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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

11
Jun05

... praia... com faina!!!...

sherpas


… um marulhar constante,
um balançar… permanente,
uma subida inquietante,
uma descida que se sente,
uma sucessão de marés,
um embevecimento fugaz,
a areia aos nossos pés,
o frio que a água nos traz,
uma brincadeira, um namoro,
uma rapariga, um rapaz,
uma gritaria, um choro,
um jogo que se não acaba,
um afogado… um socorro!!!...


… um perigo que se não trava,
uma rede… que se entrelaça,
umas mãos rudes, agrestes,
um dia que acaba, passa,
um banhista, as suas vestes,
um barco, no seu regresso,
que despeja o seu pescado,
da tristeza, o seu inverso,
pela apanha, pelo achado,
pelo dinheiro que, imaginam,
lhes poderão proporcionar
àqueles que ali terminam,
que acabaram… de pescar!!!...


… ouvindo o surdo marulhar,
constante… bem ritmado,
cheirando aquele mar,
os banhistas rodeando
aquele ponto, naquela areia,
aquele barco, aquela rede,
quase vazia, meio cheia,
que se estica, que se estende,
que se limpa, que se enrola,
tirado o peixe, que se vende,
por um tostão, por uma esmola,
num final duma jornada,
quando o sol se vai escondendo,
um pouco dura, bem molhada,
num dia que vai morrendo,
numa praia, no litoral,
entre marés tão constantes,
neste País, em Portugal,
nestes minutos… nestes instantes!!!... Sherpas!!!...





11
Jun05

... marginais!!!...

sherpas


… num estertor, numa agonia,
num acabar triste… macabro,
numa noite escura, fria,
num bairro vazio, abandonado,
na valeta suja que se sentia
próxima daquele descalabro,
daquela porca, crua miséria
dum ser que foi maltratado,
cruelmente escorraçado
da sua anterior existência,
vida pobre, de violência,
marginalidade… assumida!!!...


… vida escassa, bem sofrida,
sem amores… sem sentimentos,
raivas, vinganças tenazes,
plena de ódios, sofrimentos
gentes poucas, não capazes,
filhas das chuvas, dos ventos,
das intempéries vorazes,
dos enganos, dos momentos,
das escórias, dos esgotos,
das mixórdias… das ligações!!!...


… entre vermes, entre vómitos,
entre dúbias… uniões
ralé, sem preceitos, sem preconceitos
que, em certas ocasiões,
concretizam todos os feitos
pela lei da sobrevivência,
nesta selva degradante,
de betão, em decadência,
que se torna tão gritante
na sua própria falência,
tem bem curta, a existência,
o seu célere finalizar
que se sente aproximar
pela melhor formação
do ser, como gente!!!...


… respeito pelo seu irmão
como ser que vive… sente,
uma alma, com coração,
um amor, com perdão,
culpado, inocente,
pelo que é consciente
do valor sublime, sagrado
daquele corpo baleado,
tristemente abandonado
numa ruela suja, escura,
próximo de uma valeta
putrefacta, impura,
fim de uma vida infecta,
ignóbil, vil… dura!!!... Sherpas!!!...







10
Jun05

... por vezes... às vezes!!!...

sherpas



… estranha, a sensação,
convicto… reflicto,
deduzo, quando alcanço a conclusão,
induzo, invicto,
célere, inopinadamente,
sagaz, matreiro, contrafeito,
inocentemente,
sem defeito,
sem excepção… esse o meu jeito,
por afectação,
nem pensar, pura reacção,
salvaguarda de quem guarda,
de quem, por experiência, por causa,
por outros motivos… bem vivos,
não esquece, lembra e reage,
quando age,
puros incentivos!!!...


… na luta, na pugna, na idiotice,
especulação… parvoíce,
prolongamento dum momento,
teimosia,
aleivosia, por vezes,
às vezes!!!...

… gosto de me reservar,
quando me alargo, invectivo,
activo,
não ofendo… defendo,
meu canto, meu lugar,
sem deslumbramentos, fazendo,
escrevendo, como gosto,
bem posto,
no sítio… onde me coloco,
com gosto!!!...

… uma doce mania,
fantasia… continuada,
palrar constante, desgastante,
dum repentista furioso,
não convencido, não dengoso,
frustrado,
por aqui, por este lado,
neste local, apartado,
esquecido… maltratado,
posto de lado, por vezes,
às vezes!!!... Sherpas!!!...

