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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

31
Mai05

... pedreiros... em casa!!!...

sherpas



… pedreiros em casa,
foi maldição, certamente,
mau bocado, para quem passa,
barulhos, confusão que se sente,
maço que bate no chão,
destruição,
pó, incomodidade,
necessidade,
lá vão batendo, destruindo,
escaqueirando,
sem moderação,
trabalho pesado,
esforçado… suando,
dura ocupação,
ganha pão,
sem apelação, profissão!!!...

… chão que se levanta,
chão que se prepara, que se alinha,
se nivela,
é a betomilha,
segundo dizem, assim afirmam,
ganhar altura, enquanto raspam,
enquanto ripam,
enquanto varrem,
menos barulhentos, cigarro que fumam,
pequena pausa, paragem,
som distante, mais espaçado,
bom bocado,
mais sossegado!!!...

… com a régua,
depois do cimento preparado,
uma fatia, uma recua,
não bestas em manada,
uma resma de ladrilhos,
orientados, bem alinhados,
num espaço que já foi, agora… nada,
conjunto afinado de tacos, de madeira,
retirados, com esforço, com denodo,
estilo, hábito, gosto, maneira,
engano, engodo,
antes pedra, mais fresca, durável,
outro gosto,
limpa, lavável,
bonita, lustrosa,
sem afagamentos, sem vernizes, sem colas,
preciosa,
duradoira, contrastante,
luxuriosa, berrante, esbelta,
ampla, aberta,
mais desperta, cintilante,
pelo que possui… de brilhante!!!...

… material inerte, matéria morta,
aqui se põe, se coloca,
sem vontade própria,
tal como os animais, os menos iguais,
os domesticados… postos de lado,
conduzidos em manada,
quando em recua, bem alinhada,
como uma levada, como se nada,
água orientada,
chão, posto a contento,
num gosto que se satisfaz,
com alguns… inconvenientes,
barulhos, destruição,
repentes,
como maldição, rogada,
sobre mim,
pedreiros em casa…assim,
tal como os sinto, como os vejo,
atrás uns dos outros,
ladrilhos… pavimentos!!!... Sherpas!!!...
30
Mai05

... terras de... Espanha!!!...

sherpas



… a Nação dos retalhos,
terra… de tantas gentes,
por caminhos, por atalhos,
de países, tão diferentes,
que se pretendem unidos,
irmãos desavindos
debaixo duma só bandeira,
albergados por um monarca,
rei da Espanha inteira,
terra incerta, opaca,
de costumes medievais,
com guerrilhas bem tribais,
dos que não são Leoneses,
nem a Castela pertencem,
como os portugueses,
a liberdade pretendem
porque têm idioma próprio
que usam e mantêm!!!...


… tremendo é… o imbróglio,
para os que, na integridade
de todo o território,
apregoam a nacionalidade
daquela manta esquisita,
onde se revêem os milhões
dalguns, das muitas nações,
que se dizem espanhóis,
esquecendo os catalães,
bascos, muitos galegos
que, pelos pais, pelas mães,
são contra semelhantes apegos
com que os querem prender
na Espanha que… não podem ver!!!... Sherpas!!!...


30
Mai05

... torrentes de... palavras!!!...

sherpas



… torrente de palavras, de mim brota,
como nascente de água infinita,
remanescente, constante, contínua,
num bem estar que me inunda, avassala,
pensamento que se não cala,
espírito inquieto, que se não quita,
não aquieta… quando se solta,
antes me imolam,
me agastam, me reduzem
quando me conduzem,
porque, sempre atrás, me encontro,
quando me ponho
com elas, em confronto,
perante casos e factos,
feitos, refeitos, abstractos,
congeminados, com segredos,
simples escarros, remendos,
de graúdos… imundos,
doutros Mundos!!!...

… não sei calar, não sei parar, estendo-me,
comigo, em mim… enclausurado,
entendo-me,
discorro, discurso, envergonhado,
por demais, abismado,
perante o inevitável,
evitável, depois de pensado,
julgado, consciente… remanescente,
dum inferior, que se julga gente,
abusador, não senhor,
um qualquer pedante,
soberbo, indecente… extravagante!!!...

… não calo, não consinto,
quando sinto,
quando antevejo, quando vejo,
assim o sinto, não minto,
neste palavreado constante,
que me sai em torrente,
como água límpida e pura
da nascente,
que tudo limpa, tudo cura,
quando brota, lá do fundo, do seio materno,
do centro da Terra,
em prol do irmão, do fraterno,
contra quem… emperra,
a justiça, a harmonia, a sociedade perfeita,
a que se anseia,
se espera,
todos os dias, em cada dia,
ano após ano, de desilusão em desilusão,
utopia,
tremenda… perversão!!!... Sherpas!!!...


