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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

29
Ago10

... caminhos!!!...

sherpas

... como tantos domingos passados,

atravessei a ponte que nos liga a Lisboa,

indo do Sul, margem mais desafogada,

harmonia que existe, pobreza à toa,

gente que labuta com denodo,

descanso que os obriga,

quando os esqueço, me desligo,

sem destino, coração ao ar, adentro na imensa urbe,

avassalo tudo, noutro espaço que me surge,

 

 

passando pelo que me cativa,

indo para um lado, virando ali ao fundo,

seguindo via que me conduz,

mais me seduz,

 

passei Alcântara, obras que não acabam,

alindamentos,

Tejo que se vai descobrindo,

aproveitamento,

mais um intento,

edifìcios novos, apartamentos com vistas, hotéis,

projectos de quem comanda edilidade,

equipa que se julga capaz,

num faz que não faz,

como anteriores,

promessas, furores,

resplendores,

 

sorrisos que cativam,

convidam,

fazem crer, no tempo que passa, marca,

coisinha parca,

estadão no inchaço que lhes proporciona,

quantia grossa, provecta soma,

esquecimento, esquecimento,

quanto deleite no esvaziamento,

buraco que se avista, máquinas paradas, caminhos cortados,

mais um pedaço,

na linha mais bonita que conheço,

 

com Tejo ao lado, velocidade de cruzeiro,

praias plenas de gentes encaloradas,

coloridas pelas sombrinhas, pelas toalhas, pelos calções,

bolas que brilham,

águas cristalinas, tão sujas como antes,

prainhas mais baratas, juntinhas à porta,

carteiras pouco volumosas, classe que se não importa,

 

rainho de sol, bronzeado no corpo,

estirado com a família enquanto passa o dia,

longe da balbúrdia,

espaçamento que sabe bem, intervalamento,

momento,

 

mais uma curva,

passeio mais lento,

excesso dos que, como eu, procuram o mesmo,

comendo estrada, gastando uns cobres,

passando os olhos, buscando um caminho,

outro destino nas povoações que se atropelam,

circundantes da menina e moça,

dormitórios que se transformaram em vínculos profundos,

empresas, comércios, serviços, recreio nos tempos mortos,

incentivos,

chamamentos contínuos aos da outra margem,

depois da ponte, daquela passagem,

 

ao longo da linha que nos encaminha, que se alonga,

prolonga,

se alinda, cativa, convida,

paragem numa imagem que se retém,

passos que se dão à beirinha, enfeitiçados pelos ares, pela luz que nos inebria,

lá vamos como se fosse a primeira vez,

tão conhecida... era uma vez,

 

quantos anos passados, quantas viagens repetidas,

nas idas, nas vindas,

satisfação plena, tarde feliz, temperatura amena,

no condicionado que se liga,

janelas fechadas,

passam carros, passam caras, passam jornadas,

passam encantos, passam estradas,

 

passam repuxos, espraiam-se as águas,

alongam-se as fragas,

caminham suados, fluxo contínuo,

gastam sapatos,

esforçados nas caminhadas,

menos jovens, idosos que se agarram ao que adoram,

viçosos ainda, esboroam anos,

sorriem, não olham,

hábito diário... antanhos!!!... Sherpas!!!...

 

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26
Ago10

... mulheres de pedra!!!...

sherpas

.... de pedra nunca serão, mulheres de nossos amores,

querubins tão requintados, maravilhas de sonhos meus,

diamantes, como pedras raras, faiscantes que irradiam

reflexos que nos assombram, belezas que inebriam,

nos reduzem, quando nos tocam, conduzem,

perdurantes nos séculos, formas tão delicadas,

bem cheirosas, perfumadas,

rosas flamantes, intensas chamas,

desvarios, odaliscas mil, oásis num inferno de Dante,

luxúria que nos perturba, prazeres que buscam na terra,

sorrisos, simpatias, gestos subtis com que invertes,

quando te escondes, divertes,

 

pobres imbecis que somos,

acordados, em sonhos,

mãe que foste, tão protectora, irmã frágil na janela,

igual à tua, igual àquela,

parte que nos toca, completa vida, sequela,

torna agradável, mais bela,

 

sinos repicantes nos templos, vestido branco de noiva,

ligação tradicional como objectivo

no tempo da Maria Cachucha,

quase caricato cometimento de quem engravida,

embucha,

desgravida,

companheira de todas as farras,

brincadeiras, algazarras,

 

