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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

23
Nov10

... mudança!!!...

sherpas

… já nos tempos medievais faziam grandes castelos,

muralhas de arrepiar, receosos, tão brutais,

espaventos nas guarnições, com vassalos embevecidos,

damas esganiçadas na fala, farfalhudas no vestir,

sedas, brocados, cetins, caras empoadas, cabelos,

verdadeiras maravilhas, equilíbrios fenomenais,

 

jantaradas que eram banquetes, grandes gestos, grandes gritos,

bestas desconformes, possantes, corpos enrijecidos,

nobres que eram maridos, sangue diferente, diziam,

nas guerras que eram rapinas, chacinas, grande porvir,

sons redundantes pelos ares, ferros com que esgrimiam,

maralha tão rasteira, servil, carneirada que os seguiam,

 

terras a perder de vista, condições tão degradantes,

senhores nos seus poleiros, chusma nos entretantos,

bases com que construíam ducados em certos reinados,

condados por tantos lados, castelos com ameias, nos cimos,

gozando como sabiam,

comendo à tripa forra, bebendo sem contenção,

procriando com damas finas,

farfalhudas no vestir,

criadas belas ao jeito, fazendo filhos bastardos,

 

nas guerras que cometiam,

nos castelos que construíam,

ainda hoje, quando passamos, os vimos,

lembramos festins, querelas,

vinhos entornados pelas goelas,

sedas, brocados, cetins,

cabelos fenomenais,

muito acima dos desiguais,

 

populaça que os serviam,

quando gritavam nos seus condados, sangues nobres tão iguais,

interiores amuralhados, possantes, enrijecidos,

tão diferentes, convencidos…

 

tempo de trevas tão densas, voragem que tudo rejeita,

quando passa, vai esbatendo,

colocando pecinhas no lugar,

contratempo para beneficiados,

aquando nos seus bocados,

altos castelos no cimo,

tão rijos, conseguidos,

duras refregas nos campos,

cruzar de ferros,

perda de vidas humanas, tantas raivas, tantas sanhas,

 

quantas lutas, quantos bailes, quantas justas para treinar,

quantos banquetes, quantas posses, quantos filhos engendrados,

dentro ou fora do leito conjugal,

eram bestas, eram criados,

eram senhores, eram fidalgos,

 

vestires de estontear, farfalhudos, com risadas de encantar,

nos entretantos das guerras, no alto dos seus castelos,

tão receosos, tão brutais,

uns que comiam tudo, outros menos iguais,

diferenciação tão grande, carniça sem importância,

quase ao nível do chão, lacaio, vassalo ou cão,

 

caçarias de alta monta, grossa peça ou javali,

tal como estudei, quando os li,

parecenças com o que se passa, não achando nenhuma graça,

quando duques se sentem marqueses,

comendo à mesa do rei,

corte de lambuzadelas, tal como sinto, como sei,

quando pressinto escapadelas, fugas de informação não segura,

no contexto que não augura,

desleixa, derruba, faz dano,

na modernidade do engano,

 

recanto que é quase condado, trocando épocas tão distantes,

cenas ridículas, às vezes, Merlim que é Presidente,

alquimista ou adivinho, seguindo seu próprio caminho,

obscurantismo presente,

 

inquisição ao melhor nível, tara, cobiça, religião,

pegando no seu cinzel

vai desbastando os que estão, limando arestas que restam,

criatura medonha, insensível, medievo no proceder,

quase nulo no saber,

esgrimindo falácia tão grande, hipocrisia que perdura,

grande mal que se não cura,

 

ambulantes, quando vendiam, festim, feira ou romaria,

mostravam o que sabiam, com músicas e fantasias,

animais estranhos que cativavam,

bobos, trovadores que entoavam,

palanques no largo de grande castelo,

sempre vendiam, arrecadavam,

mais fortes se tornavam,

 

