Sábado, 31 de Dezembro de 2005

... dia Mundial da... PAZ???...




… tal como outros, foi correndo,
com todo um andor de acontecimentos,
prometidos, bem evidentes, presentes,
pela loucura dos homens, cometimentos,
mais ou menos horrendos,
um estendal de tragédias, montões de mortos,
umas naturais, outras… por vontades próprias,
tendo como intervenientes primeiros,
os que se consideram cimeiros,
essa raça bem maldita, quando encarnecida,
tão toldada, raivosa,
tão maravilhosa, quando caprichosa,
quando solidária, fraterna,
se esquece da cobiça, da guerra,
do interesse, da mentira que se engendra,
que se atiça, que gangrena,
que desfaz o que nos deram,
coisa rara, que nos é cara… tenho pena,
nesta casa que nos abriga, que nos obriga,
como simples seres, mais complexos, diversos,
instáveis, patéticos, nos quereres,
quando, levados pela insensatez, não lobrigam
seus males, suas culpas, suas farturas,
se esquece dos mais dispersos,
dos que não possuem… haveres!!!!...

… um ano que passa, outro que começa,
num dia um de Janeiro, dia mundial da PAZ,
que tristeza, que promessa,
logo no dia seguinte, se desfaz,
com conflitos, com guerras, com homicídios,
com doenças que nos fazem arrepiar de medo,
com mentiras repetidas, suicídios,
dos que mal comandam nossos destinos,
juntando interesses, acumulando riquezas,
beneficiando malfeitores, puros desatinos,
criando misérias, fomes, chagas enormes,
procedendo como feras, não como homens,
sendo perversos, acanalhados, inconscientes,
déspotas, facínoras enormes,
sorrindo, com todos os dentes,
tão estranhos, tão diferentes,
aglutinadores de favores, influentes,
desvarios, numa caminhada desenfreada,
debitando fantasias, palavras… como pretexto,
do que não fazem, do mal feito,
políticos de mau cariz… num Mundo, tão infeliz!!!...

… quanto aos Chineses, parece que… ano de cão,
segundo ouvi há dias, para nós, com um senão,
ano de cão, nem pensar, não,
queremos alguma esperança, pequena ilusão,
neste ano novo que se avizinha,
que está aí, ao virar da esquina,
que nos cai em cima, um despesão,
com cânticos, com bailação,
com uvas, na hora certa,
uma a uma, bem desejados,
pensamentos nossos, amplos anseios,
saúde, paz, amor,
grandes encontros, grandes festejos,
tudo de bom… seja o que for!!!... Sherpas!!!...
publicado por sherpas às 09:22
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005

... depois, volta ao mesmo... como sempre???...

… depois, volta ao mesmo… como sempre???... …

cerrou-se o círculo,

nasceu mais uma vez,

quantas esperanças,

quantos arrependimentos,

época de paz,

de tanto faz… do que se fez,

anos passados,

de cometimentos,

de tanta fé,

de tanta crença...

... entretenimentos,

o gatuno, já perdoado,

irá roubar mais uma vez,

o mentiroso praticante,

apóstata confesso,

arrependido,

bem constrangido,

professo,

não fará caso,

mentirá com desfaçatez...  

 

... o criminoso,

depois de julgado,

já confessado,

reabilitado,

irá matar,

quando quiser...

 

... a prostituta,

qual Madalena, não se culpa... 

 

... o violento, sua sombra,

seu algoz,

irá gritar,

irá bater,

bem assumido,

papel medonho,

tão bem cumprido...  

 

... cariz tão bera,

ar bem feroz,

fazendo vítimas,

abrindo chagas,

cometendo dores,

provocando mágoas...

 

... o prepotente,

pouco capaz,

endinheirado,

tão elevado,

mal encarado,

impaciente,

nódoa aviltante,

tão extravagante...

 

... irá usar um pobre ser,

um tipo qualquer,

pagando pouco,

negando vida,

tão contrastante,

como entender,

como bem quiser...  

 

... bem tristes,

abandonados,

presos, doentes e drogados...  

 

... o excelso escolhido,

bem lá no cimo,

já esquecido do prometido,

escolherá palavras,

dará voltas abstrusas,

confundirá crédulos,

tontos, coisas confusas...

