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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

09
Ago05

... quando aprofundas... mais te inundas!!!...

sherpas



… quando aprofundas, mais te inundas,
mais te afogas, insensível, indiferente,
nesse mar de pensamentos, extenso, fundo,
abismo incomensurável, ignoto,
quando intentas, enquanto perguntas,
coisas, casos, indo em frente,
pouco conhecedor mas, consciente,
evitando escolhos, fragas,
ultrapassando barreiras extensas,
desvalorizando opiniões alheias,
quando escreves, quando pensas,
quando mergulhas, quando ateias,
quando agitas, quando incendeias,
águas mornas, charcos e pântanos,
florestas densas, grandes enganos,
labirínticos meandros, tamanhos,
indo mais além, sem comiseração,
tentando lobrigar, algo de verdade,
nos arrevesamentos produzidos,
pelos que fazem disso, profissão,
interesseiros, pouco convictos,
tendo o egoísmo, como meta… realidade!!!...

… quem não berra, não mama,
sempre ouvi dizer, é voz corrente,
um grito, na altura, como quem chama,
em uníssono, em conjunto, exigente,
como quem se zanga, clama,
palavra escrita, voz alta, sonora,
tanto faz, desde que alerte o conduzido,
desde que se insurja, mande embora,
parasitas, promíscuos, corruptos,
outras aventesmas perniciosas,
figurões convencidos, grandes vultos,
pouco ou nada preciosos,
prescindíveis, execráveis,
males maiores do que se pretende,
na democracia que definha, nada louváveis,
nódoas, lamas, bichos raros, ultrapassados,
empecilhos do desenvolvimento, poços sem fundo,
nas ganâncias, nos embevecimentos desejados!!!...

… quando mergulhas nas águas lodosas,
nas sombrias manigâncias, nas manipulações,
como cidadão precavido, avisado,
com quantas situações deparas, ruinosas,
minimizadoras do colectivo,
em prol de uma minoria de espécimes, gulosas,
nunca bastas, nunca afastadas, no activo,
disfarçadas do que não são, por opção,
em conluio, congeminando, como eleição,
modo de vida, maneira de estar… até fartar!!!...

… quando aprofundas, mais te inundas,
quando intentas, mais perguntas!!!... Sherpas!!!...




08
Ago05

... a produção... é razoável!!!...

sherpas



… levantei-me, quando acordei,
da cama dos meus sonhos, ilusões,
refúgio temporário onde me abrigo,
sem dar por isso, saí, andei,
dei por mim, no lugar das obrigações,
onde produzo, onde falo comigo,
onde trabalho, sempre no mesmo,
num ritmo alucinante, repetitivo,
junto da máquina que lobrigo,
companheira inanimada, ser vivo,
já não sei, não distingo,
quando a afago, a utilizo,
com gestos iguais, repetidos,
sola que se molda, que se cola,
barulhos que oiço, sempre iguais,
pequenos jeitos maquinais,
um olhar, um preceito,
forma que se utiliza, que se enfia,
sapato que se acaba… que se desvia!!!...

… a produção… é razoável!!!...

… olho de soslaio, para os parceiros do lado,
outras engenhocas, gestos semelhantes,
produção que aumenta, com precisão,
sem interrupção, desgastantes,
os minutos, as horas que se arrastam,
difícil o ganha pão,
naquele antro, junto da máquina,
precisa, preciosa, sem mácula,
como peça, fazendo parte, sem arte,
daquele conjunto, enorme… da fábrica!!!...

… o vencimento… uma esmola!!!...

… o tempo vai passando, toca uma sirene,
como boneco comandado, levanto-me,
agarro no parco farnel, como, perene,
como estátua inanimada, espanto-me,
rodeado por outras estátuas que se repetem,
comendo caladas, de pé ou sentadas,
pouco falam, emudecem,
ausentes, não presentes, cansadas,
mais ou menos afastadas,
sem sonhos, sem ilusões,
ideias difusas, descontroladas,
vagueiam por outros lados, parados,
todos juntos… bem isolados!!!...

… a vida… sempre igual!!!...

