arrastadas por águas,

terras lamacentas,

eis que s´enterram,

jazem, quase esquecidas,

o tempo passa mas,

não esquece,

na altura própria,

eis q´aparece,

 

rebento tímido,

incrédulo,

é o destino, tão lento,

empurrado pelo vento,

vai crescendo, bolota morta,

se transforma em chaparro,

mais adulto, tal como o pai,

nele se revê, não cai,

 

se derruba, s´enterra,

não t´agarro,

vida, sempre a mesma,

quando s´aferra,

assim reparo,

 

creio no amor dum pai por um filho,

no enlevo duma mãe quando, nele se revê,

fruto interior, CRIADO no ventre,

semente, junção,

renovação,

 

ressurreição, d´entre os mortos,

vida para lá da vida,

espíritos sem corpos,

momentos escassos,

presença,

aqui ao lado, na nossa mente,

quanta, quanta gente,

SEMPRE viva, SEMPRE presente,

cálculo meu,

débil SENTENÇA!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 07:33
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Sábado, 5 de Março de 2016

... tão longe me... vais ficando!!!...

... muito antes da mecanização,

quando trabalho rural era feito à mão,

utensílios vários, para cortar, cavar, semear,

malhar sementes na eira,

separá-las da sua envoltura,

utilizando força de muar,

carro que transporta,

mui rudimentar,

costado de quem carrega, braço q´empunha

forquilha que levanta, iça,

suor que inunda o rosto,com vigor,

sem preguiça,

 

 

desde o nascer ao pôr do SOL,

tanto d´Inverno, como em AGOSTO,

chuva, frio, panais estendidos no chão,

grande varapau com que batia oliveira,

varejão, creio, serrote,

quando na poda com escada ou escadote,

 

acumulação de palha em grandes almearas,

almeadas,

antes de guardadas em casões,

latifundiários regalados,

no clube chique da terra,

na esplanada ou dentro do café,

canseira, acompanhada de lamentos,

tipo choradas, canções,

mais vivazes, alegres,

momentos,

 

aquando da ceifa,

da sementeira,

plantas nefastas, com sacho,

devidamente cortadas,

eram ranchos coloridos,

fainas duras, tempos bem sofridos,

qual plantio de algodão,

na Geógia americana,

escravos vindos d´África,

cânticos com que abafavam escravidão,

tanta gente q´engana,

 

filhos sem carinho,

brincando,

na rua, na casa vazia,

bocado de pão na mão,

navalhinha a preceito,

cortando conduto parco,

azeitona vinda do rabisco,

num pretérito IMPERFEITO,

 

pés nuzinhos no chão,

ajuntamentos, grandes bandos,

na rua da vila, da aldeia,

enquanto o filho do rico se recreia,

amas para toda função,

amamentos, bibes, compras,

acompanhamento,

meu recordar, meu pensamento,

 

quando criança, também,

privilegiado como era,

filho do comerciante da terra,

meus companheiros, tão queridos,

mourejando nas planuras imensas,

tanto nos campos, como na eira,

junto d´oliveira robusta,

quanto sacrifício, canseira,

 

braços vigorosos,

costado,

físico bastante usado,

como empregado, como criado,

para recados, curtas tarefas,

acompanhando a dona nas rezas,

fazendo rendinhas, enfeites,

limpando o que os outros sujam,

criando filhos alheios,

sorriso na prestabilidade,

quando lembro,

curiosidade,

 

padrinhos da filharada,

mal comidos, mal pagos,

sempre c´a boina na mão,

servil, humilde, educado,

mandado para todo o lado,

 

muito antes da mecanização,

falando das sementes,

do tempo,

convivendo no clube d´afeição,

conversando, na esplanada,

usufruindo, sem fazer nada,

 

passa o doutor,

passa o padre,

confissão, na hora certa,

quando o calor aperta,

mantinha do pobre

que não desperta,

enquanto o que fica,

sofre,

 

refreado pela autoridade,

antes do SOL nascer, já escuridão total,

regressado ao lar,

cansado,

não dá pelo entorno, usado,

quanto trabalho braçal,

 

puxando rédeas de carros, carretas,

carregando fardos bem pesados,

forquilha na mão que iça,

com vontade,

sem preguiça,

 

copito na tasca com amigo,

mais alegrote,

sofrido,

filhos,

quase sem abrigo,

 

pézinhos nus, no chão,

corrida, em bandos alegres,

ranchos de mondadeiras,

bem vistosas,

tão leves,

 

ainda moçoilas jovens,

bem abrigadas do SOL,

enquanto na eira ampla,

almearas ou almeadas,

separando sementes da palha,

 

chega a casa, cansado,

com ira,

zangado com algum filho que desmanda,

ameaça,

não se zanga,

pensa na compra que não faz,

serviçal,

não capataz,

 

guardando gado tão diverso,

retalhando carnes que não come,

passando agruras,

tanta fome,

 

fazendo habilidades com o que tem,

terra de cheiros,

sabores,

poucos são os que desertam,

quando avisados,

quando despertam,

 

meu ALENTEJO lonjano,

terra milagre, tanto engano,

latifúndio que mantém,

pouca valia, vencimento,

moedas tão escassas,

pagamento,

 

tão apagado, humilde,

frente ao patrão,

cortando conduto no pão,

navalhinha sempre a jeito,

bicicleta, grande luxo,

busca por aqui, vai ao brejo,

alguma coisinha para casa,

quando o sinto, quando o vejo,

ainda o lembro,

 

tão longe me vais ficando,

quando o bebo,

quando o como,

nesta tarde quente d´Outono,

Primavera tão colorida,

que cheirinho que m´encanta,

minha doce recordação,

serviçal,

boné na mão,

 

muito antes da mecanização,

livro d´assentos na loja,

dívida concertada,

combinação,

privilegiado, meu irmão,

pézinhos nus... no chão,

 

vida difícil d´outrora,

na forquilha,

pesado fardo que s´iça,

lembrança que,

tão longe, me vai ficando,

quantos fardos d´agora,

aos ombros dum POVO que chora,

 

tão servil, humilde,

perante...

 

naco de pão na mão,

conduto,

cortado c´a navalha,

triste de quem sofre,

TANTO trabalha,

alguns com tanto,

com TUDO,

bastantes sofridos... sem nada!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 14:31
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Domingo, 28 de Fevereiro de 2016

... respeito!!!...

... tocou-me fundo, quando o vi,

parecia perdido, tão sózinho,

olhando para tanto lado,

não indo,

 

 

hesitando, hesitando,

sentando num cantinho,

atento, incrédulo,

pensando,

 

boa aparência,

ainda novo,

avaliei, naquele local,

tão parecido,

quase igual,

 

recordei amigo que, desta vida,

partiu

quando, pela minha frente,

surgiu,

 

entre tanta gente,

encontro casual,

mais idosa, dependente,

indeciso, parado,

figura tão normal,

 

cumprimentei,

em vão,

imerso na sua solidão,

pensamento confuso,

impressão,

 

passaram-se dias,

meses,

lá o encontrava,

quando lá ia,

por vezes,

 

como no princípio,

assim continuava,

sózinho,

tão ausente,

no meio daquela gente,

 

passei a cumprimentá-lo,

lembrança que surgia,

amigo que recordava,

tão parecido, quase igual,

olhava, olhava, olhava,

 

não correspondia,

com pequenos passos

s´afastava,

encontros, relapsos,

acasos,

 

mais adentrado,

pela circunstância,

estranhando, isolado,

mantendo distância,

 

da sua casa para o lar,

espaço indicado para os “finitos”

idade mais avançada,

dependente,

vida diferente, apartada,

 

grupo que s´adensa,

quando se pensa,

quanta, quanta gente,

 

pessoal especializado,

atenção devida,

antes da morte,

caminhada, nossa sorte,

 

mais apessoado,

menos carente,

débil ou acamado,

por tanto canto,

por tanto quarto,

quando chego,

quando parto,

 

visita obrigatória,

conversa de momento,

encontro casual,

cumprimento correspondido,

sorriso,

 

hesitei, depois decidi,

quando, no seu cantinho, o vi,

com carinho, muita afeição,

apertei-lhe a mão,

pronunciei alguns consolos,

sorriso alargado,

afago tão doce,

fosse, como fosse,

melhor do que bolos,

creio, sem receio,

tão convicto,

meu amigo,

 

aproximação

de quem me faz membrar,

ente querido,

ausente, por defunção,

 

num lar, casa dos quase finitos,

quantos acasos, quantos destinos,

familiares, muitos amigos,

desconhecidos tão parecidos,

 

amizade que sestreita,

vida que s´alivia,

alguma conversa s´enfeita

no rosto, quanta alegria,

penar menos doloroso,

contacto mais pressuroso,

 

dum amigo,

tão parecido,

outro amigo, também,

quando vou visitar minha mãe!!!... Sherpas!!!...

 

 

publicado por sherpas às 11:27
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016

... escrever!!!...

... não tenho vontade de escrever,

todo, qualquer tipo de assunto,

perante guerra, sem quartel,

aflitos em profusão,

cimeira política,

conversações intermináveis,

desfaçatez de matadores convictos,

revoluções,

meros objectivos definidos,

 

 

quão mal vai o MUNDO,

 

mau-estar de tanta gente,

loucuras colectivas, compostas,

orquestradas,

comunicação coartada,

tristes meios,

devaneios tão detestáveis,

 

poetisando, prosando, a meu modo,

encaminhando para blogue,

no site que aprecio,

quase esquecido,

quando o deprecio,

companheiro,

amigo,

 

sinto-me letra morta,

casa cerrada, sem porta,

muros a toda a volta,

escuridão permanente,

raio de esperança,

janela ausente,

 

simples coisa que não sente,

pura desilusão,

sem vontade própria,

sem convicção,

 

ambiente carregado,

nuvens plumbeas,

choros celestiais,

uniformes,

tão iguais,

 

sem gritos nem gemidos,

zumbido da ventania,

impotência,

inquietação,

silenciosa fome,

quanto calcado que não come,

 

lágrimas em profusão,

artéria repleta,

confusão,

liquefeita, desbordante,

assombrosa visão,

 

leito impercebido,

não é ribeira,

não é rio,

dor, tremura, calafrio,

 

natureza que se manifesta,

imponente,

contesta,

 

juntinhas, no assento etéreo,

carpideiras lacrimejantes,

acautelando imbecis,

extravagantes,

dementes,

 

assim o sentes,

 

esgotam-se dias,

apagam-se meses,

noites inconformadas,

fugazes visões,

imagens desfocadas,

perpassam,

lembram-me, às vezes,

quando novos,

inocentes

não rapaces,

 

mentes bem formadas,

amizades,

enleios, doces encontros, locais,

passeios, partes incertas,

vistas, recordações,

tão presentes,

quando despertas,

 

são sonhos,

foram vidas,

são vidas, quando nos pomos,

porque queremos,

recordamos,

seres que nos completam,

não perseguem,

não afectam,

 

lapsos, desilusões,

factos reais,

ocasiões,

 

quando fomos,

 

tempo passado que guardo,

na escrita,

sem pretensões,

no blogue companheiro,

no site das minhas ilusões,

nas fotos que tenho,

 

computador que me acompanha,

rede que não é teia,

não é prisão,

simples divertimento,

informação,

momento a momento,

todos os dias,

parte de mim,

porque sim,

 

não,

não tenho vontade de escrever,

sinto alguma aversão,

perante,

que Mundo tão degradante,

 

quanto sofrimento, quanta mentira,

tanta hipocrisia,

que mata,

que se atira,

 

faz sofrer,

esconde qualquer manifestação de alegria,

gemendo, chorando,

no assento etéreo,

carpindo,

vão derramando lágrimas,

em profusão,

 

que desilusão,

 

tão escuras,

sombrias,

carregadas, plumbeas,

nuvens espessas, contínuas,

ruas e ruas,

artérias que são ribeiras,

são rios,

desbordadas,

inundam,

eram fios,

 

fora do leito,

castigam,

zurzem,

instigam,

 

ferem,

diminuem o pensante,

tão inutil,

perante

 

o extravagante,

que não aprende,

repete, erra, insiste,

resiste!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 20:02
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016

... o afilhado!!!...

... quis comer o MUNDO,

veio de baixo, quase do fundo,

foi subindo, quase sem querer,

foi vivendo, por viver,

 

dotado de bons atributos,

qualidades, mais valias,

quis saber

de tudo que seria capaz,

ainda adolescente, rapaz,

sem cuidados,

manias,

 

 

ninguém, melhor do que eu,

muito mérito,

s´apercebeu,

 

sorriso aberto,

sem mácula,

à beirinha d´água,

inundada pelo SOL, naquela tarde calma,

mais um, não afecto,

quão liberto,

 

massa anónima,

indiferente,

passeio tão perto,

coração, espelho d´alma,

pobre gente, GRANDE gente,

imaculada,

quase indigente,

 

 

experimenta,

quando intenta,

não obstrui, não lamenta,

utiliza, colhe usufrutos,

não enriquece,

matando a fome,

vai-se tornando um homem,

 

quão depressa s´esquece,

acumula,

sem sentido,

cai-lhe em cima a cobiça,

modifica sua inocência,

torna-se presa da desdita,

quanta voragem,

alguma gula,

 

veio de baixo,

quase do fundo,

sem ambição de vulto,

tão normal, como tantos,

vivendo vida sofrida,

numa fuga,

numa fugida,

 

quantos gritos,

quantos espantos,

guardados no seu mais íntimo,

com um trejeito,

com um sorriso,

encolher d´ombros,

um ter de ser,

vivendo, deixando viver,

aconteça o que acontecer,

 

dá um jeito,

faz um pedido,

maltratado, tão perdido,

contacta com suma excelência,

gente rica,

numa “cunha” tão precisa,

de topo,

causadora de tanto dolo,

 

ambiência de quem é voraz,

tornando diferente o rapaz,

que, nunca foi tolo,

apenas desfocado,

num MUNDO de tanto louco,

arranjou um bom bocado,

 

juntou-se com tantos,

grupo avultado,

mesmo interesse,

entre verdades,

ocultações,

espreitando grande benesse,

recônditos avessos,

não acredita,

reversos,

membro do clube,

milita,

 

indo por atalhos,

recantos,

na ofuscação de milhões,

mentiras em catadupa,

quanta desvergonha,

quanta culpa,

 

rendido a seus encantos,

colecciona alguns cifrões,

terra de mitos,

terra d´espantos,

terra de jeitos,

quantos gamanços,

quantos defeitos,

 

quis comer o MUNDO,

veio de baixo, quase do fundo,

foi subindo, quase sem querer,

foi vivendo, por viver,

anafado, rubicundo,

gordito que nem um "texugo"

 

mais acaudalado,

precavido,

favor, com favor se paga,

agora, sem vergonha,

não se sente desprotegido,

acobertado, como deve ser,

quanta peçonha,

tendo vida a condizer,

 

político sem obra feita,

mal que se propaga,

arrecadou normas,

princípios,

seus valores d´antanho,

com mentiras,

muitos enganos,

 

proprietário enriquecido,

contas vultuosas na banca,

vida airada q´avulta,

tão favorecido,

não descamba,

 

bela barriga q´ostenta,

inchado, palavroso,

sorridente,

não arrisca, não intenta,

deixou de ser pouca gente,

 

pavoneante, na certa,

na fatiota que o aperta,

na gravata que bem o enlaça,

reluzente,

enquanto passa,

 

e... o tempo corre como um cavalo,

sofre mudança,

origina abalo,

mais moderno,

não tão antigo,

tradição que que já não incendeia,

tal como pavio numa vela,

é vê-la,

é vê-la,

 

chama que bruxuleia,

não cativa, enquanto esmorece,

não tão gordo, luzidio,

magro, carrancudo,

quase s´esquece,

iracundo,

 

não tão verborrento,

muito mais sisudo,

não tão vivo, quase morto,

afastado,

quando deposto,

 

quis comer o MUNDO,

veio de baixo, bem do fundo,

coiso ruim, bem imundo,

foi para baixo, bem para o fundo,

 

quase esquecido, amargurado, triste,

nunca tal coisa viste,

cá se fazem, cá se pagam,

quando passam,

quando s´apagam!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 12:58
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Domingo, 27 de Dezembro de 2015

... nova GERAÇÃO???...