28
Mai05

... altos... castelos!!!...

sherpas



… altos castelos, muralhas do tempo,
como sentinelas… vigilantes,
se me deparam, no momento,
quando recorro ao pensamento,
quando invoco meus gigantes,
meus receios, meus medos de… muito antes,
bem recatados, como que afastados,
deste presente, tão real, bem diferente,
fronteira inacessível,
tão própria, intransmissível,
noutra época, com outra gente,
outros sonhos, doces quimeras,
noutros Verões… noutras Primaveras,
ainda novo, auspicioso,
forte e garboso, resplandecente,
na fogosidade da idade,
bem longe deste Outono, dealbar,
pôr do Sol, que se esvai,
ao fim dum dia, quando cai!!!...

… não são temores, arrependimentos,
tão pouco fantasmas, sombras escuras, enegrecidas,
coisas ímpias, aviltamentos,
remorsos de maus percursos, nessa vida,
neste Inverno que se aproxima,
que se me arrima, incomensurável,
simples recordações, bem guardadas,
em fortificações inacessíveis,
no âmago do meu ser, fechadas,
por detrás de grossas paredes, invisíveis,
meu recato, meu tesouro, minha valia,
minha vida, minha companhia,
meus companheiros, não audíveis,
que, desta vida, já se foram
para lá, para muito longe, onde moram,
onde vivem… sempre jovens,
me fortalecem, enriquecem,
naqueles altos castelos, de muito antes,
verdadeiros homens,
imensos, ternos gigantes,
sombras fantasmagóricas dum passado,
bem guardado…. bem fechado!!!!...

… luta vã, inglória, memória,
outro tempo… outra estória,
tão longínqua se vai quedando,
sempre presente, bem distante,
propiciadora dos meus valores,
digna, recta, justa, não chusma,
aviltante, antes… bom gigante,
meu caminho, meu destino,
parceira abençoada, no alto dos seus castelos,
vigilantes, sobranceiros,
muralhas inacessíveis,
não audíveis, quanto críveis,
meritórios, compensatórios, guias da minha vida,
nesta Invernia que se aproxima, nesta ida,
neste Outono que mantenho, que albergo,
não tão jovem, ainda homem,
com recordações dum passado,
muito querido, muito amado
conjugado com fantasmas bons, visões… que carrego,
boa companhia, fantasia!!!... Sherpas!!!...
27
Mai05

... entre Castelo de Vide e... Marvão!!!...

sherpas



…frondosas as árvores, caminho refrescante,
verdadeira bênção, sombria… alongada,
por cima da estrada escura, do viajante,
pausa agradável, desejada,
no interior do carro, atmosfera pesada,
mesmo com o ar condicionado,
sob os raios implacáveis do Sol,
que, quando direccionado,
nos incomodava, pesado e mole,
pouco indulgente, castigador,
pelo calor, pelo cansaço, pelo brilho intenso,
ainda me sinto mal, quando penso,
mais satisfeito, depois de passado,
aquele mau e… bom momento,
logo depois, naquele local,
extenso túnel de verdura,
pausa, frescura,
abrigo basto, benquisto… natural!!!...

… quando tínhamos partido, dia fresco, agradável,
era bem cedo, não esperávamos, sequer,
fomos, como se quer,
bem dispostos, perspectivando doce jornada,
local de destino… incontornável,
pelo histórico, paisagístico, humano,
aquífero, aprazível, hábito de antanho,
costumeiro e vezeiro,
de há muito, nos roteiros de fim de semana!!!...


… pequena vila alentejana,
ponto de chegada de muitos visitantes,
com seu castelo, bairro judeu, judiaria,
suas fontes fartas e frescas,
recantos idílicos, verdejantes,
pequeno rio, ali ao pé… iguarias,
nos restaurantes,
lá no alto, bem perto, noutro povoado,
com suas muralhas, altaneiro,
vigilante a tempo inteiro,
praça forte, imensa fortificação,
que emoção, para os que vão, para os que estão,
na linda terra de… Marvão,
vista de Castelo de Vide, cá ao fundo,
parece um ninho de ave de rapina,
inacessível… obra de outro Mundo,
tempo de guerras, de rinha,
entre nações soberbas e orgulhosas,
separadas por fronteiras,
belicosas, por territórios… ciosas,
defendendo castelos, bandeiras!!!...