haveres,

cumulativos que os enriqueciam,

sedas, brocados, cetins,

damascos, rarezas e afins,

classe que se foi formando, conhecimento de terras longínquas,

partilhando espertezas profícuas,

comprando títulos, burgueses,

quase condes, sem condado, quase duques ou marqueses,

 

comendo à mesa do rei,

parecendo, estando presente,

mediante façanha ou feito, arrecadação de fortuna imensa,

num ápice, quando se pensa,

tanto louvor espargido, tão presidente na frente,

tão requintado nas vestes, farfalhudas quando enfeitadas,

cabeleiras bastas, empoadas,

distinção, passado recente,

alquimia na fornicação, mistura que se vai fazendo,

merecendo ou desmerecendo,

 

esboço dum início remoto, tanto agora, como dantes,

consoante sei, desgosto,

poderes tão avultados, vendedores de coisa pouca,

impérios desmesurados,

catedrais de religiões, consumismo desbragado,

altos castelos de vidro, centenas, milhares de empregados,

fluxo que reflecte riqueza, abastança que joga tudo,

vendo o MUNDO por um canudo,

espezinhando todos e TUDO,

 

bufarinheiros do medievo, quando os penso, quando os vejo,

do alto dos seus castelos,

quando os observo na plenitude, sem mágoa, fúria ou virtude,

olhar sábio, inteligência doirada, cumulação,

vendedores ambulantes, frutos exóticos,

arcos românicos ou góticos,

preciosas peças que exultam, quando vendidas, resultam,

 

quando se pensam marqueses,

comendo à mesa do rei, láparos nas horas mortas,

caminhos tortuosos nas entradas que não são portas,

pouco te fixas, te importas,

 

obscurantismo, grande vazio,

vésperas que se não tocam, sinos que emudecem,

títeres que nos entristecem, fenecem,

fúrias com espadas em riste, couraças de tanta rijeza,

suprema força, aspereza, religiões que me confundem,

catedrais que se mascaram, quando encerram ladainhas,

se dobram ao luzidio,

doce remanso, vontade de nojo, fastio…

 

tempo não pára, avança, tudo passa, se paga, se alcança,

todo ele é feito de mudança,

repetitivo, torna-se contradança,

enjoa, cria habituação, maus costumes, duques que se pensam marqueses,

condes que foram burgueses,

reis que cativam fiéis, banquetes, lautas comezainas,

ladainhas como entreténs, catedrais, tristes preceitos,

rezas que pouco convencem, choupanas, terrenos com lodaçais,

pântanos que tudo engolem,

quando bebem, quando comem, não há lutas sem defeitos,

não há guerras sem guerreiros,

não há castelos… sem dinheiros!!!... Sherpas!!!...

 

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16
Nov10

... sou do TEMPO!!!...

sherpas

... sou do TEMPO dos sem tempo,

recalques, aviltamento,

da miséria que se vivia,

tempo da lavoura, outra senhora,

pior do que irracionais, maioria dos menos iguais,

sem abrigo, roupa, comida,

vida que era corrida,

desencanto, profanação,

sem lugar, habitação,

 

dura côdea de pão,

terras duras, na perfeição,

charrua sangrenta na mão,

semente lançada no chão,

chusma de gajada na rua, malteses ou ganhões,

comendo sopa de patrões,

 

casa comum, quintalão, carros com bestas nos varais,

refregas ao longo do dia,

triste cantar, choradeira,

tasca com vinho que era zurrapa,

fuga do TEMPO, na bebedeira,

no salto que se dava na esquina,

rodopio de saias, desafio,

gaita de beiços, com fúria,

enlaçamentos na cintura,

festas ocasionais,

 

ladaínhas na igreja da vila,

pároco tão ronço, tão manso,

barrigudo, grande descanso,

abençoado patrão com lugarzinho de feição,

pertinho de santas, santos,

tempo de premonição,

horas de destempero

quando o TEMPO perguntava ao TEMPO,

os que não tinham qualquer espécie de TEMPO,

vergados aos que tinham TEMPO,

 

