Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

... banquete!!!...

... caminhando sobre tapete vermelho,

que espelho,

como quem desliza, não pensa,

segue como em procissão,

que perfeição,

nem um argueiro no olho, uma prega,

um pedaço de poeira, um cabelo,

pose estudada com anterioridade,

assessoria adequada,

interrogações que me interrogam

perante tal realidade,

imagem quase parada,

espanto no desencanto que se esconde,

que alteia, quase foge de mansinho,

ao som do hino,

 

força com traje de gala, perfilada,

vozeirão de comando que soa,

entoa,

tacões que batem uns nos outros,

fazem eco,

são poucos,

armas seguras frente aos rostos,

bem postos,

 

dia de festa na rua, frente ao Palácio,

banquete que se apresta,

cozinha plena de cheiros,

diferença no que se mostra naquele espaço,

amplos salões,

gentes de muitos milhões,

finuras, salamaleques, com queques,

pastéis, salgados circulando,

fase de entradas, canapés,

de champanhes Mouet Chandon,

para os que vão chegando,

pratos frios, alguns souflés,

servidos, com jeito, por um que outro “garçon”,

 

aperitivos que se bebericam,

sorrisos que de quem gasta numa festa,

contenção nos gestos primeiros,

viveiros,

os que chegam, os que ficam,

raça de pura casta, comensais,

figuras gradas, quão diferentes das demais,

por obras, por dinheiros,

aguardam regresso do excelso

que cumpre ritual menos caseiro,

dando-se ao Povo, por inteiro,

 

agitação misturada com alguma emoção

de quem se revê naquela figura,

criatura que não descura postura,

domesticada até à exaustão,

presente a televisão,

guarda boneco para mostrar,

para mais tarde recordar,

País que brilha, retoma caminho, acerta rumo,

que aprumo,

 

palavras escassas, anterioridades,

escritas com desvelo, muito empenho,

por quem lhe fornece aquelas pistas,

bem escritas,

melhor ditas,

comentadas por quem as ouve, aplaude, convence,

que bem se sente,

 

que frete,

mais um queque,

pastel com recheio de bacalhau,

alvarinho gelado,

tempo curto, parado,

 

estardalhaço que continua,

na rua,

gaitas, cornetas, tambores,

cavalos que passam

chacinam pedras da calçada,

ferraduras que resvalam,

ruídos que se juntam, nomeada,

 

o tempo passa e quando perpassa pelas tropas em parada,

sorrisinho lhe assoma no rosto,

mais composto,

quando pensa no repasto,

naquele prato,

escabeche frio, alguns patés,

vidigueiras brancos de reserva,

vinho especial, rebuscado, raro,

doçarias conventuais,

logo seguidas de café,

comensais divertidos, boçais,

“vintage” de muitos anos que o delicia,

hora do brinde, do Porto de honra,

que desonra,

quanto brilha, aprecia,

comentário que preserva,

graçola que ouve,

casquilhante quando observa

alvo que apontam no que lhe coube,

ricaço redondo de rebentar,

presença obrigatória, ridícula, não saber estar,

outra conversa, outra estória,

bom bocado,

dia festivo, recordatório nacional,

acontecimento com banquete,

bem comidos em salões...

obrigações

em dia de monta que se apronta,

já corrido, já passado!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 07:33
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Sábado, 26 de Janeiro de 2008

... andante!!!...

... andante, cavaleiro medievo, fraca figura,

projecto que não descura,

ridícula aparência, elmo que se transfigura,

tosca semelhança, repetitiva, mal preparada,

pau de virar tripas que se não cura,

direito, fatinho a preceito,

 

sorridente, grande trupe que se atropela,

não interpela,

usufrui de restos que vão ficando,

povoa pegadas recuadas,

satisfeita com leve brisa que fica,

cheiro daquele corpo que passa

majestática graça,

perante os sem camisa,

 

pelas fraldas,

nas liças em que labutas,

curto intervalo, uma pausa,

vozes que se animam, não abruptas,

maviosas, quase serviçais,

tendo como ganho, como causa,

muitos mais,

curvados, com palmas que soam,

entoam,

fraca pujança dos desvalidos,

pacatos, sofridos,

 

