Segunda-feira, 13 de Abril de 2015

... o imbecil!!!...

... algum fascínio pelos borregos, tão pensativos que são,

quando na pastorícia, campos verdejantes, extensos,

planuras que conheço bem, minhas raízes,

herbívoros dóceis, meigos, domesticados,

apensos,

curta passagem, parte da paisagem,

num golpe de vista casual, associo

a vítimas dos mais ferozes, lobos, raposos,

fáceis de trucidar, feitos em pedaços saborosos,

quando esfomeados, incríveis,

 

 

época apropriada, sacrifício pascal,

rezas, adorações, igrejas, suas confissões,

golpe certeiro, depois de bem exprimidos,

são magotes, multidões,

humanos com tantos perdões,

 

enquanto vivem, produzem lã que agasalha,

se fia, se entrecruza, colorida,

aconchega no tempo mais frio, no Natal,

leite alvo que nos fornecem, suas mães,

aquando da aleitação,

amamentam, inventam diversas variações,

leite sobrante, tão rico,

queijos curados ou por curar, requeijões,

sem agravo, com prejuízo,

 

um sem fim, carniça farta, por excelência,

em rebanhos, número reduzido, excrescência,

abstinência,

pela idade que não perdoa,

memória que se aviva, recua

para tempo em que todos os animais falavam,

que bem se davam,

 

restam relatos, ainda soa,

escritos, narrativas, fábulas lhes chamam,

quando as mencionam, com deleite,

apontando benfeitorias, benesses, espertezas,

tomando, como exemplo, respostas prontas,

sagezas,

quando te lembras, quando os encontras,

aos borregos,

tão inocentes, sempre os mesmos,

 

como eles, indefinido,

sem projecção de vulto,

refugiado, quase oculto,

foi pasto de carniceiros,

embora falantes, alguns, vorazes,

feros, inclementes,

ainda não éramos gente,

tão diferente,

 

travou-se de confrontos,

agressões,

depois de aprendizagem profunda,

há quantos e quantos milhões,

observador amedrontado,

tão débil, delicado,

coberto de pelos pelo corpo,

no cimo de árvores ou no chão,

enterrado em qualquer buraco,

 

mais um, entre tantos,

indefeso, sem valias,

muitos parentes chegados,

alguns, mais afastados,

em cima de árvores, em frestas de terreno,

friorento,

ainda sem fogo,

não era ovelha, não era lobo,

nem formiga, tão pouco cigarra,

a qualquer coisa se agarra,

 

raízes, bolbos, frutos vários,

comendo,

lá ia sobrevivendo,

encolhido, tão temente,

observador, como ninguém,

muito mais aquém,

muito mais aquém...

 

conjecturando, como gosto,

sem bases firmes, concretas,

não afirmo, nem aposto,

versões díspares, confusas,

entre toque divino, pancada no toutiço,

influência alienígena,

algo despertou no íntimo,

teorias bem abstrusas,

 

para não falar da evolução

da criatura que fomos,

confrontados com aquilo que somos,

 

enorme embrulhada,

dimensão,

fazendo, como se faz, na presente situação,

rasgando todos os preceitos,

oprimindo mais fracos,

vítimas, como borregos,

cometendo desacatos,

acumulando defeitos,

provocando, aos mais fracos, muitos medos,

 

imitando ursos ferozes,

sendo prepotentes, algozes,

descobrindo o descoberto,

usando o que não é nosso,

transformando a céu aberto,

dizimando semelhantes,

gestos, religiões, exércitos,

feitos tão degradantes,

numa de mando, quero e posso,

maravilhas dum possesso,

num acaso que se deu,

aberrações dum camafeu,

 

como cobaia, triste experiência,

no conhecimento que é ciência,

na atitude descabida,

sem respeito pela própria vida,

cruel, sanguinolento,

na caminhada curta, raivosa,

débil principiante tocado por toque divino,

imbecil que se não comporta

carregando ruindade tão torta,

 

prepotente que se convenceu,

que o que existe é tudo seu,

malbaratando cantinho, seu lar,

imitando, só por imitar,

trucidando, como criança mimada,

tudo que mexe, semelhante feito em nada,

esburacando campos e vales,

proceder tonitruante, lugar,

efeito da primeira pancada,

desequilibrado inconsciente,

não respeitando entorno, bicho ou gente,

 

muitas vezes me envergonho,

quando penso, quando me ponho,

no lugar que me pertence,

tão reduzido, pasmado,

sem crença que me subjugue,

desde o início longínquo,

de todos o mais vulnerável,

agora possesso, devasso,

carregado de ruindade,

triste avanço, realidade,

 

guerras devastadoras,

obras magníficas destruídas,

opressão de tantas vidas,

vítimas inocentes, sofredoras,

mundo cruel, sem concerto,

no coração, um aperto,

 

lágrima que me desce no rosto,

resultado catastrófico, desgosto,

imbecil de curta vida

imbuído do que não acredita,

 

carrossel de grossa desgraça,

tudo destrói, tudo mata,

cobaia que descambou,

sem evolução que lhe valha,

divino com tanta falha,

alienígena que não acertou!!!... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 12:31
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