… ouve-se o apito estridente,
terminou o intervalo do almoço,
numa corrida, num esboço,
vou caminhando, regresso,
sem um sorriso, em frente,
sento, calo, ausente,
afago a companheira, continuo a canseira,
sapato que se cola, que se comprime,
batida de martelo, à minha beira,
num ritmo, numa repetição aflitiva,
que nada sente, nada exprime,
o tempo vai passando, inexorável,
os sapatos que se acumulam,
a produção é razoável,
operários que se imolam,
que se reduzem, que se isolam,
saída para o lar, sem gosto,
algo que se come, um pouco, desgosto,
cama que espera, meu abrigo,
meus sonhos, ilusões… quando dormido!!!... Sherpas!!!...
06
Ago05

… conjecturas… eremíticas, não ascéticas!!!...

sherpas



… tocar no assunto, ao de leve,
com luvinhas de lã, mansamente,
como quem não quer, não sente,
como quem não tem, já teve,
humilde, subserviente,
de quem se sujeita, sem verve,
boquiaberto de espanto,
sem raiva, sem pranto,
gasto, diminuído, fingido,
perante a lábia, o encanto,
sagacidade ou esperteza,
do mais convencido,
elevado ao sacrossanto,
canto e recanto,
de despropositada conversa,
arrevesamentos imbecis,
empolamentos senis,
grandiloquentes, dementes,
menores, diferentes,
vácuos, desconformes,
virulentos… enormes!!!...

… não os entendo, nunca entendi,
tanto os que, mansos e meigos,
como já me apercebi,
consentem esses leigos,
de conhecimentos bem escassos,
que cirandam por aí,
misturando, raivosamente,
discursos vazios, parcos,
sobre guerras, noutras terras,
sobre religiões que não professam,
sobre sujeições que não confessam,
sobre saberes que não possuem,
donde, por vezes, flúem,
atoardas, bestialidades,
disfarçadas de inverdades,
pedregulhos, como entulhos,
pejados de muitos engulhos,
razia louca, fremente,
de quem não pensa, sequer,
porque não pretende ver,
o que tanta gente… sente!!!...

… tão maldoso, o que pratica,
como o indolente, bem inocente,
que se sujeita, se fica,
cãozinho dócil e meigo,
de rabinho a dar, a dar,
apaziguador, fazendo jeito,
como maneira de estar,
perante o raivoso prepotente,
falso Messias, criatura assumida,
que, lodosa, suja e porca,
continua, vai em frente,
nódoa permanente… consentida!!!...

… inversos e contra-sensos,
mágoas, chagas e feridas,
ódios, raivas, lamentos,
lições estudadas, sabidas,
mentes vazias, intentos,
citações e profecias,
fazer, dos outros, palavras suas,
poucas roupagens,
fracas voltagens,
com que brigas, com que suas,
nas refregas continuadas,
por aqui, por estas paragens,
cabeças cheias de… nadas!!!... Sherpas!!!...
05
Ago05

... colóquios ou... solilóquios???...

sherpas
… há quem goste de colóquios, por mim, confesso… prefiro os solilóquios!!!...


… solilóquio ou monólogo,
não deixa de ser conversa,
mais séria, introvertida,
um intróito, um prólogo,
um prelúdio, um prolóquio,
um começo… não invectiva,
crispação ou descompostura,
algo amarga, que se aviva,
não colóquio,
porque isolado, que perdura,
connosco, sem assistência,
de maior interesse ou… valência,
de quem muito pensa,
na sua própria existência,
na vida dos que o rodeiam,
que enxameiam,
ordenadas formiguinhas,
em carreiros normalizados,
as tais… postas de lado!!!...

… quem muito conversa, pouco acerta,
tal como quem escreve disparates,
com mais ou com menos treta,
toda uma série de dislates,
emproados, pesporrentes,
que, sem estarem isolados,
quase sempre, mais que zangados,
numa luta continuada,
convencidos, apostados,
quando não valem quase nada,
frustrados, bem diminuídos,
de valores, pouco imbuídos,
levados, levados são,
por alheios saberes… em vão!!!...