10
Jun05

... morrer de... amores!!!...

sherpas

… morrer de amores,

amar… perdidamente,

maneira de estar,

sabores,

doces, flores,

sentimentos,

quereres de quem sente,

de quem fenece,

de quem não esquece,

 

de quem não lembra,

sequer,

uma vida, sem viver,

por querer,

um ter de ser,

tamanho o desconcerto,

o desconforto,

ser instável,

amorfo,

 

tanto aquece,

como arrefece,

tanto sorri,

contente,

como chora,

desamparado,

 

gente… que não merece,

pelo amor que sente,

ser esquecido,…

abandonado!!!... …

 

amores tão elevados,

por Ele… nas alturas,

convergência dos mais amados,

dos mais sentidos,

chorados,

dos amantes descontrolados,

ódios, ciúmes… agruras,

entregas,

tristes e belas,

singelas,

 

virgens puras,

corpos suados,

resplandecentes,

inebriantes,…

entrelaçados,

amarguras,

fúrias e paixões,

correspondidas,

negadas,

indiferentes,

sonhos, ilusões,

permanentes,

num sentir continuado,

num tresloucar,

sem sentido,

mui próximo do paroxismo,

 

numa loucura doce,

que se espalha,

que nos entrelaça,

que nos abraça,…

que nos ralha!!!... …

 

vontade própria que se perde,

um querer que… não quer,

um estrondo,

um ribombar,

uma gota que se verte,

uma lágrima de quem vai sofrer,

de quem sofre,

que não come,

que não sente fome,

 

esfomeado de amor,…

de entrega,

de paixão,…

… traquinice,

simples brincadeira, (???...)

 

marialvismo inconsequente,

ultima fronteira,

cegueira,

inocente,

perverso

…demente!!!... Sherpas!!!...

10
Jun05

... Cristo... na Terra!!!...

sherpas

… ser um Cristo na Terra, tarefa árdua… custosa,

onde há ódio, guerra, uma natureza formosa,

gente que grita, berra,

fé 015

aviltante, vaidosa,

que sobe ao cimo da serra, se sente maravilhosa,

esquecendo sua condição,

de reles, curta criatura, muito mais vil,

mais alarve do que poltrão,

 

um covarde, inferior a qualquer figura esquecida,

por inventar

pelo Eterno Criador que, depois de muito pensar,

fez-nos a nós… como Senhor!!!... …

 

cheios de grandes defeitos, com pouco… nenhum primor,

atirou-nos, com todos os jeitos,

grandezas, manias, fraquezas, invejas, cobiças, riquezas,

misérias, doenças, pobrezas,

 

entre outras tantas maleitas, pregadas pelas seitas,

próprias do ridículo ente, que se envaidece,

se sente

muito próximo… do Omnipotente!!!... …

 

que, benévolo... mandou o seu Filho, como gente,

que O ouviu, adulou, logo O utilizou,

para seus maléficos desígnios, bastardos, impuros… ímpios,

 

simples,

eternas negociatas de jóias, de ouros, de pratas, de dinheiros aos pontapés,

oriundos de rezas, de fés

dos que O crucificaram na Cruz onde O mandaram sofrer,

pelos humanos, todas as baixezas sórdidas!!!... …

 

de todos os tamanhos, destas criaturas… pródigas,

com manias de grandeza,

na pobreza, na riqueza, no ódio, na violência,

onde somos excelência,

 

pois,

qualquer sítio da Terra,

é uma confusão… uma guerra!!!... Sherpas!!!...

 

09
Jun05

... onírico, por vezes... empírico???...

sherpas

… poema, sem tema, para mim… não é poema, tal como pintura, sem figura, música, sem partitura, embora… admita, por vezes, considere… quando aprecio, terem muita pinta, expressão duma criação, inventiva, imaginação, floreados esquisitos, esparsos, simétricos ou espalhados, mal semeados, coloridos, a preto e branco… escassos, borrões aos montões, palavras desconexas, adversas, sem sentido algum, sons lânguidos, lancinantes, batidas fortes, rítmicas, gritos, espasmos, saltos extravagantes, por vontade, por desprestígio, inócuos, elípticos, separados, no sítio, desconjugados… meníricos, esfíngicos!!!... … fui, sou partidário do actual, não pró modernismo… saudoso, do romântico, do clássico, fiel, simples vassalo, quando no local, museu ou galeria, leitura de poesia, sem sentido, mal, não me sinto, avassalo, visito, tal e qual, com transparência, considerando excelência, o que não consigo engolir, que acabo por sentir, não me sentindo inconformado, pastoso, incomodado, sequer, seja onde for, onde estiver como ser aberto, normal… como outro qualquer!!!... … não desdenho, tão pouco me distancio, tento compreender, aceitar, não me igualo, diferencio-me, quando aprecio, acabando por gostar, maneiras diferentes de criar, aberrações recônditas, absurdas, sem pés, nem cabeça, minha crença, quanto a poema de vanguarda, que se não cala, que se não guarda, que não nos diz… nada, tal como figuras descaracterizadas, músicas destorcidas, horríveis à vista, à audição, maldição, de quem compreende mas… não entende, de bisonho, tal embirração, distorcerem o belo, o harmonioso, originarem o calamitoso, réstias duma época, malévola, dum Mundo maldoso, constante mutação, aberração, como quem faz, duma pedra… uma pérola, não redonda, não esférica, plena de gumes aguçados, vértices… por todos os lados!!!... … fazeis-me falta, proporcionais-me assunto, dais-me tema, transparente ou não, não me quedo mudo, respondo à questão, fora do tempo, quiçá… penso por mim, momentaneamente, num instante, num ápice, como quem mente, quando não sente, ávido, decente… ágil, conservador assumido, pertinaz, desde sempre… de quando, rapaz gongórico no escrever, por vezes, onírico, outras… empíricoSherpas???... Sherpas!!!...