elemento válido na modernidade,

nivelado no género,

transtorno que não carrego,

que bem lhe quero

não objecto de procriação, identidade própria,

na curta memória,

estória distinta,

descaracterização de modelo antigo,

ambição, trabalho, função,

trago no peito, durmo contigo,

enlevo, bênção, afeição,

 

formas que são perfeição, complemento de ser imperfeito,

dando razão, dando um jeito,

sentimento que transforma, amor suave,

forte paixão,

voo equilibrado de qualquer ave,

compleição,

corpo débil tão forte,

quanta ventura, quanta sorte,

 

traição que entorna tudo, cimo dum monte,

vulcão,

 

ciúme que enfurece,

perde-se tino, perde-se razão,

sem contenção,

final tão triste,

arrependimento

quando se enfrenta morte, como vazão,

guerras, suicídios, balas que se cruzam, punhais,

por formas, por artes, por faces tão doces,

por carinhos, carícias que dão gozo,

quando mais jovem, quando mais moço,

ainda agora na idade que tenho,

quanto proveito me não sobeja, me não abstenho,

 

na pedra dura,

homenagem de quem faz, de quem cinzela,

de quem é capaz,

obra que perdura,

que pára no tempo criatura tão bela,

tal como a pensa, imagina, faz,

fria, desconforme, aninhada num trejeito,

reclinada, sem pleito,

ungido peito,

 

marmórea, granítica,

branco baço, avermelhado,

tons mais cinzentos,

quantos intentos,

desde antiguidade bem distante,

foi ninfa, foi cobiça, foi imagem, foi tema,

foi roupagem,

foi homenagem,

 

foi mulher que foi menina, mãe que se lembra,

mulher amiga, companheira fiel,

foi tormenta,

foi feitiço, foi sedução que deu sangue,

causou distúrbio,

quanto desdém, quanto ciúme, quanto murmúrio,

engano escabroso... renúncia da vida,

numa pausa sofrida, intemperança descomunal,

término fatal!!!... Sherpas!!!...

 

{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile}

24
Ago10

... escape!!!...

sherpas

 

... senti tentação,

num repente, de mudar a feição,

mais cordato,

sem teimas, grossas toleimas,

aberto comigo, com outros,

muitos ou poucos,

retiro que me propus, sem causa, sem fuga, sem destino,

recatado num abrigo,

 

rede que já existe, ainda desconhecida, buscador

que bem preciso,

tão certeiro, tão conciso,

mundo na palma da mão,

para quem vem, para os que estão,

parceiro de tempos mortos,

encontros, desencontros,

 

buscas,

rebuscas, vasto conhecimento,

espaço que é portento,

repositório de tudo que me proponho,

intento,

associação de palavreados íntimos,

revoltas que me devolvem emoções,

dando raspanetes, cascastes,

mostrando opiniões,

sem recato,

alguns desvios, disparates,

figura tonta que desponta,

quando denuncia, aponta,

 

constante que se adonou,

proporciona entusiasmos momentâneos,

expontâneos,

sentindo-me dono de tudo,

de nada,

fazendo meu MUNDO numa escapada,

perante pessoas com quem me não dou

reprimenda propositada que dou,

 

encontros fugidios,

apreciações superficiais,

procedimentos raros dos que juntam capitais,

menos normais,

jogadas impensadas sobre mais modestos,

jumentos, burros, cabrestos,

jungindo pesadas cargas,

impostas por tais apensos,

 

nomeados porque escolhidos,

segundo os censos,

altura de escolhas, eleições lhes chamam,

que nos ficam caras,

nos acertos, desacertos,

 

 

quase nunca quedamos satisfeitos,

quantos defeitos,

difíceis de aceitar quando nas práticas afincadas,

normalmente encostadas,

corporativos se juntam,

comungam,

 

esquecendo tristes humildes,

quase fugindo, fingidos,

quão magoados, compungindos,

nas inaltações que atiram, provocações,

promessas e lamentações,

 

contextos como pretextos,

finalidade de sempre,

num repente,

 

dou comigo noutro sítio,

abrigo,

caverna menos populosa,

mais recente para idólatra que não gosta,

não aposta,

refugia, isola,

sossega, acalma, eremitão que tem dom,

sinete que traz consigo,

 

depois,

pensando um pouco... logo desdigo,

sigo em frente, prossigo,

continuando como sou, como sois,

neste mundinho insensato,

doce amargo para tantos,

pra alguns, grande bocado!!!... Sherpas!!!...