... mais uma vez ouvi, não gostei,

não ripostei,

confesso,

da boca dum familiar que muito prezo,

mais novo, outra geração

que, queira ou não queira, permanente efusão,

 

tal como chama em fogueira,

já senti, indelével rascunho, ocasião,

se vai revezando, tal como a minha,

pensei,

 

tempo vai-nos apagando, com presteza,

quanta nostalgia, saudade,

alguma tristeza, incerteza,

 

apesar de muita prece,

alguma fantasia de quem tem fé,

orando, temendo,

prostrado no templo,

ajoujado na mesa dum café,

 

inocência que respeito, atitude que não tomo,

não costumo, não rezo, encaro realidade

tal como se apresenta,

incompleto, com defeito,

 

humano que, em verdade, no meio de tanta crueza,

contenda,

vivo, pequeno tomo,

capítulo de livro que vou escrevendo,

interrogação constante, detestando o que vou vendo,

 

não aceito, desprezo,

amargo desperdício desta geração,

delatando, quando reajo,

entristecido, amargo,

 

querença de quem muito quer,

parte ruim que, por portas travessas,

ascendeu, subiu,

conseguiu destruir harmonia,

nunca tal coisa se viu,

tudo que se pretendia,

 

tanto bolo a tontos,

convenceu, criou cúmulos absurdos,

redes, fortes teias,

bem feias,

 

perante incautos, sem ideias,

originando MUNDO de surdos,

de mudos,

 

inactivo que culpa antecedente,

ainda vigente,

mais débil, quase apagado,

rendido a brilho do ouro, deslumbramento fictício,

puro artifício,

 

colectivo que nos precedeu,

mais novo que, para mal dele, não s´inova,

quando gosta, aprova,

não reage, quanto desgosta,

 

entre manhas, berrarias,

falsos prazeres, ajoujado a confrarias,

comezaina descabida,

rotinas, afazeres, se materializa, esbate,

culpa, como escape,

 

denso nevoeiro, gritaria incontida,

amolengado, vezeiro,

concerto que junta multidão,

agora se trinca, quando se prova,

sucessão de brinquedo variado,

buscando algum culpado,

desilusão,

ilusão,

geração,

 

tecnologia que se entrecruza, enleia, prende, cativa,

fado meloso, triste canção,

desperdício, busca, oração,

 

conjunto repentino, cacofonia,

cimeira, hino da alegria,

liderança ineficiente que choca,

agasta, maltrata,

impõe, tanto mata,

 

facto tão rotineiro, superficialidade que se cimenta,

quando recua, quando recusa,

graçola que faz rir, inventa,

momento casual,

quanta culpa, quanto mal,

 

notícia que causa horror, família vítima,

destino, inverso,

interrogação sem resposta,

terror

na mentira que se atira,

lá longe, bem perto, reverso

incerto,

 

raciocínio que não m´apraz,

tento desviar, não respondo,

quando acusa anterior, foi-se meu sonho,

meu dolo, desilusão,

geração,

 

sem culpa

porque não assumo,

não me culpo,

vários elementos afastaram mais capazes,

elevaram incompetente,

criaram o imbecil,

um grupunho de rapazes,

como gado conduzido,

outra gente,

 

futuro não tão risonho,

negrura que s´abate, lentamente,

perspectiva que não cativa,

reconheço, fala quem sente,

não mente,

 

na jogada de xadrez,

pobres peões conduzidos,

sofridos,

sofridos,

 

à beirinha do xeque-mate, por inacção,

desinteresse, nova geração!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 07:44
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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2015

... restos e... rastos!!!...

 

... manhã calma,

vida prossegue sem sobressaltos,

humildes aguardam boas novas,

vila tão conhecida,

estreitas, as ruas,

tão sós, sem som, tão nuas

no pavimento, alguns buracos,

passeios escassos,

 

despertos,

bem cedinho, apressados,

reparas, não reprovas,

os que resistem, ainda moram,

tarefas que vão cumprir,

trabalhos,

não foram embora,

 

gato indolente naquela esquina,

olhar manso,

alguns tugúrios que são refúgio,

cão vadio, esfomeado, que vagueia,

espaço quase desértico,

canteiro, sem flores,

remedeia,

tão vazio,

tão vazio,

 

carências

deixaram marcas profundas,

cumprimento que semeio,

descanso,

quando encontro,

espreitando o sol, sentada no poial,

gente de bom coração, já velha,

compreensiva,

tão viva,

 

delicada, compreensiva,

agradece, retribui, sorrindo,

matinal, repetitivo, quase igual,

passeio que me preenche momento,

indo,

indo,

 

muro antigo, buganvília q´espreita,

derramando seus cachos,

incolores,

suas sedes, suas flores, suas dores,

quase seca,

receia,

 

rasgão em parede secular,

falha na caliça, decrepidez,

voragem do tempo,

inclemência,

vaso sofrido,

sem begónias coloridas,

restos, rastos, feridas,

não regado,

entristecido,

 

flor garrida, alegria d´olhos,

apontamento,

lá no alto da janela,

recreio, entretenimento, cuidados mil,

mal o SOL desponta,

já noitinha, antes da deita,

pintura a esmo,

deleita,

 

pombos esvoaçam, poisam,

depenicam,

revolteiam de telhado em telhado,

folha amarelecida, morta,

tapete de rua,

ali, à beirinha daquela porta,

não é minha,

não é tua,

 

caminho que sigo,

pensando no passado,

saudosista, esperançoso,

envelhecido,

gastando sapatos com que piso,

 

saudando,

quando encontro,

tufo de malvas a um canto,

ervas diversas que despontam,

não pisadas, crescem,

quando desenvolvem,

aparecem,

 

hábito de sempre,

bem antigo,

utilizando, com frequência,

palavra amigo,

decência,

conhecido, desconhecido,

sorrindo,

sorrindo,

 

afastando negrura do meu percurso,

tormento dos mais sofridos,

estando presentes,

quantas gentes,

 

sentes tantos vivos,

atalhados, escorraçados, mortos,

mentes,

corpos,

folhas d´árvore imensa,

que não pensa,

não pensa,

 

floresta que nos resta,

devastada,

raiva, fúria, egoísmo,

casa do rico, miséria como alicerce,

condição, plebeísmo,

não cresce,

mirra,

ensandece,

 

porta saída dos gonzos,

alquebrada,

sem rosto,

quase apagada,

triste entrada,

 

sujidade que se prolonga,

degraus esconsos,

casa arruinada,

amparada, na rua, pelas vizinhas,

não é lar,

quase apagada,

quase apagada,

 

borracha que por ali passou,

desinteresse, estória, anos,

anónima que s´aguenta,

já não entra,

já não sai,

está,

como está,

qualquer dia cai,

 

amontoado do que já foi,

pedras, caliça, adobe,

remota construção,

foi ilusão,

pouco,

MUNDO louco,

nada sofre,

 

banco envelhecido,

não usado, esquecido,

desconforto, sem apelação,

num largo q´ainda se detecta,

arvoredo denso,

fonte seca,

estrutura singela,

antiga tela,

 

água não corre,

situada bem defronte,

imaginação,

criatividade,

entrega, na sua construção,

 

matava sede do pobre,

tempo inclemente,

extinção que s´avizinha,

outro trajecto,

substituição,

evolução,

 

sítio de tanta gente,

outra geração,

degradação que queda,

casco nobre,

raiz dos que fugiram,

foram,

parte velha que se quebra,

 

porta mal presa nos gonzos,

caliça,

muro gasto, flores sem cuidado,

canteiros,

ervas que surgem,

em tufo,

gato vadio, cão faminto,

indo eu,

indo... Sherpas!!!...

 

 

 

publicado por sherpas às 20:20
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2015

... erva ruim!!!...

... nada se cria, tudo se transforma, nada se perde,

não por esta ordem, escrevi, como me veio,

comparando com procedimentos egoísticos

que teimam, não convencem,

dão pena,

duras palavras, local impróprio,

ruim verve,

 

 

triste figura de quem foi,

deixou de ser,

natureza s´encarrega,

divina providência,

imposição que não deixou crescer,

exceptuando triste excelência,

 

era verde, o meu vale,

bem pequeno, tão atento,

campinas amplas, searas imensas,

latifúndios no meu ALENTEJO,

 

impedimento de quem cerceou,

raiva infinita de quem nunca pensou,

quando acabou,

azedo, amargo, confuso,

não direi obtuso,

 

quando m´apercebo

do trabalho duro d´então,

escravidão,

 

olhando para lado errado,

curto,

parco,

predador de grande parcela

esticando a trela,

conduzindo voragem,

imensa gamela,

 

sacho na mão, foice no punho,

mondando, ceifando,

esforços manuais,

sem maquinaria,

tempos actuais,

malhando na bigorna,

ferro duro, incandescente,

quanta e quanta gente,

 

alisando,

criando contornos,

móveis belos,

serrando,

santos d´altar, bilros, enfeites,

nobres, mais plebeias,

madeiras,

 

não aceitando divindade suprema,

laico convicto,

humano assumido,

tentando entender todo,

qualquer irmão,

companheiro de viagem,

curta dimensão,

 

finitos que somos,

passagem tão rápida,

num pote, numa lápida,

ínfima recordação,

 

desligando religião do que s´evidencia,

supremo gosto,

doce alegria,

vida q´ensina, nos mostra,

indica,

com tanta coisa se fica,

 

quando abrimos olhos,

portas do pensamento,

tudo vemos,

sem queixume, sem lamento,

 

danos,

consequências,

humilde percepção do que se vai transformando,

do que se vai obtendo,

 

colectivo mais rico,

entendimento perfeito,

alguns ariscos sem importância,

frente a tanta maldade,

ganância,

 

imperfeição abençoada que ora

mas, se não importa,

calca, mata, destrói, deita fora,

corta pela raiz,

como quem diz,

 

evolução tão rápida,

certeira,

como quem grita,

NADA se CRIA,

ódio s´esbate,

recalcamento não gera empatia,

no espaço do HINO à ALEGRIA,

 

 

democracia, DEMOCRACIA,

lenta,

lentamente, progride,

s´enormiza,

mondando alguns pés d´erva ruim,

podando ramos secos,

gastos,

agourentos,

grandes instantes,

belos momentos,

tão fartos,

 

hordas de carros, carretas,

força bruta, inchando o peito,

fraco alimento,

sem norma,

preceito,

 

tugúrio na vila,

sol abrasador,

não eram pendores,

esforço permanente,

abafada a dor,

quanta, quanta gente,

 

sucessão sem alternativa,

alma presa,

bem cativa,

de geração em geração,

NADA se cria,

tudo se transforma, nada se perde,

latitudes diversas, cânticos lentos,

arrastados,

fim da jornada,

caminhada árdua,

alguns senhores,

 

ondeantes, tão iguais,

pés tenros de trigo, seara a perder de vista,

afagada por ligeira brisa,

encantamento,

pão de poucos,

rendimento do dono,

tão loucos,

fominha de serviçais,

 

atarefados,

suando as estopinhas,

devassidão da alma,

escravização do corpo,

tão pouco, tão pouco,

 

cantando, em plena calma,

langorosa canção,

quase choro,

malhação,

palheiro, palha,

eira, com almiara,

NADA se cria, tudo se transforma, NADA se perde,

eis que algo se ergue,

 

voz dum TODO,

querer dum POVO,

algo de NOVO!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 16:47
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Sábado, 28 de Novembro de 2015

... TU... és pó!!!...

... não,

não resolvo males do MUNDO,

não apago imagem tão triste,

não consigo desistir,

outra visão, no futuro, um porvir,

minha esperança porque,

com ele, me confundo,

 

 

inversão,

revés do que não entendo,

intenção que m´avassala,

boca que não cala,

descrença no mau politico,

instituição que não serve,

mau exemplo, muita verve,

 

invasão,

afronta de todo um POVO,

ditador,

civilizado que não sente,

conforto, seu local, seu abrigo,

seu companheiro, seu amigo,

imperador d´então,

imperador d´agora,

porta dentro, porta fora,

 

tiranete que não concerta,

ajuntamento tão pleno que não acerta,

reunião de topo,

notícia retumbante,

pensamento que se não colectiva,

não convida,

não consegue discernir,

no que há-de acontecer,

há-de vir,

 

premonição azarada,

posição atabalhoada,

solução errática,

conversação,

aversão,

ideia contrária,

VOZ potente, adversária,

 

palavras à solta,

composição,

irritação que me reduz,

pensamento diminuto d´ente isolado,

pontito escuro,

insignificante,

noite perdida, insónia,

não dormida, tão grande,

 

refúgio da minha mágoa,

recanto,

passar lento das horas,

lágrimas com que devoras

textos escritos,

sofrimentos,

quando choras,

 

lamentas, escreves,

sentes,

referes, deploras,

preocupado,

contristado,

 

servidor inútil,

pobre traste, imenso refeitório,

quantos e quantos com fome,

 

insensível que não resolve,

grande banquete,

tão amargo,

que muito devora,

carnificina perante um DEUS que não olha,

 

estilhaços que tudo reduzem,

atentado inconsciente do que s´explode,

terror que amedronta,

situação com que se confronta,

 

casa desvairada,

sem nexo,

sem ponta,

massacre, vítima em local errado,

apagamento,

cerimónia,

flor tardia que se derrama,

lágrima furtiva que sinto,

não minto,

 

tapete de dor tardia,

urbanidade que receia,

chama que incendeia,

terror,

guerra que se prolonga,

incitamento,

consequência, chaga que martiriza,

tanta,

tanta dor,

 

TU és pó,

pó serás,

donde vieste,

para lá irás,

 

morte matada,

barbárie inaudita,

fúria maldita,

irracional,

descontrolada,

 

mausoléu, vítima,

rasa, florida campa,

envoltório,

crematório!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 07:09
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2015

... temor!!!...

... com insónia,

me refugio, como sempre,

frente ao computador,

companheiro das horas mortas,

abro muitas portas,

por vezes, percorro corredor,

atalho caminhos diversos,

lendo,

revendo,

carregando em teclas,

fechando, abrindo janelas,

 

 

componho alguns versos,

quando me proponho,

menos criativo, preocupado

com o advir alheio,

quanto receio,

 

feitio que mantenho,

fardo que acalento,

sentimento que me vulgariza,

diminui, inferniza,

persegue, como se fosse,

não sendo,

julgando,

temendo,

descrendo,

 

MUNDO cruel, danoso,

líder insensível, perante,

senda tenebrosa, continuidade,

inferno de DANTE,

realidade,

 

mais incerto,

doloroso,

sofrendo padecimento d´outros,

vidas complicadas,

pequenos nadas,

bocas cerradas,

lábios selados,

cosidos a frio,

desilusão duma vida,

presa por um fio,

 

recomeço

em terras estranhas,

interrogação constante

q´encontra,

adversidade com que se defronta,

 

inclemência provocada,

descaminho,

via sacra,

novos CRISTOS na TERRA,

injúrias no berço,

destruição,

convulsão permanente,

pobre gente,

exclusão,

 

não quero acreditar,

UNIVERSO em convulsão,

interesse maior,

matéria supera pormenor,

onde irá ISTO parar,

 

doente, sem cura,

quanta divergência,

procura,

conforto abusivo,

fim indeterminado,

reles,

abusado,

por aqui, por tanto lado,

 

na lama,

no alto,

calcado, excelência,

instituição disfuncional,

proeminência atarantada,

casual,

recalque num vale,

lágrimas vertidas,

vidas sofridas,

 

ocaso civilizacional,

ciclo tão triste,

décadas recuadas,

repetição infernal,

descoroçoamento absurdo,

calados,

tão mudos,

lábios selados,

corpos desnudos,

 

criança que chora,

olhar penetrante,

baixinho, gritante,

conchego na mãe,

pergunta tão surda,

projecto acabado,

trajecto tão longo,

desmedido,

tão ponto,

 

insónia provocada,

imagem,

terror,

tão fuga,

temor,

guardado langor,

questão que s´afasta,

tão frio que... mata!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 19:10
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Domingo, 1 de Novembro de 2015

... NI - NI !!!...