08
Jun05

... em diagonal???... Não faz mal!!!...

sherpas



… claro que a vida, não tem sentido,
é uma inversão… do real,
muito mais, quando se poetiza,
se pensa, deixando ir o pensamento,
para qualquer lugar,
fazendo comparações, sem igual,
buscando a alma, essa incógnita,
procurando resposta,
descortinando o que se nos esconde,
vislumbrando, ao longe,
um raio de luz, uma esperança,
lobrigando mil punhais,
assestados, contra os mais,
por dignos, provectos,
superiores intelectos,
poliglotas… de pouca monta,
encostados a abstracções,
a irrealismos, sem sentido,
numa descoordenação, coordenada,
tal como pintura… pintada,
fazendo tudo, sem nada!!!...

… não deito fora, aprecio,
dou valor a quem o tem,
muitas vezes, não me fio,
dos que, mansamente, me batem à porta,
abro, pouco me importa,
seja quem seja, seja quem (???...)
na inocência que me caracteriza,
humanidade pródiga, concreta,
de quem viveu muita vida,
de passagem, de fugida,
por enquanto… conseguida!!!...

… não gosto que me dissequem,
que me extirpem, me analisem,
ser cobaia, vítima laboratorial,
sob olhares conspícuos,
arrogantes, de tratantes… avessos,
profícuos,
carregados de raivas, de ódios, de mal,
por interesses inconfessáveis, perversos,
inversos,
nada abonatórios, falatórios,
conversas ocas, vazias,
manias,
experiências, com poucas ciências,
menos valências,
dos que buscam nos outros, o que lhes falta,
com gula, com lata,
num desregramento aberrante,
excessos de literatura… a pura,
pesporrente, contraditória,
sem inventiva… sem história!!!...

… na busca do infinito, sendo finitos,
procurando espaços, horizontes,
outras fontes,
calados, introvertidos,
usando outros caminhos, teoremas,
diversos e raros esquemas,
estratégias labirínticas,
disformes ou conformes,
apocalípticas,
quanto a tamanho… enormes,
falando, sem nada dizer,
podem crer,
com dialectos, com idiomas,
parafernália simbolística,
um calhar… casuística!!!... Sherpas!!!...


08
Jun05

... persisto... logo, existo!!!...

sherpas



… persistência é existência,
persisto… logo, existo,
por vezes, consequência,
quando insisto, admito,
torno-me constante, aborrecido,
com desfaçatez, com solvência,
buscando algo… escondido,
não prostituído,
quando me entrego, quando me dou,
sem qualquer tipo de valência,
nos meandros do instituído,
já que poeta, um arremedo,
por mais que tente… não sou!!!...


… alguém que, por aqui passou,
depois de ler… porque leio,
gostou, ficou,
quedando, tal como veio,
igual a ele próprio, no meio,
rodeado por intelectos vários,
génios das letras, do pensamento,
dos que dizem muito ler,
palavras… leva-as o vento,
é difícil de crer,
quando aprofundo seus traços,
seus escritos, seus desabafos
pilhérias inconsequentes,
citando gentes diferentes,
aplacando suas frustrações,
sem jeitos… sem ilusões!!!...