 

... praticando conveniências,

quantas excrescências,

lambuzando excelências,

esquecendo o vulgo,

dessa me culpo,

anos passados de cometimentos,

quantas esperanças,… arrependimentos!!!... …

 

... época de paz,

tantas intenções,

com ladainhas,

com orações,

repetitiva,

cíclica,

que se cerra...

 

... entoam-se cânticos na Terra,

famílias que se juntam,

se aconchegam,

sorrisos permissivos,

abertos,

passivos,

harmonia que volteia,

que nos incendeia...

 

...que nos anima,

incentiva,

coisa celeste, será divina (???...)

 

... que nos faz iguais na pequenez,

todos os anos,

mais uma vez,

com missas,

com confissões,

com a compreensão das religiões,

com tantos esgares,

com tantos perdões,

com fomes,

com ultrajes,

tragédias constantes,

com praticantes,

tão extravagantes...

 

... com camelos,

com fundos de agulha,

com pobres,

com ricos,

com pedras que se não atiram,

com comunhão,

em desunião,

nos altos, nos picos,

nos baixos em que ficam...

 

... passadas que são, as devoções,

os encantamentos,

quadra feliz,

doces momentos,

quando se diz,

repentes,

fulgores… emoções!!!... …

 

... enfim, mais um ciclo,

mais uma intenção,

por aí se fica,

com comiseração,

o ladrão, continuará sendo ladrão,

o mentiroso, irá mentindo,

a prostituta, prostituindo,

o assassino, irá matando,

enquanto se predicam orações,

se rezam, se fazem abluções,

purificações...

 

... o prepotente continuará sendo outra gente,

o miserável,

um simples indigente,

o eleito, depois de escolhido,

continuará mais que esquecido,

surgirão imensas convulsões,

numa constante desarmonia,

numa violência de violentos,

nos enfrentamentos,

acontecimentos...

 

... Mundo baralhado,

completa cacofonia,

digno de todos nós,

complexos,

perplexos,

avessos,

controversos… dispersos,

contrastantes,

não dignos,

mais que extravagantes,

com curto período,

com acalmia,

na quadra do convencimento,

Natal lhe chamam…... arrependimento!!!... Sherpas!!!...

publicado por sherpas às 08:40
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2005

... candidato especial ou... do capital???...




… não sou contra ninguém, em especial,
respeito-os a todos, por igual,
mas… há sempre um mas, nestas coisas,
quedo estarrecido, fico de pedra e cal,
quando oiço, quando leio, palavras maviosas,
muitas delas, sem sentido, ocas, banais,
repetidas, tantas vezes, cada vez mais,
em diversos palanques, certos locais,
sem substância alguma, disfarçadas,
ditas perante plateias espampanantes,
quantas delas, enviesadas, simples nadas,
aplaudidas em delírio, por extravagantes,
pelos senhores dos dinheiros, pelos capitais,
reluzentes, refulgentes, enganosos,
agora, ainda mais do que dantes,
em conluios abrangentes, caprichosos,
numa revoada de boas vontades,
ao arrepio dos menos poderosos,
tão apartados estão, doutras verdades,
impondo, comprando, manobrando,
fazendo títeres, meros fantoches,
o líder apagado, ou o que se vai candidatando,
apregoando banalidades, vacuidades,
imbuído por convencimentos, por… vaidades!!!...

… é diferente, consegue ser estranha,
esta eleição que se nos entranha,
que nos faz ferver, quando torcemos,
quando, expectantes, nos convencemos,
que algo vai mal, nos querem vender,
falsificando regras, impondo um querer,
orquestrada a comunicação social,
tão coligada com mundo empresarial,
com banca que se arruma, que se apruma,
com intuito que se adivinha,
quando unidos, como uma pinha,
tudo ocultam, quanto se esfuma,
enaltecendo um caricato, sem sumo,
douto, vaidoso, não profissional,
muito acima do que é partido, aparência,
avis rara, esquisito animal, o Aníbal,
com uma querença, afinal… ser excelência,
adulado, enaltecido, blindado, mudo,
quando hirto, de risco, perigoso,
pouco seguro… tão silencioso!!!...