… a manhã foi relaxante, descontraída,
naquele misto de Alentejo beirão,
separação, com laivos duma e outra região,
aquando da ida, à chegada… à partida,
na estrada, já de regresso, insucesso,
o calor bateu-nos à porta,
como quem diz, caiu-nos em cima,
coisas do interior, do clima,
ultimamente, não se comporta,
num desagradável amplexo,
sujeitou-nos… castigou-nos,
mesmo com ar condicionado,
pesadelo que se não suporta,
incomoda,
pouco desejado,
suplício, aliviado… por um bocado,
verdejante, viçoso, refrescante,
naquele túnel gigante,
em plena estrada, imensas árvores, em cuecas,
junto ao green, prolongamento do hotel,
ah, meu arroz de sarapatel (!!!...),
pancadinhas na bola, gastam-se umas lecas,
dão-se uns passos, gozam-se espaços,
alargam-se as vistas… até Mourão,
que emoção,
para os que vão… para os que estão!!!... Sherpas!!!...

27
Mai05

... lago de águas... mansas!!!...

sherpas



... lago de águas mansas, cristalinas,
imenso espelho que se adensa,
tons variados, azulados, esverdeados,
coloridas,
quando se vê, se pinta, por tantos lados,
tal como a cor intensa,
das flores que brotam, aparecem,
contornam seus cantos, seus recantos,
encantos,
sombrios, mais clareados,
por vezes,
num Sol aberto, que mergulha,
às vezes,
na profundidade dos seus segredos,
simbiose perfeita, sem medos,
comunhão total, entrega, partilha,
no que é natural,
equilibrado, quando se perfilha,
se completa, fazendo parte,
como igual,
com amor… com arte!!!...

… local paradisíaco, com odaliscas,
nas margens… risonhas, saltitantes,
nenúfares inertes, flutuantes,
nas águas cintilantes, já vistas,
peixes coloridos, parados… pensantes,
libelinhas, esvoaçantes,
círculos harmoniosos, concêntricos,
bagas de fruto silvestre, candentes,
insectos vários, em chusma… pendentes,
espargindo,
gotas de água produzidas,
caindo,
com som musicado, cantado,
entoado,
por gargantas excelsas, vibrantes,
argênteas , de prata,
numa sinfonia ímpar,
sem dia, sem nome… sem data!!!...

… pequenos instantes, momentos,
ênfase, criação… visão,
fruto da nossa imaginação,
pedaços já gozados, vividos,
partilhados, por aqui, por ali,
em tanto lado,
num recanto qualquer,
esquecido… lembrado,
um sonho belo, que se quer,
no tempo, parado,
inerte, tal como o peixe colorido,
aguardando a queda duma baga, dum insecto,
alimento, vorazmente… engolido,
num ápice, concreto,
seu desejo, seu sentido,
bem longe das odaliscas, esbeltas,
sorridentes, saltitantes
estetas,
numa vida diferente… perfeitas!!!...

… harmonia, partitura de doce melodia,
sinfonia,
entoada a preceito, ao jeito,
de grande compositor, dono e senhor,
maestro,
sem batuta, sem público, sem fama,
aquilo que se chama,
quando alguém, sábio e destro,
se aclama,
por feitos passageiros, fúteis… inúteis,
obras menores, com ambições, com dores,
com mortes, com perjúrios,
augúrios,
maléficos, geniais,
bestiais,
afrontas irracionais,
ao existente perante nós, como gente,
que, sem ver, sequer… não sente!!!... Sherpas!!!...
26
Mai05

... a verdade da... realidade!!!...

sherpas

… a realidade, é apenas uma luz, por dentro das coisas,

de alguns, uma verdade,

de outros, uma aproximação,

pura definição,

 

quantas realidades,

quantas luzes, quantas… coisas???...

 

… apenas uma luz,

assim deduz o amante da fotografia,

apaixonado que está,

pelo que pratica,

pelo que faz,

quando perspicaz,

quando capaz,

 

assim o intui,

deliciado,

embevecido pelo belo,

pela forma,

pela cor,

reflexos da luz,

realidade dele, de alguns!!!...

 

… realidade, com verdade,

não é luz, não é outra coisa… qualquer,

sequer,

 

pode ser um instante,

tenaz e constante,

uma aflição,

um descortinar,

uma interrogação,

uma sombra passageira,

uma ilusão,

 

algo,

por desvendar,

simples palavra, em ortografia,

uma mania,

muitas coisas juntas,

isoladas, dispersas… variadas,

grandes coisas,

pequenos nadas,

com ou sem luz,

sem forma,

disformes,

incolores,

baças,

esbatidas,

tamanhas,

enormes,

sentidas, de maneira… tão diversa!!!...

