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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

30
Ago20

... a tasca!!!...

sherpas

… a fama precedeu-o,

pelo sabor, pelo diferente,

típico, genuíno, tão nosso,

de boca em boca, conhecido de muita gente,

lembro, quando posso,

DSC07220

coelho saboroso, assado no forno,

numa palangana de barro,

repleta,

cheirinho apetitoso, afazer doméstico, receita de sempre,

completa,

 

traz, comunica, avança, informa,

toma como norma,

satisfaz, quem vem de novo, quem volta,

repete,

com gosto, conversa se mete,

 

sítio escuso, aldeia pequena, amontoado de casas,

uma tasca,

bancos corridos, mesas compridas, três ou quatro,

balcão tão rude,

prateleiras despidas, algum conteúdo,

 

homem mediano, grande barriga, tom sério, poucas palavras,

modesto, o “ti” Chico,

atento, simples, directo, alentejano puro,

círculos no tampo do balcão, tão tintos,

petisco,

 

retintos, libações escassas,

quando entras, quando passas,

satisfação do corpo,

 

intervalo na faina, companheiro do campo, lides tão duras,

uma “bucha” um copo,

assadinho no forno, que gosto,

bem posto,

 

fleugmático, resposta repetitiva,

que agrada,

cativa,

entrega, simpatia, ementa reduzida, coelho composto, pequena quantidade,

espera incerta,

sossego, alegria, pergunta, na certa,

comida que se busca, informação conhecida,

 

para beber, vinho tinto da zona,

acompanhado com batatas de pacote,

se houvera...

uma sorte,

casqueiro, côdea dura,

caseiro,

 

banquete, ocasião,

lugar d´afeição,

pudera... satisfação,

 

muitas vezes regressei,

muitos coelhos lá comi,

bem sei...

 

o tempo passa, às vezes esquece,

permanece a lembrança

da tasca...

 

bancos corridos, mesas alongadas, balcão tão rude,

círculos tintos,

prateleiras sem tudo...

 

pouco conteúdo, homem simples, barriga grande,

ar fleugmático,

não serviçal... tão prático,

 

batatas em pacote,

uma sorte, uma sorte,

 

pão, tinto da zona, plangana de barro,

coelho assado no forno,

um gosto, um gosto,

ementa sempre igual, tão normal,

tão normal,

 

foi negócio, foi reforma do “ti” Chico,

casa, petisco...

tasca tradicional,

tão sempre, tão igual,

 

apenas no nome, agora, evolução,

tempo que altera, feição,

outro salão...

 

divisões diversas, ementa e tudo, muita oferta,

mesas normais, cadeiras a preceito,

prato principal,

tal como o dito, na casa que foi tasca,

 

restaurante que mantém, palangana enorme,

assado no forno,

mata a fome a quem vem, a quem sabe,

com graça, também, dichotes do “criador”

histórias, às vezes,

todo um SENHOR,

 

recordo, quando vou, quando lembro,

quando passo, algures… por aí,

perto daqui… Sherpas!!!...

28
Ago20

... abelha!!!...

sherpas

quando, tenra idade ainda… tomamos como exemplo,

observando cuidadosamente, aprendendo,

néctar dos DEUSES, maná,

mais velho, parente, próximo, somos induzidos,

quedamos com marca, ficamos moldados,

negativa, positivamente...

para sempre,

devidamente protegidos,

“verificando estado das colmeias, no prado, fumigando abelhas, retirando favos,

lentamente...

ensinamentos, bem vincados na nossa mente, transportando quadros para divisória,

retirando mel por centrifugação...

todo um senhor, como apicultor,

DSC06109

… formamos personalidade própria, a nossa, ao longo do tempo,

resto da nossa vida...

mesmo depois de desaparecido, lembramos, com saudade,

recordação tão doce,

o que nos deu, o que nos trouxe, episódio marcante,

passadas que foram décadas...

 

como se fora ontem,

há dois dias, dois anitos apenas,

indiferente,

como ferro ardente,

duras penas, acontecimentos dispersos,

reversos… continuidade,

pura verdade…

 

… os que acumulam anos, resma deles,

quando parados, disponibilidade...

têm tendência, mui digna, agradável, de olhar para trás,

comparar com o presente...

distinguir, quando melhor ou… pior,

 

… graçola, simplesmente, curiosidade vivificante,

repetição do que gostou,

marcou...

ajudou a aperfeiçoar seu <> eu <> ego, fazendo eco,

clarividência assombrosa, creio...

 

sobre passando tudo, todos,

emergindo...

por fim, tal como era, tal como veio,

filme antigo que se visiona, outro cariz, outrossim,

impressiona…

 

“para cima, para baixo, com trincha, aplicando bioxene sobre madeira crua,

rodeado de mobílias distintas, cobrindo com verniz,

fazendo como diz”

 

… passa comigo, passa com outros como eu,

mesmo nível etário... não sendo otário,

sonhador, imaginário, coração nas mãos, alma na ponta da língua,

tempos de míngua...

recordatório permanente, com meus irmãos,

como fui, continuo sendo,

sempre...