quase como nos varais,

outras bestas, quase iguais,

sol que ainda rompia,

noite escura, tão vazia,

cinzento TEMPO se tinha,

botas rudes, corpos cansados,

gemidos que se não ouviam,

canalha deitada na rua,

trapinhos que não a abrigava,

barriga vazia, quase nus, quando descalços,

olhos abertos,

vagueavam ao DEUS dará,

 

no TEMPO da outra senhora,

lembranças de quem teve TEMPO,

lavoura de ripanço desmedido,

exércitos de lacaios nos carros,

em grupos densos pelos campos,

cantares, tantos desencantos,

choradeiras tão arrastadas,

vidas sem TEMPO, azaradas,

bebedeiras nas tascas, vozearia,

sem laivos de alegria,

 

cigarros de enrolar na beiça,

torvelinho que se não deixa,

mulher que era tropeço,

filharada de pé descalço,

quanto e quanto percalço,

ignorância que era um esquema,

religião de humildes, com ricos,

padres gordos, tão ridículos,

 

aldeias, vilas, cidades,

outras estórias, inverdades,

ama de leite da patroa,

quando se canta, quando se entoa,

rendinhas, bordados mil,

criadas de muitos afazeres,

eram instrumentos, eram mulheres,

outras gentes, todas sem TEMPO,

gratas, humildes, boas,

quantas mentiras, grandes loas,

mães de crianças que eram brinquedos,

junto dos que tinham TEMPO,

 

gratificações, outros medos,

TEMPO de obediência,

excelência,

agora repetidos, quando se alongam,

retrocedem, já se prolongam,

hidra de Lerna mitológica, quantas cabeças,

palavreados escassos, respeitos,

decepadas, logo renascidas,

descendentes daquelas VIDAS,

destempero,

remendo que se não decepa,

nódoa que prevalece,

mais alastra, quando cresce,

 

erva ruim, dum pântano,

filha de monstros Tifão e Equidna,

mais e mais se desequilibra,

quando nos rouba a própria vida,

remanesce de história de agrado,

com relampejos num devaneio,

circuito, curto passeio,

sorrisos sonsos, hipócritas,

não os decepas, não os vomitas,

não serás Héracles possante,

quando os aguentas, degradante,

situação de roubo tão grande,

impunidade como dantes,

no TEMPO que te roubaram,

fazendo o que bem quiseram

os que tiveram TEMPO entre os que nunca tiveram,

tão folgados, extravagantes,

 

entontecidos, proliferam,

da outra senhora,

quase dívida, penhora,

renascimento dum lamento,

desgraçados como sempre,

da tua própria vida se apoderam,

do TEMPO que nunca será teu,

num DEUS que nunca te deu,

numa hidra que rejuvenesce,

cabeças incontáveis, despertas,

tão ocultas, tão adversas,

do TEMPO a que regressas,

não mereceste, não mereces!!!... Sherpas!!!...

 

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15
Nov10

... aperitivo!!!...

sherpas

… não consigo entender,

labiríntica cidade velha,

ruas estreitas que são nesgas,

pontes que se acotovelam, subidas constantes,

êxtases,

outros prazeres,

 

vozearia compactada, recinto reduzido,

cozinha lá ao fundo, balcão, logo à entrada,

clientela basta que espera,

recepção, sem sala apropriada,

odores gastronómicos de sonho,

quando entro, de pé me arrumo,

ali me encontro,

 

trattoria que me foi recomendada,

observo, com encanto redobrado,

intérpretes principais de tal ocorrência,

serviçais, sorridentes,

prestativos nos preparativos,

rápidos, bem activos,

ambiente acolhedor, com que gosto, fervor,

 

acolhem quem chega,

se comprime,

antes da bênção do paladar, alguma penitência,

dada a excelência,

 