… falhos no trato, no verbo,
não critico… não quebro,
admito posturas, momentos,
sentires, poucas, muitas valências,
consequências,
repetições,
inocências, perversões,
a vida é plena delas,
dá-nos saídas, convencimentos,
fugas, intromissões,
aprofundamentos… sentimentos,
sonhos, hipocrisias,
algumas… fantasias!!!... Sherpas!!!...
07
Jun05

... falam, falam... sem parar!!!...

sherpas



… falam, falam… sem parar,
com gosto, com desconversa,
tocando tudo, qualquer assunto,
das coisas deste Mundo,
comezinhas, insignificantes,
com as quais, me avesso, confundo,
numa posição de remessa,
com bagagem bem avultada,
falando de tretas, de tratantes,
de casos aqui passados,
de vizinhas, de filhos e… filhas,
de netos, de complicações,
aversões, a muitas milhas,
condições bem esquisitas,
ligadas, interligadas,
algumas, mais que finitas,
recordares… pequenos nadas!!!...

… não falam mal, de ninguém,
ficando… muito aquém,
do disparate, do dislate,
com assuntos de entretém,
um passar tempo, simplesmente,
de quem dispõe, como um vate,
duma resma de palavras, guardadas,
que as junta, é evidente,
as arruma, bem rimadas,
as aninha, umas nas outras,
fazendo conversas loucas,
passatempo conveniente,
de quem ri, chora e sente,
estes episódios conjugais,
entre mulheres… boas vizinhas,
tão iguais, como as mais,
num falatório constante,
tão normal… não aberrante!!!...

… gosto de ouvir, lá ao longe,
o murmúrio… da conversada,
no meu eremitério, como um monge,
sem assunto, como um nada,
inventando, congeminando,
dando azo, criando,
algo que vai surgindo,
enquanto escrevo… sorrindo!!!...

… falam, falam, sem parar,
numa conversa, desconversada,
falando… só por falar!!!... Sherpas!!!...
07
Jun05

...clausura... forçada!!!...

sherpas



… não, não é eremitério,
tão pouco… cemitério,
nem pensar em clausura voluntária,
em morte suicida, provocada, como alimária,
irracional, na bestialidade,
pura verdade,
tal o sossego, a afastamento,
puro recolhimento,
protecção,
morte momentânea, solidão,
cada rato, no seu buraco,
por grupos, por agregados,
protegidos, abrigados,
bem longe da agressão,
dos raios solares, implacáveis,
quentes e feros… indomáveis,
por aqui, na planura, interiorizada,
mais que parada,
desertificada,
pouco… nada feérica,
sem encantamentos, sem mágica!!!...

… terra de encantos tamanhos,
tão causticada, pela incúria, pelo abandono,
pelos fenómenos atmosféricos,
terra de muitos enganos,
com excesso de calor… túmulo de sonos,
sestas e sornas,
preguiça que… se atiça,
ao longo de tardes quentes, mornas,
ao invés do Estio,
na Invernia, com frio,
calores esotéricos,
no conchego da lareira,
chamas que brilham, encantam,
irmanam,
fazem recordar, apagar o televisor,
sentir uma morte, uma falta, uma dor,
uma lágrima que cai,
um fantasma que sai
do fundo das nossas recordações,
fantasmas perenes,
presentes,
emoções… nunca ausentes!!!...

… vivemos arrecadados, ao longo do dia,
em comunhão, em união,
pelo calor, pelo frio,
no Inverno, no Estio,
partilhando amor, segredos… nossos medos,
esperanças remotas,
notas soltas,
sem muitas entregas… desconfiados,
quando nos tramam,
quando nos enganam,
com outras escolhas, que não as nossas,
causadoras de tantas mossas,
feridas e chagas,
como as dum Cristo crucificado,
nossa culpa, nosso pecado,
em clausura, por escolha própria, não por usura,
que fartura,
para aqui fechado… mais que abrigado!!!...

… valham-nos as madrugadas,
as noitadas… bem prolongadas,
junto de casa, numa conversa de esplanada,
sem jeito, desvairada,
sem assunto, falando de tudo,
falando de nada,
das coisas… deste Mundo!!!... Sherpas!!!...


06
Jun05

... tempo de... calor!!!...

sherpas

… tempo de pavor, calor em barda,

não se ouve uma alma,

dia que não passa, noite que… muito tarda,

DSC02834

as horas, lânguidas, esparsas,

mal soam, mal se sentem,

mornas, quentes, preguiçosas,

no cimo das torres...

quase se não ouvem, lentas, arrastadas,

mal pressentidas, mal contadas,

 

caem… uma a uma, indolentemente,

tal como a gente,

que se esfuma, no refúgio,

no interior das casas, buscando abrigo,

fugindo ao horror, a este castigo,

intenso… calor!!!...