… solilóquios, podem ser equinócios,
numa igualdade de espantar,
comparando noites escuras,
com dias radiantes, pujantes,
no que se refere a durabilidade,
dura, crua realidade,
quando se não desvirtuam,
não descambam, não se empurram,
enquanto duram, em harmonia,
período escasso, de fantasia,
confrontando o incomparável,
a mentira avulsa, pertinaz,
de gente pouco capaz,
com a franqueza que se põe,
quando se pensa, se monologa,
com verdade mais que absoluta,
quando se não contrapõe,
quando, isolado, se interroga,
sem refrega dissoluta,
sem sujeição a ninguém,
continuando sendo alguém,
num solilóquio clarificador,
equinócio radiante,
mais solarengo, clarificador,
porque, quando se fala consigo,
assim penso, assim atinjo,
nem a fingir,
se consegue… mentir!!!... Sherpas!!!...


04
Ago05

... outro mar!!!...

sherpas



… mar dos meus encantos,
chamamento contrastante,
meu vizinho, meu amigo,
meu confidente constante,
meus choros, meus prantos,
meu refúgio, meu abrigo,
distanciado, frio,
quando enfurecido, num grito,
agitas as águas calmas,
ruges, te não calas,
gritas, matas, chagas,
numa destruição total,
no pavor com que avassalas,
seres débeis, dependentes,
suas vidas, seus haveres,
numa fúria, com repentes,
sonegando gostos… quereres!!!...

… numa visão anterior,
do remanso, da fantasia,
do sonho, da monotonia,
do recreio, do devaneio,
da paixão, do amor,
do enlevo, do passeio,
das belezas extensas, imensas,
dos tons que se mesclam,
que se transformam,
das cores intensas,
que se apreciam, formam,
que nos inebriam, enamoram,
nos fazem incondicionais,
indefectíveis, subjugados,
perante belezas descomunais,
marulhares ondulados,
rítmicos, cadenciados,
cores, formas dispersas,
sempre diferentes, não iguais,
se desvanece, desaparece,
perante o acontecido,
a tragédia que permanece,
naquele dia… já ido!!!...

… quantas horas passei,
sentado a teu lado, embevecido,
quantas recordações,
quanto pensei,
da tua ligação, comigo,
lapsos, ilusões,
recreios, mergulhos, natações,
imersões, ligações,
contigo, troca de fluidos,
sendo uno, quando unidos
frescura, parte de mim,
quantos Verões,
bem mais novo, ilusionado,
numa praia… relaxado!!!...

… bem mais intenso e cruel,
porque maltratado,
nesta luta, sem quartel,
quando bramindo, te agigantas,
quando te ergues, te levantas,
arrastando tudo contigo,
lembrar-te manso, não consigo,
mesmo calmo, quase parado,
espelho de duas faces,
vidrado e aguçado,
penetrante, marcante,
qual fúria, qual gigante,
revelando um rosto imundo,
matador inesperado,
gritando mágoas, teu fundo,
teu sentir… revoltado!!!...

… mar da minha diversão,
meu amor, minha emoção,
meu companheiro, meu amigo,
meu confidente, conselheiro,
meu vizinho muito querido,
espelho real, verdadeiro,
das convulsões, dos perigos,
da ambição desmedida,
das libações, dos abrigos,
dos enamorados da vida,
repetidas, constantes,
tanto agora, como dantes,
tema de tanta conversa,
de tanta escrita, pintura,
inspiração de poeta,
no caminho, uma travessa,
no tamanho, uma grande altura,
no coração que se projecta,
um sinal, profunda marca,
que se espalha, que se alarga,
no horizonte sem fim,
fazendo parte… de mim!!!... Sherpas!!!...