... faz-me impressão, somente,

afirmo-o, solenemente,

não gosto de julgar ninguém,

muito menos aqueles que têm,

pela pujança de que fazem gala,

juventude plena,

forma perfeita também,

 

 

poucos anitos em cima,

princípio de longo trajecto,

pelos que tenho grande afecto,

recordação de, quando projecto,

quantas rebeldias sentia,

doce memória, entrega,

empatia,

 

coarctada por meus ancestros,

preconceituosos, mais velhos,

tantas regras, preceitos,

sem mácula, quaisquer defeitos,

respeito profundo que sentia,

 

tempo da bênção que se pedia,

da cruz que se fazia,

autorização que era lei,

quando negada,

numa fuga, num recato,

quando o passo era mais largo,

 

ao abrigo de seus olhos censores,

quanta vontade me possuía,

na juventude que já tive,

despreconceito que também sonhei,

na redundância, no nada,

vida boa, pouco airada,

 

quase objecto amorfo,

repetição que me sobrava,

acumulação que não chegava,

fazendo o que outros faziam,

imitando os que já eram,

querendo prosseguir caminho,

numa assentada, num repente,

ainda amostra de gente,

 

com alguma pena, confesso,

quando recordo, penso,

limitação imposta,

possesso,

religião que não professo,

outro tempo,

processo,

 

liberdade que m´acicatava,

diferente no trato,

voraz,

de tudo que me cativava,

ainda menino, rapaz,

desprendimento, quase impossível,

rédea curta,

tempo incrível,

 

ror de anos, época diferente,

quando olho,

não critico,

sorrio, vou em frente,

com a ideia que m´assola,

rasgão na perna da calça,

farrapo que não é fardamenta,

semelhança com quem não tem,

não sendo,

tendo como ninguém,

 

aparência d´indigente,

dando na vista,

sem vintém,

trapo, aparência gasta,

roupa velha,

esfarrapada,

forma inestética nos fundilhos,

largas,

estreitinhas na perna,

cada um com seu gosto,

quanta alegria no rosto,

 

quase descalços no pé,

tendo,

não tendo fé,

pensamento enriquecido,

sucedâneo de gerações,

modernos,

ocasiões,

gritos, liberdades, afins,

orgulho de condição,

cariz,

indo em frente, como quem diz,

escolha libérrima,

petiz,

 

com fralda, desfraldado,

cabelo rapado,

encristado,

desenhado,

clarabóias nos joelhos,

rasgos, rasgões,

desenhos com dragões,

 

peles plenas de arabescos,

brinquinhos,

piercings,

anéis em profusão,

mente limpa,

ilusão,

 

 

requebro,

acomodado,

sem preconceito,

sem defeito,

idade adequada,

jovem,

idade ajustada,

num improviso continuado,

com ele próprio,

exacto,

 

deixa de me fazer impressão,

cada vez mais convencido,

aplaudo geração d´agora,

relembro a que foi embora,

 

fatinho completo,

na modista, no alfaiate,

era norma,

tão iguais,

como mandavam os pais,

 

sem protestos,

aquiescentes,

outras pessoas, outras gentes,

tão normais,

tão diferentes,

 

sorrio, quase m´embeveço,

quando os vejo, quando os sinto,

assim os penso,

tão libertos, como pardais,

 

porque SIM,

d´acordo com QUIXOTE das ILUSÕES,

mais JUSTIÇA, mais SONHO,

mais CONFRONTAÇÃO,

mais IMAGINAÇÃO CRIATIVA,

na JUVENTUDE massacrada,

perseguida,

sem emprego, situação precária,

EMIGRAÇÃO,

chutada para tantos lados,

por líderes que não o SÃO,

neste recanto que, quase... não é NAÇÃO,

 

porque NÃO

entendo a DIÁSPORA,

tão apregoada,

tremenda FALÁCIA entre o TUDO e o NADA,

referência de toda,

qualquer CORPORAÇÃO,

manipulação de toda,

qualquer INSTITUIÇÃO,

compadrio,

manipulação TENEBROSA,

demérito de que me não fio,

quanta e quanta CORRUPÇÃO,

entediante, VERGONHOSA,

essa SIM,

espezinhadora da geração NI - NI,

que me causa VERDADEIRA impressão!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 12:27
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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

... pedra... sobre pedra!!!...

... PODER sobre todos os poderes,

palavra d´encantamento, livro adorado,

afagando dor, sofreres, mostrado como SAGRADO,

tão lido, repensado, legiões compactas, firmes,

esmiuçado, sem limites,

 

 

regras, preceitos, princípios, valores que tentam fazer HUMANOS,

fanatizados, simples pregadores,

apóstolos, carne viva, deambulando por todo o MUNDO,

palavras doces que tocam fundo,

 

chama débil do PAI, DEUS de todos os DEUSES,

santos, sacrifícios, penas, adonado do que não pretende,

quando diz, quando aponta,

ao longo do dia, da noite, mal o SOL desperta,

desponta,

 

casa ampla, ricamente engalanada,

doirado, emaranhado de prata, arte d´adoração, do CRENTE,

interiorizado no TEMPLO,

clube restrito de gente que ora, esmolando, como qualquer pobre,

lamuriando por quem tanto sofre,

por vezes, chora,

 

acumulador de vil matéria, sendo rico, bem disposto,

bem vestido, tão composto,

tendo, como base, a LEI do PAI,

tão lida,

regra que cai,

tão prégada, amalgamada naquele livro,

ladainha, reza sem fim, cântico, hossana, afins,

aparência que muito lhes diz,

 

PODER sobre os poderes, batendo c´a mão no peito,

tão compenetrado, esquecendo directrizes primeiras,

cobiçando mulher do próximo,

matando, roubando dinheiro,

 

perorando, onzeneiro, sendo hipócrita a tempo inteiro,

porque intriguista, também,

enlevado como ninguém, COISAS da FÉ que tem,

 

desde tempo mui remoto, para refrear mau instinto,

no início da larga caminhada, palavra de MESTRE avisado,

morto na CRUZ, crucificado,

 

sendo filho dilecto, sendo PALAVRA, arrastou multidões,

escolheu fracos paladinos,

dentre tantos, uns figurões,

deu VERBO a quem não tinha, fê-los vítimas de perseguições,

num deserto, imensa pinha,

 

relatos cruéis, tão reles, contra deidades d´então,

espalharam esperança, FÉ, como abstracção, único DEUS,

como livro, o mais AMADO, como povo, o mais escolhido,

no vazio, imenso GRITO,

 

relato de TODO um passado, com revés, contratempo,

expulsaram vendilhões do TEMPLO,

deram a vida, foram EXEMPLO,

 

próximas mas, divididas, devidamente instaladas,

progrediram, foram-se explanando, entre sermões, com orações,

matanças, aviltamentos, prepotência sobre poderes,

PODER maior, consagrado,

pedra da grande VERDADE,

SINAI, pobre MOISÉS, mandamento tão adulterado,

 

pedra, DECÁLOGO, santa ALIANÇA,

pervertido, vã esperança,

 

lei reescrita, porque a dita partiu,

leis fundamentais, NUNCA tal coisa se viu,

ensinamentos enviados por ELE,

ser MISERICORDIOSO, OMNIPOTENTE,

abstracto na sua essência, pressentiu,

 

sinais, dados lançados, para alguns mais avisados,

esclarecidos,

carne fraca, tentação, como saída, a confissão,

o perdão,

sempre é PERDÃO,

 

foram aquilo que são,

devassos,

genocidas em profusão,

carrascos de tanto semelhante,

guerreiros de morte matada, vultuosos na ostentação,

acima do humilde, sem nada,

 

resplandecentes, na sua função,

muito acima, maldição, clube de gentes diferentes,

 

regra esquecida, consciência,

quando s´aventa, simples palavra, causa efervescência,

depressa esquece, HUMANIDADE que não merece,

 

sumidade, dom da VERDADE,

ubiquidade,

por vezes, inferno na TERRA, PARAÍSO que se promete,

quando s´aventa na ocasião, palavra certeira que se verte,

 

arremetida, sem perversão, SEU representante, sua PEDRA,

na boca de Sua EMINÊNCIA,

batina branca, qual suicidária FEDRA,

por AMOR,

quase EXCELÊNCIA,

 

entre pedra sobre pedra, consentimos,

quase sentimos,

quando aceitamos,

mártir, entre tantos,

santo,

com alguns enganos!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 20:36
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2015

... MUNDO é... uma noz!!!...

... gosto de começar o dia calcando caminho,

seguindo percurso conhecido, gastando sapatos,

por qualquer espaço onde me encontre, no momento,

tirando bonecos, enquanto vou passando,

tempo determinado, tendo destino,

bombeando, bombeando,

agradece o coração, quase vício,

invertendo, regressando ao início,

 

 

bondiando, quando vou encontrando,

sorriso aberto, indo longe, indo perto,

paragem habitada, descampado não deserto,

algum casario, um que outro rosto conhecido,

conversa que surge, cascata imparável,

casualidade tão casual, recordação,

acontecimento inesperado, ligação,

pessoa simpática, tão amável,

 

MUNDO é uma casquita de noz,

tão pequeno, tão diverso, embora muitos,

somos tão poucos,

consideramo-nos mais do que aparentamos,

EGOS imensos, quando nos julgamos,

mais vulneráveis, humanos sem defesa,

desarmados, perante

o que acontece,

simples conversa,

 

tempos idos que lembramos,

tornamo-nos mais humildes, sorridentes,

aproximação,

partilhamos, como gente, sofrida solidão,

fardo de cada um, alforge que carregamos,

saudade que nos aflige, ausência dos ausentes,

idos que estão presentes, porque ainda os amamos,

 

partidos desta vida por causas,

feitos inesperados,

junção na terra dos não esquecidos,

pedras alvas, cruzes, flores murchas,

plásticas desbotadas, luz que bruxuleia,

pilha que resiste,

insiste,

 

nos chama,

quando encontramos,

na caminhada de todos, caminhantes compulsivos,

não loucos, participativos porque activos,

VIVOS,

 

vezes incontáveis,

acontece a qualquer um,

olhos escancarados, dando voz, dando cara,

pedaços admiráveis,

observando atentamente, comunicando,

andando por sítios variados, tantos e tantos lados,

vivendo a VIDA, como deve ser,

não escondendo, não ocultando, não tapando

o que somos, tão pouca coisa,

afinal,

aqui, em qualquer lugar,

 

quando prolongo minha estadia,

no interior, no litoral,

em terra estranha,

sinto necessidade de partilhar,

falar com quem quer que seja,

está em mim, sinto empatia

por quem me rodeia, não hesito,

quedo cativo,

 

usando idioma que conheça,

faço uma graça,

dou uma chalaça,

princípio do que s´inicia,

conversada que s´avoluma, enleio que m´espanta,

ligação, conhecimento mútuo, resultado fabuloso,

quanto de risonho,

 

aprofundo,

curioso,

povos distintos, por aqui, neste meu povo,

casquita de noz, pais, avós, ascendência que s´espalha,

geografia que foi rumo,

estória que fica guardada na memória,

que se despoleta, faísca q´inflama,

amizade que surge,

amizade se torna,

afabilidade de ambas as partes,

que nos toca, CHAMA,

 

gosto de ser espoleta, gosto de ser faísca,

de fazer uma momice,

esperar, paciente, em frente da igreja

onde se realiza a missa,

compromisso de quem professa,

minha mulher que tem FÉ,

como ovelha tresmalhada que sou,

por vezes entro mas,

aguardo, respeitando inclinação,

oração, devoção,

 

quem sou eu para julgar,

denegrir,

prefiro esperar,

não vou,

santo sacrifício que aproveito, como bem entendo,

olhando, vendo,

conversando com quem está,

tanto lá, como cá,

noutra paragem longínqua,

boca cerrada, não dou à língua,

 

conversador impulsivo,

defeito, qualidade, não sei,

só sei o que sei,

lembrei,

agora

olho em redor, aprecio, descubro meandro profícuo,

tiro boneco, na hora,

ausento, vou ao café, bebo uma cerveja gelada,

como uns caracóis,

não olho, embasbacado, para futebóis,

evito,

por ora,

 

coração aberto,

na boca, na mão,

alguma ilusão minha, confesso,

inocente, ingénuo, crente do género humano,

sem propensão para o engano,

para a perfídia, costas voltadas para a hipocrisia,

sigo o meu caminho,

com redobrada atenção,

 

guardando maus bocados que me fazem,

não esquecendo, anotando,

aprendendo,

devorando conhecimento pois que, com a mistificação,

também s´aprende, s´analisa melhor,

entre o BOM, o MAU e o PIOR,

escolhendo SEMPRE o mal MENOR,

 

aperfeiçoando com os q´estão,

são ou... não são,

indiferente,

ajuntamento, indivíduo, pessoa,

verdade ou... grande loa,

que mal me soa,

 

crédulo bastante,

conversador acérrimo,

na presença ou no papel,

no teclado q´utilizo, quando escrevo,

antevejo,

muitas vezes não prevejo,

consequências maiores, mentiras d´alto gabarito,

adivinho-as, não durmo,

quando as arrumo,

denuncio-as... não as grito,

 

já tínhamos concretizado a caminhada,

hora da missa,

saída, percorrendo rua conhecida,

idosa bastante, bisavó, depois de momice a criança,

viemos a saber, conversa animada com a minha cara metade,

 

fui-me afastando,

enviando boneco através do télélé,

mais afastado,

continuavam conversando,

soou-me ao ouvido nome conhecido,

familiar já falecido,

retrocedi, aproximei-me e vim a saber

q´estávamos perante mãe dum ex-aluno meu,

natural do meu concelho,

lugar onde exerci minha profissão,

conhecimentos comuns,

saudade tão grande,

 

olhos, marejados de lágrimas, da senhora,

ror de memórias,

quantas estórias,

 

MUNDO é uma NOZ,

mais pequeno AINDA quando respeita a NÓS,

cidadãos deste PAÍS

que tanto se contradiz, manos,

no meio de chusma d´enganos,

compadres, tios, tias, filhos, filhas, netos e netas,

conhecidos, vizinhos, vizinhas,

quantos primos e primas,

idades avançadas, provectas,

tão próximas, tão afectas!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 14:27
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Domingo, 2 de Agosto de 2015

... debandada!!!...