apetite que se avoluma, redime,

vinho tinto adocicado,

copos pequenos que vão passando de mão em mão,

satisfação,

aperitivo, em momento dado,

 

prematuramente envelhecido,

sorriso alargado, homem alto, encanecido,

num remexer constante,

servindo,

pessoas que aguardam lugar sentado,

mais paciente, agradado, sorrindo,

 

motivo gastronómico, fome que aperta,

no casario que nos cerca,

bem no centro, junto a canal,

começo de ponte, começo de degrau,

 

quase escondida,

curto espaço, num vau,

recomendação,

ansiedade que se aquieta, quase perdão,

espera que se não sente, no meio de tanta gente!!!...  Sherpas!!!...

 

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12
Nov10

... culpas!!!...

sherpas

… por culpa alheia, nada me seduz, premeia,

inconformidade que me é própria,

incomodidade que consome, causa que bem conheço,

quando reduzo, aborreço,

 

perdido em deserto sem fim,

olho-me, não dou por mim,

sensação que é adversa, solidão de quem se confessa,

companhia que não desejo no dealbar deste trajecto,

 

técnico que sobe nas escadas, esforço dispendido

trabalho pesado, conversas dadas,

buraco na parede, convertido,

acesso no recesso, passagem na ligação que se concretiza,

pretensão adiada, pausa que me inferniza,

 

espera repentina, material desajustado,

mal visto, não calculado,

estética que grita, aberrante no confronto,

assentimento, acordo, pesponto,

sorriso, numa concórdia que se busca, procura, rebusca,

barulhos, pós pelos ares,

limpeza que se perspectiva, aviva desconforto,

não pronto,

 

tanto carinho, tanto afecto, condição de ser mais velho,

cumulo de experiências imensas,

quando as recordas, as pensas,

mais pobre, na vida que se encurta, quase objecto, sem jeito nem forma,

sentado numa casinha ao lado, vou escrevendo o que me ocorre,

inquietude de quem vive, de quem morre,

 

quase ao desafio,

trabalheira de quem faz pela vida,

sussurro, quase pavio, maior estardalhaço, quando preciso,

 

décadas que nos vão desgastando, sabedor do que não me seduz,

incrédulo, quando avalio,

sujeição, por contrato assumido,

encolho os ombros, sorrio,

 

dono de tudo, senhor de nada, cara gorducha, anafadinho,

prendado sem fitas, com garbo,

sentado em maus bocados, continua tarefa, trabalho,

medalhística pouco lustrosa, nem pio,

nem ralho,

contraste de quem se não conforma,

de quem se prostra,

se forma,

vai desenvolvendo ofício, pela vida, ganhando o pão,

conversa, quase desafio,

 

palavreado que se arranja,

quando intervala, descansa,

cumprindo, ajeitando o que coloca,

suando estopinhas, apertando rosca,

girando ferramentas apropriadas, energia dispendida,

quase término, quase de vencida,

 

incómodo, mais cómodo, quase resolvido,

no tempo justo, composto,

contido,

satisfeito consigo, comigo,

pagamento,

mais bem disposto!!!... Sherpas!!!...

 

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06
Nov10

... Sirocco!!!...

sherpas

... dias luminosos que, num repente, mudaram de feição,

ventos fortes do SUL, maré alta, muita chuva,

tudo que era perfeito,

imperfeição,

água por toda a parte, fora dos canais,

tristeza húmida que desalenta,

sala de estar, mais portentosa pela monumentalidade,

piscina aberta,

 

a quatro palmos do solo,

passadeira que nos conduz, enquanto Veneza afunda,

maré que incomoda, transtorna,

agravada pelo SIROCCO,

deixa de ser um sonho,

inconveniência que modifica hábitos,

dá tiques de requinte no calçado que se apropria,

botas de borracha de cano alto,

dfino recorte, cores que cativam,

dão tom à vestimenta,

 

