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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

21
Mar09

... celebração!!!...

sherpas

… fazer uns rabiscos, deixar um sinal, sem celebração do que se celebra por ela,

mui longe do que pretendem... os que entendem,

dando dia para tudo, mesmo para os sem dia,

neste dia d´equinócio da Primavera, ao que s´alia a poesia,

 

formoso, soalheiro, ridente... como tantos outros já passados,

mais frescos, mais ventosos,

tristes, pesados, quando cinzentos, chuvosos, abafados, incomodativos, quentes,

reviravolta do que já não s´ajusta à estação,

impressão,

 

clima q´alterou... anticiclone que se deslocou,

incerteza que nos faz pensar no Verão, ainda Inverno, Outono, Primavera,

buscando praia, fresquidão, destempero do que se destempera,

 

inopinadamente, num repente... não deixando de ser dia,

curto período que curtimos com gosto,

que sugamos até ao tutano, quando o encanto pela vida é tamanho,

quando nos sentimos parte dela, sem poesia,

 

sendo poetas a corpo inteiro... como estetas,

apreciação do que se vai vivendo,

respeitando o que nos completa, sendo, claro que celebro, quando lembro,

 

neste dia, como noutro qualquer... ansiosamente m´embebo na vida que levo,

na vida que gosto,

pensando naquele poema d´intervenção, punhalada aguçada contra quem abusa,

se não julga, se não acusa,

 

s´alia ao dia da poesia... apalermado, participativo, com sorriso,

sem afectos mas afectivo,

estando morto, não sendo vivo, escumalha da alta, pensando no que o guia,

posição, dinheiros, prebenda,

fora do sítio, desenquadrada, figura horrenda,

 

desaforo do que nunca entendeu uma emoção... sentimento que faz jorrar palavras loucas,

toque que nos toca, quando irmanamos no sofrimento d´alguém,

quando cantamos, chorando, quem é ninguém, quando escrevemos, convulsivamente,

a morte de tanta gente,

 

poesia macabra, sem dia, como noite escura... intensa vigília que se procura,

saída que jaz, sem vida,

estropiada criatura que foi corpo, que foi alma,

que foi chão, que foi cama, destroço,  cabouco, traço, singelo roço,

massa informe, sanguinolenta,

 

tamanha descrença m´avassala... s´instala, não celebro, ideia funérea,

rito lúgubre que m´antecede,

não esquece, marca todos os dias, poesia triste,

fardo imenso que tolhe movimentos, sofrimentos,

dores em riste, envolvimentos,

 

chaga que sentimos no nosso corpo... extensão doutro,

todos os outros na parcela ínfima que somos,

porque nos compomos, fazendo parte deste poema que não é arte,

tragédia constante,

tão degradante,

 

alegria que é celebração, pura magia... redundante poesia,

logo no dia do equinócio da Primavera,

como desejam os q´entendem, assim costumam fazer,

num ter de ser, como s´espera,

 

resta acrescentar umas pétalas tão fofas... vermelhas de sangue, palavras insonsas,

algumas mofas,

gnomos do bosque com fadas brilhantes, varinhas com toque, sons retumbantes,

deuses com rezas, serafins tão esbeltos, moços escorreitos, orações, promessas,

felicidade às remessas,

requebros com jeitos, corpos tão ágeis, gizados, perfeitos,

 

romances com gozos, murmúrios q´afagam, conchegos, reparos,

paisagens de sonho... cores que deslumbram,

encantamentos q´inundam,

 

ruídos, estardalhaços,

melodias tão lindas... ruínas, pedaços,

 

aromas tão densos... espelhos da alma,

numa tarde calma, fermentos do corpo, chama da mente,

invenção que celebra momento inocente,

 

aqui vos deixo, sem intenção, uns rabiscos

seráficos, satíricos...

como marca, como traço, singelos, os riscos,

como faço,

dando um abraço!!!... Sherpas!!!...

 

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