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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

12
Mai04

...a Senhora de Fátima!!!...

sherpas

…... dum homem de… pouca fé,

para todo um Povo que crê,  para o Povo Português!!!...

 

fui a Fátima… olhei para uma povoação disforme,

fui a Fátima… pensei sobre aquela fé enorme,

 

fui a Fátima… rezei  pelos pobres, que têm fome,

fui a Fátima… sorri,  por muitas coisas que vi,

 

que contraste tão invulgar,  tão absurdo, tão tremendo,

dos que não vão para rezar,  dos que se sentem bem,  comendo,

 

nesta terra de paixão,  de crendices, de milagres,

terra de tantos padres... de freiras, de oração,

 

altar mor de todo o Mundo... lugar santo de promessas,

com a Basílica ao fundo,  com multidões imensas,

 

terra das velas em procissão,  dos lenços brancos, no ar,

da casinha da aparição, dos pastores que iam rezar...

 

da Senhora, mais que linda, a Virgem Imaculada,

que foi vista, Bem vinda,  que, hoje, é adorada,

 

nesta Fátima de perdão, nesta terra de comunhão,

neste lugar de contrastes,  onde se junta o ladrão,  as tendinhas das imagens, o comerciante ratão,

reles, muito matreiro... pensando só no dinheiro,

 

coniventes com os padres,  no meio de tantos milagres,

de tanta reza, de tanta crença...

que se sorri, quando se pensa,

 

quando se olha,  se vê, o grande povo que crê,

que chora...

enquanto ora,  que deixa uma curta esmola,

 

que parte, que vai embora,  desta Fátima que eu olhei,

que me fez sorrir,  pensar,

onde, baixinho,

rezei (?) quase me pus a chorar!!!... …

 

... os meus pais sempre tiveram fé!!!...Em homenagem a eles e… a tantos, como eles...

 

... com um abraço do Sherpas!!!...

 

12
Mai04

...rotina!!!...

sherpas

já entrámos na rotina,

na busca, na investigação,

após umas consultas clínicas... na procura duma solução,

20100519(091).jpg

para males de que se padeça, pela droga ou por uma poção...

que o farmacêutico nos venda, com o intuito de prolongar,

com muita boa intenção,

 

mantendo, a vida que está a passar,

a doença que aparecer... antes da morte que chega,

da licença que nos resta, da saúde que se nos nega,

 

na rotina que não presta,

vivendo a pouco e pouco, no consultório,

na farmácia... passando como uns loucos na sala dum laboratório,

 

câmara do purgatório,

espaço das incertezas... onde põem cartas na mesa,

nos indicam o caminho, que trilharemos sozinhos,

 

para a cura do nosso mal,

no corredor dum hospital...

princípio dum curto calvário, tratados com indiferença,

arrumados num armário,

 

como um livro, uma peça, na biblioteca da vida,

na estante que se alonga,

numa existência estendida... na cama onde se prolonga,

 

onde nos testam... nos investigam,

onde nos buscam e rebuscam,

onde, parece que... brincam,

 

corpos que ofuscam, com muita droga e exame,

com picadelas ao montão,

até ficarmos exangues... com aquilo que nos dão,

 

com aquilo que nos tiram... com o que vão examinando,

com aquilo que nos ficam, com o que nos vão tirando!... …Sherpas!!!...

 

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