... época do sossego, acalmia,

Agosto, mês do aprofundamento, intervalo da loucura,

chamam-lhe nome diferente que me recuso a proferir,

quando lembro, interiormente, não deixo de sorrir,

 

 

tanta discussão, tanta procura na democracia adulterada,

na CASA dela, quando se pratica, triste espectáculo,

convénios, interesses, visão manipulada,

galgando barreiras, qualquer obstáculo,

dando a entender o que fazem crer, amplo anfiteatro,

artistas convictos do que fazem, desfazendo, no acto,

 

com respeito devido que bruxuleia, ainda,

mais inclinado para um cepticismo que m´amedronta,

s´avoluma, s´adona deste triste, desta gota,

tão simples, transparente, quiçá diferente,

coisita de nada, naco de gente

que nunca foi corrente, boleando, simplesmente,

 

mais d´acordo, menos ligado, sempre interessado,

humano, embora “naco” desta imensa mole, porque nascido,

não conduzido, porque não,

não induzido,

contradigo, quando me sinto compungido,

escrevo, mostro, sinto desgosto,

este o meu ser, este o meu rosto,

como pessoa que ama, que entende,

não gosta,

 

profundamente entristecido pelo CIRCO mediático,

montado, estudado, depravado, de qualquer politico,

conjunto, agora, em geral debandada,

portas abertas, bocas cerradas, esquemas guardados,

estratégias de medo, resultados catastróficos,

consequência de quem se não posiciona na arte mais nobre,

apaziguar,

fazer um carinho àquele que sofre,

 

justo, impoluto, exemplar,

ao serviço da causa pública,

pondo de lado clube, partido,

dono ou gangrena

que gera doença,

causa desconforto, provoca dor,

gera sofrimento, cria monopólio desconforme,

causa miséria, penúria, fome,

morte desnecessária, abandono, suicídio,

queda desastrosa, grande precipício,

 

turbulência s´agiganta

quando encontra mar imenso,

ondulação se levanta, quanto m´espanta, desespera,

em mim s´aferra descrédito,

naquilo que deveríamos ser,

como País, como União, como Mundo globalizado,

mediante acção concertada d´aves com penas,

com artes,

melodia infinita, orquestra afinada em todas as partes,

 

rejeitar galarós de capacidade diminuta,

com pintos encascados,

mal saídos do ovo, quais CALIMEROS inocentes,

sem vontade própria, personalidade vincada, carácter,

que não são gota que nos afaga, chuvisco doce, carícia,

antes,

enxurrada que inunda, provoca, tudo mata,

nos deslumbres, haveres e posses que encobre,

missão impossível, “para lamento” tão pobre,

 

 

massacrando povos,

renegando o espírito,

desprezando velhos e novos,

não sendo tão nobre, estando cativo,

gesticulando,

seguindo maestro, gritando desaforos,

fazendo democracia, o “mal menor” entre todos,

 

levando-nos como possessos,

tão loucos,

agora, em debandada, descanso imerecido,

parte incerta, paragem de remanso, época d´acalmia,

quanta razia,

destruição que m´espanta,

me faz escrever, me torna céptico,

gota que canta,

 

recordo minhas referências,

honro meus compromissos,

tão insignificante, tão “coisita de nada”

sinto-me defraudado, órfão de toda e qualquer instituição,

abandonado nesta Pátria ditosa, poetas, heróis, santos,

conduzida por incapazes, vorazes tão omissos,

feros, incultos, insensíveis, egos tão grandes,

do ESTADO, tão distantes,

 

pessoas sem eira, sem beira,

desconcerto,

que, quando acordo, bem desperto,

não evito,

grito,

m´indigno, m´envergonho, dou berros,

porque sim, não embarco na corrente,

sou gota que comunga,

que sente,

 

que chora,

deplora, invoca aos maiores,

apela à CONSCIÊNCIA colectiva

aos oito SÉCULOS d´existência, força viva,

com grandezas, baixarias, actos inesquecíveis

que duram, perduram,

nos fazem País,

 

Mundo, com tanta crueldade,

massacre constante,

um TODO, casa que nos pertence, tão bela,

perto, tão longe, distante,

 

que s´uniformize, se refaça,

se torne maçã belaça,

rutilante no seu esplendor,

liderança MAIOR

para esta GAIA ( TERRA ) que bem a merece,

me parece,

para que ELA melhore,

 

assim o penso,

considerando-me diminuto,

gotita d´água fora da corrente,

quiçá... um pouquito diferente!!!... Sherpas!!!...

 

 

publicado por sherpas às 14:29
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Sábado, 11 de Julho de 2015

... família???...

... grata surpresa me foi proporcionada,

no destino, mesmo à chegada,

terreno anexo à minha parcela,

meu refúgio, minha casa,

 

puro desleixo de quem se não entende,

quezília, grande querela,

pressuponho, pelo que se consta, falatório,

ao abandono, quase sem dono,

matagal, arvoredo de medo,

amazónia em ponto pequeno,

 

encanto, pela luxúria, verdes diversos,

tão juntinhos, nada dispersos,

envolvendo casario, aqui, bem perto,

perigo constante, quase eminente,

calor que s´avoluma, fogos destruidores,

provocando sofrimento, quantas dores,

 

interrogação constante que me punha,

dúvida permanente, conjura,

sem solução, antecâmara, purgatório,

porque envolvido, ameaçado,

mesmo em cima, aqui ao lado,

 

trabalho imenso, desbasto,

corta que não corta, ajunta,

terreno limpo, sem arvoredo nem pasto,

muito melhor, do meu agrado,

 

precavendo desgraça futura,

meu receio, minha amargura,

satisfeito pelo feito,

olhando para espelho, figura hirsuta,

cabelos ralos, em desalinho,

barba mal semeada, embora curta,

 

decisão na hora, apuramento,

dar um corte pessoal, sem sofrimento,

esteta envelhecido, curto momento,

barbearia do meu encanto, diminuto recanto,

mestre conhecido, empatia basta,

clientela variaga, da mesma casta,

 

classe média que fala, concorda, discorda,

passa tempo, pontos de vista, assembleia,

famílias distintas, inclinações,

politiquices ocasionais, emotivas,

sentimentos,

conversada, falatório,

gente grisalha, mais novatos,

aqui nascidos, aqui criados,

 

alegrias, lamentos,

origens diversas, tão dispersas,

povo de qualquer ponto deste PAÍS,

que diz, se repete, se desdiz,

se lamenta, quase enfurece,

amostra popular de quem não merece,

 

grupinho afável, que sempre encontro,

naquele sítio, naquele ponto,

com aquela gente, este meu POVO,

 

época atribulada, incertezas constantes,

elites dúbias, tão inconstantes,

no fio da navalha,

por interesses, qualquer tralha,

famílias não tão unidas,

de costas voltadas, desavindas,

 

homens, parcelas, terrenos,

grandes, medianos, pequenos,

vítimas q´aumentam, fogem,

desabrigados na rua, míngua,

por discursos inadequados, ganâncias,

roubos sistemáticos, arvoredos, pasto,

paciência que se gasta, tão farta,

tão rico, tão mendigo, tão língua,

 

enganador profissional, ideologia,

mentira, embuste, teimosia,

agregado que se contesta,

cruz gamada gravada na testa,

 

subserviência que nos desgosta,

mal portada, indisposta,

não ajunta, não orienta,

não atenta,

provoca constante briga,

não é amiga,

famílias, famílias, famílias,

intrigas... quezílias,

 

cerca do meu abrigo, cantinho d´afeição,

amplas vistas a nascente, a poente,

também,

aplaudo autor do feito,

corte de matagal, a preceito,

denigro todo e qualquer defeito,

 

sociedade tão imperfeita,

sem cura, sem jeito,

que nos empequenece,

desfeia,

nos faz politicar, em profusão,

na barbearia, pequeno salão,

 

sem discussão,

confrontando

presente, passado, futuro,

intolerância, grande soberba,

doutra NAÇÃO, mera servidão,

soberania que s´esvaiu,

estando dentro, não saiu,

 

maltratada, ao desbarato,

sendo barata, sendo cara,

instituição que pouco serve,

dá comida, reparte caridade,

sem trabalho, pura verdade,

 

muitos que passam fome,

tenra idade que não come,

geração tão instruída.

com bagagem, parte incerta,

velhos tratados como trapos,

outros presos, não julgados,

 

desunião que é ferrete,

escravidão que não é esperança,

democracia que se não alcança,

corrupção que s´alastra,

q´adoece, gangrena, não passa,

família, pura desgraça!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 11:50
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2015

... minha alma... s´arreceia!!!...

… quase empequenece,

minha alma s´arreceia,

diminuta se torna quando, com rédea à solta,

surge a veia,

num repente,

perante o que vou ouvindo,

avaliando

tudo que me surge pela frente,

 

 

parte negativa da vida,

ao invés do que a engrandece,

quadros belos, formosos, artes subtis,

criadoras,

não tão sofredoras,

não tão sofredoras,

com as quais ela se enleia,

deixa passar,

premeia,

 

doce empatia m´afaga,

sabor divino me cativa,

torna agradável este percurso

que vou trilhando,

que eu uso,

pensando,

 

destes pedaços distintos se forma,

mesmo quando,

por obras e maus actos,

se deforma,

palavras furiosas se disparam,

ferindo susceptilidades,

autênticas barbaridades,

 

por decência, formação,

não engulo,

junto a lixo, amontoado d´entulho

que se vai formando,

na insídia, na vergonha,

no engano,

 

cantinho tão maltratado

sem exemplo,

como antes, ainda há pouco, como sempre,

cabisbaixo, sigo em frente,

aviltoso,

insinuoso,

em si mesmo,

 

do disparate,

mais isolado, tão sem arte,

triste, cinzento,

carregado,

sem FÉ, com BOLA, com FADO,

 

não me reduzo a casos isolados,

desgraças que m´assombram,

injustiças abissais,

políticos incompreendidos,

amados

ou odiados,

 

quão perseguidos,

arrecadados,

constantes arrevesamentos,

ocultamentos, vera peçonha,

intenções mal esclarecidas,

vergonha,

julgamento em letras garrafais,

nos pasquins

ou nos jornais,

 

embelezamento de contrários,

realidade tão diferente,

mercados de difícil compreensão,

apreensão,

semanal, diária, massacrante,

noticiário sem notícias,

algo incomestível, degradante,

sevícias,

 

rinha política,

resultado encomendado,

perante triste situação, negro quadro,

tão pequenino, sorridente,

enquadramento previsível,

impecável indigente,

no que guarda na sua mente,

pobre PODER,

tão vil gente,

 

justiça SOBERANA, bem mais NOBRE,

de cega se torna vesga,

quanta insídia, quanta soberba,

maltratando o menos forte,

não sendo o que deveria,

entristecimento que m´avassala,

mente que sente, não cala,

quanta maleita,

sem panaceia,

 

sofre,

desembesta, quase s´arreceia,

quando s´envolve, quando s´enleia,

calcando travão,

puxando freio de mão,

com ímpeto, revirando,

olhando para lado positivo da questão,

apreciando o que outros me dão,

recordando passada ocasião,

piscando templos, museus, vistas,

passeios, sorrisos,

uma que outra invenção,

 

sabor que m´adocica pensamento,

anedota brejeira,

boneco bem conseguido,

fotografia de outro tempo,

momento conseguido,

estátua do comum mortal,

um que outro dizer ou… postal,

ausentando, propositadamente,

do que m´aflige, faz sofrer,

podem CRER…

 

contacto com os que me rodeiam,

não sou remédio para o MUNDO,

doença grave que sofre,

tanto miserável, tanto pobre,

tanta guerra, tanta hecatombe,

tanta carência, tanta fome,

tanta indiferença, persistência

num erro tão colossal,

teimosia irracional

do que se considera excelência,

 

grupo restrito da DIÁSPORA,

que não sente, que não chora,

pede perdão, quando ORA,

bênção do que muito fala,

do que muito cala,

não HAJE,

numa que outra VIAGEM,

molhinho de imprestáveis,

que consideramos quase… detestáveis,

 

líderes que não vão servindo,

sorrindo, sorrindo,

minha alma s´arreceia,

quando mente s´incendeia,

não trava,

quase como magma num vulcão,

quanta e quanta LAVA,

 

pedra dura,

negritude que tudo tapa,

quando s´espalha, fortalece,

quadro triste, arrefece,

tão depressa s´esquece,

amargura,

 

quase num exílio, sem destino,

carrasco de mim próprio,

carcereiro,

tudo por causa do DINHEIRO,

asneiras em catadupa,

juízos de quem tem muita culpa,

juízos de quem não nos defende,

sendo mentor, monopólio,

quase desgraçado indigente,

não tão digno,

pecadilho,

 

quando se procede como um pai para um filho,

quando se castiga, como cão de fila,

naquela cadeia, naquela esquina,

o menos desvirtuado,

num beco escuro encalhado,

triste sina, triste fado!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 16:21
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Sábado, 9 de Maio de 2015

... margem SUL!!!...

... gosto de viver na margem sul, na outra banda,

não tão luxuosa, arrumadinha,

gente mais humilde,

considerada como dormitório de quem por LISBOA trabalha,

todos os dias, bem cedinho, se levanta,

numa correria infernal, ligação escassa à capital,

pontes que não dão vazão, uma que outra diatribe,

quando se gera confusão, por um pacote qualquer,

por descontentamento que se enormiza,

quando se quer,

 

 

carros que se aglomeram,

paragens que se prolongam,

acidente ou desatenção, regresso das belas praias que temos,

nas horas consideradas de ponta,

num termo, num ponto final,

pormenores que se tornam maiores,

quanto os tememos,

não desejamos, tentamos contornar,

afinal,

 

barcos tão pressurosos,

comboios que se alongam,

rapidez incerta, por vezes, transtornos que ainda temos,

governantes lentos, preguiçosos,

tratando dos seus interesses,

quase sempre, por vezes,

 

dizem que somos pobres,

que não temos,

inviável terceira ponte, aeroporto em Alcochete,

comboio rápido, veloz, continuidade da Europa,

tudo nos chega, nos achaga,

portagens que não acabam,

residentes aos milhões, pobres pagantes que pagam,

tanto mal que não acaba,

 

hospitais que nos faltam,

estruturas mal acabadas,

ao abandono, arruinadas, com verdete,

detestável, colossal ferrete,

cidades tão desprezadas,

terras, casas, espaços fabris que foram,

desleixo em qualquer urbanidade,

passeios, ajardinamentos,

tristeza de meus olhos que vêm,

quase lacrimejam, quando deparam,

gentes humildes, mais pobres,

na margem sul onde moro,

falta de atenção, sem cobres,

 

pontitos escassos,

manutenção, selva sombria bem no centro,

aparadelas em relva viçosa,

arvoredo que mete medo, mesmo à porta,

embora com contratempos,

bonita, tão formosa, não tão arrumadinha,

concordo,

quando a enfrento, a avalio, a recordo,

 

determinados locais, certos momentos

quase me fazem chorar,

aglomerados em instituições,

seja para receber ou pagar,

belas igrejas monumentais onde os chagados vão rezar,

grandes áreas comerciais,

pouca afluência nas tradicionais,

freguesia que se esfumou, dinheiro parco, mais racionais,

 

fuga dos que enricaram, vias dúbias,

intenso trabalho,

margem rica, mais ostentatória,

deslumbrados por Kapitais,

para os que, da lama surgiram,

pais de família, gentes abonadas,

para ali foram, fugiram,

 

entre pinheiros que os protegem

d´olhos indiscretos, invejosos,

locais belos, bem alindados,

longe de ruas, de vielas,

quase redoma protegida,

por cá se encontram, aos montes,

segurança por todos os cantos,

privilegiados com fontes,

bem comidos, bem regados,

aberração, grande confronto,

resort´s que fazem furor,

green´s que são um enlevo,

muito lazer, conforto,

 

charcos artificiais para embelezar,

barreiras propositadas,

nos recreios, nas jogadas,

céu aberto, azul tão límpido,

pertinho do mar com seus recantos,

reservados, tão discretos,

face da moeda, inversos,

vida airada, grandes encantos,

 

com quantos contrastes deparo

quando ando, passeio, reparo,

vivenda bonita em venda,

espaço frontal que era jardim,

placa da imobiliária, tão velha,

não há interessados por ela,

 

tanto tempo, tanto empenho,

alguém, desvalido, com dificuldades,

do jardim fez um hortejo,

quantas iguais eu vejo,

 

no centro das urbanidades,

nesta margem, gentes humildes,

algum esforço, sementes diversas,

afloram plantas comestíveis,

flores para sobrevivência,

alhos, cebolas, couves, faval que se compõe,

desenrascanço, valência,

a cabeça pensa, o corpo pede, dispõe,

 

casa arruinada,

terreno vedado com tralhas,

sem canseiras, não trabalhas,

aves que são alimento, algum poiso, capoeiras,

empenho, curta criação,

bem no centro da povoação,

 

hortinhas em espaços dispersos,

buracos sem portas, janelas,

caminhos por onde passo,

roupas estendidas no cordel,

tão diferentes, tão diversos,

 

miséria que tanto degrada,

famílias carentes, sem nada,

sociedade destruída, sem elo,

quadro que me desagrada,

quanta gente desocupada,

 

imenso bairro de lata,

não aglomerado, pontilhado,

disfarçado, por se acaso,

lágrima que me chega, enxugo,

sonho que vai sendo pesadelo,

carregado, vestido de luto,

margem sul, na outra banda,

sol brilha, quando se levanta... Sherpas!!!...... 

