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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

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23
Set13

"CATEDRAIS"

sherpas

... não, não é conto, aconteceu numa grande superfície,

catedral de consumo,

como dizem, assim presumo,

inaudito, porque inédito, tão original como isto,

 

 

quedei hirto, pensativo, entrei, sentei, procedi,

mais próprio da velhice,

na que me encontro, aceito, não contradigo,

vou indo, agora, indico...

 

“pare, pense na vida,

coloque uma moeda para quem precisa”

 

simples, preciso, conciso,

espaço adequado, mesas, cadeiras, grande sofá corrido,

letreiro, logo no início,

caixinha, com ranhura, lugar afastado do bulício,

 

 

não estava escondido,

bem aberto, de tudo, de todos, bem perto,

pessoas que se atropelavam,

afã das compras, satisfação dum desejo,

como lobrigo, assim o vejo,

 

idas, vindas constantes, movimento que se ia adensando,

barulho que se dissipava,

quando embebido em pensamentos próprios, sentado,

 

dos outros, da vida, comigo, satisfazendo o preceito,

este o meu jeito...

 

“pare, pense na vida,

coloque uma moeda para quem precisa”

 

... pensei, pensei, pensei, quando entrei, quando sentei,

absorto, senti-me mais novo,

recuei, revivi momentos tristes, mais alegres,

contei anos, lembrei casos, 

envergonhei-me com atitudes, indignidades tantas,

palavras insensatas,

devaneios de alguns,

 

como o tempo passa, quanta desgraça, quanto intento,

lamento,

ajuda desinteressada, recato numa catedral de consumo,

com uma caixa, com um letreiro, com uma ranhura,

 

quando perto, quanta lonjura,

pensamento incrível, velocidade vertiginosa,

gente bonita, gente formosa, humanus,

que páram, pensam na vida, tamanhus,

 

“pare, pense na vida,

coloque uma moeda para quem precisa”

 

já tenho entrado noutras catedrais,

bem  diferentes dos kapitais,

direccionadas para a fé, para a esperança,

para o recolhimento, para a oração,

aqui ao pé, lá longe, noutras capitais,

 

sem pensar no mais ou menos milhão, conversando comigo,

CONTIGO,

só, como gosto, bem posto,

longe da miséria, do desgosto,

olhando em volta, imagens sagradas,

para quem pratica, talhas doiradas,

 

santos e santas, imagens do martírio,

sacrifício do filho MAIOR de DEUS,

segundo apregoam padres e bispos, feito à imagem e SEMELHANÇA,

pobre entre os POBRES,

julgado pelos homens,

trocado por um ladrão, pregado numa CRUZ,

ainda vivo, olhar comiserado, revoltos os elementos,

momentus,

jogatana sobre as vestes, lanças e cravos, rei do REIS,

rei dos JUDEUS,

filhos teus, filhos meus, ricos, plebeus,

FARISEUS,

perdoadas as faltas, não cumprindo regras,

quando confessas,

quando apelas, pecas,

pecas,

pecas...

 

“pare, pense na vida,

coloque uma moeda para quem precisa”

 

... tal como na catedral de consumo, ali ao lado, sem letreiro,

caixinha das esmolas,

caridade oficializada,

dando um pouquinho, não dando nada,

 

acumulando, através da fé,

usando a ralé, ignorância de vulto, na reza, no culto,

na venda de tudo,

no recanto “imaginário”

espaço vazio, mesas, cadeiras,

sofá corrido, com letreiro apenso,

assim o penso...

 

“pare, pense na vida,

coloque uma moeda para quem precisa”

 

descrédito tamanho, quanto engano,

enviesados caminhos, que não são pergaminhos,

nódoas tão grandes, entretantos seculares,

longe dos homens, dos lares,

 

fazendo cúmulos imensos, fugindo ao FISCO,

catedrais dos KAPITAIS,

lembra-te disto, amigo dos MAIS,

 

CATEDRAIS da ESPERANÇA,

melhor não seria parar um bocado, tão IGUAIS,

LAICA GOVERNANÇA,

de pé, de joelhos, sentado, com caixinha de ranhura,

sobrancelhas,

nas vistas, perante LETREIRO,

contornando a dor, a agrura, a tempo inteiro,

 

olhar para a vida, para os que, dela, pouco ou nada têm,

fazendo-os ALGUÉM,

nova atitude, outra FARPELA???... Sherpas!!!...

 

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