 

… no que concerne a arte,

a artistas,

na fotografia,

consequência dum reflexo,

duma luz, na pintura,

com tintas,

com desejo,

criação, na escrita,

com denodo e afinco,

imaginação,

pensamento,

 

como sinto na música,

com sons mesclados,

risos, choros, gemidos,

gargalhares, sentimento,

sopros, rufos, precursões,

arfares, enlevos,

dores e amores… pelos ares,

 

na apreciação de quem ouve e vê,

de quem aprecia,

de quem goza a sinfonia,

no trabalho,

qualquer…

de quem o realiza,

de quem o concretiza,

com esmero, com aprumo,

um esboço, uma réstia de fumo,

coisa simples ou, confusa,

manipulada, por vezes,

mostrando outras realidades,

menos concretas… mais obtusas,

abstractas,

sendo verdades, para quem as imaginou,

sentiu… criou, na altura, como calhou!!!...

 

… tantas realidades,

quantos seres humanos,

quantas luzes,

quantas coisas, quantas verdades (???...)

nesta passagem,

neste sonho,

pura miragem,

quando me interrogo,

quando me ponho,

quando encontro,

escrita, por um artista,

frase bela e bonita,

incompleta, quanto a mim,

um esteta,

escrevinhador,

 

às vezes… poeta!!!... Sherpas!!!...

22
Mai05

... minudência!!!...

sherpas


… ao comer, por vezes, engasgo
tenho dificuldade… em deglutir,
fico de olhos abertos, de pasmo,
nervoso, parado, sem engolir,
tudo se me tolda, enegrece,
no meu corpo, no meu espírito,
tão somente me apetece
dar um urro, dar um grito,
mas, de repente, acontece
que o mal-estar desaparece
e, num repente, sem eu querer
o que me fazia sofrer
e maldizer a minha sorte
dá-me alívio, descanso,
torna-me saudável, forte,
esquecendo logo o meu pranto,
meu desejo enorme
de resolver este percalço
que, tenha sede ou tenha fome,
desfaz os projectos que faço!!!...


… me leva a considerar
que há quem viva… quem coma,
sem nisto, tão pouco, pensar
pelo facto simples, banal,
de nada lhes alterar
o suco interno, estomacal,
que aliado ao hiato
já, de há muito, herniado
me interrompe, fica parado,
o peixe, a carne, o pato,
qualquer tipo de prato,
esquisito, elaborado,
que, para mim, são barreiras
difíceis de ultrapassar,
severas, cruéis fronteiras
que me levam a pensar
que há quem viva para comer
quem coma para viver!!!...


… dilema muito agastante
que, num dia… num instante,
poderia tentar resolver
com o auxílio de um tratante
que me fizesse sofrer
a fim de ver, investigar
como me havia de tratar
encharcando-me de drogas,
depois de provas e provas,
fáceis, difíceis, morosas,
nos impessoais consultórios,
nos agonizantes laboratórios,
desses profissionais ferozes
que, como carrascos algozes,
nos vão fazendo experiências
em nome de tantas ciências
discutíveis, imprecisas
que ceifam tantas vidas
que lhes são postas nas mãos,
quando úteis, bem sãos,
são devidamente encaminhados
para outros sítios… outros lados!!!... Sherpas!!!...

21
Mai05

... se... ao sair de casa!!!...

sherpas



… se, ao sair de casa, alquebrado,
sem vontade, mal disposto,
olhando para todo o lado,
com todo o peso do Mundo, imundo,
sobre meus ombros, escombros,
pedaços de notícias, repletas,
pejadas de erros grosseiros,
por dinheiros,
por opções de tristes estetas, pontes,
origem doutras fontes,
ligação a pensamentos, ausentes,
distanciados, mui afastados,
serventuários pesporrentes,
doutros donos, contestados,
mal empregues… indignamente, colocados!!!...

… se, ao sair de casa, alquebrado,
não pressinto o que me passa ao lado,
indiferente… ausente,
bem indignado, contristado,
sofrendo com o mal alheio,
numa vontade enorme, que me anseia,
que me rodeia,
que me diminui… restitui,
reduz, não evolui, intui,
mau augúrio, que prevejo,
não vejo,
me assombra, me obscurece, desvanece,
inebria… esquece!!!...

… se, ao sair de casa, alquebrado,
com os problemas do Mundo… carregado,
sofro Himalaias, crateras, vulcões,
depressões,
tão intensas, imensas, exacerbadas,
tão mal paradas,
orientadas… em tantos pequenos nadas,
nos pequeninos, sem ninhos,
com lares estragados,
depenados,
aos bandos, por tantos lados,
sofredores… desempregados!!!...

