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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

31
Mar04

...resposta à...Péstinha!!!...

sherpas



…um molho de cravos vermelhos, Péstinha!!!...Flores da ocasião…das de Abril, como muitas!!!...Vermelhas ou…encarnadas, é igual, tanto faz!!!...É uma cor, como outra qualquer, forte, intensa, brilhante… cor de sangue, cor de Benfica, cor de paixão!!!...Surgiu…como se nada, com um gesto, sem pensar, pegou fogo, como rastilho, depressa se espargiu!!!...Quedou na retina, ficou como imagem, como símbolo, pois então!!!...Há os bacocos, os habituais que, por medos, por confusões…não colocam o cravo vermelho ao peito, ainda assim!!!...Não sei, não os compreendo, uma simples cor…não é de ninguém!!!...É natural, como todas as outras e…uma flor, é sempre uma flor!!!...Ainda mais um…cravo!!!...Abraço do Sherpas!!!...
31
Mar04

...resposta a...uma amiga!!!...

sherpas



…Graça, é sempre bonito, sabermos utilizar as palavras, com acerto e sensatez, com carinho e sensibilidade, com amizade…no melhor sentido, porque sim!!!...

…brincar com elas, poetizando, melhor ainda!!!...Alivia-nos, dá-nos gozo, eleva-nos aos céus, iguala-nos aos Deuses, torna-nos mais compreensivos, mais iguais aos nossos iguais, aos outros todos, aos humanos que sabem sê-lo, na sua plenitude, na sua grandeza, na sua complexidade…com toda a verdade!!!...

…quanto podemos dizer, escrevendo em prosa poética, pondo as palavras a cantar, simplesmente, umas com as outras, compondo, rimando, sobre tudo, sobre nada, como um jeito, como um regozijo pessoal, como um prazer imenso, intenso, como uma paixão, uma ilusão, quiçá fugaz, de momento!!!...

…falar de liberdade, de direitos, de dias históricos, os do passado recente, os que se mantêm na memória, com cravos, com esperanças, com Povo anónimo, o que rejubilou e…agora se engana, com desfaçatez, em prosa, em verso, é obrigação, é dever, é religião!!!...Não nos podemos calar…quando nos magoam, quando nos roubam os sonhos, quando nos hostilizam, quando nos enganam, quando nos marginalizam!!!...

…Abril amigo…vem, anda companheiro, alegre, esfusiante, garrido, prometedor, como um senhor, aurora brilhante, sob a forma de cravo vermelho, cravo branco ou amarelo, sob um manto de paz que se estende, aqui e agora, sobre o Mundo, sobre toda a gente!!!...

…um abraço do Sherpas!!!...
31
Mar04

...Pai!!!...

sherpas
Pai


Quando penso no que sou,
quando olho para o passado,
quando vejo para onde vou,
quando me sinto aposentado,
quando recordo as canseiras,
quando lembro os meus projectos,
quando, de todas as maneiras,
afloro amizades, afectos
de toda uma vida inteira
que, para mal dos meus pecados,
deixou de ser razão primeira,
na profusão de pensamentos
que me perseguem, me controlam,
me assombram, me violam,
me não deixam dormir,
me fazem até sorrir
quando são doces, ternos
me parecem eternos,
na melancólica saudade
duma família tão completa,
com quebras, com maldade,
que a todas, um pouco, afecta
dentro da maior amizade,
na fraterna simpatia,
sob a paternal protecção
dum pai que nos unia,
duma mãe, com coração,
dum lar, agora desfeito,
que nos chamava e juntava,
às “turras”, de qualquer jeito,
porque ele bem nos amava,
bem nos queria, protegia,
naquele passado que passava,
que ficou triste, naquele dia,
quando, aos poucos, nos deixava
com muita dor, sem alegria!!!...
Orfãos de pai, desirmanados,
Perdidos, baralhados
num afecto distante, confuso,
quase todos reformados,
um deles, perdido, obtuso,
com horizontes cortados,
sem rumo, desconectado,
da vida, já desligado!...

…Sherpas!!!...