 

publicado por sherpas às 12:55
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2015

... mãos... à solta!!!...

... pensamento ausente, mãos inquietas apartadas do corpo,

não conduzidas, tão soltas, despertas,

sem motivo aparente, seduzidas por símbolos que arrumam,

espécie de namoro incontrolado, chispa repentina,

vontade que se avoluma, intensifica,

 

 

no seu todo, dedilhando com os seus elementos,

toques suaves, constantes, inebriamento dos dedos,

catadupa de imagens que os motivam, ocupam,

em silêncio, tão apartado que estou,

incontrolado perante o que buscam,

não sou,

 

parte descontrolada que esvoaça,

dedilha,

carrega nesta, naquela, naqueloutra,

indiferente,

não assume, não perfilha,

simples observador do que vai surgindo,

um todo,

sem sequência objectiva, abstracção desconexa,

sequência veloz, fugindo,

vai escrevendo o que não pretendo,

socorro,

 

conjunto desirmanado, lembranças, ofertas,

sociedade aberta, louca injunção, requebros,

desconjuntado globo, tão louco,

inverso do que pretendo, não sendo, tão pouco,

 

consequência do que se deixa à solta,

língua viperina, na boca, aparência retorcida

que degrada, disparata, gesticula, grita,

influência negativa, comportamento inusual,

palco de tanta vida, desgosto que se avoluma,

disforma, provoca separação incontida,

 

à solta, sem pensamento determinado,

inquietas, apartadas do corpo,

tão isolado, incorpóreo, calado,

observando o que vão compondo,

naquele momento, naquele teclado,

 

esvoaçam livremente, pegadas a símbolos que buscam,

ajeitam, colocam, arrumam, inebriadas, seduzidas,

livremente, compungidas, alegremente,

entristecidas,

contraste, aversão, disparate,

demente,

são extensões que se libertam,

são parte,

 

alguma influência de véspera,

imagem,

palavra que excita, inadvertidamente,

nesta cavalgada incontrolada,

voragem,

pesadelo constante que se não entende,

 

descontrolamento insensato de momento,

casualidade repetitiva que ascende,

demência provocatória de quem não sente,

provocação que marca, calca, diminui,

ressalta, ecoa, amodorra, não frui,

 

causa incómodo, revolta, mau estar,

separação, sem tema, súmula tão escassa,

imprópria vontade que se afasta,

não pretende,

ingente criatura,

inaudita resolução num corpo que é todo,

revolução inesperada duma parte,

independente dum pensamento que é comando,

gesto, repentina libertação,

extensão do braço que é mão,

 

seus elementos,

esvoaçantes dedos que buscam,

aversão,

contradição, anormalidade esquisita,

encontram, dedilham, arrumam,

visitam, combinam,

ajustam,

 

empilham palavras, casam bocados,

incontroláveis, desconexos, dedilham,

sem pensamento concreto,

num palco tão perto, cerrado,

aberto,

 

janela que dispersa, provoca,

tão grito,

tresloucado comportamento, aviso,

parte de acontecimento,

tão vida,

aberração insustentável que se não importa,

comporta,

 

alguma justificação para acontecido,

descontrole paradoxal,

disparate, na certa,

janela cerrada,

aberta,

importância desmesurada,

injunção constante, caricatura,

magia descartada,

fantasia... sem cura,

 

maneirismo assimétrico,

portento,

recorrente, rasura, apontamento,

nódoa gravosa, destino incerto,

intento,

tão perto, tão perto,

desconjunção dum todo,

inusual,

meu corpo,

tão repentino, anormal!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 14:43
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2015

... o imbecil!!!...

... algum fascínio pelos borregos, tão pensativos que são,

quando na pastorícia, campos verdejantes, extensos,

planuras que conheço bem, minhas raízes,

herbívoros dóceis, meigos, domesticados,

apensos,

curta passagem, parte da paisagem,

num golpe de vista casual, associo

a vítimas dos mais ferozes, lobos, raposos,

fáceis de trucidar, feitos em pedaços saborosos,

quando esfomeados, incríveis,

 

época apropriada, sacrifício pascal,

rezas, adorações, igrejas, suas confissões,

golpe certeiro, depois de bem exprimidos,

são magotes, multidões,

humanos com tantos perdões,

 

enquanto vivem, produzem lã que agasalha,

se fia, se entrecruza, colorida,

aconchega no tempo mais frio, no Natal,

leite alvo que nos fornecem, suas mães,

aquando da aleitação,

amamentam, inventam diversas variações,

leite sobrante, tão rico,

queijos curados ou por curar, requeijões,

sem agravo, com prejuízo,

 

um sem fim, carniça farta, por excelência,

em rebanhos, número reduzido, excrescência,

abstinência,

pela idade que não perdoa,

memória que se aviva, recua

para tempo em que todos os animais falavam,

que bem se davam,

 

restam relatos, ainda soa,

escritos, narrativas, fábulas lhes chamam,

quando as mencionam, com deleite,

apontando benfeitorias, benesses, espertezas,

tomando, como exemplo, respostas prontas,

sagezas,

quando te lembras, quando os encontras,

aos borregos,

tão inocentes, sempre os mesmos,

 

como eles, indefinido,

sem projecção de vulto,

refugiado, quase oculto,

foi pasto de carniceiros,

embora falantes, alguns, vorazes,

feros, inclementes,

ainda não éramos gente,

tão diferente,

 

travou-se de confrontos,

agressões,

depois de aprendizagem profunda,

há quantos e quantos milhões,

observador amedrontado,

tão débil, delicado,

coberto de pelos pelo corpo,

no cimo de árvores ou no chão,

enterrado em qualquer buraco,

 

mais um, entre tantos,

indefeso, sem valias,

muitos parentes chegados,

alguns, mais afastados,

em cima de árvores, em frestas de terreno,

friorento,

ainda sem fogo,

não era ovelha, não era lobo,

nem formiga, tão pouco cigarra,

a qualquer coisa se agarra,

 

raízes, bolbos, frutos vários,

comendo,

lá ia sobrevivendo,

encolhido, tão temente,

observador, como ninguém,

muito mais aquém,

muito mais aquém...

 

conjecturando, como gosto,

sem bases firmes, concretas,

não afirmo, nem aposto,

versões díspares, confusas,

entre toque divino, pancada no toutiço,

influência alienígena,

algo despertou no íntimo,

teorias bem abstrusas,

 

para não falar da evolução

da criatura que fomos,

confrontados com aquilo que somos,

 

enorme embrulhada,

dimensão,

fazendo, como se faz, na presente situação,

rasgando todos os preceitos,

oprimindo mais fracos,

vítimas, como borregos,

cometendo desacatos,

acumulando defeitos,

provocando, aos mais fracos, muitos medos,

 

imitando ursos ferozes,

sendo prepotentes, algozes,

descobrindo o descoberto,

usando o que não é nosso,

transformando a céu aberto,

dizimando semelhantes,

gestos, religiões, exércitos,

feitos tão degradantes,

numa de mando, quero e posso,

maravilhas dum possesso,

num acaso que se deu,

aberrações dum camafeu,

 

como cobaia, triste experiência,

no conhecimento que é ciência,

na atitude descabida,

sem respeito pela própria vida,

cruel, sanguinolento,

na caminhada curta, raivosa,

débil principiante tocado por toque divino,

imbecil que se não comporta

carregando ruindade tão torta,

 

prepotente que se convenceu,

que o que existe é tudo seu,

malbaratando cantinho, seu lar,

imitando, só por imitar,

trucidando, como criança mimada,

tudo que mexe, semelhante feito em nada,

esburacando campos e vales,

proceder tonitruante, lugar,

efeito da primeira pancada,

desequilibrado inconsciente,

não respeitando entorno, bicho ou gente,

 

muitas vezes me envergonho,

quando penso, quando me ponho,

no lugar que me pertence,

tão reduzido, pasmado,

sem crença que me subjugue,

desde o início longínquo,

de todos o mais vulnerável,

agora possesso, devasso,

carregado de ruindade,

triste avanço, realidade,

 

guerras devastadoras,

obras magníficas destruídas,

opressão de tantas vidas,

vítimas inocentes, sofredoras,

mundo cruel, sem concerto,

no coração, um aperto,

 

lágrima que me desce no rosto,

resultado catastrófico, desgosto,

imbecil de curta vida

imbuído do que não acredita,

 

carrossel de grossa desgraça,

tudo destrói, tudo mata,

cobaia que descambou,

sem evolução que lhe valha,

divino com tanta falha,

alienígena que não acertou!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 12:31
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Segunda-feira, 30 de Março de 2015

… arrecadada!!!...

... com vaso rudimentar à janela,

perto da rua, perto dela,

sorriso aberto para o MUNDO,

simpatia, mais colorida, quando florido,

feito de barro, com terra escura, rebento,

mostrando face, revirando caule,

sua companhia, alento,

 

sombreado o peitoril, objecto artesanal,

aguardando raio da estrela mãe,

energia pura, vinda de cima,

mansamente,

vendo passar quem passa,

acenando,

quanta gente,

trocando palavras de afecto,

sorrindo,

que vão, que vêm,

atarefados,

atenta, quantos cuidados,

 

pinga de água que derrama,

caule que agradece,

baixinho,

debruçada junto ao vaso,

no peitoril da janela,

sua casa,

conjecturando outros afazeres,

algum recreio, início, pausa,

hábito adquirido,

sorrindo, sorrindo,

vida simples,

pequenos prazeres,

 

iluminada a rua, janela,

planta,

cara resplandecente,

quão bem se sente,

cão vadio, gato esperto que salta,

solidão que usufrui,

pensa docemente,

no seu poiso de sempre,

na janela, junto ao vaso,

por, se acaso,

criança que se atrasa,

com sacola,

vai chegar tarde à escola,

 

cumprimenta vizinha,

lá em cima,

vai abrindo, devagar,

recebendo,

flor que agradece dádiva solar,

mais robustecida, emerge, colorida,

uma festa, enlevo, mil cuidados,

sorrindo, sorrindo,

cerrando seu começo,

na rua, na janela, no vaso, na planta,

sua companhia,

entretém,

mais um dia que lhe sabe tão bem,

 

inclemente, mais forte,

recuando,

sombra protetora, reflexo que inunda,

entretanto,

enquanto o tempo escorre,

devagar, devagarinho,

sua face desaparece,

fica a janela sem presença,

sua ilusão,

sua crença,

 

flor, casa, janela virada para rua,

vida passa, tudo corre,

algum devaneio, recreio, sua face,

peitoril, ainda cedo,

madrugada,

vaso rudimentar, sua planta,

com mil cuidados, hábito de sempre,

sorrindo,

arrecadada,

arrecadada,

 

vive sozinha, mas tem família,

alguma alegria,

marido ausente,

filhos casados,

depois de crescidos, criados,

 

já é avó, tem um vaso como companhia,

uma janela, um parapeito,

gosta da rua, conhece pessoas,

acompanha percurso,

este o seu jeito,

 

teve gato, cão,

perdidos no tempo, já mortos,

consolação,

mais perene, o vaso com terra,

com flor, com cuidados, com sol,

rebrilha, oferece o que lhe dão,

cores delicadas, vivas, radiantes,

não aborrece, quase confessionário,

dedicação,

albergue dos seus segredos,

de todos os medos,

 

quantas tristezas,

suas ausências,

visitas esporádicas dos filhos,

momentos fugazes,

saudade de quando rapazes,

 

canseira constante, tarefa doméstica,

limpeza, refeições, roupa lavada,

estendida no cordel, naquela janela,

sem flores,

amores recentes,

sem tempo, agruras, alguma felicidade,

outra realidade,

 

vendo passar tanta vida na rua,

pespegada no peitoril,

antes do SOL nascer, madrugada,

ainda,

com companheiro, fiel, radioso,

mil cuidados, um vaso rudimentar

com flor, planta amada,

maneira de estar,

 

confidente, amigo vero,

inebriante,

sorriso atrás de sorriso,

um acenar, um cumprimento,

uma brincadeira,

um passar, devagarinho,

seus ócios,

mais prolongados agora,

 

senhora que não chora,

lembra sua vida inteira,

arrecadada,

arrecadada,

numa janela ensolarada!!!... Sherpas!!!...

publicado por sherpas às 10:36
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Sexta-feira, 27 de Março de 2015

... zíngaros!!!...

… encontrei-os, mais uma vez,

junto ao balcão do café do supermercado local,

vestidos de negro carregado,

casal jovem, ainda,

a cara que fez,

a senhora que foi, em criança, minha aluna na primária,

quando me reconheceu,

 

pelo frio na careca, disfarçado,

boné alentejano inclinado,

cumprimentei,

não me reconheceu,

logo, logo… iniciámos conversação casual,

 

marido com barbas longas,

tradição da étnia cigana,

mesma roupa, durante tempo de luto,

barba por fazer,

pesar e choro,

perguntei,

 

sim… morreu a mãe do meu marido,

também nos mataram um filho pequenino,

num acidente fatal,

ali no bairro, mesmo à porta,

um “cigano” avariado,

com um carro,

passou-lhe por cima,

foi notícia, não leu <?>

 

muitas vezes me ausento

para junto da família, problemas de saúde,

melhor assistência, idade não perdoa,

ali ao pé de Lisboa,

 

falando,

recordando tempos recuados,

aluna com possibilidades imensas,

idade vai somando, oportunidade perdida,

tempo passa,

 

ainda lhe disse mas, dentro dos costumes,

os pais não quiseram,

fez-se mulher, casou,

teve filhos, vida de negócios, feiras, mercados,

por aqui, por ali, por tantos lados,

 

sorriso igual,

mesma presença,

carinho, quando fala,

baixinho,

casal certinho,

sofrimento tão grande,

filhinho pequeno,

traje a rigor,

negro carregado,

barba comprida, por fazer,

 

por luto pranteado

no acto, gritos com juras,

almas tão puras,

étnias que respeito,

este… o meu jeito,

 

quando eu era criança,

já os conhecia,

quando, por altura da feira de S. Pedro, lá ia,

trago-os na lembrança,

entrava nas barracas de comes, petiscos, bebidas,

alegrias, cantos chorados, muitas palmas,

um que outro sapateado,

copo emborcado, atrás de copo emborcado,

fim dum negócio, venda dum burricote,

aguardente da forte, algum mais alegrote,

 

convívio, vozes altas, fartas,

sempre convivi com os ciganos,

mais tarde, na escola, como alunos tamanhos,

propensão para as contas, matemática,

muita perspicácia,

 

integrados de todo,

mantendo seus usos,

tradição mui antiga,

nómadas… agora mais sedentários,

parcela duma grande minoria,

porque… não aproveitados,

ainda,

quase rejeitados,

 

muitas valias,

inclinação que se vislumbra,

aves soltas, bem livres dos ninhos,

buscando caminhos,

feiras, mercados,

dinheiro que se busca, oportunidade,

pura realidade,

 

pele trigueira,

compleição física característica,

sentido de família bem cimentado,

nas crianças, nem com uma flor,

continuidade,

muito amor,

 

por vezes,

quase um círculo cerrado,

choro arrastado, quase cantado,

lamúria bem conseguida,

do nada, fazem tudo,

espalhados pelo MUNDO,

do TUDO, fazem nada,

uma vida sui géneris,

só quem os conhece,

com eles convive,

 

considero desperdício de corpos, de mentes,

estes ciganos, estas gentes,

tão portugueses, como os portugueses,

mescla de credos, de raças,

sabor africano,

sangue árabe, sangue de cigano,

romeno, iraniano,

nórdicos que buscam o que não têm,

cabe SEMPRE mais alguém

complexos, tão abertos, quando falados,

integrados, perspicazes, calados,

com cantos, com palmas,

com festas tão fartas,

diversidade num escasso bocado,

PAÍS quase… encantado,

 

fiquei satisfeito com este meu encontro,

aluna do passado,

vida sentida,

vida sofrida,

como todas as vidas,

passagens, fugidas!!!,,, Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 15:00
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Terça-feira, 10 de Março de 2015

… um passarinho… cantava!!!...