… em campanha, tão diferente dos outros,
quando a eles se refere, nada prestimoso,
do alto da arrogância que o caracteriza,
arma de arremesso, nada confesso, enganoso,
quando se revolve, se martiriza,
muito acima de todos, arvorando louros,
não reconhecidos, não esquecidos,
pelo vulgo, pela maioria que o nega,
que tenta, em vão, cativar
quando arrasta caravana, multidão,
pelo País, loucura, emoção,
cavaquistas convictos, que o querem elevar,
de gabarito, gente graúda, mais para o rico,
com esta ideia congemino, me fico,
quando vislumbro banqueiros, plenos, bastos,
nas almoçaradas, nas discursatas insensatas,
do candidato, sem ideias, sons raros, vagos,
mestre da banalidade, das mesas fartas,
tão lá em cima, nas alturas,
prometendo logros, farturas,
tentando convencer, por querer,
no grande circo montado, embandeirado,
tão independente… tão coligado???... Sherpas!!!...

publicado por sherpas às 14:53
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2005

... é a lei da vida... dizem os fortes!!!...




… diminutos, nus, humilhados,
nos vamos arrastando, com duras penas,
acordando para a realidade, quando acossados,
neste vale de lágrimas, que condenas,
quando as rosas se transformam em espinhos,
quando, pedregosos, difíceis, os caminhos
se tornam quase intransponíveis,
nos tornam mais vulneráveis,
sem forças, sem vontades, arrastados,
por acasos que nos destroçam,
por fados, por destinos, condenados,
ao sabor da corrente que se inverte,
dos ventos contrários que sopram,
que, a vida doce, prazenteira, perverte
quando nos põe à prova, por vezes,
nos momentos duros, nos reveses,
nos baixios traiçoeiros com que deparas,
quando avanças, convencido, não paras,
ostentando soberbas, valentias,
curtas, passageiras, fugazes,
tão pequenas, as grandes valias,
as que temos, ou não… quando capazes!!!...

… não a refuto, não a acuso, aceito,
já longo foi, o merecimento,
quantas alegrias, quantos devaneios,
pelo meio, algum sofrimento,
com todos os seus preceitos,
prazeres, contentamentos, defeitos,
amores, paixões, enleios,
altos e baixos, um que outro, contratempo,
coisas próprias daquilo que nos deram,
quando nos congeminaram, nos fizeram,
nos proporcionaram esta dádiva maravilhosa,
abrirmos os olhos, contemplarmos,
o entorno, a natureza formosa,
a partilha que fazemos, quando nos damos,
mesmo com percalços, com danos,
fases que agudizam ou esmorecem,
que atalham ou fenecem,
que nos atormentam… empequenecem!!!...

… é a lei da vida, dizem os fortes,
quando fracos, arrefecem,
por mim, quando me introverto,
pouca coisa me considero,
vulnerável a tantos golpes,
muito franco, aberto,
peço aos Deuses, a tantos e diversos,
que me façam a vida útil,
no seu todo, menos no fútil,
que me amparem, me acarinhem,
me tratem de mansinho,
com o respeito que lhe tenho,
ao encanto que mantenho,
quando a vivo por completo,
sem amargura, com afecto,
com um sorriso com que me enfeito,
sendo esse o meu jeito,
logo pela manhã, quando desperto,
sentindo-me grato, bem perto,
de todos os humanos, que o são,
nos actos que praticam, na afeição,
na simpatia que espalham,
quando labutam, trabalham,
quando descansam, quando folgam,
quando viajam, quando gozam,
sendo irmãos, do irmão,
tendo alma… bom coração!!!... Sherpas!!!...




publicado por sherpas às 08:52
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005

... não quero desejar!!!...




… não quero denegrir, tão pouco, desfazer,
não quero celebrar, tão pouco, desejar,
não quero entender, tão pouco, esperar,
não quero sentir, tão pouco, receber,
não quero fazer, destes dias tão solenes,
tão diferentes, tão frios, tão aparentes,
dias de consolação, de muita comiseração,
aproximação de tantas gentes,
solidárias, carentes, em comunhão,
fantasias natalícias, luminosas, enganosas,
numa imensa hipocrisia, que se disfarça por uns tempos,
breve período alargado, grande ilusão,
sem saída, sem solução,
palavras bonitas… formosas!!!...