 

… o Alentejo, é de extremos,

no Inverno, com frio, no Estio...

como sentimos, como sabemos,

um grande mau estar, nas vidas que param,

que se arrastam,

 

por vezes, um ter de ser… um calhar,

às vezes… carro que soa, no enevoado de sonhos e penumbras,

corpo estendido, que se separa… voa, numa sorna que se goza,

olhos cerrados, outro sossego, outra prosa,

numa sesta, apetecida,

desejada, pedida,

 

numa tarde quente, abafada,

existência ausente, inexistente… apagada,

um ter de ser,

por querer!!!...

 

… de madrugada,

pela fresquinha, com claridade… apenas, brisa agradável,

quando soprada de norte, despertos, sem sol,

ainda envergonhado, pelos castigos, com que nos assola…

 

duras penas... é sempre, uma boa morte,

no fim do dia, escondido...

deitado, desejo de quem foge aos raios cruéis, implacáveis,

na hora da calma, do pavor, intenso calor, momentos nada agradáveis,

 

que... se não enfrentam,

que se desperdiçam,

quando as pessoas preguiçam,

refugiadas, escondidas, numa sorna, numa sesta

 

… que se acerta, num sono reparador,

pleno de modorra, de quem conhece,

de quem pára, de quem morre, todos os dias… sem pachorra,

 

de quem não corre... quase não come,

tanta incomodidade sente, pelo calor,

imenso pavor… um horror!!!...

 

… é assim, no interior, sem praia, sem brisa… com muita calma,

temperaturas elevadas,

um primor, para quem gosta,

para quem aposta,

para quem usufrui, seja onde for, sombra benfazeja, água de rio, de piscina, refresco que conforta,

gelado que atrai, estratégia que se não ensina, que sabe bem, que nos conforma,

 

quando se sai, espavorido… mais que afogueado,

cai, que não cai, suando as estopinhas, um ter de ser…

um calhar,

duras penas, as tuas, as minhas, com um sol… de rachar!!!... Sherpas!!!...

06
Jun05

... todos diferentes... todos iguais!!!...

sherpas

… todos diferentes,  todos iguais,

todos iguais mas,  outros... mais,

DSC06056.JPG

seres tão complexos,  diversos,  animais tão esquisitos no pensar,

de cores diversas...

dispersos por locais, onde têm de habitar,

 

nascidos da mesma maneira,  duma mãe que os concebeu,

burguesa, operária, rameira,  frutos dum amor que morreu,

dum amplexo... duma união,

 

dum comungar,  duma paixão,  ungidos,

logo à nascença...

pelo estigma da diferença!!!... …

 

no berço que os acolhem,  de rendinhas, bordados,

nos braços que o recolhe,  vazio,

desgraçado...

de quem nada tem para dar,  de quem está nu,  desamparado,

 

aqui, em qualquer lugar,  esquecido,  posto de lado,

por falta de todos os meios, embora parecidos... com os tais,

os fartos,

 

os que estão cheios, os diferentes, os mais iguais,

os que só pensam no bem estar,

 

no que o dinheiro proporciona,

no vestir, comer... gozar!!!... …

 

dentro,  fora da sua zona, esquecendo, quase por querer,

os explorados, ignorantes, os que se fartam de sofrer,

 

os calcados, como dantes, pelo sistema, pelos interesses,

dos que não querem abdicar das mais valias,

das benesses...

 

que não querem partilhar com a multidão de irmãos,

tão diferentes, tão iguais...

que, estendendo suas mãos, vão morrendo, mais e... mais!!!... …

 

esfomeados, escorraçados,

esquecidos ou ignorados...

num Mundo materialista, dominado pelo dinheiro,

 

matéria infecta, pouco altruísta,

mal maior... primeiro,

 

de mentalidades curtas, obtusas... sem sentimentos,

confusas,

dos tais seres tão complexos, diversos,

 

egoisticamente imersos em mesquinhas, vãs ganâncias... de matérias bem palpáveis,

em doses grandes, abundâncias,

de pouco valor, pouco duráveis!!!... …

 

porque a vida, é passageira, virtualmente ilusória,

tal como os bens,  o dinheiro,

jactâncias de curta memória...

 

que tanto se dão com o primeiro... como com o último da história,

neste tão grande carrossel,

nesta existência imparável, neste tão veloz corcel...

desta era... incomparável!!!... Sherpas!!!...

 

06
Jun05

... fomos... como somos!!!...

sherpas

… muitas vezes, pluralizo, digo fomos… como somos,

hábito antigo... adquirido,

numa vida partilhada, em conjunto,

neste caminho percorrido, pelas estradas deste Mundo,

19042009(029)

desde há muito... muito tempo,

quando… resolvemos juntar aos pés dum altar, frente ao senhor prior,

um primor...

