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Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

Sherpasmania

... albergue de poemas, poesias e... outras manias, bem sentidas, por sinal!!!...

10
Mar15

… um passarinho… cantava!!!...

sherpas

... céu limpo, azul forte encimado pelo astro-rei que nos fornece,

tão brilhante, tão intenso, energético, enquanto nos aquece,

força vital, não distinguindo classes, ideologias ou religiões,

num Alentejo pujante, colorido, diversas regiões,

bem conheço, bem o sei,

 

 

campinas que agradecem, mantos imensos, vilarejos,

horizonte que se perde, quase infinito,

linha ténue lá ao longe, poucas gentes, quase um grito,

aflição de quem não merece,

 

encanto que guardo, agradecido por vida que me foi ofertada,

orgulhoso de minha condição simples,

natural repositório,

quanto arvoredo, quanto gado, pelos ares, revoada,

pássaros diversos, chilreantes, tanto agora como dantes,

 

enorme armazém que vou preenchendo,

ficheiros vários, documento,

quanto regozijo, quanto encontro,

desencontro, lancinante lamento,

perda de um que outro, falecimento,

 

voltas que não me cansam, reviravoltas

na cidade que não é berço,

mais um, entre tantos,

agremiação que se vai reduzindo,

população afável, acolhimento que se renova, não mereço,

vasta memória, não esqueço,

 

acontecimento casual, na esquina, no café, falatório,

tão normal, natural, num diz que se diz,

se contradiz,

se acerta, se coloca, se aponta,

ainda de madrugada, mal o SOL desponta,

 

velhas pedras, seculares, bem mantidas, fortificações,

olhos ávidos que as confrontam,

recuo no tempo, quando remonto,

novas vestes, outros ares,

pintura que cheira a fresco, me encantam,

não afrontam,

 

qual forasteiro, mais um visitante, turista me sinto,

capto imagem, miro, remiro qualquer canto,

recanto,

loucura que me atormenta, fotografo o fotografado,

sem novidade, relembrado,

 

caminho tão calcorreado, vezes sem conta, sem parar,

ar feliz, maravilhado, há quanto tempo afastado,

saudade do ALENTEJO que como,

vistas amplas, quanto gado,

campo sarapintalgado, qual paleta de pintor,

vou compondo mais um quadro,

encantado,

 

fotografia que tiro, cheiro que me persegue,

gente que encontro, conversa que prolongo,

quase comício, conferência,

tendo amigo... como excelência, cultivando predicados,

quantos segredos, recados,

 

quanta maravilha, quanto encanto,

bem na fronteira,

vales, montes, colinas suaves, mais agrestes,

seus recantos, suas fontes, labirintos, ruas estreitinhas,

largos amplos, templos esparsos,

reencontros, puros acasos,

 

acessibilidades que são luxo, mil cuidados para a RAINHA,

campos extensos,

olorosos, pelas flores silvestres, contrastes diversos,

olivais, casario disperso,

aldeias próximas, ao SOL, a CÉU aberto,

 

energia que flui, se espalha, satisfaz qualquer mortal,

sendo simples, tão normal,

 

ensombrecido por acidente inesperado, defunção,

companheiro nesta curta viagem, quase irmão,

num encontro, ocasião,

 

bairro da minha eleição, vista soberba, calmaria,

largo fronteiro a casa de fé,

oração que se repete, numa ida de quem vai à missa,

se persigna,

audição, mesmo em frente, aqui ao pé,

 

apartado respeitador que admite,

não julgo, não julgo ninguém,

aceito diversidade,

compartilho choro, alegria, nesta terra que me trata bem,

 

confronto o que me é ofertado, me delicio,

apontamento isolado, quando calado,

introverto,

CÉU mais perto, sem bulício,

 

muito espaço, casario, tanta dádiva, emoção,

renovação contínua, aparecimento do que estava oculto,

obra grandiosa, de vulto,

altaneira entre tantas outras, dispersas, fortes,

outros destinos, futuros incertos,

suas sortes,

 

recuperação do que foi prisão, manutenção,

único objectivo, maior intenção,

guardar para vindouros, menores que não avaliam,

não sabem, não sabiam, melhor conhecerão,

 

adentro no íntimo, faço parte de quem admira,

reconhece,

porque, cidade aberta,

quanto se dá, quanto oferece,

da fronteira, continuas sendo RAINHA,

população que sofre,

quando parte, mais pobre,

se abespinha,

não esquece raízes, origem arreigada a tal região,

corpo inteiro, coração,

 

travessa estreitinha,

casario, vozearia numa tasca,

quando passo, logo se afasta,

 

recordo tempo  longínquo, ajuntamento de amigos,

esganiçado, voz afinada,

mesa comprida, cheiro a chouriça assada,

azeitonas, entremeada,

nacos de pão,

jarros plenos de vinho,

um copo que se levanta, uma voz, poetizada,

vinda do fundo da alma, num fim de tarde calma,

 

pretexto mais que indicado, sem preparação, afinado,

coro de vozes potentes,

recordando aquilo que sentes, grupo de boas gentes,

convívio,

desafio,

 

um passarinho cantava às quatro da madrugada,

agora património imaterial,

consagrado sofrer dum povo,

nada de novo, tão normal,

pedacinho de PORTUGAL,

 

não nascido, adoptado, ELVAS, cidade bonita,

reconhecido... meu obrigado, um destino, minha sina,

 

quando recordo, assim faço,

saboreio ALENTEJO que gosto,

vida inteira que se esfuma

em qualquer recanto se arruma,

nele me encontro, por aqui passo,

 

som arrastado na conversa, assunto capital,

recreio,

quando interessa, não interessa, numa vinda, num passeio,

numa estadia mais prolongada,

meu refúgio, minha casa,

vivo cada momento,

sorriso, choro, lamento!!!... Sherpas!!!...

 

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