mal pagos, não comidos,

contidos naquela justa,

plenos naquilo que têm

que lhes cai tão bem,

que se ajusta,

molda como carapaça,

tamanho privilégio que deles vem

donde provém,

ninguém,

 

ufanos, quando pensam, admiram

aquele pouquinho que lhes caiu,

nunca tal coisa se viu,

ouvem disco partido,

repetido,

final da contenda,

pior o soneto que a emenda,

glorificado ao infinito,

só descrito, depois de visto,

campanha que se trama,

gentio que chama,

romaria continuada,

na lama,

 

charco que se adensa, sem nada,

batráquios que já não rabeiam

aquietam,

não incendeiam,

oceano de águas mansas,

acalmia que antecede o que se segue,

tolerância que apodrece,

aceita, quando esquece,

 

conquistas que se vão fazendo,

turba que já não é chusma alvoroçada,

olhos que admiram,

comentam,

memória que quase se perdeu,

temendo,

desgraça que se arruma,

aperto de mão,

satisfação,

 

bandeira que se agita perante,

quadro degradante,

cores garridas que não lutam,

empurram,

acotovelam,

não atropelam

aceitam,

levantam mais alto,

engolem orgulhos, incham peito,

tão perfeito,

com tanto defeito,

 

armadura reluzente,

espada que agride quando se dispõe,

ilusões com que compõe,

pobre gente,

experimentação que continua,

na rua,

deslocalização dum símbolo,

passeio que satisfaz,

tanto faz,

pedaço dum bolo,

amargo de boca na cara dum tolo,

 

pretexto concertado,

objectivo atingido,

plano mais que estudado,

sorriso fingido,

palavra de ocasião,

palmada de amigo, afeição,

tristeza que sinto,

desilusão,

 

cavalgada que passa,

torneio que se repete,

personaliza, investe,

cara com máscara de sonso,

elmo reluzente,

de tão contente,

cariz de quem diz o que diz,

contradiz

perante a desgraça,

notícia que ouço,

boneco que fica,

se estica,

completa com gosto,

mantendo o bem posto!!!... Sherpas!!!...

 

 

publicado por sherpas às 14:58
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

... às feras!!!...

... atentai no que vos digo,

energúmenos cruentos, vis criaturas,

não vos bendigo,

amaldiçoo-vos até ao mais âmago do vosso ser

porque pecastes,

prevaricastes contra todas as leis,

regras sacrossantas,

cometestes adultérios, matastes, violastes,

usastes da mentira sobre o inocente,

roubastes pertenças doutros,

fostes surdos, fostes loucos,

 

acumulastes riquezas duvidosas,

 

morrereis na incerteza,

dura crueza não ilusória,

caricata estória,

não há fuga da morte que se avizinha,

abespinha,

mesmo tentando ludibriar, criando monumento,

deixando cumulações em fundações,

bonecos de graníticas pedras, semelhanças,

usanças,

puro desperdício,

gravados em ouro, metal inclemente que se sobrepõe,

impõe à intempérie, à voragem do tempo,

 

nome de rua, avenida,

dísticos, escritos, livros, pergaminhos,

medalhas, comendas, fitas coloridas,

logros,

puros enganos,

perante tantos danos que causastes,

deixastes de ser normais viventes,

como serpentes que fogem da harmonia,

convenceram prematuramente,

fantasias que asfixiaram muitas gentes,

não ludibriaram o Imponente,

 

fostes lestos quando fugistes a justiças terrenais,

deixastes máculas, dúvidas, raivas nas memórias,

quase carcaças, sereis cadáveres como os mais,

pó calcado por pés descomunais,

de vós, não se lembrarão justas estórias,

origens de bestas que surgirão, vossos exemplos,

vinganças de Deuses inclementes se abaterão

sobre obras que não perdurarão,

quando fenecerem, através dos tempos,

 

equilíbrio natural, novo ciclo aparecerá,

futuro não tão risonho como idealizava

quando, como profeta, me julgava,

desanimado com tudo que vi,

senti,

começará

outra sequência,

substituta da prepotência, da ganância desmesurada,

da cobiça do alheio, da luxuria desenfreada

de quem, com tão má obra, soçobrará,

como, mais tarde... se verá,

minha premonição,

enquanto me desfaço, também,

curtíssima vida se tem,

fugaz passagem, ilusão!!!... Sherpas!!!...