… breves instantes, como ventos,
ruidosos, passageiros, inquietos, não permanentes,
deixando marca indelével, fazendo pobres a rodos,
alegrando alguns tontos,
mexendo com sentimentos,
fazendo chorar, quando embalam, por vezes,
tocando, ao de leve, em feridas, em tormentos,
descurando mágoas, fezes,
ralés que acolhem, que abandonam, que formam,
numa constante apatia, indiferença,
pessoa, instituição ou crença,
quando os criam, quando os arrojam,
quando os excluem, quando os exploram,
quando lhes negam o pão, quase sempre… sem razão!!!...


… quando lhes não proporcionam emprego,
cerrando fábricas, originando falências, despejos,
numa sociedade imperfeita, desenquadrada desta quadra,
que se não enquadra, repito,
quando os vejo, em debandada, quando grito,
minhas acusações a quem provoca, insulta,
pela voragem, pelo autismo, pela gula,
tantos pobres, indigentes, excluídos,
fugitivos dos lares, procurando abrigos,
em terras estranhas, longínquas,
mais normais… mais profícuas!!!...

… não quero denegrir, não quero desejar,
não quero celebrar, tão pouco, desfazer,
só quero entender, só quero esperar,
mesmo que tarde… podem crer!!!... Sherpas!!!...
publicado por sherpas às 14:18
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

... logo agora... pelo Natal!!!...




… olho para ti, entristeço.
fico calado, pensativo,
partilho dores, fico tenso,
não mostras um sorriso,
com sofrimento tão intenso,
os dias sucedem-se, enegrecidos,
com esgares, com gemidos,
com penas que ocultas,
quanto me preocupas,
minha alma, minha vida,
meu apoio, meu ombro, meu provir,
meu presente, meu sentir,
meu bem-estar, minha saída,
meu caminho, minha esperança,
meu encontro… minha vida!!!...

… quando falta a saúde,
quando o mal nos atinge,
quando bate à porta,
não há quem nos ajude,
tudo nos nega, entorta,
por muito que tente,
nem remédio, nem mezinha,
nem consolo, nem carinho,
vida sem qualidade, doença,
não há mal que não se vença,
palavras que soltam, que animam,
mal que corrói, que destrói,
olhos sem lágrimas, vitimam,
quando, prostrados, os vemos,
entes queridos, sofridos,
quanto nos reduz, nos mói,
a cruel situação, sem solução,
mal que avassala, se instala,
causa dor… causa aflição!!!...

… doente, desvalido, sozinho,
mal sem cura, que perdura,
que acompanha, que entranha,
que saltou ao caminho,
que pouco augura, quando se futura,
atingindo um, ou dois, com sanha,
tornando a vida difícil,
num advir imprevisível,
logo agora, pelo Natal,
época, bem mais comercial,
sem espírito, sem vontade, doente,
pobre desvalido, fraca gente,
quando, sozinha, no seu desconforto,
a reconheço, assim de pronto,
como o Cristo crucificado,
o perseguido, sem escapa possível,
admissível, no seu estado,
incompreensível… sem pecado,
logo agora, pelo Natal,
grande azar… grande mal!!!... Sherpas!!!...


publicado por sherpas às 08:32
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Sábado, 17 de Dezembro de 2005

... macabras... sensações!!!...




… esmola que se dá, caridade que se pratica,
um gesto, uma dádiva, um acerto,
ajuda voluntária, um bem com que se fica,
satisfação enorme, um ensejo,
quando se reparte, por quem precisa,
quando se acarinha um pobre, um velho,
se dá comida, abrigo a desvalido,
se afaga uma criança, se proporciona sorriso,
naquele instante, no momento preciso,
em qualquer altura, situação,
ao longo dum ano sofrido, constrangido,
carente a tempo inteiro, mendigo,
sofredor, com dor, com medo, diminuído,
deitado fora, esquecido… objecto provocado,
não raro, aumentado, exagerado,
réstias duma carreira de sucesso,
em tempos de… retrocesso!!!...

… os pobres abundam, excedem previsões,
que macabras sensações… alucinações!!!...

… crises que duram, perduram,
estudos que fazem, desfazem,
rentabilidades, negras verdades,
visão dum Mundo imperfeito, rarefeito,
abrangente, globalizado,
insensível, com defeito,
produtor frenético, desfasado,
com tantos postos de lado,
pobres, doentes, carentes, abandonados,
lembrados, por instantes, nesta quadra,
a que se adapta, enquadra,
a mais adequada,
satisfazendo necessidades, afectos,
dos que os criam, os fomentam, os excluem,
os deitam abaixo, os diminuem,
praticando a caridade, dando esmola,
ficando bem com a religião, a do perdão,
quanta ilusão… quando dão!!!...