... céu limpo, azul forte encimado pelo astro-rei que nos fornece,

tão brilhante, tão intenso, energético, enquanto nos aquece,

força vital, não distinguindo classes, ideologias ou religiões,

num Alentejo pujante, colorido, diversas regiões,

bem conheço, bem o sei,

 

 

campinas que agradecem, mantos imensos, vilarejos,

horizonte que se perde, quase infinito,

linha ténue lá ao longe, poucas gentes, quase um grito,

aflição de quem não merece,

 

encanto que guardo, agradecido por vida que me foi ofertada,

orgulhoso de minha condição simples,

natural repositório,

quanto arvoredo, quanto gado, pelos ares, revoada,

pássaros diversos, chilreantes, tanto agora como dantes,

 

enorme armazém que vou preenchendo,

ficheiros vários, documento,

quanto regozijo, quanto encontro,

desencontro, lancinante lamento,

perda de um que outro, falecimento,

 

voltas que não me cansam, reviravoltas

na cidade que não é berço,

mais um, entre tantos,

agremiação que se vai reduzindo,

população afável, acolhimento que se renova, não mereço,

vasta memória, não esqueço,

 

acontecimento casual, na esquina, no café, falatório,

tão normal, natural, num diz que se diz,

se contradiz,

se acerta, se coloca, se aponta,

ainda de madrugada, mal o SOL desponta,

 

velhas pedras, seculares, bem mantidas, fortificações,

olhos ávidos que as confrontam,

recuo no tempo, quando remonto,

novas vestes, outros ares,

pintura que cheira a fresco, me encantam,

não afrontam,

 

qual forasteiro, mais um visitante, turista me sinto,

capto imagem, miro, remiro qualquer canto,

recanto,

loucura que me atormenta, fotografo o fotografado,

sem novidade, relembrado,

 

caminho tão calcorreado, vezes sem conta, sem parar,

ar feliz, maravilhado, há quanto tempo afastado,

saudade do ALENTEJO que como,

vistas amplas, quanto gado,

campo sarapintalgado, qual paleta de pintor,

vou compondo mais um quadro,

encantado,

 

fotografia que tiro, cheiro que me persegue,

gente que encontro, conversa que prolongo,

quase comício, conferência,

tendo amigo... como excelência, cultivando predicados,

quantos segredos, recados,

 

quanta maravilha, quanto encanto,

bem na fronteira,

vales, montes, colinas suaves, mais agrestes,

seus recantos, suas fontes, labirintos, ruas estreitinhas,

largos amplos, templos esparsos,

reencontros, puros acasos,

 

acessibilidades que são luxo, mil cuidados para a RAINHA,

campos extensos,

olorosos, pelas flores silvestres, contrastes diversos,

olivais, casario disperso,

aldeias próximas, ao SOL, a CÉU aberto,

 

energia que flui, se espalha, satisfaz qualquer mortal,

sendo simples, tão normal,

 

ensombrecido por acidente inesperado, defunção,

companheiro nesta curta viagem, quase irmão,

num encontro, ocasião,

 

bairro da minha eleição, vista soberba, calmaria,

largo fronteiro a casa de fé,

oração que se repete, numa ida de quem vai à missa,

se persigna,

audição, mesmo em frente, aqui ao pé,

 

apartado respeitador que admite,

não julgo, não julgo ninguém,

aceito diversidade,

compartilho choro, alegria, nesta terra que me trata bem,

 

confronto o que me é ofertado, me delicio,

apontamento isolado, quando calado,

introverto,

CÉU mais perto, sem bulício,

 

muito espaço, casario, tanta dádiva, emoção,

renovação contínua, aparecimento do que estava oculto,

obra grandiosa, de vulto,

altaneira entre tantas outras, dispersas, fortes,

outros destinos, futuros incertos,

suas sortes,

 

recuperação do que foi prisão, manutenção,

único objectivo, maior intenção,

guardar para vindouros, menores que não avaliam,

não sabem, não sabiam, melhor conhecerão,

 

adentro no íntimo, faço parte de quem admira,

reconhece,

porque, cidade aberta,

quanto se dá, quanto oferece,

da fronteira, continuas sendo RAINHA,

população que sofre,

quando parte, mais pobre,

se abespinha,

não esquece raízes, origem arreigada a tal região,

corpo inteiro, coração,

 

travessa estreitinha,

casario, vozearia numa tasca,

quando passo, logo se afasta,

 

recordo tempo  longínquo, ajuntamento de amigos,

esganiçado, voz afinada,

mesa comprida, cheiro a chouriça assada,

azeitonas, entremeada,

nacos de pão,

jarros plenos de vinho,

um copo que se levanta, uma voz, poetizada,

vinda do fundo da alma, num fim de tarde calma,

 

pretexto mais que indicado, sem preparação, afinado,

coro de vozes potentes,

recordando aquilo que sentes, grupo de boas gentes,

convívio,

desafio,

 

um passarinho cantava às quatro da madrugada,

agora património imaterial,

consagrado sofrer dum povo,

nada de novo, tão normal,

pedacinho de PORTUGAL,

 

não nascido, adoptado, ELVAS, cidade bonita,

reconhecido... meu obrigado, um destino, minha sina,

 

quando recordo, assim faço,

saboreio ALENTEJO que gosto,

vida inteira que se esfuma

em qualquer recanto se arruma,

nele me encontro, por aqui passo,

 

som arrastado na conversa, assunto capital,

recreio,

quando interessa, não interessa, numa vinda, num passeio,

numa estadia mais prolongada,

meu refúgio, minha casa,

vivo cada momento,

sorriso, choro, lamento!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 12:10
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2015

… o INFERNO anda… à solta!!!...

... campo da desolação, terra negra, revolvida,

ramos esgarrados que se mantêm, árvores que foram,

visões que nos esmagam, débil sopro de vida,

quase a medo, colorido nos verdes perdidos,

tão só, envergonhado, no meio de tantos que foram,

brota vermelho pálido ou salpico, entre negrura que assusta,

confuso, creio ver, quero crer, o que tanto me custa,

 

entre total destruição, maldade, usurpação,

força maléfica que se estende, oculta, como se pretende,

sopro, movimento, continuidade, rareza,

entrechocar infernal, potente que causa tanta tristeza,

 

ranger de corpos, de mentes, de matéria existente,

colapso, num MUNDO adverso, permanente,

como pústula em chaga tão grande, bafienta,

não tão viva, flor temerosa que tenta,

 

laivo de vida que esmorece, sangue que pinga,

fazendo charco, tão lenta,

tão lenta,

 

não há flores no meu jardim, nuvens tão negras, espessas,

barulhos ensurdecedores, riscos repentinos, zumbidos,

deflagração sobre casa que deixou de ser casa,

destroços que se espalham, tumbas que são,

já não te lembras, quando as pensas,

ferros retorcidos, autocarros lotados, gemidos,

mulher idosa que não quer nada, deseja PAZ,

ardentemente, confessando seu agitado percurso,

olhando para tudo, confusa, incapaz,

 

membros familiares em fuga, desvalidos,

raivas entre adversários, filhos, netos, nacionalismos,

comandos bem afastados, fauce medonha, querer,

fazendo matar, fazendo sofrer,

 

bem colocados na mesa da confrontação,

olhos nos olhos,

cimeira da hipocrisia, da mentira concertada,

do acordo que dá em nada,

do interesse de quem fabrica terror,

bélicos artefactos,

fardas, barretes, botas cardadas, cruzes espalhadas,

alguma saudade de companheiro,

cruz despropositada,

 

metais, troncos esfacelados, pernas, braços,

surreal visão, pintura louca, pedaços,

aviltamento no terreno, cova imensa, vala comum,

tão juntos, tão amolgados, como se fossem um,

 

cheiros nauseabundos, horror indescritível,

discussão na rectaguarda,

quanta toleima,

notícia que não é notícia,

quanta teima,

 

caminho tortuoso, perfídia com que se atira,

jogo estratégico,

politica dolosa, mentira,

 

era verde o meu vale,

tão colorida a campina,

entre arvoredos densos, quanta casa e casinha,

animais que se atropelavam,

apascentavam docemente,

ritual que nos animava,

passarada que se aninhava,

 

recordação que mantenho quando cerro os olhos,

bem longe, refugiado,

ali posto, colocado,

num casarão enorme, entre tantos outros,

colchão posto no chão, esquecido,

inconformado,

 

traves mestras no tecto,

ondulado que me enleia,

hora da refeição, fila enorme que anseia,

amostra do irreal, macabra situação,

quanto me dói, quanta aflição,

sem amor, qualquer afeição,

 

um pouco, por tanta parte,

tão louca a HUMANIDADE,

num pedaço que é tão belo,

tratado com tanto desprezo,

esquecendo qualquer desvelo,

mantendo baixas certezas,

ignorância, perseguição,

desvirtuamento dos valores,

ambição, luxos, riquezas,

 

desmesurada ganância,

congeminações que levam ao engano,

sendo pequeno, quezilento,

sendo grande potentado,

cobiçando maior bocado,

 

ruindade que perverte,

quem, com arte, enriquece,

 

negócios escuros, confrontação,

contra si próprio, contra irmão,

nesta tremenda confusão,

fazendo guerra em toda a TERRA,

incitando à destruição,

 

campo da desolação, terra negra, revolvida,

ramos esgarrados que se mantêm, árvores que foram,

visões que nos esmagam,

débil sopro de vida!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 08:28
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015

… tormento!!!...

... parecia PRIMAVERA, em pleno VERÃO,

num jardim cêntrico, pejado de gente jovem,

colorida,

risos, saltos, gostos tão plenos,

erva pujante, flores variadas,

momento de encanto, satisfação,

saboreando a vida,

F1000015

 

 

passeio revigorante, logo após,

com calor intenso, em esplanada fina,

agradável conversação,

com emigrante posicionado,

vindo de lá, de qualquer lado,

já integrado,

 

figura primeira no café,

restauração,

arranhava um pouquito de finlandês,

fazia-se entender utilizando inglês,

língua universal, ali sentados,

apreciando gelados,

F1000032

 

 

perguntando sobre PAÍS,

sobre entorno,

estranhando o que, para nós, era tão novo,

meio da viagem,

outra paragem,

 

seguimento que nos aguardava,

ali, bem perto,

FERRY enorme nos esperava,

umas horitas apenas,

rumo a SUL,

atravessando o BÁLTICO, seguindo,

seguindo...

sinto saudade do meu amigo,

F1000026

 

 

o que era escape,

tempo aprazível no jardim,

ajuntamento de tanta gente,

num repente virou,

gota grossa se abateu,

quase ribeiro que caiu,

quando se deu,

todo o MUNDO fugiu,

tantos que ficaram em nada,

 

distantes do carro, do hotel, do barco,

vimo-nos inundados em grande enxurrada,

ribeiras vigorosas nas ruas,

cabeça pensante,

calmamente aguardámos,

passou,

imprevisível, repentino,

clima distinto do que estávamos habituados,

mais a norte, terra estranha

que ainda nos engana,

F1000031

 

 

voltou um SOL primaveril,

retomámos caminho,

fomos indo, devagar, devagarinho,

olhos abertos, pueril,

como criança frente a brinquedo imenso,

quando lembro, assim penso,

F1000016

 

 

sinto saudade do meu amigo,

recordação grata que trago comigo,

revisámos pertences, ajeitámos o carro,

fomos para o FERRY, entrámos,

seguindo instruções, quanto preparo,

F1000030

 

 

arrecadação enorme, fechámos,

abandonámos,

subindo, subindo,

descobrindo corredores sem fim,

buscando camarotes internos,

cubículos com tudo,

fomos para parte sobranceira,

amplas janelas, vistas de sonho,

encantamento, sensação

bar, restaurante, música, salão,

convívio,

mais descansados, quanto alívio,

 

aperitivámos, conversámos,

dançámos,

até ao fim da tarde,

já noite, cansados,

dirigimos aos camarotes, com intenção,

barco em movimento, mar calmo,

escuridão,

últimas abluções, deitámos,

F1000034

 

 

ruído contínuo, abanão,

sacrifício,

o que era regozijo tornou-se pesadelo,

grande tormento,

deu para tudo, menos para dormir,

pensando na escolha, poupança,

camarote mais barato,

enquanto barco avança,

 

saiu-nos bem mais caro,

sem sono, entrosado num pequeno espaço,

noite em claro,

F1000020

 

 

sinto saudade do meu amigo,

pensamento constante, momento inesquecível,

imperdível,

 

ocasião,

em terras nórdicas, pleno BÁLTICO,

rumo a SUL,

na companhia de tanto alemão,

apontamento,

pesadelo, solidão,

imensidão!!!... Sherpas!!!...

publicado por sherpas às 12:38
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Domingo, 1 de Fevereiro de 2015

… a hora… da "BUCHA"!!!...

