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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

04
Jul05

... caras de fome... corpos informes!!!...

sherpas

… sombras arrepiantes, imagens que nos rebaixam, que nos tocam,

que nos tornam degradantes, na indiferença,

na descrença,

 

repetitivas, aflitivas, corpo informe,

cara de fome...

olhares mortiços, quando se focam, mal que aumenta,

que se agiganta...

 

descontrolado, enorme, horror,

com pavor...

 

sem lágrimas, esgotadas que estão, como predição,

maldição...

 

escarro de toda a civilização, definham, esgotam,

caem… sem dor, num silêncio de arrepiar,

 

na África do desamor, continente esquecido,

vilipendiado... cruel destino,

 

assumido, não desejado, imposto em cada rosto, num sofrimento constante,

da mãe que não sente... como gente,

a morte do filho,

 

já morto, sem desgosto aparente, rebento, sem continuidade,

dura realidade...

 

morto à nascença, ao colo duma morta,

que se esgota,

que não ri, que não chora, indiferente!!!... …

 

uns, brilham e gozam, desfrutam da vida, outros... morrem com fome,

vítimas inocentes de horrendas criaturas,

 

caem, fenecem, esgotam, num raivoso carrossel,

numa ida... sem retrocesso,

 

não comem, por causa das grandes farturas, dos que desviam,

dos que corrompem... dos que irrompem,

 

dos não condoídos, atrozes, malditos, insensíveis prepotentes,

tão distantes, tão ausentes...

 

deslumbrantes nas ganâncias, com alguns pontinhos de solidariedade,

ilhas pequenas, insignificâncias, ligeiros toques de verdade,

numa imensidão...

 

desgraça que não passa, que ultrapassa, que se instala,

nos diminui, nos reduz, nos devassa...

 

nos assombra, nos intui, nos avisa, nos acusa,

quando nos introvertemos...

naquilo que tememos,

 

no que nos assola, no que vemos, cara com fome,

corpo informe...

 

mortes anunciadas, presentes, cadavéricas,

esqueléticas...

doutras gentes,

iguais, não diferentes,

 

condenadas… pelos arrogantes,

ausentes!!!... Sherpas!!!...  

04
Jul05

... pastéis de... Belém!!!...

sherpas



…ah!!!... É verdade, quase esquecia!!!...
Irreparável… o erro!!!... Por ali, naquele recanto,
belo, majestoso, um encanto,
embevecimento, em todos os sentidos,
na planura, na extensão, na arquitectura.
na memória, nos ajardinamentos,
apreciados, bem vistos,
um enlevar, profunda formosura,
quanta cultura, quantos ensinamentos,
quanto relaxe, junto ao rio,
monumento dos descobrimentos,
sentinela vigilante, ali em Belém,
na Torre, filigrana de pedra trabalhada,
de olhar… quedo sem pio,
de espanto, de emoção, muito além
da obra conseguida, já acabada,
quando, em tempo de navegações,
se viam, por ali… grandes embarcações!!!...

… insisto, esquecimento imperdoável,
gravoso, direi,
quanto me penitencio, quanto me culpo,
monumento mais comezinho, importante… também,
mesmo ali, pertinho, em Belém,
folhado estaladiço, notável,
tacinha doce, recipiente, ainda quente,
com recheio a preceito, cremoso, como gosto,
como degustei,
meio queimado, um quase nada,
ligeiro toque,
pastel de nata,
manjar de Deuses, ponto de encontro,
uma pitada de canela, no ponto,
nem de mais, nem de menos,
come-se um, come-se outro,
beberica-se um café, um refresco,
não se resiste, mais se persiste,
sem gula, devagar, devagarinho,
com senso, com muito tino,
com conversa descontrolada ou… pausada,
no seio daquele bulício,
montes de gente que espera, que se acotovela,
que aguarda, ansiosa,
que se nivela, no mesmo vício,
gente sem gula… gulosa!!!...

… a casa, o monumento… não tão comezinho,
como se pensa,
autêntico pergaminho, quase lenda,
de nomeada, tamanha, imensa,
já secular,
sempre ali, no mesmo lugar,
a um passinho do Palácio da Presidência,
local do excelso, da excelência,
onde se perfila, hirta, com traje de gala,
guarda imponente, fazendo ala,
indiferente, distanciada,
como função, bem implantada,
fazendo honra, dando brio,
faça sol, faça frio,
ao digno representante de todos nós,
já assim era… no tempo dos nossos avós,
composta por várias salas e salões,
repletas de mesas, de cadeiras,
plenas de, confessos… glutões,
um sem fim, um não acabar de ruídos, barulheiras,
auspiciosos, expectantes, com razões,
por tacinhas estaladiças, cremosas, pouco queimadas,
pastéis de natas,
doces sabores, elevadíssimas ilusões,
nomeados, renomeados, comidos… aos montões!!!... Sherpas!!!...

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