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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

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13
Mai08

... Moldava!!!...

sherpas

 ... quanto me perco, esqueço, quando cirando deslumbrado

noutro local, noutro espaço,

bem longe do que mais gosto, ouvindo falas estranhas,

partilhando encantamentos, guardando o que vou retendo,

parando junto a um rio, corrente farta, sítio encantado,

turistas que se passeiam, devaneiam namorados

em barcas diversas, coloridas, reduzidas ou tamanhas,

risos, gozos, gargalhares, frescura que se vai sentindo

sob arvoredos densos que se projectam nas margens,

extasiado vou ouvindo, abarcando o que me rodeia

tão colorido, pintalgado,

calmo nos seus vagares, passando por pontes e pontes,

perdido nas suas torres, castelo de séculos passados,

cidade que é um brinco no barroco que se entranha,

religões que se aceitam, templos de vendilhões,

concertos que nos ofertam clássicos em profusão,

arte que se sente em qualquer recanto, restaurantes em confusão,

ponte maior, rica de ornamentos, bela nos santos que ostenta,

assim ela se apresenta,

convidando ao devaneio,

mescla de gentios, civilizações,

aceitação do que somos, festa permanente como passeio,

 

sons que se espalham pelos ares,

músicas de rua, vivas e fortes,

ajuntamento de mirones, painéis do que se vende,

pedinchar de alguns pobres,


 

permanente no que manteve, tão formosa se vai mostrando,

palco de muitas guerras, Primavera que surgiu num cenário de curvas e torres,

cabeças levantadas p´ró céu,

descobertas que surpreendem,

visitas que enovelam, nos prendem,

mochileiros ávidos pelo que encontram,

vão retendo, não parando, catedrais numerosas, de espanto,

colina que oculta, imponente, seu castelo maior,


 

bugigangas que se vendem,

matrioscas, marionetas, pequeno menino de Praga,

cidade moderna, cara, amplas avenidas, esplanadas,

oferta que se multiplica, explicação para quem ouve,

passantes como procissão,

guia que se oferece, vai conduzindo, lá vão,

se postam na praça das esplanadas, do relógio polivalente,

aguardando aparição dos doze apóstolos nas janelinhas da frente,

bem ao cimo, em compasso com as horas que se dão,


 

dispersas, por ruas curvas, montras de ourivesaria, pedrarias raras,

porcelanas, cristais, um cheirinho a goulash,

algum picante que se pressente,

cerveja que se emborca em quantidade, barulhos, risadas em surdina,

música trepidante que se ouve, se olha,

 

aprecias, não páras,


 

corpos que dançam, se enleiam, relâmpago dum flash

no interior de monumento,

quanta gente,

diversidade, babilónia descontrolada se avizinha,

eslavos, anglo-saxónicos, gauleses, hispanos, portugueses,

germânia tão perto, prepotente,

eterna maravilha que aflui, conflui, abraça desembocando no rio,

soltam-se os olhos, descansam os corpos,


 

cansados mas vivos, não mortos,


 

ouvidos que bebem palavras de quem explica,

tonalidades berrantes, japoneses em barda,

russos amigos, agora fraternos, que bem lhes fica,

situação passada, quase atoarda,

ligeiro rumor esquecido no tempo,

marcado nas pedras que se elevam, encantam,

calor que inunda tudo, ventinho fresco num momento,

enlevo onde me perco embevecido, cirandando sobre doces visões que passam,

não marcam as margens do Vltava,


 

esvoaçam como coisa sua... eslava!!!... Sherpas!!!...

 

 

 

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