… se, ao sair de casa, alquebrado,
penhorado me sinto… não minto,
empenhado, desprezado, contristado,
algo vai desorientado,
desgovernado… como sinto!!!... Sherpas!!!...
21
Mai05

... por demais... diminuidas!!!...

sherpas



… privilégio, grande sucesso,
desapego, sempre travesso,
irrequieto, incomodado,
simples tropeço,
vaiado… mais que apupado,
no meio de tanto insucesso,
que avalio, que meço,
sem me sentir culpado,
vítima reduzida, desdita,
em quem, pouca gente, acredita,
não fui abençoado,
muito menos… idolatrado,
ao invés do que ascende,
de progresso em progresso,
com contas mal paradas, ínvias,
no segredo dos Deuses,
exímias,
manobras, influências… às vezes!!!...

… os pequenos, por dinheiros,
são engavetados, sem apelação,
cumprem penas, são useiros,
na cadeia, na prisão,
por um pão, por um tostão,
por uma depressão, por um repente,
por infelicidade… pobre gente,
em relação ao graúdo,
encasacado, de gravata,
mesmo que… patarata,
pessoa grada, de vulto,
padrinho ou… afilhado,
compadre, conhecido, amigo do peito,
já vendido, já comprado,
desenrascado, ao jeito,
por cunhas, por bulhas, por partidos,
todos no mesmo sentido,
filiado… mesmo falido,
não passa nada, tudo é consentido!!!...

… coisas esquisitas, adversas,
tão contrárias… macabras,
atitudes nebulosas, não confessas,
segredos, negociatas, erratas,
atrapalhamentos,
momentos,
indecisões… com aflições,
decisões inadvertidas, consentidas,
castigando gentes, as perseguidas,
por demais… diminuídas!!!... Sherpas!!!...



20
Mai05

... Deuses!!!...

sherpas


… estamos certos ou errados,
nos credos… nas religiões,
na reza, no predicado,
nas tremendas confusões,
actuais, do passado,
das várias civilizações,
do que nos tentam passar,
do que nos tentam vender,
no que queremos acreditar
nos querem convencer,
das mitologias antigas,
tão variadas, tão diversas,
de divindades pródigas,
com muitas virgens, Deusas,
cada qual para sua altura,
cada qual para sua cura,
nos Olimpos, nas trevas???...


… nos mares, nas guerras,
nas portentosas… bebedeiras,
nas coisinhas mais foleiras,
nas futilidades do amor,
numa planta, numa flor,
em qualquer criatura,
presente, passada, futura,
até ao dia predestinado
dum acto anunciado,
por visionários da época,
por simples pregadores,
por oráculos, por doutores,
por sábios bem assumidos,
tão confusos, tão perdidos,
nas teias emaranhadas
das rezas e confissões,
de tantas religiões???...


… espalhadas, pregadas
por variados figurões,
do passado… do presente,
antes, depois do nascimento,
do Deus feito gente,
do Cristo, tão inocente,
que acabou com tantos credos,
tantos falsos vendilhões,
tantos Deuses, tantos servos,
tantas doutrinas passadas,
extintas, acabadas!!!...


… tantas outras que surgiram,
paralelas… adversas,
variadas, tão diversas,
tantas seitas, tantos grupos,
tantos negócios chorudos,
tantos impérios materialistas,
religiões profusas, bairristas,
tantas crucificações,
tantas matanças, guerras,
ao longo de tantas eras,
pelos que estão certos, errados,
do mesmo, doutros lados,
das várias rezas e… credos!!!... Sherpas!!!...


20
Mai05

... camorra???... Quiçá!!!...

sherpas


… com amor instintivo, não carnal,
carregado de apego maternal,
protectora feroz… da família,
como uma natural da Sicília,
pseudo-madrinha da Mafía
arreigada ao compromisso,
à amizade forte, extrema,
parecendo quase um feitiço,
bom olhado de gema,
que lhe duplica a afeição
por um familiar, por um cão,
por um amigo, por um vizinho,
a quem prodigaliza, com tino,
conversas e atenções!!!...


… esquecendo males, dando perdões,
criticando… fortemente,
todo, qualquer contrário
que se lhe ponha na frente,
como teimoso adversário,
com ideias bem diferentes
das dela, d´outras gentes!!!...


… amigos, vizinhos, parentes,
a quem ama… por igual,
com amor instintivo, não carnal,
protector, siciliano,
mafioso… italiano!!!... Sherpas!!!...


20
Mai05

... líder!!!...

sherpas


… um líder não se faz,
aparece, de repente,
tem o carisma que traz,
quando começa a ser gente,
é um chefe que comanda,
um visionário idealista,
é um fim, uma pista,
objectivo que só alcança,
com firme determinação,
quando, aos poucos, avança
atrás duma ilusão,
dum ideal, dum sentimento!!!...