 

por vontade de quem, comigo, se quis casar,

respeito opções...por bem, tanto em ideais,

como em credos,

 

sentir, maneira de estar, tal como sou... sem medos, destoando, discordando… irrequieto,

não me conformo, não me aquieto,

embalado, nos meus pensares,

 

desejos, abstracções, esperanças, quereres, ilusões, quebro... aquiesço,

concedo, nivelo, desço!!!... …

 

e, fomos, fomos muitas e muitas vezes, vezes, sem conta...… inumeráveis,

situações inenarráveis,

mais positivas, prazenteiras...

 

hoje, quando as recordo, bem foleiras,

passaram-se anos, meses, com altos... muitos baixos,

encostados, um ao outro, em união de facto,

a partir daquele acto,

 

casamento de papel passado, frente a um altar,

em consciência, consumado,

difícil de, em meia dúzia de linhas... narrar,

 

descrever tanto viver, para a alegria, para a tristeza...… até morrer,

podem crer,

 

assim sinto, quando escrevo,

porque…... não minto!!!... …

 

ao longo deste nosso trajecto, projecto conseguido,

contrato do amor, de afecto, com muito picos, como todas as vidas, afinal,…

para o bem e... para o mal,

 

um sonho atingido, uma vida inteira, com zangas, discussões,

enlevos, paz e harmonia,

entrega, apego...… paixões,

 

percurso normal, mais que vulgar, quando se quer,

quando se entende, quando se não mente,

numa entrega total... tal e qual!!!... …

 

nem maior, nem menor, nada diferente, mais uma estória de casal... com dificuldades,

com canseiras, com trabalho, muito suor, certo aval,  

muita valia,… trabalheiras, como soe dizer-se por aqui, pelo Alentejo,

terra onde me vejo,

 

onde nos sentimos bem, tanto aqui, como além,

desde que juntos,

tal como somos, como sempre fomos,

neste... em todos os Mundos, quando, pensativos, nos pomos!!!... Sherpas!!!...

 

05
Jun05

... sobre tudo... sobre nada!!!...

sherpas

… gostaria de escrever sobre tudo...de escrever sobre… nada,

sobre o que se passa no Mundo...

sobre o que nos aproxima, nos afasta,

DSC04079.JPG

sobre grandes feitos... sobre os mais pequenos eventos,

escrever sobre seres perfeitos...

sobre misérias, sentimentos,

 

chorar, escrevendo...… os desgraçados,

gritar suas dores, suas chagas,

afagar, escrevendo,… os mais escorraçados,

 

ouvir, escrevendo... suas queixas, suas mágoas!!!... …

 

escrever sobre grandes figuras,

impantes… deslumbradas,

vulgares, simples criaturas, com... manias exageradas,

 

inchadas como pavões,

de feitos poucos, escassos mas... com muitas ilusões,

próprias de imbecis, de devassos, que se julgam predestinados,

diferentes das vulgaridades, escolhidos, indicados,

 

nesta feira das vaidades... neste circo de palhaços!!!... …

 

um escriba tão normal... tão vulgar… como eu,

acharia bem natural ser um nobre, um não plebeu,

na arte da inventiva, escrita,

 

na suprema manifestação... nesta feitura bendita,

dum poema, duma paixão, dum querer, dum emergir...

duma consolada consagração de escrever sobre tudo, de sentir,

 

 

de escrever sobre nada...… em vão!!!... Sherpas!!!...

05
Jun05

... esta gente, vizinha... tão diferente!!!...

sherpas

… fomos, demos uns passos... amplos passeio,

cheio…,

cidade viva, caminhada, curvas e traços,

gente que se cruza, activa, em recreio,

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puro devaneio, nos afazeres... puros acasos,

esplanadas repletas, bem completas,

conversas dispersas,

 

sonantes, gargalhares intermitentes,

são assim, estas gentes,

manifestam, arrogantes, seus sentires, seus viveres,

aqui... tão perto, tão diferentes,

 

extravagantes, no falar, no proceder... podem crer!!!... …

 

vivo perto, desde há muito tempo, experiência,

contratempo… por vezes, admito-o, compreendo,

não morro de amores por eles, convivo... ao longe, admiro, entendo,

 

outro modo de vida, mais abertos,

são directos... bem concretos,

não se vão… com meias tintas, gostam da vida, do campo,

das fincas,

 

respeitam o ambiente... manifestam sua alegria,

gente que compreende, que aceita, efusiva,

com alguma mania,

 

que sabe o que quer, que aproveita,

orgulhosa… pedante... extravagante!!!... …

 

somos mais humildes... mais tristonhos,

mantemos… criamos sonhos...

somos, o que somos,

 

aceito... mesmo quando passeio,

quando vejo, quando comparo, quando anseio,

quando olho, quando paro, quando me sento numa cadeira,

quando me delicio com um gelado, com um refresco,

bem instalado, usufruindo, no calor da noite… daquele fresco,

 

daquela aragem benfazeja,

suave, no outro lado, naquela paragem, cidade activa, buliçosa,

bem viva, plena de gente orgulhosa,

 

sonante, quando gargalha, quando fala,

outros feitios,

outros gentios, aqui ao lado... bem pertinho,

 

País vizinho, locais, momentos, sítios,

onde me quedo, me fico...

quando me instalo, aprecio e fito,

 

estas gentes, vizinhas...… tão diferentes!!!... Sherpas!!!...