31
Mar04

...fui analfabeto...político!!!...

sherpas

...na Sic Notícias tenho visto, com muita atenção, reportagens do passado, de outros tempos, dos que eu já tenho tentado descrever, por palavras, dos que vivi quando, bem mais novo e ignorante, ia na onda, como os mais, como todos, ou quase todos, os tempos da longa noite da ditadura, do Salazar e do Marcelo Caetano, das guerras nas colónias, do Angola é nossa, do Império português, espalhado pelos cinco continentes, da longínqua Índia, a de Goa, Damão e Diu e dos enclaves de Dadrá e Nagar Aveli, de Timor e o enclave de Ocussi Ambeno, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Moçambique, Angola e Guiné com os Bijagós, acrescentando ainda as ilhas adjacentes, Madeira e Açores...

era muita fruta para um tão pequeno País que, só mentalidades tacanhas e macrocéfalas, se propunham, a todo o custo, manter como portuguesas, todas essas terras espalhadas pelo Mundo, contra tudo e contra todos, às custas do sacrifício de todo um Povo espartilhado e semi escravizado, com um grau de analfabetismo que bradava aos céus e mediante princípios que, ainda hoje, há quem os queiram implementar, pelo menos fazer passar como uma COISA normal, a tal história da tríade do Deus, Pátria e Família, com todas as bênçãos, na altura, do cardeal Cerejeira, íntimo do Botas...

DSC03500

parece que foi ontem quando, para exercermos funções públicas, tínhamos de declarar e ler, na altura da posse, uma declaração formal anticomunista para salvaguarda dum regime que era único e muito democrático, entre eles e os que a eles pertenciam, que caminhava só e orgulhoso, perante o Povo que utilizava e, perante o Mundo, que ignorava, com a sua polícia política, a sua censura inaudita, a sua estupidez que, só de recordar, dá vómitos...pensar que ainda há quem se identifique com essa gente, os que se dizem das direitas...que o sejam mas que não nos metam os dedos pelos olhos dentro porque a época é outra e a sociedade, embora frágil e muito analfabeta, com muito futebol e pouca cultura, mesmo caindo uma vez, não cai duas ou três, já se não vai muito em cantigas, as tais demagogias populistas, carismáticas dalguns virtuosos da política, os que pelo PODER, perdem a dignidade e a moral, os que não são de fiar...

 

felizmente que vão rareando os politicamente analfabetos, graças aos céus, que os meios de comunicação, depois da revolução, se encarregam de desmascarar certas pretensões, quando não são coniventes com algumas, o que é pena, pois poderá ser fatal para algumas grandes conquistas que adquirimos e que, nunca por nunca, gostaríamos de perder porque, esses tempos, eram mais ou menos assim:

 

...era uma tristeza de vida, uma ignorância total, um isolamento gritante, uma falta de tudo, um fado muito mau, negro, arrastado, quezilento, quase macabro, a que todos, os ainda mais vulgares e insignificantes seres, não cidadãos, se sujeitavam a um vulgar eremitão de Santa Comba que, com algumas habilidades, conseguia encher o Terreiro do Paço, quando declamava, pasmados perante tanto estadismo, tanta esperteza de caca, de estadão, que se aguentou por mais de quarenta anos usando e abusando de toda uma Nação, o Povo, inculto, esfomeado, perseguido, encarcerado, enfiado nas galés da época a caminho das guerras, em todas as frentes coloniais, com a bênção da igreja...

valha-nos e Deus nos livre dessa gente, do regresso desses espécimes, dos saudosistas salazaristas bolorentos e de vistas curtas, tacanhos e...bacocos...por muito que tentem, não conseguem recuperar essa figura sinistra, com tantas mortes na consciência (lá nos quintos dos infernos), pela guerra ou pela fome de tudo, comida, cultura, conhecimentos, educação, saúde, segurança social, dignidade humana, eu sei lá, um rol tão imenso que, se o começo a desfiar, nunca mais acabo...

Ah!!!...É verdade!!!...Amanhã, domingo, é dia do Senhor e, de alguns papagaios, de todas as cores, evidentemente, que teimam em ficar, apesar do calor...outros, a maior parte, bateram as asas e foram descansar, a fim de recuperarem das fadigas de todo um ano papagueante, para outras bandas, lá fora, aconselhando os portugueses, claro, a irem para fora, cá dentro, bruxo!!!...

Incongruências, difíceis de tragar mas, quem manda, manda mal, ou quase sempre... faz o que eu digo, não ligues ao que eu faça...aguardemos pela rentrée, a farra das farras, dos bandos políticos, com muitas bandeiras, discursos inflamados, paranóias delirantes e...colectivas, um autêntico circo, melhores ainda do que o do Alberto das bananas, no chão da Lagoa, na Madeira, onde o dito cujo se passa, quase sempre se passa... já não dá gozo!!!... ...Sherpas!!!...

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