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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

18
Mai05

... lixos!!!...

sherpas

… papel que se deita, no chão,  displicência,

inconveniência,

lixo que se acumula em profusão,

má visão,

indecência,  grande falta de formação,

defeito, mau jeito,

pertinácia reles, sórdidos e sujos,

contrários,

agressivos… sabujos,

 

não cães,  raças definidas,  lambe botas,

confusos... irracionais,

outras vidas,

 

no proceder,  pelos abusos,

pelos maus hábitos adquiridos,

mantidos...

 

não perdidos,

de passados já ultrapassados,

quando muito… mal educados!!!... …

 

em tempos,  época distante,

quanto a higiene …ultrajante,

pobre Astérix,  já distante...

 

pobre Henrique,  navegante,

dono do Mundo,

extravagante...

 

acumulador de riquezas mil, promíscuo,

comerciante...

criatura inquieta,  aventureira… vil,

entregue a doces refregas,  com denodo,

coragem…

 

com rezas,

por qualquer cantinho da esfera,

sem preocupação... sem espera,

 

num vaivém contínuo, apressado,

sempre em frente,  por qualquer lado,

de passagem,

instalado...

 

bem mesclado, mais que integrado,

era muito… descuidado,

não ligava ao asseio,

 

perda de tempo,  devaneio,

entregava ao seu escravo,  tarefas comezinhas,

trabalhos menores,

amarguras...

 

espécie de travo, para os senhores,

não mentores,

próprio dos… inferiores!!!... …

 

fomos donos,  espalhámos, outro Mundo,

o que criámos,  com defeitos,  aberrações,

à nossa imagem... parca semelhança,

no meio de tanta ganância,  preocupados com a pança,

 

com dinheiros, exorbitância,

com vida descansada,

regalada,

numa época… recuada,

 

por fora, esbelta,  perfeita,

sem formação,

contrafeita...

 

burguesia lustrosa,

arredondada,  que se foi prolongando,

vilipendiando,…

 

roubando,  desfalcando,

enganando...

por demérito,  por preguiça,

vivendo, numa cavalariça, suja,

imunda,

 

aporcalhada,

um ter de ser…

um simples nada!!!... …

 

talvez nos quedasse o defeito,  se prolongasse através dos anos,

nos tenha ficado o jeito,

doutro tempo, de antanho...

um papel que se joga fora,  lixo que se acumula,

líquido fétido que se jorra, com displicência,

que se empurra,  a que se não liga,

 

quando nos habituamos, superiores,

constatamos...

que é coisa que sempre briga,

quando, por querer, sujamos,

nossas ruas, nossa vida!!!... …

 

hábitos adquiridos de há muito,  vícios arreigados, no espírito,

má formação,  prejuízo,

revolta,  rebeldia,

um grito,  mudança... reviravolta permanente,

atitude nova, outra gente,

 

responsável, decente,

num Portugal mais actual,

mais limpo, permanente,

no corpo, no espírito e...

na mente!!!... Sherpas!!!...

 

 

18
Mai05

... só sei que... não sei!!!...

sherpas

não sei... cada vez menos,

pelo que sei,

coisa de somenos, interludio,

prenuncio de nova fase de vida,

descanso, remanso, outra ida

DSC07098

ao fundo,

ao escondido, ao íntimo,

meu ser, meu amigo...

 

recarregar de bateria,

mania... não repúdio,

porque me apego,

quando vejo, quando… sinto!!!... …

 

pouco sei, bem sei,

nada vejo, me reduzo, dou a cara…

não fujo, tento entender,

por querer... sem saber,

 

na minha pequenez... aflitiva,

perante o Mundo, que se agita,

que se criva,

 

amargo, raro… imundo,

por quereres, dos que menos sabem,

tudo entendem,

tudo querem,

 

sôfregos, porcos, sujos...

sabujos,

medíocres, agrestes, ogres,

pestes, horrendas criaturas,

macabras… figuras!!!... …

 

palhaços transfigurados,

máscaras de riso,

contido, sem siso...

 

misturados, sem viço,

retido...

num resfolegar constante,

gargalhar, som horripilante,

 

tal como dantes, retrocesso,

abcesso... maligno,

esgares indignos,

meu ser, do que não sabe, doutros… perdidos,

 

misturados, com dores,

sofredores...

com risos, diminuídos… vendidos!!!... Sherpas!!!...

 

18
Mai05

... missa!!!...

sherpas

… uma missa que se ouve, uma fé que… acompanha,

um princípio que se trouxe,

uma voz, uma alma, uma chama,

milão 018.jpg

um momento, uma espiritualidade,

um templo, um cura, um ambiente,

umas rezas, uma palavra, uma verdade...

 

um bem estar, um calafrio que se sente,

uma companhia, uma protecção...

uma fragilidade de quem é gente, um afago interior, uma oração,

 

uma paragem, um instante, um repente,

uma pausa, um abraço, um irmão,

um mistério, um ritual que se repete, um alimento essencial...um manancial,

uma forma de convencimento!!!...

 

algo que nos suplanta, sobrenatural,

um relembrar do passado… sofrimento, uma cruz, um pesar,

um nosso igual,

 

uma missa, uma pausa, um momento, uma tristeza,

uma alegria, um evento, ritual...

coisa banal, não faz bem, não faz mal,

 

dá igual, uma missa, representação, encenação… com religião,

algo com que se atiça, que acalma,

que agita, causa confusão, alguma emoção,

 

aos que têm fé, acreditam, pensam e meditam,

quando rezam, quando confessam, quando partilham,

quando comungam, quando esquecem os que sofrem,

os que não comem...

 

quando não dão, o que são,

bem afastados do irmão, cristão… ou não!!!...

 

quantas missas, quantas rezas, quantas preces, quantos padres,

quando oras... quantos templos, quantas misérias,

quando choras, réplicas, zangas, raivas, pilhérias,

 

quando imploras, orações, aos montões,

ladainhas, meio cantadas... entoadas,

dos céus, tantas rainhas, opas, santos e santas, crentes, praticantes, beatas,

 

indiferentes, nas missas vizinhas, representadas, repetidas,

não sentidas, revividas,

por quem, com fé, as ouve, acompanha,

quem a trouxe, uma voz, uma alma… uma chama!!!... Sherpas!!!...

 

18
Mai05

... naquela... velha casa!!!...

sherpas

… naquela velha casa, naquela rua…

naquela esquina,

naquela, que se me escapa, que já foi minha,

dos meus pais, irmãos, da família que eu tinha,

DSC06798

doutros tempos, de então,

quando, em pequeno, brincava com amigos,

meus vizinhos,

 

pandilha que jogava,

filhos de muitos filhos, da gente que vegetava...

 

naquele Alentejo explorado,

a jogos de imaginação,

a aventuras sem final, dentro duma ilusão,

duma criatividade, sem igual, num Mundo, já afastado!!!...

 

… perto da casa paterna,

velha casa, ganha pão, quase esquecida, não eterna,

refúgio do pobre,

do cão, do tristonho espezinhado pelo dono, pelo patrão,

 

sem futuro, esfomeado, na esquina… naquela loja,

no tempo em que se fiava,

a chouriça, como esmola, o toucinho que se cozinhava,

enquanto a malta brincava...

 

a jogos de imaginação,

de pureza, de ilusão,

perto da velha casa... tão longínqua, que se me escapa!!!...

 

… quando já não sou… criança,

nem adolescente crescido, antes um homem, que avança,

depois de ter partido, tão longínqua, que se me escapa,

aquela… velha casa!!!... Sherpas!!!...

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