... hora da “bucha” intervalando com esforço físico,

pequena pausa, marmita no colo,

sentado no chão,

sorriso composto, tão a preceito, alguns risos,

gargalhada até, numa conversada de ocasião,

empregado, mirones, patrão,

 

grupito, ali perto,

obras que afligem,

obrigado pelo acontecido, porque, pedreiros em casa

não satisfazem, pelo barulho, pela poeira,

pela, concertada no projecto,

destruição,

que mal causam, quanto incómodo,

aflição,

pela negativa, até na carteira,

 

pequeno conchego, bica ao balcão,

depenicando doce ou salgado,

mesmo sem trabalho, entre refeições,

na hora indicada, satisfação,

uma manhã sem café,

não é, não é,

o tal que deve estar quente como o INFERNO,

ser negro como o diabo,

puro como um anjo e doce como o amor,

seja lá onde for,

 

pretexto, encontro ocasional,

qualquer local,

 

conversa desprendida, sintoma de vida,

sintonia que se afina,

empatia momentânea, acaso que satisfaz,

dedução, logo após,

MUNDO tão curto, pelos pais, pelos avós,

pela terra, origem,

sorvo tão quente, sabor diferente, pausa, constatação,

“bucha” ao balcão” num café,

numa saída a pé,

 

principais, outras mais pequenas,

numa sucessão imprecisa,

continuidade de abastecimento,

refeições tão necessárias,

no corpo que temos, duras penas,

normalizadas, a hora concisa,

 

no recato do lar, doce ajuntamento,

partilha, recolhimento,

no depenicar que é bucha,

que se deseja, ocasião,

inopinada situação,

 

no lanche que se arranja,

sentado no chão,

na viagem que se prolonga,

no porta luvas dum carro,

estrada que se alonga,

mantimento esquecido,

uma côdea de pão,

paragem inóspita, desértica,

quanto nos afecta,

a fome desperta,

 

feita de socalcos, fio que nos conduz,

vida tão estranha,

quanto nos induz,

proporciona tal gana,

na pacatez dum instalado,

ali colocado,

 

trabalho que desgasta, marmita no colo,

intervalo que é pausa,

descanso apropriado,

outro recado na obra contínua,

hábito rotina,

 

universalidade que se atina,

falha que não compensa,

quando se não tem,

descompensados talvez,

lugar desvalido,

sem casa, sem carro, sem café tão perto,

pleno deserto,

 

barraco tão triste, sem côdea de pão,

sem hora precisa,

fome incontida, estrumeira que é lixo,

quando diminuído,

agrura , faminto,

 

palavras insensatas, recordações, momentos,

pensamento que me vem,

solidão que me afecta,

companhia que não tenho,

fugazes clarões,

parafernália, televisões,

 

discursos tão parcos,

fome vergonhosa,

MUNDO irreal,

confronto, hospital,

 

grito descabido, comparação,

na côdea de pão, na bucha a preceito,

presença sem jeito,

 

assombração pertinente,

confusa, a gente,

política voraz, tarefa esquisita,

missão não cumprida,

 

balcão que se abre,

máquina de café, ali, mesmo em frente,

numa fúria, repente,

bocado que lhe não cabe,

descabelo, sorridente,

prossigo... lembrando,

pesadelo, desencanto!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 10:50
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Sábado, 27 de Dezembro de 2014

… memético!!!...

... terá sido premonição,

pergunta com que me interrogo quando me introverto,

porque sou dos que olham, sentem, pensam no MUNDO,

na HUMANIDADE,

sem pretensões de me alcandorar seja ao que for,

simples mortal,

não ascendo aos sétimos CÉUS, ao PARAÍSO dos aflitos,

reverto,

com todas as forças que tenho,

 

 

capacidade de distinguir entre mentira, verdade,

não me contenho,

predicado que tento manter, cabeça bem composta,

não desejando mal,

aceitando defeitos, vergonhas que se prolongam,

converto,

 

escrito com que vou preenchendo estes espaços meus,

palavreado, frase sentida, voz dos que não a têm,

quanta ingratidão, iliteracia de qualquer irmão,

simples apontamento, vírgula em longa composição,

sendo ninguém,

satisfazendo capricho, prazer que me inunda,

quando o cometo,

 

receio por nefastas consequências,

bastante medo,

inundado com realidade que me rodeia,

incendeia,

qual fósforo que raspa em superfície enrugada,

chama,

labaredas se levantam num ápice, destruição que arrepia,

me contrista profundamente,

não sendo fantasia,

 

vidas pequeninas

que são sorvidas por inclemências,

desprotecção que as fazem vítimas em qualquer latitude,

sem olhar clemente, afagamento,

bondade que esmorece,

no que, de alto que está, facilmente esquece,

verdadeiro tormento,

 

entrosamento tão complexo,

labiríntico processo, caminhada do impossível,

mentes perversas inadmissíveis,

atitudes, gestos incríveis,

himalaicos acontecimentos,

dantescas criaturas, desgarradas, inconscientes,

num despique maldito com fúrias naturais,

ceifando vidas inumeráveis,

massacrando outras,

desvalidas, indefesas, vulneráveis,

 

oh DEUS de todas as religiões,

oh apóstolos da PALAVRA,

oh TEMPLOS portentosos, cultos compungidos,

entoados com ênfase,

cânticos que nos embalam,

quão fingida, servidão fidelíssima,

prostrado, ajoelhado, olhando CÉUS,

perante incréus,

apologético comportamento que nos afaga,

disfarçando visão de rotina

em qualquer canto, em qualquer esquina,

num tugúrio insalubre, miséria incontestada,

quadro degradante que nos abisma,

entristece,

pálida recompensa para quem não pensa,

confessa,

entoa mas... não aceita, não perdoa,

apenas professa,

 

quando nascido, não reagi,

aceitei,

senti água benta na cabeça,

murmúrios do padre da terra,

perante familiares, progenitores e outros,

momentos tão doces,

exemplaridade que não contesto,

tão inocente, sem protesto,

 

alinhei no grande clube da cristandade,

por comodidade, mantive,

sem prática,

respeitando quem acredita,

quem pratica,

 

como tantos mais, credos diversos,

sem fanatismo que me assombra,

adentrei-me com leituras várias,

aprofundei,

visitei casas de DEUS, tomei-lhes o gosto,

profundo respeito,

concentrado, comparando tempo, ERA, inícios, escrituras,

quanta e quanta procura,

quanta dádiva, embelezamento em estatuária, pintura,

 

cena do que imaginamos,

constatamos,

palavreado do mais esclarecido,

ovelha tresmalhada,

 

“ a chave do ser humano é o seu pensamento”

que vai evoluindo, formando,

num entretanto, momento a momento,

escolhendo o melhor de toda, qualquer experiência,

juntando,

compondo consciência, segundo informação,

memética ou transferência que nos agrada,

armazéns que no-la dão, livros meus mui amados,

leituras positivas de cérebros mais esclarecidos,

não imitando, mimético qual macaco,

antes absorvendo o que me dão,

depois de lidos,

 

quase como premonição,

tendo recebido o melhor, o pior,

discernindo, rejeitando, arrecadando

no texto em que me transformei

“meme” de mim próprio,

augurando um MUNDO melhor!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 04:55
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014

… quem se lixa...

... agarrado a rocha protectora, bivalve negro,

conhecido,

entre ventanias agrestes, rugidos, altas e baixas marés,

agressões,

num vai e vem constante,

de tão sofrido,

faz, aos molhos, por passar despercebido,

tão saboroso petisco,

grelhado, à espanhola ou cozido,

confeccionado, depois de sacado, por multidões,

referência de humanus falante, mais forte,

destino,

 

quem se lixa,

quando no centro de intensa contenda,

é o mexilhão,

tendo como actor principal, um artola,

bem se entenda,

 

fazendo vítimas desproporcionadas,

brincando,

numa aventura impensada,

País de contraste vultuoso, sendo, como diz,

bom, mau ou vilão,

filme de antigamente, vaqueiros, índios,

morte

em catadupa, crueldade sem razão,

impolutos, ímpios,

confrontação,

seguindo credo, religião,

ambição abraçada a tanto desnorte,

fazendo democracia, matando, exercendo o mando,

incitando, praticando,

espécie de permanente convulsão,

 

outro tempo, maior realismo,

esclarecimento,

no instante, no momento,

fartos de desafio insensato,

poder que se junta, castiga,

não obedecendo a nenhuma barreira,

tempestivo, aquando do enfrentamento,

mui antes de julgamento,

 

incontido na fúria, ondulação gélida do norte,

em qualquer ocasião, tendo no meio o mexilhão,

inocente que se ajeita consoante corrente,

fazendo azar, não tendo sorte,

 

cozinhado imenso, degradante,

agora, tal como antes, esfusiante,

interesse que movimenta lodaçal,

espanto,

admiração que não nos consola,

entristece, afasta num repente,

mudando de sítio, indo para outro local,

lamaçal,

 

rentável negociata hollyoodesca,

enaltecendo a morte, elevando a besta,

herói da fita, vencedor de todas as guerras,

noutros mundos, estranhas terras,

parte boa de quem mata,

maltrata,

parte má, o castigado, vítima de cobiça desmedida,

tendo, pelo meio, conspíncuo sacana,

cruento vilão,

muita arte, imensíssima manha,

manipulando cena, tirando proveito,

sem senão,

esse o seu jeito,

 

vergastadas bastas, a eito,

marés vivas, destrutivas,

barulho ensurdecedor, quanto furor,

aleluia de quem proclama,

quase exangue, clamoroso estertor,

faz o leito, faz a cama,

 

espalhafatoso proceder,

duelo ao sol, antes da partida,

pela planura, cavalgando, numa busca,

mente enxuta, mente suja,

 

herói da fita, calmaria,

sensação tão boa, peitaça que incha,

quando cavalo relincha,

saltando sobre obstáculos vários,

quase como no tempo dos TEMPLÁRIOS,

 

cruz ao peito, matança,

espírito empequenece,

rijeza avança,

enquanto rixa permanece,

não esquece,

 

quem se lixa,

entre BOM, MAU e VILÃO, reza a estória,

tempo não perdoa, justiça divina

castiga o insano quando, da memória,

 

vítima deixa de ser mexilhão,

saca qualquer vendilhão

com ímpeto redobrado,

da rocha, da cruzada, da aventura,

quão massacrado, mesmo agarrado,

na sucessão de violentas marés,

filmes dobrados, sem rodapés,

 

justiça que tarda, porventura,

que dura, que dura, que dura,

presunção e... água benta,

aguenta, aguenta, aguenta...   Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 16:17
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

… baía!!!...

... corrupio de gente pela frente,

sentido contrário, na mesma direcção,

mais apressado, saltitante, fatiota apropriada,

descansado, pela idade, mantendo ritmo,

no calçadão ribeirinho, mesmo ali na baía,

que bem me sentia,

 

bicicletas em profusão,

bem ajaezado, protegido,

pai com filhos pequenitos, pedalando, pedalando,

questão de manutenção,

fazer trabalhar corpo, pernas, braços, tronco,

relvado próximo, em objecto adequado,

elevação, alongamento, abdominal,

outro recado, mais sofisticado,

quase ritual,

seguido à risca, propositado,

 

direccionados,

vontade de quem gosta, teima de quem tenta,

todos os dias frequenta,

mais nos fins de semana, feriados,

 

maré vazia que se vai enchendo,

mariscadores com balde, mãos na lama,

amêijoa que se vai apanhando,

alimento, petisco, comercialização,

à Bulhão Pato, grande, saborosa, da boa,

ganha pão,

do outro lado, bem espelhada, LISBOA

que chama,

sol que a ilumina, pérola negada, promessa, sonho,

alguma ilusão, olhos que apreciam cidade, cativo,

céu carregado, incentivo,

temperatura amena, brisa envergonhada, de mansinho,

faço caminho,

 

bem acompanhado,

de um para outro lado, pela idade, mais descansado,

esbeltas, graciosas, correm,

desaparecem,

fortes, novos ainda, fazem despique,

vizinhas de prédio, grupo volumoso,

quanto encanto, bem formoso,

 

caminham falando, rindo,

rindo, falando, lá vão,

quase multidão,

 

todo coberto, já conhecido,

fazendo percurso como suador, sauna que carrega,

quanto sacrifício, queimando calorias,

tendência que tem, combate que faz,

tarefa a que se entrega,

ainda novo, o rapaz,

todos os dias,

 

abro pensamento ao vento, aprecio o que vejo,

participo também,

que bem, que bem me sinto,

andando sem custo, com vagar,

pela idade, não minto,

 

normalmente faço caminhada com minha mulher

mas, como devota praticante, nos domingos vai à missa,

não gosto de estar parado,

num café, numa esplanada, sentado,

agarro em mim, vou fazendo o que sempre fiz,

preencher tempo, misturar-me com o MUNDO,

como quem diz,

 

espaço que bem conheço,

desde sempre, sem amanho, sem confusão,

agora tantos, carreirinho junto à baía,

pouca gente se via,

tempo passa, hábito se altera,

como uma pinha, como casal, lá ia,

terra batida de terra em terra,

tão próximas, sucessão,

desde sempre, manutenção,

 

 

único, na altura, mais novo,

de cá para lá, de lá para cá,

com buzinadelas e tudo,

carros que passavam, criticavam ou não,

outra época, vai para uns anitos,

ocasião,

 

percurso de outrora mais comprido,

mais penoso,

espécie de fundador do exercício de gastar sapatos,

correndo, saltando, caminhando,

com baixos, altos,

 

canavial que nos atirava para a estrada,

arbustos variados, vereda,

na baía, a mesma beleza,

mais poluída, esgotos sem tratamento,

cheiros desagradáveis,

coragem,

grande vontade, louváveis,

promessa, momento,

pedaço de tempo,

 

ali perto, treino, afeição,

agrupamento de tambores,

sons que nos aproximam, distanciam,

pausados, marcam ritmo de vida, incentivam,

esquecem-se algumas dores,

aliviam-se tristes pensamentos,

vamos em frente, na distância que se encurta,

na vista que se prolonga,

na manhã que passa,

correndo com muita graça,

esbeltas, possantes, mais novos,

arrastando longa estória que carrega,

mais idoso que teima, cumprindo,

indo, indo,

com gosto, como antes, vagaroso,

apreciando companhia,

grupo denso de vizinhas, quase multidão,

manutenção,

falando, andando, falando, andando,

certa ocasião,

ali na baía, tendo, lá ao fundo, lindo cenário,

como pérola iluminada por sol radiante,

como uma chama,

 

no calçadão,

com céu carregado de nuvens densas,

brisa fresca que convida,

mariscadores com mãos na lama

buscando amêijoa,

tão pertinho de LISBOA,

caminhas, não pensas!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 07:43
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

… poleiro!!!...