 

 

publicado por sherpas às 14:10
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

... acasos!!!...

... contrariedades na vida

que se levam de vencida,

tempo gasto por arrasto,

trabalhos duros, canseiras,

dores, doenças, mortes

de quaisquer, suas sortes,

saltos que damos, fronteiras,

obstáculos que são barreiras,

ânimos que vão cedendo

nos anos que se vão somando,

velhice que não entendo,

quando reparo, vou andando,

feliz com o que vou tendo,

quase nunca me enganando,

 

não sou pródigo nas farturas,

parco no gesto, na atitude,

encaro males, agruras,

como pequena parte que sou,

onde me encontro, onde estou,

mantenho rara virtude

nesta passagem tão curta,

sorrio, com beatitude,

perante pormenores tão simples,

flor que desponta num canto,

carro original, pintado,

gesto tresloucado de encanto,

menina bonita que flutua

quando passeia na rua,

 

casa velha de muitos anos,

rua estreita, solarenga,

vasos floridos à janela,

político que fala, arenga,

medalha que se coloca no peito,

parangonas a preceito,

carros blindados, protegidos,

ajuntamento dos escolhidos,

reuniões em monumentos

arranjados, sem defeito,

palavras, mimos, trocadilhos,

pai que acaricia seus filhos,

 

campos que se abrem a meus olhos,

terras do fim do Mundo,

Lua numa noite escura,

alguns agravos, entolhos,

gato estendido na rua,

buraco escuro, bem fundo,

mal que se tem, não cura,

aceitação da debilidade,

perda vertiginosa, idade,

falhas que sempre tememos

quando nos olhamos, nos vemos,

 

repentes tão breves, fugazes,

ladrar dum cão que entoa,

briga de mulheres furibundas,

agitado grupo de rapazes,

carro alucinante, veloz,

passagem que atemoriza passante,

águas que jorram dos céus,

poças na rua, imundas,

sarjeta que não engole alimento,

depaupero, incumprimento,

entorno incomodativo, aberrante,

preâmbulo que apequena, instante,

 

bebé que clama por leite,

mãe atarefada que não cumpre,

batatas fritas em azeite,

cozinha que repica seus sons,

tachos, panelas, pratos, talheres,

pressa de tantas mulheres,

recanto, refúgio, contenda,

luta pela sobrevivência,

lá no alto a excelência,

tão rebolada, contente,

tanto escravo, tanto servente,

 

notícia que soa na rádio,

televisão que faz estrondo, emoção,

jornal que relata acontecido,

chama que tremelica em pavio,

vela que se gasta, exaustão,

tendo a vida por um fio,

todos mortos, no avião,

escândalo que ecoa nas bocas,

falatório de coisas poucas,

dinheiros que alguém roubou,

quando dirigiu, abusou,

guerras que acalmaram um pouco,

armas que se aprestam, comentam,

na boca de general louco,

amedrontando os que intentam,

 

pássaro que esvoaça, passa,

ultrapassa nesga da rua,

telhado que se compõe,

dúzias que se encontram por lá

melodia ao desafio,

pia de lá, pia de cá,

tristeza do que dispõe

quando tenta, quando inventa,

vidas dos que muito arriscam

quase sempre não petiscam,

contidos no que se intenta,

pardalitos de pena curta

ao sabor de “filhos da puta,”

por portas travessas, alçados,

reservando seus recados

a parceiros do mesmo lado,

sem temor, sem cuidado,

 

acasos que me ultrapassam,

distraído com pormenores,

eles gozam, eles passam,

vão ficando bem menores,

consideração que se esvanece,

respeito que se não tem,

tudo se perde, se esquece,

mesmo quem se julga alguém!!!... Sherpas!!!...

 


publicado por sherpas às 09:00
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

... putas queridas!!!...