… excluindo a ambição,
só, ou com um regimento,
vendo sempre mais além
dos outros que, não têm,
o carisma, aquele toque,
o sintoma bem fortalecido
de quem leva, a reboque,
o fraco, já convencido,
pela liderança dum chefe
que vai em frente, aquece,
todos os ânimos e vontades!!!...


… os que são menos capazes,
a carneirada… com fome,
do que lhes dará esse homem,
um líder, com carisma,
que não se cria, não se faz,
que desde cedo se afirma
como gente… que o traz!!!... Sherpas!!!...

19
Mai05

... minha aldeia!!!...

sherpas


… aldeia, minha infância,
meu saudoso… lembrar,
verdade, minha ânsia,
meu, tão doce, recordar,
meu ninho, nascimento,
meu bocadinho do céu,
meu grato sentimento
pelo que ela me deu,
meu presépio de casinhas,
de ruelas, tão estreitinhas,
com o campo, mesmo ao pé!!!...


… num largo, um sítio de fé,
a igreja… tão imponente,
ponto de encontro, do crente,
do agnóstico, do ateu,
todos eles, filhos de Deus,
meus paisanos confessos,
amigos do meu passado
que, por vários processos,
fui pondo, a todos, de lado
porque me vi afastado
da minha saudosa aldeia!!!...


… tão bonita, nada feia,
pela crueza… do destino,
do tempo que não para,
num rodopio, sem tino,
numa virtualidade rara,
numa abstracção total
do consciente irreal,
que nos conduz, agasta
do que é mais natural,
nesta vida que nos basta,
que nos consome, envelhece,
nos afasta… esquece!!!... Sherpas!!!...




19
Mai05

... radicais!!!...

sherpas


… são aos montões, os foliões,
em pequenos… médios grupos,
com manias, vozeirões,
nos esgares, nos apupos
que manifestam, aos gritos,
no meio das multidões
das festas, dos concertos,
isolados ou, em apertos,
onde pulam, trauteiam
as letras das canções,
que conhecem, como experts,
porque muito se pavoneiam
nessas muitas confusões!!!...


… radicais se aglomeram
junto aos que… quase veneram,
músicos, cantores,
de qualquer tipo ou corrente,
rap, rock ou metálica,
uma que outra, mais dormente,
da chamada romântica,
que faça ferver a gente,
dos quinze aos quarenta,
que, com toda a genica,
rebentam os preconceitos,
curtem desenfreadamente
à custa da pouca guita
que vão chulando aos pais
e a outros, muitos mais!!!...


… quem se vai nesta cantiga
própria desta… geração,
não rasca, incompreendida,
a nível mundo, a nível nação,
onde prolifera o destempero,
a horrível ilusão:

- Gozo agora, porque quero,
a todos amo, como a um irmão,
porque eu… é que tenho razão!!!... Sherpas!!!...



19
Mai05

... politiqueiros e... politiquices!!!...

sherpas
… como está poetizada a questão… fica bem, com certeza!!!... Com honrosas e dignas excepções, claro… não fora assim, desistia!!!... Fugia!!!... Ainda estamos a tempo, creio!!!...

… políticos, politiqueiros
fazedores de grandes feitos
em palavras, bem foleiros,
repimpados na posição
de quem está bem sentado
na cadeira da situação
do sistema implantado
que lhes convém, na governação,
enquanto se governam
com ilusão,
escondendo seus sentimentos
tratam o povo, como jumentos,
só lhes dão… toda a razão!!!...

Incompetentes, fraudulentos!!!...

… com pouco diálogo, os entretemos,
os fazemos… acalmar,
enquanto por cá, nos mantemos,
no governo, a governar,
nos abastecemos
de tudo o que calhar,
nos faça, da situação,
um poder bem necessário
p´rós destinos da Nação
como qualquer empresário
a tratar do seu… Torrão!!!...

Hipócritas, vigaristas!!!...

… políticos de meia tigela,
enganadores… falsos,
donos de muita tramela
que encaminham os seus passos
p´ra tudo que lhes interessa,
se estão borrifando
p´rá população imensa,
q´inda os vai adulando,
esperando melhorias
com a passagem… dos dias!!!...

Falsos, mentirosos!!!...

… trabalham como uns danados,
utilizando… a verborreia,
nunca se sentem cansados
nem com a barriga cheia,
depois de muito comerem,
nas festas… nos comícios,
na rentrée, aparecem,
nos mais variados sítios
desta República democrata
que, por vezes, mete a pata,
em grandes escandaleiras
como a do caso Moderna,
Casa Pia, que… tantos enterra!!!...