04
Jun05

... de pequenos... tão enormes!!!...

sherpas

… passo e repasso a minha vida,

recordo, coisas antigas...… pessoas amigas,

tento parar, um gosto, uma sensação que se foi, uma ida,

DSC03924.JPG

episódio fugaz, imperceptível,

indecifrável...

esborratado, quase apagado, na memória,

nesta minha estória,

 

meu choro, meu lamento... meu gozo, exaltação de momento,

breve lacuna, no tempo,

pormenor tão curto, no que vivi,

absurdo, de especial relevância para o próprio, neste caso, para mim,

 

assim vejo, assim lembro... quando penso,

quando passo e repasso,

minha vida, meu tempo,

somos assim, um simples traço!!!... …

 

no imenso deste Universo... tão alargado… tão disperso,

com tantas e tantas almas, esquecidas,

mortas, vilipendiadas,

labaredas de pequenas chamas, abusadas,

mais que calcadas,

 

quem sou eu, pobre de mim... quando penso assim,

quando me considero, me avalio,

pejado de egoísmos assoberbados, lembrando, tempos passados,

 

uma vida... já conseguida,

com pequenos socalcos, numa rotina entediante,

com altos, com baixos, sem extremos, mui normal, viajante,

 

falando sempre… com os mesmos... por aqui, por ali,

por todo o lado,

mantendo-me igual, irmanado, respeitando tudo quanto é vida,

diferente, sendo igual,

 

privilégio, sortilégio, benefício... formação de… racional!!!... …

 

não alterei, nem um pouco,

sorrio, agradeço a vida, esta...… a conseguida, neste Mundo louco,

com alguns sobressaltos, sustos, medos, muitas alegrias,

simpatias,

 

sem mentiras, nem segredos, livro aberto,

confesso, meu defeito,

qualidade maior, quiçá… tal como penso,

como está, quando defendo,

 

DSC03537

arremesso, dúvidas e culpas, quando peço... confesso,

Mundo melhor, sem disparates, assassínios em chusma,

imagens que me ficam, quando vejo, quando sinto,

quando choro,

imploro,

 

fim dos dislates, das raivas, dos ódios...…

sem a espuma, que brota da boca sanguinolenta das feras

que matam, aplicam seus métodos medonhos,

sem sonhos, cruéis,

 

dantescos, informes, de pequenos…... tão enormes!!!... Sherpas!!!...

03
Jun05

... hospitais... os tais!!!...

sherpas

… enormes casas, em colinas,

caminhos, divisões… entrelinhas...

batas brancas, assépticos, confusões,

choradeiras, muitas dores, multidões,

14052009(009)

caras duras, mecanizadas... alheias,

técnicas muito usadas,

paramédicas uniformizadas, pessoas maltratadas,

quase mortas, aos montões, velhas, velhos alquebrados,

remédios, utopias, ilusões homens jovens, curados,

 

ciências gastas, muito em voga... conhecimentos profundos,

tratamento que está na moda,

odores, cheiros e… fumos!!!... …

 

jardins circundantes... movimento de carros… urgência,

peões que chegam, viandantes, vidas curtas,

já em falência,

sons aflitivos, ambulância,

 

azáfama, gritaria sonante... uma pressa,

um rodopio, uma ânsia, marquesa que se arrasta,

cantante, papelada,

burocracia, espera, antes de entrar… noutra esfera,

 

salas, salinhas... salões,

camas, lençóis brancos, doentes, frascos, frasquinhos aos montões,

tubos, pensos, poções,

cortes, operações eminentes, sangues,

plasmas, soros, médicos bem… compenetrados!!!... …

 

no meio de gritos, de choros...

bem metidos… bem achados, mundo em decadência,

grotesca confusão, vida curta, existência,

 

dum doente, dum são... corredores de hospital,

quartos, enfermarias, antecâmara dum final,

outros caminhos, outra vias, nesta casa… tão asséptica,

tão plena, de pura técnica,

 

fármaca, científica, médica que...

num golpe de pura estética, nos encaminha p´rá morgue!!!... …

 

num golpe de pura sorte... sem sofrimentos… sem dor,

nas mãos dum nobre doutor,

carniceiro mais que assumido,

de sentimentos mui elevados, depois do dever cumprido,

 

sem culpas, nem pecados...

debaixo daqueles tectos,

daquelas casas, nas colinas,

onde se concretizam projectos, nos quartos, nas entrelinhas!!!... Sherpas!!!...