03
Ago05

... maldita... nicotina!!!...

sherpas



… embrulhado em densa nuvem de fumo,
como traje fúnebre, envoltório adequado,
olhos exangues, desorbitados, queixume,
de quem, calado, se sente frustrado,
chupando uma e outra vez, alucinado,
aquela mixórdia cilíndrica, dependente,
mais que viciado, no tabaco,
coisa esquisita, deprimente,
gosto amargo, intoxicação completa,
funcionando como locomotiva, a vapor,
ronceira, lenta e gasta, resfolegante,
naquela vidinha curta, abjecta,
com doses diárias, como pendor,
na derrocada veloz, alucinante,
que já sente, com que se projecta,
ao ritmo aflitivo do tossicar,
na dificuldade que tem, ao respirar,
que o faz pensar, que o afecta,
continuando sempre… a fumar!!!...

… maldito vício, hábito pernicioso e caro,
quando vejo, em letras bem gordas, como aviso,
o tabaco mata, afecta gravemente a saúde,
ainda olho, introverto e paro,
amarroto, deito fora, tomo juízo,
logo me arrependo, baixo e agarro,
os pregos do meu ataúde,
aliso-os, dou-lhes jeito e feição,
apanho um, de entre os outros,
coloco-o em posição,
na boca, bem centrado… aos poucos,
acendo o isqueiro, inicio a operação,
chupo o fumo, com fúria, com raiva,
engulo, sofregamente, aquele sabor,
olhos vidrados, consolação,
acalmia aparente, dose, vício, mania,
nicotina que se entranha, já não estranha,
lágrimas choradas, soluços, dor,
dependência, doença sem cura, pavor,
vontade desfeita, boneco sem alma,
chama que mata, fumo que marca,
vida que passa, lenta, ronceira,
locomotiva a vapor, gasta, resfolegante,
olhos sem brilho, nuvem espessa, fogueira,
que não queima… degradante!!!...

… escravizado, imbecil ciente, consentindo,
fazendo de conta, fingindo,
aquele sabor, aquele momento, naquele instante,
após o almoço no café, com amigos, esfusiante,
baforada, seguida de baforada,
quanta gargalhada,
tertúlia de fumadores, à volta dumas bicas,
conversas sem nexo,
sem qualquer tipo de complexo,
uma aposta que se faz, vai ser agora,
vamos a isto, todos conformes, todos de pé,
dinheiros por fora,
vamos embora… pois é!!!...

… mas o desejo é tanto, o nervoso aumenta,
sinto-me mal, como tormenta,
contida, escondida, sempre latente,
assassino de mim próprio, suicida,
remorso que sinto,
meus pulmões, meu coração,
não minto,
doença medonha e perversa, o cancro,
mau prenuncio, fim da vida,
dependência, vício, devoção,
perspectivas escuras, sombrias, antro,
a um passo da sepultura,
pelo tabaco, pelo que mata, pelo que marca,
é chegada a hora, a melhor altura,
sem aposta, agarro, atiro fora… largo,
liberto, sem nuvens de fumo, sem embrulho,
não fumo, não tusso, não engulo,
deixei a mistela, a nicotina,
os pacotes do meu engodo,
aquela rotina,
modo de estar plácido, flácido… logro!!!... Sherpas!!!...




02
Ago05

... de verde... me senti!!!...

sherpas

…... de verde pinho, me senti,

rejuvenescido, inebriado,

perante quadro belo que vi,

numa parede, pendurado,

naquela sala pequena, radiosas,

fulgurantes de esplendor,

quão intenso, o esverdeado,

 

saudável, consolado,

figuras esbeltas, formosas,

 

doces fragrâncias, aragens finas,

naquele grupo de… meninas!!!... …

 

...verde mar, refrescante,

águas agitadas, onduladas,

sem reflexos de espantar,

visões de fazer sonhar,

 

rosto cálido de sereia, encantadora,

segura, pouco ágil,

estendida na areia,

miragem dos meus amores,

sentimentos que se alteiam,

 

 

esverdeado bem esbatido, sem rudezas,

sem fulgores,

que se espalham, se semeiam,

no âmago da minha mente,

 

calmo, relaxado,

sem furores, embevecido,

convencido,

mais que vencido, rendido!!!... …

 