Carreiristas, corruptos!!!...

… há leis que eles aprovam,
depois de… muita canseira,
terras que as reprovam
porque, populações inteiras,
acham que eles não mandam,
caindo em tentação,
no meio da confusão,
porque mantêm, adoram,
o que lhes dá o condão
de poderem ou não matar
um tão reles animal
que, de nobre, de besta,
tem os cornos e a testa,
como os donos abastados
que os atiram à multidão
p´ra cumprir… a tradição!!!...

Autistas, pavões!!!...

… há Falagueiras à mistura,
negociatas que… muito duram,
que se escondem, dão lucro,
com algum esperto, algum bruto,
submarinos, já em sucata,
aviões de segunda mão,
tudo com muita lata,
numa grande confusão,
autarcas que dão à sola,
que temem a justiça,
uns, falam muito… da bola,
outros, amnésicos, chiça...
os que, só podem testemunhar,
com intenção de ocultar,
pecadilhos do passado,
tão obscuro, falseado,
que, não fora a necessidade,
deitá-lo-iam fora… bem depressa,
pois não é… mesmo, boa peça!!!...

Indignos, imorais!!!...

… outros, já retirados,
pois já… como reformados,
p´ra poderem meter o bedelho
arranjam livros, casos,
coisas sem trambelho
que os traga p´rá Ribalta
os leve à televisão
porque, lhes faz muita falta
mostrar, aos que cá estão,
que são úteis à Nação
que ainda têm lata
para serem o que são:

- Politiqueiros...
...Foleiros!!!...
...Sem ética, deslumbrados...
com, ou sem… sentido de Estado,
descredibilizados... Sherpas!!!...

18
Mai05

... lixos!!!...

sherpas

… papel que se deita, no chão,

displicência,…

inconveniência,

lixo que se acumula,

em profusão,

má visão,

indecência,

grande falta de formação,

defeito,

mau jeito,

pertinácia,

reles,

sórdidos e sujos,

contrários,

agressivos… sabujos,

não cães,

raças definidas,

lambe botas,

confusos,

irracionais,

outras vidas,

 

no proceder,

pelos abusos,

pelos maus hábitos adquiridos,

mantidos,…

não perdidos,

de passados,

já ultrapassados,

quando muito… mal educados!!!... …

 

em tempos,

épocas distantes,

quanto a higiene …ultrajante,

pobre Astérix,

já distante,

pobre Henrique,

navegante,

dono do Mundo,

extravagante,

acumulador de riquezas mil,

promíscuo,

comerciante,

criatura inquieta,

aventureira… vil,

entregue a doces refregas,

com denodo,

coragem,…

com rezas,

por qualquer cantinho da esfera,

sem preocupação,

sem espera,

 

num vaivém contínuo,

apressado,

sempre em frente,

por qualquer lado,

de passagem,

instalado,

bem mesclado,…

mais que integrado,

era muito… descuidado,

não ligava ao asseio,

 

perda de tempo,

devaneio,

entregava ao seu escravo,

tarefas comezinhas,

trabalhos menores,

amarguras,

espécie de travo,

para os senhores,

não mentores,

próprio dos… inferiores!!!... …

 

fomos donos,

espalhámos, outro Mundo,…

o que criámos,

com defeitos,

aberrações,

à nossa imagem,

parca semelhança,

no meio de tanta ganância,

preocupados com a pança,

com dinheiros,

exorbitância,

com vidas descansadas,

regaladas,

numa época… recuada,

 

por fora, esbelta,

perfeita,

sem formação,

contrafeita,

burguesia lustrosa,

arredondada,

que se foi prolongando,

vilipendiando,…

 

roubada,

desfalcando,

enganando,

por demérito,

por preguiça,

vivendo, numa cavalariça, suja,

imunda,

aporcalhada,

um ter de ser…,

um simples nada!!!... …

 

talvez nos quedasse o defeito,

se prolongasse através dos anos,

nos tenha ficado o jeito,

doutros tempos,

de antanho,

um papel que se joga fora,

lixo que se acumula,

líquido fétido que se jorra,

com displicência,

que se empurra,

que se não liga,

 

quando nos habituamos,

superiores,

constatamos

que é coisa que sempre briga,

quando, por querer, sujamos,

nossas ruas,… nossa vida!!!... …

 

hábitos adquiridos de há muito,

vícios arreigados, no espírito,

má formação,

prejuízo,

revolta,

rebeldia,…

um grito,

mudança,

reviravolta permanente,

atitude nova,

outra gente,

responsável,

decente,

num Portugal mais actual,

mais limpo,

permanente,

no corpo, no espírito… e...

na mente!!!... Sherpas!!!...