... imponência merecida, situação de altura,

imprecisão do momento, detestada no presente,

conservada no lugar, poiso de pombos, pardais,

pontinho escuro, quase escabroso,

invulgar, olhos que observam,

tão acintoso,

 

metal, imaginação, algum esmero com arte,

em tanto sítio , em tanta parte,

cidades que conheço,

enaltecendo morte, denodada valentia,

mal dirigida, comandada,

vítimas em demasia

 

conhecimento que transmitiu,

degrau de nobre formação,

ajuntamento,

mediante dedicação, esforço que reconheço,

obra meritória, memória de portento,

descoberta do que se desconhecia,

início de maior valia,

sorriso humilde, puro encanto,

seduzia,

 

final de hecatombe, tragédia de tantas mortes,

punho forte, mão segura,

projecto que se concretizou,

direcção de quem mereceu monumento,

grande figura,

 

séculos mais recuados, grito para vindouros,

ostentação, inebriamento, tesouros,

valoroso cometimento, desconhecidos,

cimento, barro, base anónima, sedimentos,

amálgama, como sempre, escadote de ascensão,

merecedor ou poltrão,

momentos,

 

estátua de bronze, metal maleável, bem forte,

grande construção de pedra sobre pedra,

que vigora, que medra,

liga metálica mais pobre,

criatura que se esbate, laivos de verdete,

tempo que passa, inclemente,

desfigura quem se honrou, memorial,

reconhecimento geral,

tanta gente,

 

debica na relva do jardim,

junto a pedestal da honraria que se desfeia,

esbelto melro, luzidio, bico amarelo,

saltitante, nervoso, atento, soberbo,

continuidade que se prolonga, ritmo geracional,

tão igual, exultante, garboso,

singular no seu proceder, debicando,

no relvado, saltitando, saltitando,

formoso,

voos rápidos, senhor do canteiro,

poisado no seu poleiro,

topo do homenageado de antes,

defecando, defecando nas honrarias,

como sempre, no bronze envelhecido,

com verdete, figura imperceptível,

indescritível atrevimento, com bico,

atento, tão nervoso, enegrecido,

obra perfeita, ser raro,

tão vivo,

 

vão escasseando, incúria de mandantes,

lá se vão vendo, isolados ou aos bandos,

em alguns recantos mal ocupados,

como antes,

sórdidas figuras, metais dúcteis, maleáveis,

com pedestal adequado,

palavreado,

 

ajardinamento, repouso para louváveis

que por obras meritórias ou não,

se vão, se vão,

deixando rastos sanguinolentos,

vítimas anónimas, massas informes,

outros seres, outros homens,

multidão de vida atalhada,

comandada,

 

numa revoada,

chusma de pardais enlouquecidos,

reviravoltas pelos ares, muitos pios,

brincando, namorando, acasalando,

pela época,

 

quebra de silêncio sepulcral,

reboliço,

 

sobre aquele relvado, com viço,

regado sistematicamente, rega inteligente,

matando secura dos vivos,

plantas, aves, esquilos

que, da bolota de algumas árvores de grande porte,

arranjam seu sustento,

pejando sombreado apetecido,

banco, refugio, abrigo,

convidativo,

 

figurão que se esbatia, nas feições,

no palavreado,

 

pelo verdete, pelo tempo, por trepadeiras que subiam,

iam, iam, por ali acima, enfeitando homenageado,

imponência imerecida, situação de altura,

prebenda, logo após, ainda em vida,

com, sem merecimento,

ocasião,

aplaudida por fiéis assumidos,

tempos idos,

tantos anos, décadas a fio, quase um século, merecedor

ou poltrão,

 

estátua de bronze, metal maleável, bem forte,

grande construção de pedra sobre pedra,

que vigora, que medra,

natureza imparável, casa nossa que altera,

que reage, vigorosamente, quando atacada,

ventanias fortes, erosão,

quantos animais

em extinção,

 

recuperação que insiste, não desiste,

vegetação,

 

malfeitorias dos que se julgam,

não são,

 

nem com ligas de metais duradouras,

nem com pedras monumentais,

nem com poderes ocasionais,

nem com conivências esquisitas,

nem com fúrias

destruidoras,

 

ficas, não ficas estarrecido,

abarcas vidas descomunais,

figurões indefinidos,

imorredouros,

séculos idos,

 

passam tempos, passam horas,

extasias-te perante minutos que são eternidade,

vidas de alguns segundos,

noutros MUNDOS, sem pelouros,

nesta triste realidade,

afronta, inverdade,

destruição maciça,

irracionalidade,

 

quantas estátuas medonhas, sem idade,

quantas, por venerar,

quanta falta de verdade,

quanta maneira de pensar,

quanto há para

se modificar,

 

menos mal que a NATUREZA,

consegue pôr tudo no lugar,

sempre, SEMPRE se recompõe

porque ela... é quem põe e

dispõe!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 19:25
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

… mãe… que sorriso tem!!!...

... muito velhinha, décadas em cima,

quase um século,

minha origem, minha fonte, meu desponte,

quanto, quanto horizonte,

alegrias, desgostos, companhia, solidão,

quase um vazio que mirra,

dia que passa, atrás doutro dia,

queixume que alivia,

 

dores que vai acumulando,

falando, constatando

sua falta de memória,

esquece-se de tudo,

diz, com alguma tristeza,

quanto MUNDO, quanta presteza,

quanta certeza,

agora... incerteza,

 

companhia, alivio, consolo,

relembro, com ela, coisas antigas,

mui recuadas,

na face, relampejo, uma satisfação,

com que emoção,

entabulamos conversação,

 

por aqui, por ali, há quantos anos,

porque, em mim, também já sinto falhas,

idade não perdoa,

quando se soma,

quando se entoa,

mais recentes, leva-as o vento,

por vezes, não lembro,

 

longínquas,

como filme projectado numa tela,

vejo, revejo com facilidade,

pura verdade,

 

de quando criança, na minha terra,

parecido com o tio Leonardo,

irmão do meu avô que foi à Guerra,

insiste a velhota,

minha adorada mãe que se esquece,

lembrando tempos de então,

época remota,

sorriso que ilumina,

olhar que brilha,

 

conversada que mantenho,

quase um século, idade avançada,

vazio que mirra,

na cama dum lar,

gostando de falar,

queixando da falta de memória,

recordando acontecimento,

momento vivido,

tempo já ido,

 

sombra, apagamento, nada,

episódio,

curto capítulo de grande romance,

que descanse, que descanse,

que lembre sorrindo, sorrindo,

embalando,

continuo com recordações mútuas,

falando de pais, de irmãos, de tios, de avós,

falando de nós,

 

quando petiz, malandreco, pela idade,

contemplação dos pais que aceitavam,

zangavam mas... não castigavam,

esclareciam, com amor,

desculpando pequena maldade,

sorrisinho cúmplice,

um ror,

 

olhar tão doce, lembrança,

bom bocado num corpo cansado que mirra,

quase um século que aguarda na cama dum lar,

salão que lhe custa, pela posição,

na dor que sente,

tão pouquinha gente,

 

meu filho, meu filho, meu filho,

minha mãe, minha mãe, minha mãe,

que rosto tem, quando sorri,

quando conto, quando lembro,

como nunca vi,

quando penso,

quando penso...

 

romance completo, capítulo mais custoso,

velhice que... é uma chatice,

consequência de longevidade,

quanta verdade,

 

esquecimento do mais recente,

recordação do mais distante,

de muito antes, de muito antes,

como era dantes... Sherpas!!!...

publicado por sherpas às 07:29
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

… são… lapas!!!...

... pobre trinta e um, jovem recruta na tropa,

quantos anos idos, botas pretas, quão pesadas,

com polainas a condizer, na cabeça, um bivaque,

sensaborão, podem crer,

vestimenta a condizer, imposição, recalque,

idade que não se nota,

 

disfarçado, sem nome, com número,

mal dormido, na caserna,

quantas fardas,

formação na parada, ordens vociferadas,

alinhado, passo certo, corpo hirto,

esquerda, direita, volver,

desfile, descanso, sentido,

respostas, com todo o respeito,

a um qualquer, a um sujeito,

 

mal pago, mal comido,

cansado,

revista a corpo inteiro, engraxado,

sem um pelo na cara,

barbeado,

 

colectivo que se agrega, pelotão,

toda uma organização,

exército em tempo de guerra,

quartel que era um inferno,

apartado, jovem ainda, desterro,

casa em que tudo se espera,

 

suor, lágrimas, desespero,

endurecimento do corpo,

amolecimento da vontade

para matar ou ser morto,

pobre trinta e um, jovem recruta na tropa,

vida que lhe foi imposta,

reposta na soldadesca,

carne viva, carne morta,

viçosa, ainda tão fresca,

 

jogos de guerra na tapada,

sol intenso, grande chuvada,

aplicação militar,

um virar, revirar

duma vida já conseguida,

profissional com canudo,

trabalho com tanto miúdo,

 

professor de antes, no início,

concorrendo, como agregado,

a lugar vago, no quadro,

indo por aldeias diversas,

dois anitos antes da obrigação,

agora tropa, sem vocação,

 

disfarçado, triste soldado,

comida do rancho, bocado,

quase intragável, por vezes,

quantos engulhos, quantas fezes,

 

fim de semana, saída,

quase fuga, necessidade, intempestiva,

lugar na leitaria mesmo defronte, batidos vários, complementos,

suprimento dos outros alimentos,

petiscada com alguns tostões,

encomenda da família, glutões,

vendo, como se fora ontem,

digo-o, pura verdade,

 

pelas redondezas, numa ida à Ericeira,

ali ao pé, quase à beira,

mar que nos lavava a vista,

lugar que nos atrai, recusa,

pouca grana na carteira,

passinhos pelos rochedos, cheirinho,

arredado, quase arisco,

criador de saboroso marisco,

 

fome que se avolumava, olhar que via,

reparava,

quase segredo, alapadas,

quantas por tanto lado,

amigo açoriano avisado com navalhinha na mão,

despegava, sorvia,

sorria, hábito antigo, caro amigo,

quando interpelado, dizia,

são lapas,

 

agarradas ao seus lugares, custosas de arrancar,

petisco cru, quase sem custo,

esforço de nada, apenas,

pitéu que se consumiu, matou fome, deu satisfação

a recrutas sem tostão,

 

são lapas, são lapas,

tão diferentes doutras conhecidas,

quando agarradas,

outras vidas, certas gentes, rochedo imenso, tremendo,

País que se esboroa,

tutela que não é exemplo, mantendo colegas, à toa,

 

perversidade tresloucada,

nem com navalha, nem com jeito, fazendo carinha laroca,

pouco liga, não importa,

 

suga o que tem de sugar, nega colocação, lugar,

sorve o que tem de sorver,

fazendo ou não fazendo sofrer,

 

imprestáveis governantes,

quase lapas... como as de antes!!!... Sherpas!!!...

publicado por sherpas às 18:09
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

… inopinadamente!!!...

... parte antiga que se conserva,

castelo ali ao lado, fortalezas,

colina próxima, vistas soberbas,

maravilha,

horizonte que se alonga num rio sinuoso que divide,

a perder de vista, cidades que se completam,

braços bem fortes com várias mãos que se apertam,

 

união de facto, cativa,

contra todos os males do Mundo,

na Europa central dos conflitos,

horrores, destruição, gritos,

hecatombes sucessivas, barreira,

quando se incendiava a fogueira,

ocidente, oriente,

ideias que afrontam, ainda agora,

ódios, mortes,

quanto se sente,

 

fracos, fortes,

ricos ou pobres,

 

silenciosa

no quadro que se visualiza,

olhares que a esquadrinham num todo,

tão formosa,

focos que nos encantam, reconhecemos,

de emoção, quase trememos,

tão grande, tão bela,

 

episódios passados, marcas profundas,

heróis de antanho, escritos, quadros, monumentos,

estatuária que se levanta,

outra, que se guarda fora de urbanidade,

mentira, verdade,

dualidade em que se aposta,

receio de vizinhos ferozes,

donos, algozes, portentos que subjugam,

não contemporizam,

massacram,

quando julgam,

 

odores próprios do goulahs,

bulício dentro do burgo,

zona mais comercializada,

lá em baixo,

cosmopolitismo que se sente,

burburinho constante,

avenidas que são um gosto,

gente jovem, berrante,

passado que já não recordam,

museus, como memória,

longa caminhada, história,

 

nem uma agulha bulia,

enquanto se via,

apreciava,

entre verdes espaços,

palácios amuralhados,

catedral bem vistosa,

restaurantes, ajardinamentos,

momentos,

pinha de gente que fotografava,

olhava,

 

sentada,

descansada,

lá em cima, na Cidadela,

vendo o rio que se perdia no horizonte,

sinuoso, com pontes,

braços esforçados,

com mãos possantes que se agarram,

afrontam,

docemente, em união,

irmão com irmão,

CORPO num todo,

 

num corredor, com janelas adequadas,

continuidade do castelo,

fortaleza com passagem,

agora restaurante de luxo, com música,

som mavioso de violino,

atarefamento de empregados, colheres,

travessas,

pratos, outros talheres,

conteúdo bem regado,

remessas,

 

inopinadamente,

como sói dizer-se,

voz impressionante de barítono ou tenor,

inunda cercanias,

ofusca beleza

mesas repletas, tão vazias,

mudas, atentas,

auditivas fantasias,

 

um dos comensais,

entre muitos, entre os mais,

me despertou da minha maravilha,

impressionante cidade que se explana junto ao rio,

casario,

 

passando por entre rendas, bordados,

pinturas de vários ângulos,

bem coloridos,

bem pintados,

irrompendo por entre assistentes,

magote de gentes,

 

extasiado me quedei,

perante,

ouvi, apreciei, aplaudi,

mais um ponto positivo daquele dia que se ia encolhendo,

sentindo-me tão pouco, não sendo,

guloso e glutão daquela união,

ali à mão,

 

ocasião que se repete

junto a corrente quase eterna,

águas termais que recuperam,

curam toda, qualquer mazela,

Margarida frondosa com estória,

recanto belo, desvelo,

refúgio de novos, velhos,

 

pormenor de encantamento,

pontinho tão diminuto,

momento,

numa cidade que se agiganta,

quando unida, mais encanta,

paisagem, arrebatamento,

busca intensa, memorial,

naquele instante, no mesmo local!!!... Sherpas!!!...

 

 

publicado por sherpas às 07:55
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

… valsas!!!...

... passei,

quando calcorreava rua central de cidade conhecida,

reparei,

quase sem querer, imagem esbatida na vidraça

da gente que passa,

toda aquela vida,

no lufa-lufa permanente, de cá para lá,

de lá para cá,

 

na esplanada convidativa,

assento que cativa,

coberta aquecida,

cartaz d´iguarias,

nos preços acessíveis,

nas bebidas,

no revoar de gargalhadas,

vozes diversas,

origens tantas,

diligentes empregados,

que s´atropelam, tão cheias, pejadas de clientela,

que s´acotovela, desfruta,

degusta,

 

não passa,

sem vidraça,

tão presentes, como estão,

saquinhos de compras no chão,

olhos revirados, abertos, cabeças que giram, abarcam entorno,

prédios cuidados, arquitectura diversa que choca,

s´integra, anicha, chamamento colorido,

descansados,

 

ao longe, circuito concertado,

pelos ares ecoam,

como andaluzas castanholas,

rítmicas, espanholas,

batimento de tamancos de madeira em terreno duro,

empedrado,

som tão puro,

audível aqui,

vindo dali,

em bando, simples e calmos,

constante,

ferraduras de cavalos,

 

caleches elegantes,

condutores adequados, vestimenta a rigor,

chicote que acaricia,

não castiga,

mima,

como suave afago, agradecimento pelo esforço,

com fraldas, evitando excrementos,

não acautelando os cheiros,

evolam, zona fina, turística com um senão,

nos seus passeios,

 

repetitiva digressão no centro mais cêntrico,

monumentalidade portentosa,

área cuidada, formosa,

enxame de cultura diversa,

arrecadada,

envoltórios dimensionados pela grandiosidade,

pelo fausto que se respira,

convida,

 

filas de visitantes, primevos ou que repetem,

seduzidos pelas artes que os rodeiam,

apreciam, uma e outra vez,

chamariz do que se diz,

não sendo,

conduzidos, trazendo,

sentindo, cheirando, vendo,

assediados, numa constância incomodativa,

cativa,

 

bandos de gentes disfarçadas de figuras d´ópera,

q´incitam, encaminham, tentam vender música,

na capital da música, das valsas, do cisne, do Danúbio,

do rio que chega mais perto, por canal,

corre mais longe, liga urbanidades desenvolvidas,

centro de tudo,

causa do MUNDO, disparidade, contraste,

princípio de tantos fins, destino bem fundo,

nacionalismos vincados, cerveja a rodos,

coros cantados, comida requintada,

com gosto, bem farta,

risos alarves nas faces, rostos rotundos,

vidas vividas, luxos q´esvoaçam,

passam, passam,

na frente da vidraça,

esplanada tão esbaça,

escassa virtude, egoísmo tão máximo,

tão longe, tão próximo,

ária, evento de momento, exposição,

bailado, concertação no palco,

representação... a um salto...

 

bem alta,

maravilhoso requebro na pedra,

encantamento que nos subjuga,

tanto fora, como por dentro,

santos e santas,

magnificência,

rodopio duma fé que s´agrega,

cumula, engrandece, sacra construção, tão arte,

como em tanta parte,

maiores, médias ou pequenas,

enlevação de quem construiu, de quem se julga,

comunga, próximo do PAI,

humildade expurgada, luxos e desvarios,

pecado e perdão em união,

confissão na humildade que s´apregoa,

não entoa,

solenidade pausada, grandiosidade q´ofusca,

quando se mergulha,

quando s´adentra,

quando se recolhe, observa,

quanto s´acumula, conserva,

 

terra da valsa, da cerveja, da salsicha,

das caleches, dos cavalos do RING,

no meio dum PONG com PING,

do cheiro a... cavalariça!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 11:11
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