...verde alface, clareado,

cor tenra, comestível,

sombreado bem incrível,

no rugoso das suas dobras,

palavras que soltas, não sobras,

de contemplação, sossegado,

quando sentado,

 

observo, tudo aquilo que vejo,

do alto do meu passeio,

na minha volta de recreio,

no seio do que me rodeia,

sob um palmeiral cerrado, denso,

oásis do pensamento,

num deserto de sol intenso,

 

paragem do meu percurso, quando me retiro,

quando fujo, quando renego,

recuso, outras cores mais berrantes,

bem vivas, escaldantes,

 

... fúrias, raivas, dores, sangues,

mortes, flores,

todos esses meus ardores,

quando vocifero… meus furores!!!... …

 

... verde esmeralda, brilhante,

precioso, estonteante,

enaltecido, sedutor,

procurado com esforço, cobiça,

oferecido como indutor, na luta pelo amor,

 

no instante, na liça,

como promessa, como jura, à donzela,

por um senhor!!!... …

 

... verde azeitona, verde macio,

do azeite que se produz, grosso, espesso,

quando escorre, nos lagares,

por um fio grande,

quanto nos reduz,

no tempero, no sabor,

 

... quase nada nos ocorre, seja lá onde for,

alimento saudável, maior,

pedaço da terra bendita, muito amada,

muito querida!!!... …

 

... verde carregado, forte,

esperança no advir,

cor paixão, cor de clube,

cor da vitória, da sorte,

que faz gritar, sorrir,

 

do alto da sua valia, quanta tristeza,

quanta alegria, paranóia colectiva,

que arrasa, que incentiva,

que destrói, que aviva,

 

... verde natureza, verde fugida,

verde final, linha seguida,

verde total, verde vida!!!... Sherpas!!!...

01
Ago05

... não lembra... nem ao Diabo!!!...

sherpas



… remediar o mal feito,
não lembra, nem ao Diabo,
esse tem sido o defeito,
desde que conheço e lembro,
este item, esta parcela,
esta ilusão, este hiato,
esta continuidade, descontinuada,
substituição, sem querela,
bem formosa, florida,
no dia da alvorada,
manter o gentio, a farpela,
ao longo de tantos anos,
com pouco nos contentamos,
numa situação confortável,
para minoria forrada,
conivente, bem amável,
na alternativa possível,
passível de discursatas,
intenções, meias tintas,
promessas e… pataratas!!!...

… de todos os sistemas, o mal menor,
de acordo, sim senhor,
quem sou eu, para me opor (???...),
no meio de tanto doutor,
com valias, mais que muitas,
seja ele, qual for,
andamos num desengano,
remediando, remediando,
perante tanta trapaça,
cá nos vamos sujeitando,
fazendo chalaça, achando graça,
numa anedota tamanha,
País de pacotilha,
com habilidade e manha,
há quem se filia, perfilha,
com devoção e entrega,
ao clube, ao bando da trama,
num laranjal imenso,
num roseiral, de espanto,
quedando salvaguardado e… tanto,
numa ascensão segura, dilecta,
num futuro que se projecta,
profissional da coisa pública,
a mais nobre, a política,
segundo afirmam, com denodo,
no seio de tanto engodo,
degrau a degrau, confesso,
pelo que vejo, não professo,
lá vão, ganhando o Céu,
remediando o mal feito,
de defeito em… defeito,
não lembra, nem ao Diabo,
nesta ilusão, neste hiato!!!...

… não seguros, muito incertos,
quanto a Presidentes, gente fina,
vão rebuscar ao passado,
dentre eles, o mais esperto,
excelso com que se atina,
duma, doutra cor, com esplendor,
um acerto, um desacerto, um calhar,
algum… há-de ganhar,
recompensa de maus governos,
de buracos bem fundos, medonhos,
que cavaram a esmo, bem ternos,
a um, chamam-lhe monstro,
a outro, descolonização,
bem lhe tentam tapar o rosto,
fazer de conta que não,
presentes na nossa memória,
fazem já parte… da história!!!...

… bem lhe mudam a farpela,
já vai faltando… a tela,
bem formosa, sem querela,
florida e anunciada,
continuidade, descontinuada,
desde o dia… da alvorada!!!... Sherpas!!!...

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