 

18
Mai05

... só sei que... não sei!!!...

sherpas



… não sei,
cada vez menos,
pelo que sei,
coisa de somenos,
interludio,
prenuncio de nova fase de vida,
descanso,
remanso,
outra ida… ao fundo,
ao escondido,
ao íntimo,
meu ser, meu amigo,
recarregar de bateria,
mania,
não repúdio,
porque me apego,
quando vejo,
quando… sinto!!!...

… pouco sei,
bem sei,
nada vejo,
me reduzo,
dou a cara… não fujo,
tento entender,
por querer, sem saber,
na minha pequenez, aflitiva,
perante o Mundo,
que se agita, que se criva,
amargo, raro… imundo,
por quereres,
dos que menos sabem,
tudo entendem,
tudo querem,
sôfregos, porcos, sujos,
sabujos,
medíocres,
agrestes, ogres, pestes,
horrendas criaturas,
macabras… figuras!!!...

… palhaços transfigurados,
máscaras de riso,
contido,
sem siso,
misturados,
sem viço,
retido,
num resfolegar constante,
gargalhares,
sons horripilantes,
tal como dantes,
retrocesso,
abcesso maligno,
esgares,
indigno,
do meu ser,
do que não sabe,
doutros… perdidos,
misturados, com dores,
sofredores,
com risos,
diminuídos… vendidos!!!... Sherpas!!!...
18
Mai05

... missa!!!...

sherpas



… uma missa que se ouve,
uma fé que… acompanha,
um princípio que se trouxe,
uma voz, uma alma, uma chama,
um momento, uma espiritualidade,
um templo, um cura, um ambiente,
umas rezas, uma palavra, uma verdade,
um bem estar, um calafrio que se sente,
uma companhia, uma protecção,
uma fragilidade de quem é gente,
um afago interior, uma oração,
uma paragem, um instante, um repente,
uma pausa, um abraço, um irmão,
um mistério, um ritual que se repete,
um alimento essencial, um manancial,
uma forma de convencimento!!!...


… algo que nos suplanta, sobrenatural,
um relembrar do passado… sofrimento,
uma cruz, um pesar, Um nosso igual,
uma missa, uma pausa, um momento,
uma tristeza, uma alegria, um evento,
ritual, coisa banal,
não faz bem, não faz mal,
dá igual,
uma missa, representação,
encenação… com religião,
algo com que se atiça,
que acalma, que agita,
causa confusão, alguma emoção,
aos que têm fé, acreditam,
pensam e meditam,
quando rezam, quando confessam,
quando partilham, quando comungam,
quando esquecem os que sofrem,
os que não comem,
quando não dão… o que são,
bem afastados do irmão,
cristão… ou não!!!...

… quantas missas, quantas rezas,
quantas preces, quantos padres… quando oras,
quantos templos, quantas misérias,
quando choras,
réplicas, zangas, raivas, pilhérias,
quando imploras,
orações, aos montões, ladainhas,
meio cantadas, entoadas,
dos céus, tantas rainhas,
opas, santos e santas,
crentes, praticantes, beatas,
indiferentes, nas missas vizinhas,
representadas, repetidas, não sentidas,
revividas,
por quem, com fé, as ouve,
acompanha,
quem a trouxe,
uma voz, uma alma… uma chama!!!... Sherpas!!!...



18
Mai05

... naquela... velha casa!!!...

sherpas


… naquela velha casa,
naquela rua… naquela esquina,
naquela, que se me escapa,
que já foi minha,
dos meus pais, irmãos,
da família que eu tinha,
doutros tempos, de então,
quando, em pequeno, brincava
com amigos, meus vizinhos,
pandilha que jogava,
filhos de muitos filhos,
da gente que vegetava,
naquele Alentejo explorado,
a jogos de imaginação,
a aventuras sem final,
dentro duma ilusão,
duma criatividade, sem igual,
num Mundo, já afastado!!!...


… perto da casa paterna,
velha casa, ganha pão,
quase esquecida, não eterna,
refúgio do pobre, do cão,
do tristonho espezinhado
pelo dono, pelo patrão,
sem futuro, esfomeado,
na esquina… naquela loja,
no tempo em que se fiava,
a chouriça, como esmola,
o toucinho que se cozinhava,
enquanto a malta brincava
a jogos de imaginação,
de pureza, de ilusão,
perto da velha casa
tão longínqua, que se me escapa!!!...


… quando já não sou… criança,
nem adolescente crescido,
antes um homem, que avança,
depois de ter partido,
tão longínqua, que se me escapa,
aquela… velha casa!!!... Sherpas!!!...




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