 

{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile}{#emotions_dlg.smile}

20
Ago10

... florfruto!!!...

sherpas

 

… e vós, inocentes criaturas apalermadas,

que seguis, atentamente,

 

flores, frutos apetecíveis,

jungidas sob batutas obscuras,

enganadas,

diminutas, não formadas,

 

cérebros que desabrocham,

valias que se vão esfumando,

enquanto as embalam,

 

maviosos, sedutores,

canções harmoniosas,

imagens de espanto,

indutoras, belicosas,

redutoras,

 

representações mistificadoras de senhores,

pós, mágicas de encantar,

na caixa,

vergônteas com que ludibriam,

sem pudor,

 

tudo aceitam,

tudo encaixam,

imbecilizadas,

conduzidas… quando levadas!

 

… quanto me chago, quando me oponho,

me envergonho,

pais que sois como os mais,

participes de jogo ignóbil,

normal o encontrais,

 

quão vil,

sórdido, abjecto,

não concreto,

entretenimento com espavento

de quem delas se aproveita,

brinca,

ludibria,

criaturas que não entendem,

 

quando recebem,

 

desmesurados manifestos,

floridos, encantados,

frutos repletos,

tão completos,

estupidificantes na essência,

excelência,

 

estupidificados

na massa que se vai moldando,

enganando,

alegoria abrangente,

sob aspectos,

os mais diversos,

 

sociedade amorangada,

tristes flores que vão murchando,

tempos de engodo,

maltratadas no que de mais belo possuem,

a eito, a rodo,

quanto me rogo,

puritanismos d´antanho,

flor inocente, libérrima d´agora,

avança, não chora,

sabe o que quer,

menina, mulher,

 

quando a noto marchutada,

rosa que foi flor,

chama com tanto ardor,

triste pendor,

mau condão na condição,

que pavor,

 

novíssima posição,

na entrega que recebe,

partição, retribuição,

tempo moderno, doce, mais terno,

esclarecida, não vendida,

contrário de prostituição,

direitos iguais,

como eles, géneros, níveis,

tempos incríveis,

seguindo a VIDA,

outros CAMINHOS, outros SINAIS,

pouco menos, pouco mais!... Sherpas!!!...

 

15
Ago10

... rio!!!...

sherpas

… quando, por aqui me encontro,

sinto mágoa, sinto frio, tão grande calafrio,

olhando o rio,

águas sujas, quase sempre, vizinhança que incomoda,

construção que se precipita, habitação como moda,

resíduos que não são tratados, urbanização que aumenta,

meu coração balança, quando lamenta,

espelho sujo, sem moldura natural, arvoredo que se derruba,

recordo pisadas minhas, cenário arruinado, uma tumba,

mercado de antigamente, vespeiro de vendedores, clientes,

a um passinho daqui, mais acima, ali em frente,

 

cobiça por terrenos próximos de linha de água,

contida por barragens a montante, certeza quase prevista,

compras que se faziam, dinheiro que compensava,

câmbio que produzia, abastecimentos diários

na fruta, na carne, no peixe, fartura que animava,

rodopio fronteiriço, passagem como favor,

fronteira que fiscalizava,

junto às duas pontes do rio,

embora não acredite, nunca me fiei, não me fio,

 

paredões de bruto cimento, concreto, bem preciso,

áleas pela borda fora,

domesticadas, árvores mais dispersas,

feitios, formas diversas,

vendo, passando agora,

foram crescendo, bem altas nos canteiros que construíram,

bancos que convidam a descanso,

contemplação nas tardes quentes de Verão,

sombras mais ralas, quase fugiram,

 

antes da devastação,

eucaliptal denso que lembro, um que outro pescador,

vintena de anos atrás, negócio que se fazia,

captura de peixe que se comia,

com carretos, linhas, canas,

isco na ponta do anzol, convívio que era pretexto,

grupos densos tão ridentes,

aragem que soprava nas margens,

outros tempos, outras gentes,

efluentes domésticos bem menores,

consumos agrícolas por humanos,

tratamentos ineficazes, pormenores,

 

