Terça-feira, 28 de Novembro de 2017

... notas soltas!!!...

... quem espera, desespera,

 

... quando a carência avulta,

na sombria noite,

cobertor,

papelão que pouco oculta,

sofrimento, tanta dor,

estrela que é entretém,

miríades que estão encobertas,

luz urbana que as disfarça,

dossel de luxo, de quem não tem,

portas, janelas abertas,

indiferente a quem passa,

não olha,

superior, divina graça...

... quando a esperança se dissipa,

qual nuvem esbranquiçada,

fumaça leve,

esmaecida,

sinalética que tudo indica,

miséria mais protegida,

sol, estrela maior,

dia que se aproxima,

nascer,

espectáculo que nos embevece,

energia que recrudesce...

 

... quando a promessa se não realiza,

mentor,

mau conselheiro,

esgar, aflição,

pouco dinheiro,

pouco ou nada se concretiza,

pensamento impuro nos persegue,

deidade que não nos vale,

inclemência, débil fio,

espada assassina,

desafio...

 

... quando o conflito se eterniza,

em norma se torna,

rotina,

estrondo maior, surdina,

estilhaços que tudo varrem,

tudo fazem,

desfazem,

ceifa gigante,

fim do MUNDO,

acabamento que calca fundo,

sossego, profunda acalmia,

trégua, curto intervalo,

ouve-se o cantar dum ralo...

 

... quando a maleita nos atinge,

batas brancas,

caras de caso,

agulhas, pensos, sangue espesso,

ferida que exala cheiro,

osso partido, cosedura,

alinhamento,

sábia gente, ensinamento,

conservação, massa de gesso,

mau presságio,

recta final,

diagnóstico que não aflige,

passagem, mau bocado,

simples mortal,

numa maca, deitado...

 

... quando a carteira se esvazia,

penhora teres,

haveres,

quanta falta, primazia,

vida custosa, pobres seres,

tão pertinho do chão,

na rua,

mais um inquilino,

sem vintém, sem tostão,

com este,

aquele vizinho...

 

... quando o regresso se torna vão,

vontade tão grande existe,

saudade torna corpo,

embora vivo,

parece morto,

rostos se vão esbatendo,

família se vai esquecendo...

 

... quando o sorriso se esvai,

tristeza nos avassala,

boca emudece,

não fala,

ruga surge, se instala,

desta vida, tão apartado,

fardo se torna pesado,

vazio que nos contrai...

 

... quando o eleito se esvazia,

triste figura,

ruim presságio,

espantalho,

imenso deserto,

reviralho,

sementeira que não produz,

agrura,

rega se torna inútil...

 

... feito de somenos importância,

desgraça queda mais perto,

gota a gota não resulta,

fútil palavra,

muito afecto,

excesso na extravagância,

incúria que se esgota,

pretexto para quem não gosta,

desrespeito,

futuro incerto...

 

... quando a festa nos retrai,

música,

concerto a rodos,

mundilho de tantos loucos,

diversão que não interessa,

gargalhar com nervosismo,

sentido obliterado,

rogado com servilismo,

quanto e quanto recado,

cesto roto em que ele cai...

 

... quando o corpo se contrai,

empequenece

encarquilhado,

maltratado que se vai

deste rumo mal traçado,

se esgueira como coisa pouca,

sorte que lhe bate à porta,

calhar que não importa,

traço no espaço existente,

final de tanta gente...

 

... quando a dor permanece,

memória que não a esquece,

aprofundamento,

sentir intenso,

mil agulhadas nos afligem,

alívio que não surge,

males do MUNDO nos atingem,

 

... quando o calor se vai,

ambiente mais agradável,

inspiramos o que nos rodeia,

vai-se o diabo,

queda o anjo,

crispação não faz sentido,

prato, pleno de fel...

 

... quando nos foi servido,

canta o arcanjo,

cicia a ave multicor,

ninho do seu amor,

folhagem viçosa na árvore,

ventinho, doce feição,

débil, penugenta ainda,

novo augúrio, criação...

 

... tão pendente, quão bem vinda,

rebenta a semente na terra,

vida que recrudesce,

equilíbrio que surge,

aparece...

 

... quando a chuva não cai,

problema que nos aflige,

ventos,

nuvens, clima incerto,

quanto mal não nos atinge,

preocupação se vai agravando,

mal da TERRA que nos alberga,

mal do homem que não a cuida,

na ganância que o norteia,

no interesse que se torna forte,

no rebentamento destrutivo,

desertificação,

dor e morte...

 

... no querer que não é poder,

no acaso que faz sofrer,

quanta miséria semeia,

má condição, ego enorme,

alguns,

com excesso de tudo,

outros,

que morrem à fome...

 

... quando o final se aproxima,

por trás daquela colina,

tão diminutos nos fazemos,

quase extinguimos existência,

valores que nada valem,

dignidade,

não nos anima...

 

... inteireza, carácter,

vergonha,

mentira que nos envilece,

triste condição, vil peçonha,

ruptura,

passado se esquece,

quebra de ritmo,

falência...

 

... quando o amigo nos deixa,

ausência não se suporta,

não presença que faz dano,

entre,

companhia que se estranha,

conversa íntima, que se não tem,

seja quem for, seja quem...

 

... recordação de passado longínquo,

acontecimento,

grande momento,

profícuo,

comentado,

quando falado...

 

... quando a culpa se esquece,

amnésia,

engano propositado,

sociedade que não merece,

anquilosada,

tortuosa,

tão cheiinha de defeito,

vigarice, triste trejeito,

transformação,

metamorfose,

exemplo, disfunção,

osmose...

 

quando a confissão tudo amacia,

provoca desconfiança,

antipatia,

ninguém é dono de ninguém,

muito elevado que seja,

abençoado que se veja,

água benta,

purificação...

 

... quando se erra,

se assume,

consciente, bem formado,

isento de qualquer pecado,

representação,

continua marcado,

sem perdão...

 

... quando a fé é ilusão,

crença numa religião,

ignaro, oportunista,

mentor do VERBO,

paladino,

virtuoso que se disfarça,

inventa, burila, dá graça,

excomunga,

eleva seus olhos ao CÉU,

dignitário, apóstolo seguidor,

dum SER

a quem chama SENHOR...

 

... quando o perdão é grande chaga,

desconfiai do sacramentado,

não se compra,

não se vende,

carácter nasce com a gente,

alma puríssima,

virginal,

não se conjuga com o MAL,

com vestes,

dinheirama em excesso,

TEMPLOS de espanto,

desencanto...

 

... quando o amor não chega,

linhas paralelas,

talvez,

encruzilhada que se não lobriga,

parcos encontros,

entendimentos,

solidão, sedimentos,

obrigação que se não busca,

cegueira que desobriga...

... quando uma mãe não afaga,

não acarinha,

não sofre,

não partilha,

sua condição não se realiza,

pobre, desvalida, sofredora,

quem és tu...

pecadora???...

 

... quando o canalha se engrandece,

ladrão foi,

continua,

prevalece,

foi menino que não cresce,

fogueira que não aquece,

saber que nos inferniza,

pensamento que se escurece,

diaboliza,

lembrança que...

se não esquece... Sherpas!!!...

 

publicado por sherpas às 16:19
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