agasalhos que se completam, lenços à volta do pescoço,

chapéus, bonés de variados tipos, com ou sem bicos,

inventiva de quem habita,

de quem vende uma cidade que é única,

sem rodas, sem fumos, sem escapes, ruídos esparsos,

nos táxis que são barcos,

 

anoitecer menos festivo,

na linha do horizonte daquela lagoa,

cruzeiros que seguem destino,

abrindo caminho,

solene,

relampejante, nos flashes que se vão disparando,

imagens que levam,

saudades que sentem,

estando ainda,

na hora da passagem, da partida,

 

saboreando um bom vinho tinto, palitando delícias de maravilha,

encostado a balcões modernos,

mais antigos,

vozear que nos segue,

acompanha no bom trato recebido,

na saborosa gastronomia de Burano,

nas jóias de artífices em vidro,

em Murano,

saltitante de ilha para ilha, passando na dos mortos,

cemitério que é descanso,

 

pormenor que lembro nas cores vivas das casas de famílias,

no pedacito que é catedral,

fio que se estende do outro lado do grande canal,

ambulâncias que acorrem a qualquer emergência,

polícia que utiliza transportes idênticos,

devagar, com urgência,

 

divagar pedonal, estreitinhas as ruas,

esplanadas nos “campos”

barulheira nas tratorias,

visual tão igual, na simpatia, na pujança,

no recebimento,

luxos, espaventos no palácio principal,

vista total do alto da torre,

violinos, pianos que tocam,

emudecem,

pela maré, pelo SIROCCO,

a quatro palmos do solo,

 

desalento momentâneo na velha senhora que continua

tão bela, tão única,

que se afunda,

não afunda,

se canta,

encanta, guarda num canto do pensamento,

dias de chuva, de vento,

dias de sol que valorizam ainda mais tanto esplendor... Sherpas!!!...

 

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03
Nov10

... catedral!!!...

sherpas

... corrida, maletas no vaporeto,

pulando por águas do Adriático,

pancadas secas no casco,

alguma aflição patente na face da minha mulher,

vencendo distância, seguindo trajecto,

olhar fixo, quase apático,

frenético despacho,

um frete, como se quer,

 

rápido, eficiente,

como qualquer profissional,

de qualquer capital,

avenidas, vias rápidas, auto estradas,

quantas travessias contratadas,

cumprimento dum aluguer,

 

mais calma a corrida,

aproximação de polícia numa saída,

entrada no grande canal,

delícia de vistas, quase melodia num grande concerto,

depois dum desacerto,

embalados, lá vamos querendo ver tudo,

balbuciamentos,

exclamações que saem aos borbotões,

quedos, mudos de assombro,

encantamentos,

 

ponte grande repleta de gentios,

acostamento no cais, lugar apropriado,

somos lamparinas pequeninas,

chamas tão débeis, mínimas,

somos pavios,

espaço tão belo, conhecido de então,

passagem de acaso, apontamento de Verão,

caminhada para o Hotel, rua estreitinha,

metro e piques,

 

papeladas de entrada, arrumação de malas,

saída precipitada,

toques dos sinos, torre tão alta, horas ou repiques,

fila que se alonga em frente à catedral,

paciência que ordena,

vigilância de entrada,

sem malas, sem mochilas,

banho de bizâncio, pinturas de Tintoretto,

arcos mesclados, estilos distintos,

penumbra que campeia, santos, santas,

altar imponente nas vistas de todos,

progressão que tudo contorna,

gulosas tão ávidas,

são séculos, são quereres,

 

são votos, são promessas,

são gentes vorazes, são teres,

são cobiças, são haveres,

são mostras, são poderes,

são grandezas para ver,

 

contornos exteriores,

pinturas recuperadas,

maciças esculturas, pináculos, rendilhados,

são pedras, brocados,

são vidas, bocados!!!... Sherpas!!!...

 

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