comércio de apetrechos adequado a práticas piscatórias,

bom negócio na altura,

casas antigas, fortes, bem providas,

empregados aos magotes, tempo disponível, ilusão,

atractivo, apelação,

ali pertinho, nas avenidas,

 

agora esgoto, quase escórias,

nauseabundos cheiros de estio,

desconfiança no que se não pesca,

sempre suja, nada limpa,

correnteza que é cobiça, linha de água domesticada,

paredão de cimento armado,

passeios a condizer, bancos que já não convidam,

sombras escassas, quase raras,

pontes que se atropelam, ligação de margens distintas,

urbanização como mentor,

tendo dinheiro como conselheiro,

lucro rápido como objectivo,

situação como incentivo,

 

terrenos a bordejar, civilizadas matas,

depois de cortadas,

 já mortas, uma que outra que resta,

canteiro enfeitado com gosto,

num escaninho, num esgoto,

 

o que cativava quem via,

escrevia,

relatava cenas campestres,

langores de verão,

observação,

erguidos em estatuária conjunta,

sobre mão que é uma pena,

caras graves de outrora naquilo que sobressai,

não cai,

se admira, se desenha num espaço bem defronte,

tendo margens como tema,

tendo leito como cama mais profunda,

na criação, como horizonte,

obras que cantam maravilhas,

plasmadas, bem retidas,

 

quando relembro, desgosto,

quando vejo, quando o passeio, ainda retenho outra imagem,

sonho ruim, bruta miragem,

casinhas com muitos andares, vistas sobre canalização contida,

mais acima, a montante, barragens ao desafio,

segurança que temo, não me fio,

 

costas viradas ao fio de água, olhos que o fitam,

não gozam,

são lembranças que desgostam

pescadores de canas com fios, engodos, isco no anzol,

ambiência que se esboroou,

recordação que mantenho,

eucaliptal que se abateu, arvoredo, grande mole,

na Espanha que se avista daqui,

no Guadiana que se espreguiça, sujo, lento,

desalento,

 

sem peixe que se pesque, que se coma,

sem convívio ao desafio,

sem ares saudáveis nas margens,

quanta impressão me faz,

muito mais novo, quase rapaz,

tempos de escudo como moeda,

na peseta barata que se comprava,

modo de vida de muitos,

água límpida que levava,

uma enchente, uma leva,

pelo meio, alguma seca,

imprevisíveis, não domesticadas,

espécies piscículas… bem pescadas!!!... Sherpas!!!...

 

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08
Ago10

... dealbar!!!...

sherpas

 ... quando, alquebrados,

por mim passam,

arrastando penas, dores, energias gastas,

olhando para eles, esforçados,

antevejo folganças que não esvoaçam,

cumulos de proveito, mesas fartas,

estupidamente parados,

 

foi-se o viço, secou a seiva,

mantém-se a consciência

torpe, bem imperfeita,

ressequida nos interstícios,

maldade que pervalece,

erva ruim que não esquece,

não podada, quando nascida,

males que provocaram

ao longo de toda a vida,

 

buracos negros inóspitos,

devoradores, com seus acólitos,

de perfeições débeis, formosas,

mar d´insídias venenosas,

graves tormentas, portentosas,

esmagamentos incríveis,

perante passíveis, possíveis,

 

força de dinheiros sujos

entregue a lacaios, sabujos,

fins que alcançam no acto

com perfídia ou desacato,

confronto tão permanente,

quando já velhos e gastos,

sem força, desgastados,

 

realidade que os entontece,

memórias que ainda têm,

não esquecem,

peitos, que foram medalhados,

mais recolhidos, encarquilhados,

fardos de muitas vidas que carregam,

estragos que deflagraram,

milhões que os entupiram,

desfalecem,

 

esqueceram os que mataram,

redenção na religião,

convencimento que acalentam,

quando se encostam, quando tentam,

feras são o que são,

morrem tristes, sem perdão,

sem seiva, viço ou feição,

na volupia do milhão,

do interresse, confusão,

na guerra, destruição,

 

imbecilizados, quase dementes,

nunca foram inocentes,

penso, com receio,

investigação minuciosa,

conjecturo, quando me aventuro,

MUNDO cavernoso que adivinho,

excessos que se derrubam,

instante,

qual castelo, qual gigante,

 

devassa do que transportam,

se reflecte,

avassala aquilo que foi corpo,

tétrica postura cadavérica,

mancha que se esbaça,

quase morto,

 

rugas que marcam rosto,

alguma intrusão,

confesso,

naquele que já foi colosso,

farrapo, devasso ou resto,

perpetuado em triste conto,

obra gravada na pedra

que se levanta,

quando grita,

que se espanta,

quando finda!!!... Sherpas!!!...