 




... não era estroina, valdevinos ou boémio,

normal e corrente, como toda a gente,

adolescente,

década e meia de idade,

muitas teias na cabeça,

ignorância,

descobrindo por si o que pretendia

quando não percebia,

companheiros que tão mal esclareciam,

não sabiam

tal como ele,

obscurantismo em que se vivia,


um parecer mal, quando se fazia,

quando se saia da norma,

como tema, como forma,

apartados do maior pedaço da vida,

corpos frementes,

vontade tão grande que incendiava,

desejava,

ainda inocentes,


virginal,

tal e qual,


esclarecimentos em demasia,

abertura de agora,

iniciação,

inclusivamente educação,

sem preconceitos perante quem se adora,

troca de experiências,

entrega com paixão,

quebra do que foram regras, comportamentos,

 

tristes lamentos,


escusos passados nas ruas das prostitutas,

nos cabarés,

noutras casas com elas, as putas...

nalguns cafés,

tão diminutas,

negócio de sexo em prostíbulos, lupanares,

com os mesmos ares,

qualquer cidade de maior porte,

miséria,

chusma delas, de chulos,

sombrios arredores, quartos por perto,

comércio de corpos,

entregues, amorfos,


a troco de dinheiros,

princípio de muitos, quase todos,

fruto desconhecido,

tão proibido,

nas meninas, as queridas do escritor,


sem amor,

 

assim éramos, assim fomos,

sem ser boémios, valdevinos,

sem gostarmos de vinhos,

abstémios, crianças ainda,

no começo, na partida

um desprimor,

atrasos,

com carícias vendidas, com afagos,

camas que não aqueciam,

só serviam para o que se fazia,


de noite, de dia,


ruas próprias, espécie de guetos,

bairros desirmanados do resto da cidade,

mais escuros, sombrios,

figuras ínvias nos seus destinos, tipos abjectos,

fatos de requinte dos donos delas,

relaxados, num deboche, perdidos nelas,


por elas,

 

vazão de frustrações que se acumulavam,

mourejavam,

recebendo uns tostões,

fazendo uma entrega,

quase refrega,

trabalho,

profissão tão antiga,

quase briga,


sem emoções,


saber como era,

dar o primeiro passo,

abrir horizontes,

fazer como fiz, não disfarço,

conversa que se não tinha,

espera,

beber água doutras fontes,

ida às meninas, ao bordel,

sem freio, sem quartel,

corrupio,

necessidade por uma razão,

do desejo à satisfação,

tal o distanciamento entre géneros,

promiscuidades de então,


vendo bem, analisando a questão,

com tanto avanço, abertura,

mal sem cura,

maior ainda,

sem qualquer espécie de controle

derrubaram-se barreiras,

quebraram-se regras, igualaram-se sexos,


sem complexos,


aproximação de afectos,

tornaram-se livres, quase abjectos,

imbecilizados por álcool, drogas,

nos bares, nos clubes, nas trocas,

cabeças tontas, mentes tão loucas,

rebentaram sigilos, ilusões,

adulteraram magias, rebaixaram quereres,

desfizeram mitos, somaram saberes,

acumularam sofreres,

conspurcaram... imensas fronteiras,


apagaram fogueiras!!!... Sherpas!!!...

 


publicado por sherpas às 08:14
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

... gotas!!!...

 