… filhos sem pais, crianças desvalidas,
sorrisos, afagos, brinquedos… vidas!!!...

… praticando a caridade, os que erraram,
dando aos que tiram, abandonaram,
aos que fizeram tristes, fizeram pobres,
quando desenvolves, quando resolves,
quando cresces em haveres, com muitos teres,
à custa de tantos seres,
em harmonia, com cânticos, hossanas,
hipocrisia, quantos enganos… quantas manhas!!!... Sherpas!!!...


publicado por sherpas às 21:51
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2005

... tempos de... descobrimentos!!!...




… do alto daquela fraga, bem no cimo, no cume,
vi águas que se estendiam, horizontes bem distantes,
lá ao longe, ponto escuro, bem definido,
como que brilhando, vislumbre,
precisão constante, nesgas aberrantes,
algo que se demarca, uma vela, um sexto sentido,
um alvor no coração de quem espera,
uma esperança que renova, que toma forma,
vontade enorme de soltar gritos, como dantes,
um reencontro que se adivinha, naquele pedaço de terra,
uma voragem, uma vivência que retoma,
um encantamento, uma doce ilusão de quem toma,
de quem aguarda, de quem ama,
de quem chora, de quem pede, de quem clama,
de quem sossega, de quem cala, se acalma,
conforta, vendo, aguardando o momento,
do alto daquela fraga, bem no cimo, no cume,
uma nesga, um brilho… um vislumbre!!!...

… passaram meses, passaram anos,
longo afastamento, desde o instante,
hora da despedida, aquando da partida,
naquela praia repleta, senhores e amos,
marinhagem diversa, gente rude, agreste,
labutando com o cordame, hesitante,
cumprindo ordens, carregando mantimentos,
sob o olhar perspicaz do almirante,
comandante daquelas naus quinhentistas,
nos preparativos, muito activos,
com pensamentos indecisos,
separações, alimentando ilusões,
sobre as navegações, as conquistas,
viagens sem rumo certo,
aventura que se projecta, nada concreto,
longe da família, do afecto,
som das velas que enfunam,
maré de feição, vento que sopra,
apitos, corridas, gritos, choros, partidas,
de quem parte… de quem fica!!!...


… sobre águas cristalinas, deslizam,
vão sumindo, no horizonte,
alma que sofre, coração que cobra,
desapego de tantas vidas,
quanto sofrimento implica,
ainda soam, espargidas,
algumas vozes de comando, ordens,
o barulho da bujarrona, quando enfuna,
a âncora que se retira,
gritaria, choros… zumbidos,
quantos sentimentos, sentidos,
numa fúria, numa quebra… numa partida!!!...

… depois, caiu o silêncio, começou o penar,
a ausência, a falta do ser querido, amante, marido,
filho mais velho, homem do mar,
marujos sem distinção, navegando para a ilusão,
com um sonho, uma esperança, rumo incerto,
aventura para o desconhecido, uma conquista,
destino pouco concreto,
cartas de marear, informações escassas, terras ignotas,
mares infindáveis, um palpite, uma pista,
uma espera que aumenta, que degrada, faz sofrer,
de quem sente a falta, de quem aguarda,
sempre no cimo, no cume daquela fraga,
no ponto mais alto da costa, olhando o mar,
olhos vigilantes, deixando o tempo passar!!!...


… vendo barcaças, não vendo nada,
ânsia que consome, não afaga,
meses que passam, anos que culminam,
recomeçam, carregam, humilham,
até que, do alto da fraga, se vislumbra,
pequeno ponto negro, uma sombra,
um grito, uma chama, alegria intensa,
quando deixa de ser penumbra,
quando se materializa, se adensa,
se aproxima, se vê… já não pensa,
se regozija pelo momento,
cura milagrosa de tanto sofrimento,
panaceia eficaz, para tantas maleitas,
navegam sobre as águas, firmes, escorreitas,
como no dia da partida,
nunca tal coisa se viu,
que alento, que afago… para tanta vida!!!... Sherpas!!!...








publicado por sherpas às 12:03
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Sábado, 10 de Dezembro de 2005

... marco meus passos!!!...