 

bem acordado, lembrando,

sem estar nos braços de MORFEU,

muito antes, muito antes…

 

“bem cozida em recipientes enormes, prensada, depois de seca,

cortada em cubos, transformada em rolhas, buchas, palmilhas,

matéria prima, a cortiça”

 

… alturas há, determinados locais do meu ALENTEJO,

quando passo, paro, comparo,

vejo...

 

como era, como foi, já não está,

guerra de destruição sem quartel,

recordação...

campo florido, gramínias diversas,

altura própria... dispersas,

lençóis extensos, coloridos a perder de vista,

pinturas maravilhosas d´outrora,

não estando agora...

 

mais diminutas, pontuadas, reduzidas,

menos insectos que... abundavam,

completavam…

 

… cumpriam sua natural função, poisando nesta, naquela, na outra flor,

por momentos, como quem beija,

seu interesse...

sua ilusão, transmitindo pólen, fertilizando,

entrecruzando...

 

sucesso, polinização, perfeição…

“contratação de alfaiate a fim de obter moldes,

de papelão, simples papel,

trabalhador compulsivo, máquinas de vulcanizar...

 

 

sempre activo, venda, compra de máquinas de costura,

OLIVA, OLIVA… que formosura,

cursos de corte apropriados,

mais tarde contratados,

fabriqueta de confecção...

 

com “napas” fazia fardas para tractoristas,

compra terrenos, umas casitas”

 

“não fugindo ao tema, minha formação,

minha aprendizagem, minha marca, quase me escapa,

meu exemplo, como atarefada abelhinha...

 

campos, gado, pastagem no vale, m´ocorreu, por simples acaso,

cambalacho... sociedade,

nas feiras em que se personalizava,

 

juntando, comprando, vendendo,

comerciante, industrial, lavrador, ganadeiro,

pequeno hortejo junto ao poço, homem abelhudo,

um sabe tudo...

 

tanques de rega, seu enlevo, perdição, azeitona, aquando da recolha,

azeite, na casa dos filhos”

 

… agricultura moderna, mais produtiva,

que desespera...

 

incentiva nos ganhos chorudos, altera normas, modifica “MUNDOS”

tão importantes...

 

concretizando sonho de sempre, fundamentais,

dantes... eram essenciais,

desesperadamente calcados, considerados,

agora... rejeitados,

produtos da terra, searas, sobreiros, azinheiras, como se foram pragas,

insectos de variadíssimas espécies,

formas, feitios...

 

empecilhos que urgia dizimar, desafiante

ocupação...

do que estava bem, equilibrado, mezinhas várias, químicas a preceito,

com muito defeito,

liquidaram a seu belo prazer, como quiseram,

modificaram,

alteraram seu gene, produziram em excesso,

sem receio,

sementes diferentes…

 

“muitas ideias, desejo de ver o MUNDO,

a trouxe-mouxe, fosse o que fosse, desculpa louvável,

atalhado, ainda no meio,

acabar com a fome, recolheu à terra da verdade,

intolerável”

 

dos sete ofícios, loja maior em que vendia tudo,

resultado,

homem de CRISTO, praticante,

vendia tudo...

 

papel pardo, d´embrulho, atrás das tábuas, ajudando,

vendendo pequenas porções, arráteis,

livrinho dos assentos, dívidas, meios ou quartos,

tão parcos...

quanto preconceito, vergonha, tão pobrezinhas as vidas,

minha tristeza, engulho, não foi exemplo,

pretexto da minha fuga...

 

descalços e nus, os clientes,

como abelhinha atarefada, convívio com estas gentes,

entre vidas que comparo,

reparo,

pai fenomenal, monumento, minha saudade, meu exemplo”

… pagando o justo pelo pecador, muita FÉ, grande EXEMPLO,

pagando todos, SAUDADE tão grande,

grosseiros, tolos…

 

entra em mim profunda tristeza, quando comparo,

quando reparo...

 

quando olho, quando vejo, no meu local de sempre,

no meu ALENTEJO...

 

na minha pintura a esmo, no meu quadro favorito,

quase dou um grito... quanto me aflijo,

lençóis extensos coloridos, sons alvos de cigarras, de grilos,

zumbir de mosquitos, abelhas, gafanhotos,

libelinhas nos charcos, sapos aos saltos...

 

nas lojas antigas, coaxar de rãs,

quão mortificadas, perdidas, águas límpidas da ribeira,

natureza plena, arvoredo florido,

polinização a preceito,

sem defeito…

 

… era verde o meu vale, bem pintado, perfumado,

homens, natureza, em uníssono,

bem precioso, quando lembro, pouco vejo neste ALENTEJO que trago,

bem guardado... bem guardado,

menos cheiroso, mais acinzentado, maltratado,

terra pequena, vilarejo,

sementes transformadas, por homenzinhos que alteraram,

ganância como objectivo...

 

destruíram, modificaram, seres vivos tão necessários,

abelhas no colmeal,

TEMPO,

enxames a perder de vista…

 

 

… quando se perde, não se conquista,

assim vai… o lamaçal,

num MONSANTO que se estende, corroendo equilíbrio vivente,

num PORTUGAL que se não entende,

 

todo o MUNDO,

confuso... confuso!!!... Sherpas!!!...

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