 

03
Jun05

... Mundo de... emoções!!!...

sherpas

… num Mundo de sensações... de histerias… apocalípticas,

de coléricas emoções, de líderes, de políticas,

de ídolos, com pés de barro, de campeões passageiros,

seja em casa, no carro, adulamos sempre os primeiros,

DSC01000

pomo-los num pedestal, nas corridas, no futebol,

nos congressos, na canção... nas religiões, no andebol,

em qualquer competição!!!... …

 

manias de clubismo... adoração da… camisola,

espécie de fanatismo,

desde que se sai da escola, torcemos, discutimos,

 

fazemos gestos vários,

descontrolamos, aplaudimos, damos urros, comentários,

somos heróis do falatório,

gastamos massa, inutilmente, seja-se humilde ou finório,

 

porque nos dói...… o que se sente!!!... …

 

pela emoção, pela histeria,

pela paixão por… um clube, pela sensação, pela alegria,

pelo líder que se adule, pelos que nos fazem tresloucar,

consideramos os maiores desta amálgama... de encantar,

 

desta mania dos melhores, gente pouca... pouca gente,

que se esforça, alcança, nos torna fanática,

doente, que se distancia e avança,

se torna o melhor de todos, o primeiro... entre os primeiros,

neste Mundo de tantos loucos, que gastam sentires, dinheiros,

 

histeria colectiva, religião, política, melódica…... desportiva!!!... Sherpas!!!...

02
Jun05

... ilusões da... juventude!!!...

sherpas

… quando se têm poucos anos tudo nos preenche… inebria,

nos satisfaz, nos prenha de encantos... proporciona alegria,

nos transporta, nas asas da fantasia,

DSC07678

nos transforma, nos converte em seres especiais,

sem dores... nem azia, fortes,

sãos de corpo, de mente, com valores nobres,

 

Mundo maravilhoso para o qual despertámos,

gulosos, frementes, tudo, um petisco voluptuoso,

que se nos apresente,

nos satisfaça a carcaça, a alma, porque somos gente!!!... …

 

nos mitiga a fome, que não se acalma,

vivemos num contente…... descontente,

desvario da juventude que não se satisfaz,

antes se converte num autómata, vontade indómita,

 

ânsia insólita, enorme,

procura sempre mais, do que não conhece,

para se inebriar

no que, só parece, descuidar...

o verdadeiro sentido do que lhe foi oferecido,

a vida,

 

para a engrandecer... fazer valer

perante o TODO, que dele espera uma formação,

a fim de pertencer ao total, aos DEUSES que o aguardam,

quando a juventude fenecer!!!... …

 

no final... quando se convencer

que é mais um,

dos que acabarão… por morrer!!!... Sherpas!!!...

01
Jun05

... somos... o que comemos!!!...

sherpas

… somos o que comemos... seres plásticos… transgenizados,

pelo que somos, sofremos,

pelos enlatados sintetizados,

DSC00290

pelo que nos cobram em produtos lindos, calibrados,

que nos enrolam, nos seduzem, envenenados,

nos ares que respiramos... de dioxinas, carregados,

 

nas águas que admiramos, plúmbeas, transparentes,

onde, sem medo, navegamos nas sedes que saciamos,

nos peixes, tão inocentes, que... gulosamente, degustamos!!!... …

 

ignorando mercúrio, matéria orgânica,

um que outro… componente,

restos desta sociedade titânica,

individual, ego crente, adoradora satânica,

 

dinheiro, que sacrifica tanta gente,

pensando sempre, primeiro,

no que rende... no que vende,

 

no que engorda, no que duplica,

na vaca, no frango que triplica,

no fruto grande, vistoso... exaltando o pensamento,

cruel, frio… viscoso,

 

sem réstia de sentimento, dum lucro, fácil... fabuloso!!!... …

 

resultado de envenenamento,

calculado… com indiferença... sobre toda uma civilização,

desde o princípio, da nascença,

 

desta, daquela geração,

condenadas, sem apelação,

num Mundo promíscuo, sujo, tão diferente do que nos deram,

 

esta valeta sórdida, de sabujo... onde os assassinos… prosperam!!!... Sherpas!!!...

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