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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

02
Abr04

...os hospitais, por vezes...são fatais!!!...

sherpas
…hospitais públicos ou privados…os S.A., pois então!!!...Para que servem???...Para ganhar milhões???...Para servir o cidadão???...Para prestar o melhor serviço…no campo da saúde???...Hospitais…armadilhas, mortais!!!...Hospitais públicos ou privados, como estão???...Mentiras encapotadas…eis a questão!!!...

Hospitais


Enormes casas em colinas,
caminhos, divisões, entrelinhas,
batas brancas, assépticos, confusões,
choradeiras, muitas dores, multidões,
caras duras, mecanizadas,
alheias, técnicas muito usadas,
paramédicas uniformizadas,
pessoas maltratadas,
quase mortas, aos montões,
velhas, velhos alquebrados,
remédios, utopias, ilusões
homens jovens, curados,
ciências gastas, muito em voga,
conhecimentos profundos,
tratamento que está na moda,
odores, cheiros, fumos,
jardins circundantes,
movimento de carros, urgência,
peões que chegam, viandantes,
vidas curtas, já em falência,
sons aflitivos, ambulância,
azáfama, gritaria sonante,
uma pressa, um rodopio, uma ânsia,
marquesa que se arrasta, cantante,
papelada, burocracia, espera,
antes de entrar noutra esfera,
salas, salinhas, salões,
camas, lençóis brancos, doentes,
frascos, frasquinhos aos montões,
tubos, pensos, poções,
cortes, operações eminentes,
sangues, plasmas, soros,
médicos bem compenetrados,
no meio de gritos, de choros,
bem metidos, bem achados,
mundo em decadência,
grotesca confusão,
vida curta, existência,
dum doente ou dum são,
corredores de hospital,
quartos, enfermarias,
antecâmara dum final,
outros caminhos, outra vias,
nesta casa tão asséptica,
tão plena de pura técnica,
fármaca, científica, médica
num golpe de pura estética,
nos encaminha p´rá morgue,
num golpe de pura sorte,
sem sofrimentos, sem dor,
nas mãos dum nobre doutor,
carniceiro mais que assumido,
de sentimentos muito elevados,
depois do dever cumprido,
sem culpas, nem pecados,
debaixo daqueles tectos,
daquelas casas, nas colinas,
onde se concretizam projectos,
nos quartos… nas entrelinhas!...

…Sherpas!!!...
02
Abr04

...o Cavaco...era assim!!!...

sherpas
…nos tempos dele…era assim, o do tabu:

- Cavaco


Cinzento, pesado, confiante,
Convencido, egocêntrico,
vaidoso, pavão, arrogante,
prepotente, falso, cínico,
demasiados adjectivos,
defeitos em quantidade
para quem, como objectivos,
tem a jactância, a vaidade,
o amor próprio elevado,
a suprema elevação,
o tabu projectado
p´ró governo da Nação,
um grande sentido de Estado,
cultivado bem a preceito,
depois de ter governado
durante dez anos, a eito,
do alto da sua pelouro,
como um professor supremo,
guardando, como um tesouro,
o seu primado, o seu reino!!!...
Inculto mas, bem tenaz,
com segredinhos de treta,
o algarvio, este rapaz,
encheu-lhes bastante a teta,
aos seus acólitos laranjas,
órfãos, desamparados,
esfrangalhados, sem tangas,
desde que foram abandonados
por esta esperteza “saloia”,
por esta sábia excelência,
por esta alimária que apoia
a última inteligência,
seu fiel, grato benjamim,
ex-revolucionário extremista,
que assumiu, por fim,
ser o primeiro da lista
daqueles grandes figurões,
condes, marqueses, barões,
bem espertos, inteligentes
que se revolvem, inquietos,
enquanto aguardam, diligentes,
vociferando protestos
contra os que estão no Poder,
que não podem… nem querem ver!...

…governava, na altura, o partido socialista!!!...

…Sherpas!!!...


02
Abr04

...Abril!!!...

sherpas
Abril


Abril primaveril,
recomeço, revolução,
chuvadas, águas mil,
mudança, solução,
quimeras, fantasias,
sistemas, roturas,
tristezas, alegrias,
dores, amarguras,
imposições armadas,
fugas, armadilhas,
ilusões destruídas,
exílios nas ilhas,
canções, protestando,
guerras terminais,
políticos, regressando,
comícios, jornais
liberdade total,
sons de metais
em plena capital,
armas bem floridas,
cravos aos montões,
gritos, apupos, vivas,
muitas revoluções,
exércitos que se unem,
capitães que se juntam,
povos que se fundem,
governos que se mudam,
salvação libertária,
canga que se tira,
ao som duma ária,
ao som duma cantiga,
final da ditadura,
começo de nova era,
mal que não se atura,
morte de uma fera,
Primavera de Abril,
festa da natureza,
chuvadas de águas mil,
renovação… que beleza!!!...

…Sherpas!!!...