... gota de água na torneira,

pinga que não pinga, cai que não cai,

pequeníssima parte de lago, de ribeira,

pedaço de nuvem que caiu

no chão,

sob calor intenso do Sol se vai,

evapora,

como lágrima que seca quando se chora,

pinga que não pinga,

cai que não cai,


sustentação dum sentimento,

manifestação,

amostragem do que se sente,

gota que se solta dum corpo,

que se mantém inerte,

que não verte,

que se nota, se aponta

quando desponta,

retenção

do que tem dentro do cano, do recipiente,


reboluda, uniforme,

brilhante, incipiente,

hesitante no seu trajecto, periclitante,

pedacinho dum gigante,

barragem extensa que se espraia,

cumulação de tantas gotas,

juntas, inundando vale, mais que prontas,


regando terras, pequenas esferas que se atropelam,

contidas por paredão,

encaminhadas ou não

dependendo da intenção,


choro desatado, emoção,

gotinhas que deslizam por faces juvenis,

adolescentes, infantis,

quereres absolutos, entregas,

dores, refregas,

espasmos de quem muito sofre,

soluços, gemidos, esgares,

carpimentos por quem falece,

algo que nos falta, que nos cobre,

enluta corpo, alma, desgraça,

tragédia que não esquece,

que perdura, não passa,


de mansinho,

pinga que não pinga,

cai que não cai,

lágrima que se solta, sai,

esparrama no solo,

deixando alívio, consolo,


equilibrada na torneira,

gota maravilhosa que resiste,

insiste,

lá está, ao longo de muitas horas,

a desoras,

esquecida num tem-te que não tem,

dependente de alguém,


coisa bela que reluz,

induz,

faz lembrar parte maior,

lago, ribeira, barragem,

amostragem,

pequeníssima parte,

com arte,

doce encanto, certo rubor,

reflexo dum entorno,

chama da lareira,

esplendor numa torneira,

fulgor!!!...


... gota, também é doença,

mal dos bem comidos,

excesso de purinas, quando se pensa,

que faz inchar, massacra

remediados, ricos,

com medicação, passa,

cai que não cai

quando nos vem, vai que não vai,

gota diferente

que ataca essa gente,

ácido úrico cumulativo,

com esta, me fico,


seguindo o seu caminho

na cara duma criança,

doença que vem, nos alcança,

parada numa torneira,

quase... sem eira nem beira!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 08:45
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Sábado, 19 de Janeiro de 2008

... tecnologia!!!...

 




... olhando para um brinquedo,

como se criança fosse,

embevecido com o conhecimento,

em dado momento,

tudo que o Bill nos trouxe,

sucedâneo continuado,

caixas, caixotes, caixinhas mais pequeninas,

que falam, cantam, soam,

maravilhas que nem imaginas,

com um toque, com um clique,

em determinada posição,

figura que se retém,

que nos enleva, que nos vem,


filme barato que se envia,

causa espanto, alegria,

torna maior a emoção,

aposta que rende milhão,

está na moda, é mania,


loja de assistência,

elementos que se perfilam,

doce presença, triste ausência,

sombras que vão, que vêm,

senhas que retiram,

chamamentos impessoais,

ali se quedam, se viram,

se reviram,


nervosos, todos iguais,

dependentes de trivial engano,

facturação estranha, algum dano,

esperas monumentais,

pagando reparações colaterais,

gabinete que se cerra, porta que ludibria,

um ir e vir,

um entrar e sair,

rostos sérios, convictos,

perante quem se não fia,

metidos até ao pescoço, adictos,


dança que revolteia

neste Mundo que se apequenou,

doirada gaiola, cadeia,

quão pequeno ficou,


aldeia global, tão perto,

mal que se leva com jeito,

comichão que alvoroça,

detrito, pequeno defeito,

anuição que faz troça,

brinquedo que se traz na mão,

com voz sem alma, coração,

metálica,

tanta afeição, tanta prática,

 

com gestos, manuseios,

sem rebuço, com receios,

espectáculo como recreio,

aparente evolução,

na fala, na música, revolução,

na imagem que retém,

no vídeo que se envia... a alguém!!!... Sherpas!!!...

 



publicado por sherpas às 08:37
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

... farsa!!!...

 




... farsa que se disfarça,

simples emenda, chalaça,

retrocesso no progresso,

retenção no que se não tem,

entretenimento por acaso,

alvorecer depois do ocaso,

sol brilhante, repentino,

desafio, desatino,

ocultação com engano,

desfasamento propositado,

posto em cena, organizado,

jogada de ocasião,

intervenção apropriada,

mediana intervenção,

continua a macacada,


sonolento, preguiçoso,

espremido tal fruto maduro,

suco que cai em jorro,

recipiente que recebe

quando contém com gula, sequioso,

ingere, prestimoso,

máquina calculadora em punho,

enfiando tremendo gorro,

espargindo suave verve,

situação que se instalou

perante quem se calou,

consente, aguenta, não geme,

adorna um pouco, não teme,


suporta como verme,

sem vontade interior

encolhe ombros, indiferente,

perante seja o que for,

causticado, quase não sente,

vai-se rindo, vai dizendo,

mordaz, quando é capaz,


mais moderno, actual,

sem cariz, muito estranho,

sem via, mas com engano,

algo vai mal, tal e qual,

sujeitos ao capital,

massa informe, desfeita,

classe que se desfaz,

Estado que não é capaz,

conquistas comezinhas

mantendo quadro geral,

ricos de rebentar,

miseráveis que passam fome,

abusos que não têm nome,

espectáculos degradantes,

tanto agora como dantes,


farsa que se disfarça,

simples emenda, chalaça!!!... Sherpas!!!...

