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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

31
Mar04

...fui analfabeto...político!!!...

sherpas
...na Sic Notícias tenho visto, com muita atenção, reportagens do passado, de outros tempos, dos que eu já tenho tentado descrever, por palavras, dos que vivi quando, bem mais novo e ignorante, ia na onda, como os mais, como todos, ou quase todos, os tempos da longa noite da ditadura, do Salazar e do Marcelo Caetano, das guerras nas colónias, do Angola é nossa, do Império português, espalhado pelos cinco continentes, da longínqua Índia, a de Goa, Damão e Diu e dos enclaves de Dadrá e Nagar Aveli, de Timor e o enclave de Ocussi Ambeno, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Moçambique, Angola e Guiné com os Bijagós, acrescentando ainda as ilhas adjacentes, Madeira e Açores...era muita fruta para um tão pequeno País que, só mentalidades tacanhas e macrocéfalas, se propunham, a todo o custo, manter como portuguesas, todas essas terras espalhadas pelo Mundo, contra tudo e contra todos, às custas do sacrifício de todo um Povo espartilhado e semi escravizado, com um grau de analfabetismo que bradava aos céus e mediante princípios que, ainda hoje, há quem os queiram implementar, pelo menos fazer passar como uma COISA normal, a tal história da tríade do Deus, Pátria e Família, com todas as bênçãos, na altura, do cardeal Cerejeira, íntimo do Botas...parece que foi ontem quando, para exercermos funções públicas, tínhamos de declarar e ler, na altura da posse, uma declaração formal anticomunista para salvaguarda dum regime que era único e muito democrático, entre eles e os que a eles pertenciam, que caminhava só e orgulhoso, perante o Povo que utilizava e, perante o Mundo, que ignorava, com a sua polícia política, a sua censura inaudita, a sua estupidez que, só de recordar, dá vómitos...pensar que ainda há quem se identifique com essa gente, os que se dizem das direitas...que o sejam mas que não nos metam os dedos pelos olhos dentro porque a época é outra e a sociedade, embora frágil e muito analfabeta, com muito futebol e pouca cultura, mesmo caindo uma vez, não cai duas ou três, já se não vai muito em cantigas, as tais demagogias populistas, carismáticas dalguns virtuosos da política, os que pelo PODER, perdem a dignidade e a moral, os que não são de fiar...felizmente que vão rareando os politicamente analfabetos, graças aos céus, que os meios de comunicação, depois da revolução, se encarregam de desmascarar certas pretensões, quando não são coniventes com algumas, o que é pena, pois poderá ser fatal para algumas grandes conquistas que adquirimos e que, nunca por nunca, gostaríamos de perder porque, esses tempos, eram mais ou menos assim:

- Fui carneiro, fui submisso/fui ignorante, fui omisso/fui um infeliz analfabeto(politicamente)/um cidadão bem discreto/um mancebo utilizado/pela cruel situação/por aqueles homens de estado/muito antes da revolução/sobrevivi, por acaso/da guerra colonial/porque foi esse o meu fado/não foi o meu final/acomodei-me a quase tudo/declarei o que quiseram/calei-me como um mudo/vivi como viveram/todos aqueles portugueses/isolados e com medo/na maioria das vezes/falando só em segredo/fui guerreiro, sem vocação/escondido numa farda/muito antes da revolução/cinzenta e muito parda/sem amor e sem paixão/pelo que me obrigavam/sem nenhuma razão/a odiar os que odiavam/a matar os que matavam(não matei ninguém)/sem escolha, sem opção/em nome duma Nação/em nome dum ditador/deixei de ser um senhor/fui carne para canhão/sem um pingo de razão/muito antes da revolução!...

...era uma tristeza de vida, uma ignorância total, um isolamento gritante, uma falta de tudo, um fado muito mau, negro, arrastado, quezilento, quase macabro, a que todos, os ainda mais vulgares e insignificantes seres, não cidadãos, se sujeitavam a um vulgar eremitão de Santa Comba que, com algumas habilidades, conseguia encher o Terreiro do Paço, quando declamava, pasmados perante tanto estadismo, tanta esperteza de caca, de estadão, que se aguentou por mais de quarenta anos usando e abusando de toda uma Nação, o Povo, inculto, esfomeado, perseguido, encarcerado, enfiado nas galés da época a caminho das guerras, em todas as frentes coloniais, com a bênção da igreja...valha-nos e Deus nos livre dessa gente, do regresso desses espécimes, dos saudosistas salazaristas bolorentos e de vistas curtas, tacanhos e...bacocos...por muito que tentem, não conseguem recuperar essa figura sinistra, com tantas mortes na consciência (lá nos quintos dos infernos), pela guerra ou pela fome de tudo, comida, cultura, conhecimentos, educação, saúde, segurança social, dignidade humana, eu sei lá, um rol tão imenso que, se o começo a desfiar, nunca mais acabo... Ah!!!...É verdade!!!...Amanhã, domingo, é dia do Senhor e, de alguns papagaios, de todas as cores, evidentemente, que teimam em ficar, apesar do calor...outros, a maior parte, bateram as asas e foram descansar, a fim de recuperarem das fadigas de todo um ano papagueante, para outras bandas, lá fora, aconselhando os portugueses, claro, a irem para fora, cá dentro, bruxo!!!...Incongruências, difíceis de tragar mas, quem manda, manda mal, ou quase sempre... faz o que eu digo, não ligues ao que eu faça...aguardemos pela rentrée, a farra das farras, dos bandos políticos, com muitas bandeiras, discursos inflamados, paranóias delirantes e...colectivas, um autêntico circo, melhores ainda do que o do Alberto das bananas, no chão da Lagoa, na Madeira, onde o dito cujo se passa, quase sempre se passa... já não dá gozo!!!...



...Sherpas!!!...

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