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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

26
Set07

... searas e... borboletas!!!...

sherpas

 ... efémera borboleta, parpadeante, quando se avista,

mancha de tinta numa paleta, adeus constante que se afasta,

contrasta,

campos vazios,

DSC06814

transparências coloridas, asas que foram desafios,

searas sem ceifeiras, semáforos ineficazes

em ruralidades fugazes,

 

sinfonia que se esfumou,

dum tempo que já passou,

 

canção da terra numa crisálida desiludida,

longe do ciclo perfeito, constante renascer,

casulo em que a lagarta se cerra,

retornando, porque perdida,

ínfimo apontamento em que se enterra,

papoila esvoaçante que não despega,

hesitante, fechando belezas,

seus brios,

 

promessa que foi relance, curta existência,

formosura arrastada por um sopro,

alcance,

brilhando ao entardecer,

beijo silencioso,

adocicado,

leve,

macio,

recomeço do que acaba,

mesmo que persista num lapso, momento,

ternura

numa forma, esplendor numa gravura,

 

encaixe na retina,

aglomerado esbelto de cor,

asas que batem mansamente, fazendo parte do vento,

linda, bela,

levemente,

lá vai ela,

 

misturada nas searas d´outrora que se estendiam

a perder de vista,

oceanos verdes que nos sorriam,

vergando, quando sopradas,

onduladas,

pintalgadas de papoilas vermelhas,

 

borboletas luxuriosas,

pontos que embelezavam

quando voavam,

passavam,

acompanhando ritmo da natureza,

buscando destinos comuns,

equilíbrio natural, rusticidade pujante,

tão formosas,

bem distintas,

 

lagartas que agora congelam, param na evolução,

transformação,

tempos que tudo alteram nos campos,

insensata negação,

ceifeiras que são extemporâneas visões,

searas inexistentes,

transparência que se não aprecia,

borboleta d´asas rendadas,

recordação,

fim dum encantamento,

numa época... afastamento!!!... Sherpas!!!...

 

 

 

 

 

26
Set07

... columbus... inertis!!!...

sherpas

 ... pombo velho, doente, encolhido a um canto,

sem encanto,

DSC09748

na Rua Augusta, domínio que teve, sobrevoou,

quando jovem observador de qualquer pedaço de alimento,

no pavimento,

pessoas aos magotes, risos, esplanada repleta,

completa,

cidade que segue ritmo de sempre,

misérias, alegrias, monotonias, estragos,

barulhos que ressoam,

outros que voam,

 

sozinho, junto a uma parede,

vida que soçobra,

vede,

 

apontamento insignificante,

quadro que se não repara,

passa, não pára,

mimo que se curva, moeda que cai no recipiente,

homem estátua que se projecta num nível superior,

algum que olha, sorri, passante,

na voracidade repentina que se não condói,

para ali se encontra,

débil, doente,

não esvoaçante,

parasita citadino, morador de telhado,

de buraco de templo, ali no chão, ao lado,

 

voragem na avenida cêntrica,

existência excêntrica,

vulgar,

há quem repare, quem não interrompe destino,

quem olhe, pense um bocadinho,

sem parar,

 

já em Milão, praça da Catedral,

há quanto tempo, meu Deus,

tive oportunidade de parar,

pensar

aquando do atropelamento dum pombo,

carro que passou,

esmagou,

acompanhado por companheiro,

um casal,

que emoção senti,

quando vi,

estupefacto, olhando, sem mover uma pena,

o vivo, chorando o esmagado,

postado ali...

parado,

 

estava acompanhado,

não sozinho,

escondido, pequenino,

tremendo, porque doente,

na confusão circundante,

na rua Augusta atropelante,

 

qual caminhada incessante,

tropel extravagante que não dá para reparar,

 

para olhar, pensar!!!... Sherpas!!!...

 

 

 

 

 

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