 

 




publicado por sherpas às 08:14
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

... tão puro!!!...

 



... tua presença me ilumina

na treva que nos rodeia,

salvação aveludada quando sinto tua mão,

corpo que se aproxima,

calor que me envolve, anima

nesta cruenta solidão,


lembro teus segredos desvendados na noite em que nos demos,

nossa entrega, nossa paixão,

descoberta que fizemos,

dádiva, participação,

frémitos que nos assolaram,

toques que prodigalizámos,

envolvimentos cegos, buscas,

tantos recantos, quantos encantos,

mistérios que repartimos,

sensação,


labirintos recatados

que foram sendo desvendados,

com carinho, apreensão,

entregando corpo, conduzindo mão,

enleados na nossa nudez,

foi uma vez,

língua que roça,

adoça,

olhos que consentem refregas,

rendição que se assume,

chama de quem se une,

brandas labaredas,

entregas,


inábeis que fomos nos corpos que tivemos,

ávidos, sedentos um do outro,

donos de todo o Mundo congregado nuns minutos,

galgámos montes, colinas,

afagámos densos bosques,

adentrámos obscuridades, reentrâncias húmidas, sedentas,

partilhámos risos, choros,

descobrimos alegrias, gozos,

festa íntima no sossego,

tornámo-nos audazes, quase sem medo,


fomos mais além do que nos era permitido

naquele espaço contido,

leito amplo, abrigo,

espaço amigo,

naquela primeira loucura

início da aventura,

doce busca, procura,

entrega mútua de quem se junta,

completou no que fomos,

amantes da madrugada,

vida retida, parada,


noite incerta, desespero,

entrega, consolação,

remir pecado, oração,

comunhão,

cadinho que envolveu tudo,

cântico em profusão,

cansaço, prostração,

lembrança que mantenho, quero,

teu corpo que me completou,

tão puro,

chama intensa que procuro!!!... Sherpas!!!...




publicado por sherpas às 18:32
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Sábado, 12 de Janeiro de 2008

... Zeus???...

... do alto dum corpo avantajado,

presença indómita, respeitável,

vasto Olimpo em que se encontra,

possessão que desfruta, usa,

majestático,

por feitos inenarráveis merecedor se julga,

chispa raios, coriscos, dispara

irado

contra um pobre coitado

que, incréu, se atreveu

perante assembleia plena,

provocar contenda, tremenda cena,

 

logo assim o mereceu,

estático,

estarrecido,

memorável,

recuou perante Zeus omnipotente,

mortal sem valia,

mais lhe houvera ter valido,

já condenado,

remetido ao silêncio, arrecadado,

 

repetição de iras furibundas

de quem, por adulações que não justificam,

ascendeu a esfera tão elevada,

dos mais correntes se apartou,

algo, em interiores tão recônditos, profundos,

seus neurónios alterou,

 

qual Imperador, Deus de nomeada,

figura de relevo, grada,

toma gestos grosseiros, atitudes,

desvirtuações que o apequenam,

na plateia plena que o reverencia,

assim se empenha,

fraca, gasta pose de democracia,

 

qual Nero tresloucado harpeando,

loucura que queima retina deslumbrada,

chamas que afogueiam,

julgando,

quando da Terra se aparta,

figura de nomeada,

corpo volumoso, mente efervescente,

palavra solta

tal como Péricles esfuziante,

estadista helénico sob a bênção dum Prometeu,

entre um Sócrates filosófico caseiro,

se não equipara a Napoleão bélico, destruidor,

 

pacífico, anti-ditador ou imperador,

quando ascende,

das terrenas criaturas se separa,

por inteiro,

coisa rara,

se transforma noutra gente,

quase um Deus,

sem ser Zeus,

 

aponta, descarrega fúrias, zangas

sobre condenado por justiça dos homens

que se insurgiu,

nunca tal coisa se viu,

 

empolado na sua fundação, museu,

por valias que deram brado,

apascentando mansos, pertença de numeroso gado,

penso, quando vejo,

sem cuidado, mais que irado,

de sobejo,

digo eu,

 

respeitável velho de conhecimentos,

mais p´ró camafeu,

símbolo que perdura, relicário,

mais lhe aprouvera resguardo, contenção,

limitar qualquer tipo de emoção,

guardado, como bem precioso,

de qualquer onzeneiro belicoso!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 14:04
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

... mau começo!!!...