… marco meus passos, na calçada das ruas,
avanço, seguro, nas avenidas da vida,
olho nos rostos, nas caras nuas,
dos que se cruzam, dos que me olham,
vejo, quando penso, logo em seguida,
mentes amigas, seres que evolam,
progridem, alteram, que se transformam,
num tempo que esvai, que passa, que cai,
que tudo arrasta, que deixa marca,
rugas profundas, rasgos visíveis,
choros, risos, amálgama, sentires,
gritos, berros, gargalhares audíveis,
sonoros, distantes, simples provires,
néscios, fátuos, quando nos calca,
nos induz… nos arrasta!!!...

… caminho frontal, por ruelas, encruzilhadas,
escuras vielas, fantasias lúgubres, medonhas,
abranjo minhas vistas, piso calçadas,
mais firmes, pesados, assentando meus passos,
nos percursos que uso, procurando destino,
acompanhando outras vidas, outras zonas,
estudando matizes, rostos que mudam,
numa fuga pertinente, fugaz, inclemente,
que nos obscurecem, nos ofuscam,
nos eclipsam, nos reduzem… como gente!!!...

… avanço, quase incerto,
mais débil, enfraquecido,
com o carrego que levo, que transporto,
quase cego, enlouquecido,
pouco me importo,
nesta safra, imensa tarefa,
calculadamente, sem pressa,
partilhando dores, sofrimentos,
afagando chagas, sentimentos,
sendo parte integrante dum todo,
na minha insignificante existência,
pobre valência,
uma face, um corpo, um rosto.
uns olhos que abrangem, que se condoem,
face aos disparates cometidos,
dos que ferem, matam, corroem,
por mundos e mundos que destroem,
indiferentes, insensíveis,
pouco ou nada… credíveis!!!... Sherpas!!!...








publicado por sherpas às 16:27
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2005

... mundilho... da política!!!...




… para espanto meu, constato
que, se não tivesse morrido,
ainda era vivo,
verdade incontestável, um facto,
há coisas do diabo
no mundilho da política,
quando se apruma, dispõe,
duns minutos, dum intervalo,
na vidinha da intriga,
da ganância incontrolada,
certo artola que a compõe,
neste anfiteatro, neste conjunto,
quando se debruça a preceito,
escrevendo com arte, com jeito,
suas frustrações, choradinhos,
falando de coisa passada,
comparando, bem a fundo,
o que era, o que foi, outros hábitos, caminhos,
com o que não vai fazendo,
coisas do outro Mundo,
incomodado a valer,
com raivinhas, com sofrer,
que se arrasta, não esquece,
triste figura… parece!!!...

… vitimização compulsiva,
sempre presente, maneira de estar,
espécie de bebé chorão,
que se martiriza, invectiva,
deixando o tempo passar,
com intenção de voltar,
com aposta na eleição,
dum seu irmão, quanto a gostos,
no mais elevado posto, desta pobre Nação,
que vê seus filhos, de costas voltadas,
uns, miseráveis, outros… cheios de nadas,
alguns, com estadão,
donos de toda a razão,
segundo pensam, fazem crer,
quando… nos tentam convencer!!!...

… mais uma luta, mais uma trica,
neste mundilho de intriga,
agora afasta, agora achega,
logo avança, quando pega,
quando compara, sobressai,
umas vezes, levanta, outras… cai,
mais vítima, menos vítima,
não interessa, não importa,
quando fala, intimida,
vozeia, alteia, não se comporta,
o combate permanece, oxigena,
revigora, provoca adrenalina,
no seu interesse, é pena,
que esqueça quem vitima,
as de sempre, pobres carentes,
esquecidas… outras gentes!!!... Sherpas!!!...
publicado por sherpas às 14:25
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005

... bobos... de todos os tempos!!!...

«Havia, porém, quem não achasse nenhuma graça no sorriso, a ponto de considerá-lo um insulto à criação divina. Qualquer simples demonstração de alegria ganhava contornos dramáticos na Idade Média. Entramos nos domínios das trevas do riso confinado num vale de lágrimas. Nas ruas, porém, o povo caçoava das instituições, via-se num espelho distorcente, ria de si mesmo e da própria negação do sorriso. E das ruas para os castelos, os bobos divertiam toda a corte de nobres enfadados com a própria sisudez. Mas o riso contido de tédio revelado por uma moral inconsistente renasceria no sorriso enigmático de Mona Lisa e nas comédias de costume de Moliére.»