02
Abr04

...todos iguais mas... outros, mais!!!...

sherpas


Todos iguais, todos diferentes/nesta profusão, nesta variedade/neste mundo de tantas gentes/nesta complexa humanidade/de tantas cores, tantos tamanhos/de físicos perfeitos ou aberrantes/com falhas, com alguns enganos/com defeitos, por vezes, gritantes/obras imaginadas, por um só obreiro/um Deus que nos inventou/que nos pôs à prova, primeiro/depois, nos abandonou/à nossa sorte, ao nosso destino/num desafio, num desatino/numa prova alucinante/como quem julga, como quem tenta/como Ser extravagante/experimentando o que inventa/abrindo-nos todas as portas/dando-nos todas as chances/com voltas, reviravoltas/tanto agora, como dantes/na caminhada da existência/da vida que se prolonga/em abundância, em falência/neste período, nesta ronda/com trabalhos, canseiras/com doenças, tristezas/com carismas e asneiras/com dúvidas e certezas/com prazeres e alegrias/com constantes fúrias, guerras/com raivas, berrarias/com doces remansos, acalmias/com falhas, quebras, manias/com tudo que nos completa/com o que faz como somos/magros, gordos, fortes, atletas/espertos, vagos, tarecos, sonsos/com tantas e tantas inclinações/todas elas, puras invenções/dum Supremo Criador/no meio de tantas aberrações/Se sente único, como Senhor/do miserável, do abastado capitalista/do iletrado, do impante doutor/do desmesurado machista/do encarniçado folgazão/do traste, do imbecil, do arrivista/do empreendedor timoneiro/do que se julga como primeiro/diferente do mundo inteiro/do que é menos que igual/daquele que também é gente/por isto, por aquilo, pelo tal/pormenor, pequeno defeito/anormalidade que é normal/curto erro num ser perfeito/nesta tão complexa humanidade/com tanto engano, tanta verdade/obra dum só Criador/único Deus, único Senhor!...

…Sherpas!!!...


02
Abr04

...editado na SIConline...quando existia!!!......

sherpas
...é saudável, de aplaudir, de incentivar, até, o critério de escolha do fórum da siconline... o escolhido desta semana, pouco conhecido, pelo menos por mim,(tive prazer de o ficar a conhecer...) teve uma palmadinha nas costas, um empurrão, um afago, um motivo para continuar escrevendo, para fazer o melhor que se pode fazer, a fim de mostrar o que pensa ou sente, aos outros, aos que o lêem, hoje em dia e, no futuro...com que emoção, no passado, não muito recente, apresentava compilações de poesias minhas, em concursos, os jogos florais das autarquias e, com que desilusão ficava, quando me fui apercebendo, que os escolhidos, os premiados, em geral, eram sempre os mesmos, os que, antes da escolha, já estavam escolhidos, como a pescada que, antes de o ser, já o era...o Mundo é feito de mudança e, para ser mais comestível e agradável, deve assentar nesse princípio, fundamental para mim e para tantos... dar o lugar aos outros, em todos os campos, em todos os sectores, é básico, humano, compreensível, aceitável...pena é que, nas letras e nas artes, no desporto, na política, para não falar doutras áreas, as mais diversas e variadas, não se comportem dessa maneira e nos atirem constantemente, no dia a dia, durante meses, anos, décadas, quase uma vida inteira, com os mesmos carolas de sempre, os cromos bacocos que, pela constância, quando os vemos com tantos falsos brilhos, famosos de perder o fôlego, os enjoemos, aos poucos e...cada vez mais...sou pela abertura das portas, pelas oportunidades, poucas que sejam, aos pouco ou nada conhecidos e a favor da arrumação sistemática, nas prateleiras, dos que, só de vê-los ou de ouvi-los, os figurões de topo, já chateiam...quando mais jovem, em defesa dos anónimos, nos quais me incluo, dos insignificantes e vulgares, sentindo-me injustiçado num jogo floral dum Município qualquer deste País, escrevi e mandei este poema, que dedico ao ganhador desta semana:

- Concursos manipulados/perspectivas, sem fundamento/sistemas já implantados/promessas, leva-as o vento/júris esclarecidos, de valor/duma total isenção/que sabem, em pormenor/os que, na ocasião/merecem leitura, atenção/pondo de lado, excluindo/uma resma, um montão/obras que, entrando, saindo/não precisam de ser lidas/servem só para numerar/ir armazenando, com tempo/para mais tarde entregar/aos que, por um momento/pensaram chegada a hora/da saída do anonimato/do que ri, do que chora/do que sofre, do caricato/do autor de tantas caras/do que escreve os sentimentos/daquelas figuras tão raras/que descrevem sofrimentos/nas poesias, nas prosas/nos SENTIRES tão isentos/nos cheiros das lindas rosas/nas estéticas do belo, formoso/nas dores profundas, tensas/deste mundo vivo, fogoso/de gentes, terras imensas/onde nos sentimos pequenos/tão sozinhos, isolados/nem muito mais, nem muito menos/postos de parte, marginalizados!...

...penso que é a altura mais indicada para se acabarem com os ídolos com pés de barro, de desmistificarmos certas personagens que, pelo facto de se alcandorarem a certas posições, se eternizam, se pavoneiam, se incham, como pavões, convencidos e deslumbrados com eles próprios, numa de bacoquice saloia, serôdia e sem vergonha, de atrasados mentais, de burrice muito própria de quem se sente bem albardado e toma o gosto de albardar os outros...é tempo de dar patadas e...de criar novos valores porque, os velhos, estão gastos e...apestam...

...Sherpas!!!...

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