 



... quase bilhete postal dos anos vinte,

amarelecido, tons castanhos,

num preto e branco desmaiado,

prenúncio cinzento acentuado,

dia de enganos,

indício de quem adivinha mau começo,

quando se prostra, não insiste,


desgostoso com a natureza que atraiçoa,

sento-me no lugar favorito,

num arremesso,

birra infantil em corpo velho,

tanto que gostaria de me deslocar a Lisboa,

dar passeio costumeiro,

olhar os outros,

percorrer ruas, ruelas,

auscultando ruído longevo

trazido nas fraldas do vento,


quando sopra manso, rasteiro,

levando sabores misturados com cheiro,


guardado nas telhas velhinhas daquela casa centenária,

candelária que recordo,

cortejo que revejo como num sonho,

prior com vestimentas nobres,

paramentos de festa religiosa,

rosmaninho que perfuma aqueles passos,

ligeiros traços,

procissão que se arrasta, promessa,

tarde ensolarada, efeméride,

acontecimento repetitivo,

cativo,

sol que aquece, revigoro,


registo que se não mede,

se vive,

sente-se

nas orações entoadas por tantos pobres,

santo no cimo do palanque, bem alto, no andor,

tempo passado que surge,

ergue-se,

sempre presente naquela travessa,


bairro que brilha, contente

nas flores que ostenta nas janelas,

bem postas, regadas com amor, dedicação,

companhia ali à porta, no chão,

em profusão,

colorido tão garrido,

emoção

no regresso que faço quando posso,

como pão nosso,

oração,

 

alimento minha alma inquieta

que não aceita, invectiva, não aquieta,

rejeitando sombra que se prolonga,

adona da cidade que amo,

escurecendo o que mais gosto

como num postal descolorido,

tons desmaiados,

preto e branco

que me retém na casa onde habito,

sentado, birrento como criança em corpo velho,

desiludido,

 

mau começo neste dia sombrio em que escrevo

o que me vai dentro,

quando intento

afastar imagens que me assolam,

consolam!!!... Sherpas!!!...

 


publicado por sherpas às 07:46
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Domingo, 6 de Janeiro de 2008

... amostra!!!...

... retenho ideia imprecisa dum aloucado,

transverso,

tão avesso ao posicionado,

ideias duplas, múltiplas, apostas continuadas,

calhar que nos calhou, como outros semelhantes,

tão díspares com o que diz,

não produz,

induz

nos antípodas do que defendeu,

ainda não percebeu,

 

às cegas, lá vai,

aumentando ou diminuindo a ilusão,

mostrando quadros dissimulados,

misturando, sem cuidados,

caminhos com destinos imprevistos,

não precisos nem concisos,

desperdício de quem pouco sabe,

tenta,

entristece, lamenta o instalado,

passa ao lado,

fala com enorme lentidão,

embrulha o que lhe dão,

coloca-se no cerne da questão,

sem solução aparente,

por questão de posição,

tentando ludibriar o inocente,

 

de pacotilha, avalio a encomenda,

que bem se entenda,

não aceito,

rejeito

gato por lebre,

não arrefece nem aquece,

mistela

que só quer boa gamela,

sem vontade própria, gabinete que o transmuta,

intensa luta,

assessoria sem empatia,

serviço pago ao desbarato,

lucro de quem o serve,

sem ideias, sem verve,

mais lhe valera estar calado,

 

há quem nasça, se sinta dotado,

com bom, mau olhado,

teimoso fraco que persiste,

se elogia

quando desafia,

se proclama como fogueira, chama,

archote que ilumina trajectória,

sem estória,

fantasia de quem a pinta,

descrédito que se firma,

quebrantando tudo, a todos se arrima,

quanta tinta,

pinceladas continuadas numa tela sem nada,

sujeito ao enxovalho,

ao grito, à fúria, ao ralho,

fazendo obra de sobra,

terminando outras,

algumas montras,

como previsão de manobra,

rumo delineado,

objectivo mais que pensado,

 