… tanto na idade média, como na época presente… ainda são os bobos que nos vão fazendo sorrir, um pouco!!!... Sherpas!!!...
publicado por sherpas às 07:54
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Domingo, 4 de Dezembro de 2005

... uiva o vento... na serrania!!!...




… uiva o vento, como lamento,
espalha a chuva que fustiga o rosto,
impele o frio que castiga o corpo,
por muito abrigo que se tenha,
enregela carnes, inteiriça cabelos,
faz-nos débeis, vulneráveis,
nesta borrasca que se despenha,
que nos encurta o dia,
nos embranquece os pelos,
enegrece a alma, torna descartáveis,
nos afugenta das ruas, mais vulneráveis,
encaminha para os lares, entumecidos,
nas vestes grossas que nos cobrem,
nas serranias que… nos acolhem!!!...


… nos abrigam, seduzem, inebriam,
em dias solarengos, inebriantes,
aldeias vazias, não como dantes,
vales esquecidos, tempos perdidos,
perante invernia, ouvindo rugidos,
olhando os cepos que se queimam,
no recanto da lareira que nos enfeitiça,
nos aquece, nos enfeita,
fantasia que esmorece,
quando estala, quando atiça,
cor bem viva que nos deleita,
vermelho gritante, bem fumegante,
aldeia perdida… entre gigantes!!!...

… quão pequenos nos sentimos,
quando, encolhidos, ouvimos
raios, trovões, águas em jorro,
rajadas de vento, danças em fúria,
balbúrdia, tormenta que se levanta,
que nos incomoda, que brama,
que enregela, que assobia,
que nos prenha de apatia,
que nos reduz, nos mostra
o que somos, como somos,
nos quebra ilusões… sonhos!!!...

… torna-nos insignificantes,
simples grãos, reles pedantes,
neste Mundo tão imenso,
tão complexo, tão extenso,
mais ainda numa serra,
encravados num fundo vale,
numa casa pequenina,
tal toca, simples refúgio,
como molusco desprotegido,
no interior dum búzio,
temeroso… encolhido!!!... Sherpas!!!...


publicado por sherpas às 13:43
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Sábado, 3 de Dezembro de 2005

... bobos... de todos os tempos!!!...




… por senda sombria, escusa,
entregue a pensamentos, solitário,
com traje de mendigo, farrapos,
se arrasta, prestimoso,
triste figura, disforme, confusa,
num passo miúdo, pressuroso,
levando no seu regaço, relicário,
mensagem de suprema valia,
com destino certo, preciso,
uma deusa, uma simples musa,
alguém, por quem se sente idiopatia,
entrega, esperança de quem a envia,
utilizando préstimos de tão vil criatura,
naco de gente, serviçal sem viço,
nódoa, réstia, escravo, mensageiro,
indigno de tal missão… alcoviteiro!!!...


… caminha rápido no sendeiro,
cumprindo recado, levando encargo,
um escrito, palavreado de enlevo,
carta de amor, tempos de alvor,
época recuada, cavaleiros, donzelas,
fidalgos, vilanagem,
tanta criadagem,
tontos, bobos… cobertos de andrajos,
sombras escuras, tantas penúrias,
caminhos, percursos, ignomínia, ocultação,
vidas, sem vida, incúrias,
medos com dores, assombração,
corpos sem mente, rasgo demente,
figura que se arrasta, que leva uma carta,
de pouca monta, sem ser… sem nada!!!...

… bobo, gargalhada a tempo inteiro,
quando no castelo, bufarinheiro,
uma espécie de animal doméstico, rafeiro,
cão de estimação, diversão,
sem lugar certo, quando desperto, cabriolando,
depenicando restos das comezainas,
fazendo gestos, piruetas, brincando,
usando o gesto, o jeito, arruaça,
metendo, na altura, aquela graça,
fazendo rir, serviçal dilecto,
abobalhado, sendo esperto,
enrolado aos pés de quem o sustenta,
pouca coisa, uma sobra, uma sombra,
uma gargalhada sonora… de quem o alimenta!!!...