 

{#emotions_dlg.confused}{#emotions_dlg.mad}{#emotions_dlg.sad}

04
Ago10

... molécula!!!...

sherpas

... intimidade de cada um,

fechada como pedra dura,

molécula que se não desagrega,

vestígio que denuncia

tempo de forças descomunais,

como tantos seus iguais,

face nodosa, mais escura,

vida curta que se despega,

berços doirados, choças, caminhos,

origens diversas, princípios,

dádiva de SOL que os espiga,

crescimento que os vai moldando,

ensinamento,

num rompante,

 

experiência amarga,

vida dura que não perdoa,

carrega que carrega, doa que doa,

sacrifício,

quanta chaga, quanto martírio,

 

aconselhamento directo, luvas macias,

tantas festas, alegrias, sorrisos,

demasias,

rechonchudos, mais magriços,

bem cobertos, quase nus,

face a astro reluzente,

não diferenciando a gente,

energia que recebem,

enquanto medram, aquecem,

 

objectivo que se projecta,

não induz, pouco afecta,

servindo mais como alerta,

na escuridão

como LUZ,

 

progressão do que se não encurta,

dura faina,

quase luta,

afagos, doces conchegos,

receio de quem protege,

desprezo,

contraditórios de medo,

 

sossegos, desassossegos,

num percurso que se baila,

som distinto, variago,

melodioso ou agreste,

vestimenta que se veste,

cobertura que nos rege,

olhar vivo, descarado,

mais mortiço, ludibriado,

 

insignificância que explode,

magnificência de semente,

acolhimento que encobre,

que rebenta,

quando mostra,

dádiva estranha

que se entranha,

interrogação que se não decifra,

ponto de encontro, enigma,

 

laivos que nos entontecem,

raios que são vislumbres,

doses certas que acontecem,

lampejos que iluminam,

sombreados que desencaminham,

 

horrores escuros,

medonhos,

adormecidos,

sem sonhos,

vítimas empedernidas,

moléculas duras, esquecidas,

dum todo, parte diminuta,

o que luta, o que não luta,

o que se sobrepõe, dispõe,

o que se deixa conduzir,

tendo LUZ, na escuridão,

energia que... faz FUGIR!!!... Sherpas!!!...

 

{#emotions_dlg.confused}{#emotions_dlg.mad}{#emotions_dlg.smile}

02
Ago10

... significado!!!...

sherpas

… significado dado,

reza, intuição, descoberta acidental,

resma de cálculos, argúcia,

ambição desmedida,

vontade indómita,

liderança de jovem que sobressai,

pertinente movimento que se cria, tristeza, alegria, emoção,

lágrima que derrama sobre pedra dura, insensível,

cura que espanta,

diferença abissal,

 

caverna fria, escura, inexpugnável,

mão que se levanta, abate, maltrata, subjuga,

receio, périplo duma fuga,

 

criação, explicação,

profecia,

razia dos mais fracos,

prepotência dos que se juntam,

impérios que luxam,

casarões, dádivas ao desconhecido,

sinal que faz pensar, lucidez, placidez, meditação,

destruição,

 

vidas tão vidas como as nossas,

seres tão diversos,

tão juntos,

comunhão,

entre muitos,

naquele anfiteatro gigante, desprotegido,

sem voz, grunhindo,

comendo raízes, subindo árvores,

fugindo,

 

débil tão débil, criatura desconforme,

desajeitada,

um quase NADA,

experimentação,

um laivo que despertou por acaso

ocaso…

 

são ERAS, são TEMPOS,

escassos momentos,

abrigo que é casa,

inquilinos diversos,

formas raras, existências,

incógnita aflitiva

ciência que se obtém,

cumulação que se arrecada,

sobreposição entre tanta bicharada,

 

domínio que se nota,

 

rareza de quem sobressai,

recuo que avança,

leis que regulam TUDO,

habilidades que encontra,

confronto com medonhos, horripilantes, de sonho,

era uma vez… Sherpas!!!...

 

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