anterioridades,

cabeças cheias de projectos,

dores, afectos, chagas duras, realidades,

concretos,

donos de tudo, poderosos, famosos,

viajados, reconhecidos,

afagados, não vencidos,

apaniguados do mesmo lado,

doce canção, bendito fado,

 

inversão que se afronta,

grupo dos que se alimentam do Estado,

grupo dos que o roubam, com pompa,

dois males que considero maiores ou menores,

comparando estragos, ditos e feitos,

pelos actos que não praticaram, pecadores,

situação dos que pagam, se fartam

de asneiras, defeitos,

gritos, manifestações,

desilusões,

interrogações que continuam

sobre os que não se situam

no papel que não desempenham,

não avançam, engrenam,

engasgam,

param,

 

amores continuados,

mais brando, mais apaixonado,

lado oposto, contrário,

com ele próprio, deslumbrado,

o situacionado,

de tão empenhado, já confunde

sua real valia

assente numa fantasia,

simples desencanto ou magia,

persistência,

anuída pelo excelso mais excelso,

indecência,

quando penso... confesso!!!... Sherpas!!!...

 


publicado por sherpas às 07:28
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

... fortaleza!!!...

 



... fortaleza inexpugnável, sobranceira,

cimo do alcantilado,

altaneira,

paredes espessas, pedregulhos enormes como muros,

incontáveis assédios repeliu, vindos de tanto lado,

defesa, abrigo,


escondidos de apetites do inimigo,

protegidos de acutilâncias, murros,

salvaguardando vidas, evitando mortes, feridos,

impantes na sua valia,

lá iam,

rotina tão normal, aceite, tempos idos,

viviam,

comiam, bebiam, multiplicavam raça,

engrossavam hostes,

no interior, aliviados,

o tempo passa,

sem percalços, sem custos,

fortes que eram,

sem sustos,


tornaram-se fracos, dum momento para o outro,

Mundo que avança

não descansa,

mentes que buscam

rebuscam,

confrontos inexistentes,

reapareceram,

por sobre aqueles vigorosos mastodontes,

barreiras grossas, contentoras de ataques,

um que outro objecto estranho, sibilino, esvoaça,

cai na praça,

provoca estrondo,

deita fumaça,

expele pedaços de metais, pedras que se cravam nos corpos,

originam mortos,


causa estranheza

na fortaleza,

debandada descontrolada,

chamas que surgem,

sons que rugem,

debilitados, num repente,

deixaram de ser tudo, vida parada,

interrogações que confundem,

fraca segurança, pequena gente,

raivas, fúrias,

destruição dum mito que se extinguiu,

como nunca se viu,

monte altaneiro que ruiu,

medos choros, lamúrias,


incontáveis destroços,

inversão duma situação,

evolução,


nova era de destruição,

arcabuzes, bacamartes,

canhões rudimentares sobre rodas,

da guerra,

outras artes,

estranhos objectos que soltas

numa contenda tão desigual

sobre fortes que se tornam fracos,

desilusões, rostos estupefactos,

débeis nos seus quartéis,

advento daquele pó escuro que inflama,

deflagra,

objectos esquisitos que cospem fogo,

matam,

desaforo,


quebra de regras que tinham,

quando atacavam,

vinham,


escadas, cordas, geringonças de madeira,

arremesso de pedras, azeites ferventes,

armas cortantes, massas, gritarias, exaltamentos,

setas que saíam das aljavas, voavam pelos ares,

de qualquer maneira, coragem, demência,

excrescência doutras guerras, ventos propícios,

azares,

ferros, aços resplandecentes,

valentias duvidosas,

heroicidades curiosas,

bestas como os cavalos resfolegantes,

chagas, lágrimas, gozos permanentes,

vítimas inocentes,


fortaleza no cimo do monte,

altaneira,

última,

derradeira barreira,

ruína do que do que já não serve,

visita que diverte,

pensa o turista que a observa,

fotografa,

reserva!!!... Sherpas!!!...




publicado por sherpas às 13:48
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