… algo que não existe, um bobo, uma diversão,
que espanta, que assombra,
que só serve para fazer rir,
como mensageiro… um alcoviteiro,
ao serviço, sem vida, sem viço,
andrajoso, calcando caminho, pelo sendeiro,
ligação entre cavaleiro, donzela,
aproximação… escapadela!!!...

… tal como na idade média,
apesar dos anos, apesar dos tempos,
ainda existe gente intermédia,
por vezes me confundo, momentos,
quando vejo escudeiros,
quando oiço vozearia, sons de adagas, de elmos,
de armaduras, de escudos,
quando vejo bandeiras, brasões,
cortesãs, palafreneiros,
em casa dos senhores feudais, os mesmos,
tal como nos capitais, donos dos mundos,
tão actuais, tão cheios de ilusões,
fazendo dançar, fazendo cantar,
ouvindo tocar os menestréis,
artistas puros… hábeis!!!...


… produzindo sons de adufes, de pífaros, flautas,
no intervalo dos combates, das lutas,
tal como no terreiro, aquando das justas,
cavaleiros com ou sem armaduras,
perante donzelas puras,
no castelo, na vivenda, sentados, barulhentos,
tempos tristes, bem cinzentos,
com mesas fartas, lautas,
com diversão assegurada, no bobo que ri, que serve,
no plebeu humilde, passivo, de libré,
por vezes, alcoviteiro, no seu passo apressado,
dando cumprimento, fazendo recado,
calcorreando sendeiros,
caminhos sombrios, esconsos,
tanto agora, como dantes,
ridículos, abjectos, risíveis, meio tontos,
mensageiros prestimosos,
trazendo no peito, relicário,
como bênção, berçário,
como estigma, o servilismo,
não vislumbrando o abismo,
untuosos… pressurosos!!!... Sherpas!!!...
publicado por sherpas às 21:32
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2005

... fui vê-la... à serra!!!...




… confesso que sou muito pelo poeta,
quando escreve o que sente,
branca e leve, branca e fria,
naquele poema pungente,
descrição perfeita dum esteta,
dono do sentimento,
ao invés da simpatia,
conhecedor profundo
dos males de todo o Mundo,
da miséria sofredora,
dos mais pobres, compungidos,
perante espectáculo inesperado,
de branco imaculado,
tão débeis, desprotegidos,
há tanto tempo a não via,
choros, frios e prantos,
imensos desencantos,
numa tão grande harmonia,
enregelados, sem abrigo,
pés nus, bem desenhados,
na quietude dos caminhos,
quando falo… só comigo!!!...

… quando mais novo, sangue quente,
energia basta, sorridente,
não havia intempérie, vendaval,
que me tocasse, fizesse mal,
chuva, vento, nevão,
frio de Inverno, calor de Verão,
era igual, indiferente,
tudo me tocava, preenchia,
motivo de riso, de troça,
de graça, pura alegria,
mais ainda, quando branca,
muito leve, ela caia,
tapando tudo que havia,
tão pura, ficando dura,
nas formas que fazia,
boneco rechonchudo, bem gordo,
cara patusca, uma finura,
que se mantinha, como gozo,
atenção redobrada, brandura,
chilreios entoados, cantados,
vozearia cristalina,
naquela rua, na esquina,
num bando esvoaçante, criançada,
tendo tudo… sem nada!!!...

… sim, fui à serra,
para ver a neve, saí da terra,
nevoeiro denso, flocos soltos,
na subida lenta, aos poucos,
pelo pavimento, insegurança,
em busca do cimo, já se alcança,
transida de frio, família feliz,
fechado no carro, torci o nariz,
gosto do que vejo, algo me diz,
pensei no poeta, entoei o poema,
doce balada de Augusto Gil,
tão densa, sempre a mesma,
branca e leve, branca e fria,
há quanto tempo a não via,
enregelado me quedo,
abrigado e quieto,
no interior da viatura,
quão triste, quão dura,
sobre corpos não abrigados,
doces encantos, doces recatos,
suspiro repentino, quando regresso,
mais velho, sem retrocesso,
não me seduz, pouco me diz,
com ela, em tempos… já fui feliz!!!... Sherpas!!!...






publicado por sherpas às 08:26
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